Homenagem ao Renato Gonçalves
02/27/2006Dedicado aos jornalistas
02/27/2006Este é o nível e qualidade do jornalismo que se pratica em Portugal: dois jornais “populares” (ou seja, dirigidos aos leitores mais imbecis, toscos e fáceis de contentar) noticiam o mesmo caso com versões diferentes. Vai uma adivinha? Qual das notícias é verdadeira? É para isto que andam a frequentar universidades? Mais valia treinarem para canalizadores ou pedreiros. Poupavam-se alguns milhares de Palop’s e ucranianos.
Um pouco de futebol
02/27/2006Mais um pouco de Justiça
02/27/2006Um pouco de Justiça
02/27/2006Um pouco de Ciência
02/27/2006Uma “g’anda causa” (micro é a tua!)
02/27/2006Cumprimentos à “Sabine”
02/27/2006“Não me mates, João…
02/25/2006…que eu podia ser tua mãe!” – sugestão de título, não original, para as muitas reportagens e notícias que nos inundaram nestes últimos dias, a propósito da morte de um toxicodependente, sem-abrigo e transsexual. Coitado. Morreu, o que deve ter sido o menor dos males que teria suportado, nos últimos tempos de vida.
Nojo, nojo, foi a exibição jornalistica. Choraram baba e ranho, em tristes tiradas de cariz filosófico, com tonalidades do discurso urbano-depressivo do Bloco de Esquerda. Fomos nós todos que o matámos! Somos assassinos, pelas mãos dessas crianças que crescem na pobreza e que nós ignoramos!
Não há limites para o descontrole emocional dos jornalistas? Já não há ninguém que tenha feito a tropa no Ultramar, por essas redacções fora, e saiba o que é ver um cadáver, sem ter um ataque de histeria? Ou o “lobby gay” anda tão desenfreado que já faz a agenda das televisões e a primeira página dos jornais de referência?
O mais tocante de tudo é já andarem com as desculpas do costume, para as criancinhas (???) de 14, 15 anos. Primeiro, crianças é termo que, hoje em dia, bem pode parar nos 10, 11 anos. Segundo, desculpá-los é dar-lhes autorização para fazerem o mesmo. E depois de alguns tempos agradáveis, num “Colégio”, a insultar e agredir os funcionários, hão-de sair em liberdade para violar, matar e roubar. A culpa não é deles, coitadinhos. É da sociedade.
Este nunca passou fome
02/24/2006Joel Neto, um jornalista com “H” grande
02/24/2006Convinha saber
02/24/2006Conde, petulante e pouco inteligente
02/23/2006Claro que o conde olha, petulante e snob, e ainda faz questão de salientar que os seus antepassados se deram ao luxo de nada fazer durante toda a vida. Nunca trabalharam. Explica que trata a mulher por você, deixando à imaginação da populaça o quão delirantes devem ser alguns diálogos mais privados que, necessariamente, atravessam a vida de qualquer casal. O conde é o retrato perfeito das famílias ricas de Portugal: nobre, petulante, esperto, mas pouco inteligente.
O conde vê o País à sua imagem e acha que o relato da sua vida é algo de corriqueiro e normal. Prefiro um Joe Berardo, saído dos ringues de boxe da África do Sul, ou o Belmiro-filho-de-carpinteiro-mas-casado-com-uma-senhora-de-famílias-ricas. Esses teriam a decência de não cuspir para cima de quem lhes safou parte da fortuna, como fez José Eduardo Moniz, ao levar a TVI a dar lucro. E a gentileza de não amesquinhar, em público, quem trabalhou para ele, com honestidade e dedicação. Mas isso deve ser um problema de ordem genética. Há tantas gerações sem trabalhar, ainda lhes deve fazer alguma confusão o cheiro a suor fora dos courts de ténis.
O alívio
02/23/2006Agora que estamos prestes a despedir-nos deste poço de lágrimas, fica aqui o nosso adeus aliviado ao único Presidente que nunca se conseguiu fazer perceber na sua língua nativa, precisando de recorrer ao inglês para ser entendido. O facto de escolher a Argélia para última visita oficial pode ser premonitório. Talvez escolha exilar-se nalgum país estrangeiro, concluído o seu mandato. Na Madeira, por exemplo.
