(II) Jornalismo de causas – Alexandra Lucas Coelho, Público

06/29/2006

Os textos mais lacrimejantes de toda a Imprensa portuguesa dão à estampa nesse panfleto bem disfarçado de jornal que se chama “Público“. Assinados por Alexandra Lucas Coelho, têm algo de comum com as teorias raciais do autor de Mein Kampf: desumanizam os judeus. Involuntariamente ou não, é um facto que produzem esse efeito. Alexandra Lucas Coelho retrata os palestinianos como gente comum, simples, que apenas quer criar os seus filhos em paz. E não pode. Porque lá vem um avião israelita, a quebrar a barreira do som, e a criança palestiniana estremece e acorda com o estrondo, sobressaltada, correndo para os braços da mãe, apavorada. Claro que as crianças israelitas não têm este tipo de sentimentos. O sangue das crianças israelitas não corre, como o das cranças palestinianas, quando são atingidas a tiro ou esventradas por bombas. As crianças israelitas não têm pesadelos por causa da guerra, porque estão demasiados ocupadas a pensar como é que hão-de torturar e matar os palestinianos. Porque do outro lado da fronteira, só há monstros e máquinas de guerra que têm como objectivo fundamental, na vida, infligir dor aos paletinianos.

Alexandra Lucas Coelho é uma jornalista de uma das causas mais curiosas da actualidade. Porque esssa causa coloca lado a lado, como companheiros da mesma trincheira, o sr. Le Pen e o sr. Francisco Louçã. Tal como já levou este último a dar a mão (no sentido real, não figurado) a Freitas do Amaral, numa manifestação contra Israel. O anti-semitismo, encapotado ou disfarçado, senta a Esquerda revolucionária, urbana e caviar, ao colo da extrema-direita de contornos neo-nazis. Ambos odeiam o capitalismo, dadas as suas raízes socialistas (Hitler, não esqueçam, era nacional-socialista). Ambos consideram que o capitalismo é um instrumento manipulado, senão inventado, pelos judeus, para controlar o mundo.

Desumanizar o adversário é o primeiro passo para poder exterminá-lo. Retratar quem se combate como um ser não-humano, tónica comum do discurso árabe em relação aos judeus, justifica que se liquide esse inimigo, que se procure legitimamente a sua extinção. A tese dos Untermensch, dos sub-humanos, alarvemente pregada desde tempos imemoriais, continua a ocupar lugar de destaque entre os nossos contemporâneos. O discurso assumiu nuances e tonalidades diferentes. Vai desde a selvejaria típica da Nação do Islão, essa seita asquerosa de racistas negros chefiados por Louis Farrahkan, até às subtilezas de pensamento da mais delicodoce Esquerda europeia.

“Les beaux esprits toujours se rencontrent”…


Fernando Ruas rejeita desculpas – Fiscais do Ambiente são mesmo para correr à pedrada

06/28/2006

O social-democrata Fernando Ruas diz que não pede desculpas pelo facto de ter incitado à violência contra agentes do Estado, quando apelou aos autarcas da região de Viseu para que corram à pedrada os fiscais do Ministério do Ambiente. O Procurador-Geral da República está a dormir, está de férias ou desistiu de fazer Justiça? Ou então estou enganado e apelar à violência, publicamente, ainda por cima contra agentes titulares de autoridade do Estado, já deixou de ser crime, em Portugal


(I) Jornalistas de causas – Filomena Martins, Correio da Manhã

06/28/2006

O mais populista, popularucho e (infelizmente) popular dos diários portugueses tem uma subdirectora de fazer inveja à tropa que milita no Público, o panfleto mais bem disfarçado de jornal. Como é que a jornalista Filomena Martins reage, perante a extrema-direita? Cortando a direito (salvo seja..) nos princípios mais elementares do jornalismo (a insenção, a imparcialidade, o relacto factual dos acontecimentos e outras balelas e tolices que a ética e a deontologia referem) e propondo que os jornalistas façam isto:

A melhor forma de lidar com esse fenómeno desprezível, xenófobo e racista, tem duas vias: o ataque, relevando o pior do que defendem sem contemplações e controlando os seus passos ao milímetro, agindo contra todas as ilegalidades; ou o desprezo, cortando-lhe campo de manobra e impedindo qualquer tipo de promoção.”

