Foi interessante de seguir a cobertura noticiosa da operação Torre de Controle. Cerca de 600 agentes da autoridade foram necessários para fazer cumprir mais de centena e meia de mandados de busca naquele ninho de criminosos. Como sempre, a facção esquerdista que domina grande parte das Redacções em Portugal tratou de minorar os efeitos da operação. Essa manobra é mais visível na Imprensa de hoje. O Diário de Notícias salienta, na primeira página, que a operação "apenas rendeu 19 armas". Claro. 600 horrorosos polícias foram aterrorizar uma população trabalhadora e honesta, apenas porque a PSP, os seus agentes e os delegados do Ministério Público são uma cambada de sádicos e perversos, que tem um prazer especial em apontar pistolas à cabeça de crianças e mulheres. E, imaginem! "apesar do balanço numérico, a polícia diz que a acção foi positiva", escreve a jornalista Ana Mafalda Inácio. Só lhe faltava acrescentar: Vigaristas! Apenas apreenderam 19 armas…
A reportagem incluiu o habitual desfiar de exemplos dos desgraçadinhos que ali vivem, vítimas da brutalidade policial. Muito bem. A jornalista escreve que, mal a polícia saiu, o bairro explodiu em festa e em insultos aos agentes. Pois. Gente inocente, coitados. No entanto, chamam-se os bois pelos nomes: o bairro é dos piores de Lisboa e é habitado quase exclusivamente por ciganos e africanos.
O inefável Público, o mais lacrimejante de todos os jornais quando se trata de elogiar a bandidagem e acusar as autoridades de deriva securitária (a culpa é sempre da sociedade…) esteve no seu melhor. Em duas páginas, explica o que aconteceu: "Polícias 'partiram tudo e não encontraram nada". O autor desta duas páginas, José Bento Amaro, sintetiza, com a sua enorme capacidade jornalística: "O aparato foi maior do que os resultados" (Só não seria se apreendessem uma arma por cada agente envolvido, digo eu…) e a operação deixou "moradores revoltados" (Claro! Quem é inocente, como são sempre os alvos de operações policiais, para o tipo de abordagem que o Público faz, tem todo o direito de ficar revoltado..) Aliás, o melhor exemplo disso são as prisões. Todos os que lá estão se dizem inocentes.
Nas televisões, confesso que só deitei um olho à SIC. E percebi por que razão a televisão do Balsemão anda regularmente em terceiro (e último) lugar no ranking das audiências. Não vi – mas pode ser que alguém tenha referido – nenhuma preocupação ou destaque perante o facto de se mobilizar quase um batalhão, em termos de efectivos militares, para se fazer uma rusga a um bairro de Lisboa. Chegará o dia em que, nalgumas zonas, as forças policiais terão que utilizar veículos blindados, para enfrentar as armas dos criminosos – com a ajuda deste precioso jornalismo, atento e lambedor de botas a tudo quanto é criminoso e marginal.
Ao ponto de, como escrevia ontem o Primeiro de Janeiro, se classificarem de "pesadas" as penas de 19 e 23 anos de prisão, aplicadas aos assassinos do polícia abatido na Cova da Moura. Os dois condenados têm, respectivamente, 21 e 41 anos. Ambos são de origem africana. O mais jovem, na pior das hipóteses, estará cá fora aos 40 anos. Se não matar ninguém, na cadeia, sai quando cumprir 2/3 da pena. O agente Irineu Diniz, abatido à queima-roupa com mais de 20 tiros de uma metralhadora Uzi e de um espingarda de repetição, está morto e enterrado.
05/03/2006 ás 6:02 PM |
E voçé di que Alí Babá não conosceu máis ladróns porque não nasceu en Portugal? Venha voçé a Galiza ou a Espanha, e pensará que Portugal é o melhor lugar do planeta!!!
05/03/2006 ás 6:30 PM |
Ooops. Minhas desculpas! Pode haver mais ladrões em Galiza ou Espanha, pero los salários son muy mais altos… Que roubém, sim, mas deixem algum para nosotros…
05/03/2006 ás 7:36 PM |
será que para ser jornalista se tem que fazer uma PGA e ser corrigida pelos Bloco de Esquerda?
De facto toda gente se queixa do mesmo
05/03/2006 ás 7:52 PM |
Nas faculdades onde se ‘ensina’ jornalismo, quem manda são os professores de Esquerda. ainda por cima, a velha Esquerda, frustada e ressabiada, que quis fazer a revolução no 25 de Abril, sem perceber que aquilo era apenas um golpe de Estado. Quando a Estrela Serrano, que passou parte substancial da sua vida profissional a ser assessora do Mário Soares, surge como uma ‘referência’ do jornalismo, está tudo dito.
05/03/2006 ás 8:20 PM |
Quanto à mudança para o wordpress: “também tu, brutus?”
pois. tb fiquei farto dos buracos do blogspot…
quanto à rusga em camarate… sabe que aqueles 600 agentes conseguiram o feito de apanhar… 3 pistolas? O mal destas grandes operações é que dão grande alarido, e algures, há sempre alguém que “bufa” e avisa a malta.
talvez fosse mais avisado (mas menos mediático, é certo… e no fundo talvez seja esse o vero objectivo) fazer uma série de pequenas operações, mais frequentes e discretas, mas certamente mais eficientes, ainda que menos mediáticas…
05/03/2006 ás 9:19 PM |
mas o que tu percebes de jornalismo para estares sempre a opinar???
05/03/2006 ás 9:23 PM |
Meu caro zé das coivas: e você? o que é que você percebe de jornalismo para estar a perguntar o que é que eu percebo de jornalismo?
05/03/2006 ás 9:25 PM |
Meu caro Rui Martins: Julgo que o total de armas apreendidas se cifrou em 19. E olhe que 19 armas ainda fazem estrago. Por outro lado, aquele bairro é como a Cova da Moura. Pior, aliás. E na Cova da Moura, a polícia não entra com menos de 30/40 agentes do CI, para além de outros tantos de prevenção, incluindo uma equipa dos GOE.
05/04/2006 ás 9:42 am |
[...] Jornalismo lambe-botas [...]
05/05/2006 ás 8:33 PM |
[...] Fiquei comovido com o texto do ex-bastonário e próspero advogado José Miguel Júdice, no Público de hoje. Que tocante! Que sensibilidade para os problemas sociais do Bairro da Torre. Quão pungente é a preocupação revelada por José Miguel Júdice em relação àquelas vítimas da pobreza e da exclusão! Pergunto-me a mim próprio como é que o ex-bastonário consegue jantar (ou almoçar…) no luxuoso restaurante Eleven, de que é co-proprietário, depois se ter deparado com tão chocante acontecimento, como foi a rusga ali feita, esta semana. De certeza que perdeu o apetite. [...]
03/18/2007 ás 1:09 am |
[...] por imigrantes e membros de minorias étnicas. Noutra operação, em Maio de 2006, no Bairro da Torre, arredores de Lisboa, a polícia teve que reunir efectivos correspondentes a um batalhão – cerca [...]