Uma citação
02/22/2006Notícias da Praça de Espanha
02/22/2006Como sempre, uma no Ocidente, outra no fundamentalismo. Condena as caricaturas, mas é contra a violência. Se quiserem saber melhor o que pensa a comunidade islâmica “portuguesa”, vão até ao site da Comunidade Islâmica da Web, controlado pelo engenheiro Tayeb, destacada personalidade da “Ummah” (Nação muçulmana…) mas que também diz ter a nacionalidade portuguesa. Basta uma olhadela às discussões que ali se travam para se perceber o que pensam de nós os maometanos que aqui vivem.
E o nosso amigo Tayeb é, pelos vistos, outro especialista em incineração. Afirma ele, num dos fóruns daquele site, que a câmara de gás de Auschwitz não podia ser a que serviu para matar tantos judeus. “Aquela porta não era adequada para se matar pessoas lá dentro”. E recomenda a um outro participante nesse fórum que visite um crematório, para confirmar que os corpos incinerados não se transformam em pó. Tudo isto para quê? Para, explica o engº Tayeb, deixar “bem claro não estou a negar que talvez tenham morrido tantos milhões de pessoas nas mãos dos nazis. O que digo que não terão da maneira como nos é dito”.
Dá para perceber, engº Tayeb. Dá para perceber, não obstante o seu mau português. O que é desculpável, porque você deve passar mais tempo a falar árabe do que a língua do País cuja nacionalidade lhe permite vantagens óbvias, em matéria de nível de vida.
A beatificação do Pedro Tadeu
02/22/2006Turquia, um inimigo da Europa
02/22/2006Tal filho, tal pai….
02/20/2006Portugueses só os católicos?
02/20/2006Vitorio Cardoso, do Portas do Cerco, tem trocado comigo algumas observações interessantes, a propósito da crise dos cartoons – isto na sequência de um comentário meu ao seu post onde zurzia n’O Independente, por este escrever em manchete “Somos todos dinamarqueses”.
O jovem explica considerar a manchete de mau-gosto porque “Inês Serras Lopes, não creio ser católica praticante, e os manifestantes (de solidariedade) portugueses pro causa dinamarquesa eram na sua maioria não crentes, elementos da esquerda política, ateus, agnósticos tb provavelmente, enquanto que provavelmente, nenhum crente praticante aderiu à manifestação das vinte alminhas, na rua Castilho (…) Porque a maioria dos portugueses por serem crentes, católicos e por esta ser a sua tradição e identidade, não alinham nessas guerras contra a Fé!”
E acrescenta Vitorio Cardoso: “Não sei se me fiz perceber o sarcasmo do post no meu blog, pois a brincar, a brincar, quis dizer que essas pessoas provavelmente, não as poderei considerar portuguesas mas sim estrangeiradas, pois não estavam a defender a tradição e a identidade da lusitâniedade católica de Portugal.”
O jovem Cardoso resvala para terrenos perigosos e lamacentos. Meu caro, mas só é Português quem tiver as qualidades que você acha que deve ter? Olhe que brincar com isto é brincar com o fogo. A ser assim, você não reconhece os portugueses muçulmanos como portugueses, certo? Porque estes não defendem – isso lhe garanto – “a tradição e a identidade da lusitâniedade católica de Portugal.”
O que diria disto o seu mestre Franco Nogueira, um homem que pensou Portugal multirracial e pluricontinental, abarcando raças e credos diversos, de Minho a Timor, passando por Goa, Damão e Dio? Ou o professor Adriano Moreira, membro ilustre da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, organização de que você também faz parte? Ou o dr. Jorge Rangel, que preside à mesma Sociedade e que lutou, na Guiné, lado a lado com unidades do Batalhão de Comandos Africanos, maioritariamente composto por muçulmanos?
Publicado por maquinazero
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