Parabéns, Filomena Martins! Já agora, em relação à extrema-esquerda, defende o mesmo?


(I) Artistas de Esquerda – Jill Greenberg

06/28/2006

Conceituada fotógrafa norte-americana, Jill Greenberg resolveu “explorar” novas áreas na dicotomia fotografia-política (paleio de esquerda, claro está…). Pegou em crianças de três, quatro anos, levou-as para o seu estúdio, despiu-as e depois fê-las cair num estado de angústia e medo, provocando-lhes violentas crises de choro. Os retratos daí resultantes foram baptizados com títulos anti-Bush (“Four more years”, p.exemplo). Escusado será dizer que todo o ’stablishment’ de Esquerda, nos EUA, a transformou num ícone.

A palavra ao Artista de Esquerda:”The first little boy I shot, Liam, suddenly became hysterically upset. It reminded me of helplessness and anger I feel about our current political and social situation. The most dangerous fundamentalists aren’t just waging war in Iraq; they’re attacking evolution, blocking medical research and ignoring the environment.”
É gente assim que me faz ter dúvidas sobre se a abolição da pena de morte será uma decisão correcta. Aliás, o calibre desta gentalha está bem patente no facto de a fotógrafa ter tentado retaliar contra um bloguista crítico, chegando ao ponto de contactar o responsável da empresa onde ele trabalha. Nojento, como é típico desta Esquerda que, até há pouco tempo, se babava de gozo perante as fotografias de um tal Robert Mapplethorpe – incluindo meninas de quatro anos de idade com os genitais à mostra. Curioso, o slêncio que se fez em torno do mesmo “artista”, depois de rebentarem os escândalos de pedofilia


Fernando Ruas “desmente” Fernando Ruas

06/28/2006

O presidente da Associação Nacional de Municípios, Fernando Ruas, “incitou as populações a desrespeitar as regras democráticas e de direito”, afirmam os sindicatos da Função Pública. Fernando Ruas tenta diminuir os efeitos da sua enorme patada na poça, e diz hoje ao Jornal de Notícias que “quando disse que os presidentes de junta deviam ‘correr à pedrada’ os fiscais do Ministério do Ambiente estava a falar ‘em sentido figurado”. Ou seja, quando o presidente diz para os “correr à pedrada” não quer dizer para os “correr à pedrada”. Lindo. Grande “país dos autarcas”!

A propósito: O senhor Procurador-Geral da República está a dormir?  Apelar à violência contra autoridades do Estado já não é crime?


Presidente da Associação Nacional de Municípios incita à violência contra fiscais do Ministério do Ambiente

06/28/2006

“Arranjem lá um grupo e corram-nos à pedrada”, disse Fernando Ruas, anteontem, durante uma reunião da Assembleia Municipal de Viseu, a propósito do facto de alguns autarcas se queixarem de multas passadas por fiscais do Ministério do Ambiente. O senhor Procurador-Geral da República já está de férias? Nenhum Procurador ou delegado do Ministério Público lê jornais? É que eu iria jurar que este incitamento à violência contra funcionários do Estado no exercício das suas funções, é um crime. Será que os tão corajosos magistrados do Ministério Público temem o poder deste senhor Fernando Ruas, militante social-democrata e um lídimo representante dessa coisa chamada “país dos autarcas”?


Lusa entrevista embaixador de estado terrorista – Irão faz ameaças veladas a Portugal

06/27/2006

Começa por ser discutível o interesse da agência noticiosa Lusa (onde o Governo e aquele senhor irmão do ex-seleccionador nacional António Oliveira têm maioria) entrevistar o embaixador do Irão. Este senhor, representante de uma ditadura sanguinária e ainda por cima religiosa, nada tem a dizer que interesse aos portugueses. Terá algo a dizer, isso sim, que interessa a alguns portugueses: aos que ganham milhões em negócios com países destes, fazendo parte de associações de “amizade” e tendo ainda fortes laços ao mundo político.

O representante dessa ditadureza torpe “sublinha as vantagens que Portugal poderia obter de uma aproximação ao regime de Teerão, lembra que o seu país é 17 vezes maior que Portugal, tem a segunda reserva de gás natural do mundo e a quarta maior de petróleo. Para além disso, controla o estreito de Ormuz, por onde passa 60 por cento do petróleo mundial.” Em troca, claro de Portugal ocupar um lugar que está vago (?) nas negociações sobre a produção de armas nucleares, por parte daquele regime de facínoras e assassinos.
Perceberam? Já é a segunda vez que o Irão tenta “convencer” Portugal a quebrar a solidariedade com a Europa e estabelecer relações privilegiadas com a ditadureza dos aitolás sanguinários e loucos. Grave é que a direcção da agência noticosa nacional dê voz a ameças deste género e publicite tentativas de chantagem e suborno, com tanta falta de vergonha como esta. Ou será apenas o caso de o jornalista que fez a entrevista estar mais talhado, profissionalmente, para suporte de microfone, não lhe ocorrendo colocar algumas questões incómodas? Por exemplo, pedir ao embaixador para explicar melhor o que quer dizer com isso de “controlar” o estreito de Ormuz, por onde passa 60 por cento do petróleo mundial…


Máquina Zero responde a Daniel Oliveira

06/27/2006

Meu caro:

Assuma as suas responsabilidades. Você errou. A jornalista australiana Liz Jackson fez um trabalho intocável do ponto de vista jornalístico. Aliás, julgo que será interessante saber a opinião dela àcerca dos comentários que você fez sobre a qualidade jornalística desse trabalho. Por isso, vou mandar-lhe uma tradução do seu post. Em matéria de responsabilidades, assuma as suas. Nós – os que escrevem aqui, no Máquina Zero – assumimos as nossas. E olhe que temos todos uma característica comum. Não sabemos quando é que iremos morrer. Nem sabemos de que é que iremos morrer. Mas sabemos que há duas coisas de que não morreremos: de parto ou de medo.

Máquina Zero

PS – Optamos por responder ao Daniel Oliveira desta forma porque no seu blogue Arrastão (que raio de nome…) os comentários são “moderados” (eufemismo utilizado pela Esquerda para designar “censura”)


Timor, jornalismo e campanhas – Daniel Oliveira responde a Máquina Zero

06/27/2006
  1. Daniel Oliveira Says:
    June 27th, 2006 at 12:07 pm e
  2. O diz alguém tem de ser citado. Quando nao se trata de informaçao confirmada, o “diz-se” nao existe em jornalismo. As acusaçoes, quando sao feitas e quando tem este nivel de gravidade citam-se dizendo quem as disse ou poe-se a pessoa a dize-lo. Quando se começa assim uma peça sem dizer quem o diz é de calúnia que se trata. Até porque ele é evidentemente muçulmano, isso nao é uma acusaçao. Comunista é uma questao de opiniao. E terrorista é ou nao um facto. Quem disse?A ideia é evidentemente criar um preconceito no telespectador, deixando no ar a suspeita, sem lhe dar voz directa e misturando factos com insultos. O muçulmano misturado com o terrorista nao é obviamente inocente.Se eu vir uma manifestaçao em que chamam ladrao a Sócrates e como jornalista começar uma voz off assim: “Sócrates é socialista, agnóstico e ladrao” dizem os manifestantes em Portugal, apesar de nao haver provas no terreno destas acusaçoes”. O que diria voce? Que eu estava a caluniar o primeiro-ministro. Ou nao?Desculpem a falta de pontuaçao. O teclado está marado.

    Espero que voce se responsabilize pelos comentários aqui escritos. E mais nao digo.

  1. maquinazero Says:
    June 27th, 2006 at 12:48 pm e
  2. Errado, meu caro Daniel Oliveira. Primeiro: a jornalista não começa a peça como você diz! Segundo, identifica claramente de onde vêm essas acusações. Terceiro, claro que não seria caluniar o primeiro-ministro, começar uma peça como você sugere. Confesse lá, meteu a pata na poça mais uma vez (a outra foi com aquela dose fabulosa de anti-americanismo primário, a propósito do jornalista de óculos escuros com que Bush gozou). Por último, alegar que “a imparcial e informada jornalista australiana define o primeiro-ministro demissionário” Mari Alkatiri como «um terrorista, um comunista e um muçulmano» é falso. A jornalista não o faz. Reproduzir esta versão – que já surgiu noutro blogue pela mão de um tal Nuno Ramos de Almeida – é veicular informações falsas e participar numa campanha objectiva e clara contra Xanana Gusmão, deitando gasolina na fogueira que arde em Timor.      Máquina Zero
  3. PS – Sobre comentários, eles não são moderados, neste blogue. Eu não sou de Esquerda. Apago os insultos, logo que os descubro e deixo os comentários, mesmo quando discordo.

Dirigente do Bloco de Esquerda apoia campanha contra Xanana Gusmão

06/26/2006

Daniel Oliveira, o homem que apelava recentemente, no Expresso, para que viessem mais imigrantes para Portugal a fim de tomarem conta das nossas cidades, faz hoje eco de uma manobra de contra-informação, divulgando falsas informações sobre uma reportagem de Liz Jackson, da Australian Broadcasting Corporation, sobre Timor.

Daniel Oliveira, no seu blogue Arrastão, acusa a jornalista de produzir uma reportagem parcial, sem credibilidade, chamando-lhe inclusivé “material de propaganda”. Porquê? A jornalista começaria a reportagem por dizer que Alkatiri era “um terrorista, um comunista e um muçulmano”. Mas Daniel Oliveira, que inclui um link para o vídeo, nem sequer ouviu a reportagem.

Se tivesse ouvido, perceberia que a jornalista diz, exactamente, isto:”Ao mesmo tempo que forças internacionais ajudam Timor-Leste a emergir da violência e da balbúrdia, o empurrão politico é agora para forçar o Primeiro Ministro do país, Dr Mari Alkatiri, a demitir-se. Alkatiri é um terrorista, um comunista, um Muçulmano, dizem os homens concentrados na montanha ao Ministro dos Estrangeiros Ramos Horta. Os rumores acerca do Dr Alkatiri são muitos e selvagens. Mas a evidência no terreno é magra. É aqui que nos foi dito, pela primeira vez, que Alkatiri ordenou ao seu Ministro do Interior que entregasse armas para um grupo de segurança secreto.”

Mas Daniel Oliveira escreve isto:”Alkatiri é um terrorista, um comunista e um muçulmano’. É assim que a imparcial e informada jornalista australiana define o primeiro-ministro demissionário. É assim que define a credibilidade do seu trabalho. É partindo deste material de propaganda para fazer cair o primeiro-ministro que Xanana define a sua absoluta irresponsabilidade política”

Talvez isto explique melhor porque razão Timor está à beira de um banho de sangue. Tal como em 1975, quando um grupo militantes de extrema-esquerda ido de Portugal desembarcou ali, com instruções para levar a “revolução” até Timor. Curiosamente, já não é a primeira vez que Daniel Oliveira ataca violentamente o presidente Xanana Gusmão. Quais são os objectivos deste dirigente do Bloco de Esquerda, em relação a Timor?


Casa Pia: inspector da PJ acusa jornais de “contra-informação”

06/26/2006

O jornal "24 Horas", a revista "Focus" e o semanário "Expresso" (este, durante "uma fase") faziam contra-informação para perturbar o processo de investigação da Casa Pia, afirmou o inspector-chefe Dias André. Este agente da autoridade, braço-direito da principal responsável pela investigação, respondia a perguntas feitas pelo advogado de 'Bibi', José Maria Martins. Aguarda-se ansiosamente a reacção do "24 Horas", da "Focus" e do "Expresso". A propósito, perturbar o decurso de uma investigação policial não é crime? O sr. Procurador-Geral da República está atento a isto? Ou vai deixar passar em claro afirmações com esta gravidade? Por outro lado, os órgãos de Comunicação Social referidos vão ficar calados, judicialmente? Vão limitar-se a mandar umas "bocas", nas suas próximas edições, e vão ficar quietos? Não vão tentar esclarecer isto, custe o que custar? Vai uma aposta?


Consulado português em Macau nega asilo político a cidadão chinês

06/24/2006

asilopoliticomacau.jpg

Ora aqui está uma notícia curiosa. De acordo com um jornal português de Macau, um indivíduo chinês entrou no consulado português e pediu asilo político. Os funcionários do consulado explicaram-lhe "que não era possível oferecer-lhe protecção consular, por não se encontrar em condições para o requerer" e chamaram a polícia, que o deteve. Como é? Não estava em condições de requerer asilo político? O que é isto?

PS – Algumas horas depois deste post, verifico com surpresa que o cônsul português em Macau, Moitinho de Almeida, explicou que “não há qualquer possibilidade de dar protecção consular a um cidadão não nacional." Ou seja, as representações diplomáticas portuguesas não dão asilo político. Mas deram ao Nino Vieira, na Guiné-Bissau. Serão novas instruções do professor Freitas do Amaral? Nenhum jornalista pergunta ao Carneiro Jacinto o que se passa? É que, ao longo da História, as embaixadas e consulados sempre constituíram refúgio seguro, nestas situações. Será que o Governo de José Sócrates inaugurou uma nova fase na política externa portuguesa, rejeitando pedidos deste género?


Última leitura edificante – jornal Público

06/24/2006

Com honras de capa no suplemento Y, o panfleto de esquerda mais bem disfarçado de jornal anuncia a música do futuro. Como não podia deixar de ser, é um lamber de botas a qualquer coisa que não é branca nem ocidental. Um tal Vitor Belanciano, feito profeta da sarjeta e da escória, revela ao mundo a existência do Kuduro. Claro que é num "espaço de cumplicidades" que o Belanciano encontra praticantes de "uma das músicas de dança mais ouvidas em Lisboa". E descreve uma das suas actuações. A páginas tantas, um dos "artistas" (???) grita, ao microfone: "Caralho! Endireita esses colhões". E o Belanciano escreve-o, com todas as letras. Isto, meus caros leitores, "é Kuduro – liberdade total de expressão", justifica Conductor, um dos tais "artistas", citado pelo Belanciano. E deixemos o artista explicar-se: "É normal aparecerem pelo meio uns 'porra ou umas 'caralhadas'. São sons. Sons normais"

Permitam-me discordar. Talvez o Vítor Belanciano e o Conductor estejam habituados a ouvir plavras como "caralho" e "colhões" à mesa, ditas pelo pai ou pela mãe. Talvez ambos achem que aceitar ester termos como "sons normais" faz parte da "validação de linguagens urbanas". E ambos estejam decididos a apanhar esta "nova energia que anda no ar", como escreve o Vítor Belanciano. Eu, cá por mim, não me lembro de ter ouvido nenhuma daquelas palavras ao meu pai e à minha mãe. Quanto a validar estas tais "linguagens urbanas", acho que o estrume é bom, mas nas hortas. E estou quase certo de que a família do jornalista Vitor Belanciano, que tão alegremente elogia gente reles e sem educação, é capaz de achar o mesmo que eu. 


Mais leituras edificantes – Diário de Notícias

06/24/2006

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Num artigo de opinião na edição de hoje do DN, Nuno Severiano Teixeira, que até já foi ministro da Administração Interna – foge, cão, que te fazem barão…- desanca nos EUA a quem acusa de unilateralismo e arrogância internacional. Nuno Severiano Teixeira pertence áquela classe de políticos europeus para quem o Diabo está na outra margem do Atlântico e Bush é um sério candidato a genocida. Nuno Severiano Teixeira cita exemplos do sucesso da propaganda de Esquerda: na Europa e no Japão, nove em cada dez pessoas ouviram falar de Guantánamo e Abu Ghraib. E lembra que a imagem do iraquiano nú puxado pela trela por uma militar americana tornou-se um ícone tão forte como o da menina vietnamita que foge nua pela estrada de um ataque de napalm – imagem que ilustra este post.

Nuno Severiano Teixeira está enganado, em matéria de posicionamento partidário. O que não é de admirar, nesse "centrão" cinzento que engloba hoje PSD e PS. Anda por lá tudo o que só aspira a poder, comendas e comezainas. Este tipo de discurso é mais típico desse saco de gatos ideológico que é o Bloco de Esquerda. Mas nunca se deve menosprezar a capacidade de cuspir no próprio prato de sopa, imagem de marca da Esquerda. O horror que vive na outra margem do Atlântico conseguiu derrotar a maior ameaça à Liberdade que marcou todo o século XX, o Comunismo. O medo de que consiga fazê-lo ao Terrorismo incita gente como o Nuno Severiano Teixeira a encher páginas de jornais com prosas de nítida má qualidade e raciocínios torpes.

Se o inefável Nuno Severiano Teixeira fosse mais honesto, politicamente, deveria lembrar o que aconteceu à criança vietnamita, anos depois do "triunfo" dos libertadores do Vietname do Sul. Mas isso não lhe convém. A única coisa que lhe interessa é o "retrato" dos americanos, enquanto monstros. Porque esta jovem é hoje cidadã canadiana, após ter fugido do seu país, tal como centenas de milhar de desesperados. Na altura – lembram-se? – chamavam-lhes "boat people". Arriscavam a vida, tal como os balseros cubanos, para abandonar o "paraíso" construído pelos comunistas. O mesmo paraíso que os 50 mil mortos americanos naquela guerra tentaram evitar. Quem fica mal na foto, ó Nuno Severiano Teixeira, é você, com o seu anti-americanismo primário.


Leituras edificantes – semanário Expresso

06/24/2006

Nada como perder algum tempo a folhear os semanários de referência e os diários tradicionais. É um gozo para o espírito e uma satisfação para a alma. Na página 118 da revista Única, esse amontoado disforme de papel e fotografias, temos um discreto e envergonhado desmentido, publicado ao abrigo da Lei de Imprensa. Para quem tiver em memória o artigo que o suscita – "Morte em chinês", da edição nº 1753 – o desmentido é demolidor. 

Diz o presidente da Liga dos Chineses em Portugal que as suas declarações foram alvo de "deturpação" e "descontextualização", o que levou a que a revista do Expresso transmitisse para o público uma ideia "completamente diferente da realidade". Para se avaliar da gravidade deste caso, convém ler, lado a lado, o artigo citado e o desmentido. É simplesmente de arrepiar. Fica-nos a interrogação: será que é possível chamar a isto jornalismo?


Os segredos do jornalismo actual

06/23/2006

"Ganhou no Totoloto? Conheceu Bill Clinton? Teve 17 filhos? Sobreviveu a dois cancros? Trabalhou para a NASA? Então, conte-nos a sua história. Mande-nos o seu relato, por carta ou email, acompanhado dos seus principais contactos e, se entender, de uma fotografia." – Eis aqui, em breves frases, a essência do jornalismo de hoje. Parabéns ao Correio da Manhã e ao jornalista que dirige esta rubrica, Joel Neto. Algumas sugestões, para acrescentar ao interessante lote do jornal Correio da Manhã: Foi raptado por extra-terrestres? Violou a sua filha? Esfaqueou o seu pai? Tudo isso pode encher uma página de jornal. Aliás, qualquer coisa pode encher uma página de jornal. De vez em quando, até se encontram notícias, em vez de encomendas de amigos, fretes a apaniguados, serviços a agências de comunicação ou sensacionalismos baratos para vender papel.


Crime na Caparica

06/20/2006

Um imigrante ilegal, de nacionalidade brasileira, que "aguarda ordem de expulsão de Portugal desde Maio", como escreve hoje o Correio da Manhã, agrediu um turista francês, na Costa da Caparica, roubando-lhe 1.600 euros e um telemóvel. O brasileiro, perito em artes marciais, agrediu violentamente o cidadão francês, que foi internado no Hospital Santa Maria, "receando-se que possa perder um olho, dada a gravidade dos ferimentos".

Deixemos de lado a óbvia ignorância do jornalista, que confunde ordem de expulsão com a sua concretização. Os imigrantes ilegais detectados pelas autoridades não são expulsos? Não senhor. É-lhes dado um prazo para abandonar o País. E são mandados em paz, como se houvesse alguma hipótese de cumprirem voluntariamente essa determinação. O resultado de leis que protegem criminosos é este.


Lapso da fonte ou lapso da Lusa?

06/20/2006

Este tipo de situações, em Portugal, nunca são esclarecidas. Sobretudo quando envolvem eminências pardas como a Agência de Notícias Lusa, o maior "jornal" nacional, com cerca de duas centenas de jornalistas, controlado pelo Governo, numa parceria com o antigo dono do restaurante O Buraco, em Luanda. A dita agência Lusa fez circular uma notícia onde um vice-presidente da bancada parlamentar do PS criticava o Governo por este ter feito o anúncio da nova Lei das Finanças Locais sem ter informado os deputados socialistas. O tal vice-presidente, que solicitou o anonimato, explicava até que o anúncio causou mal-estar no Grupo Parlamentar do PS.

Diplomaticamente, o secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita, referiu à Agência Lusa – diz o Portugal Diário – que essas afirmações de um vice-presidente da bancada parlamentar do PS só podiam resultar de um lapso. Porque "na semana passada houve uma reunião convocada pelo responsável nacional do PS para as autarquias, deputado Miranda Calha, para discutir a proposta da nova lei e o que ela tem de inovador (…) O secretário de Estado adiantou que naquela reunião, promovida pela direcção do partido, estiveram ainda presentes, além do próprio, o presidente da Comissão Parlamentar do Poder Local, Ramos Preto, o coordenador do PS nessa comissão, Renato Sampaio e o porta-voz do partido para esta área, deputado Pita Ameixa, assim como vários presidentes de câmara que integram a Associação Nacional dos Autarcas Socialistas."

Hipótese A – Um vice-presidente da bancada parlamentar do PS vive na Lua. Passou-lhe tudo ao lado e resolve dar conta à Imprensa de um mal-estar que não existe entre os deputados socialistas.

Hipótese B – Um vice-presidente da bancada parlamentar do PS tem maus fígados e detesta tanto o Governo que até inventa acusações.

Hipótese C – O jornalista da Lusa fez confusão e julgou que estava a falar com um vice-presidente da bancada parlamentar do PS, quando estava a falar com um deputado do PSD.

Hipótese D – O Secretário de Estado Eduardo Cabrita inventou uma reunião que nunca existiu.

Claro que num País onde os valores éticos da Esquerda republicana e laica não estivessem tão enraizados, um episódio destes custava a cabeça de alguém – politicamente ou profissionalmente falando. Por cá, tudo indica que nada se vai passar. Nem o Governo nem a direcção da Lusa têm o menor interesse em esclarecer este assunto. De certeza absoluta.

E já agora, são estes os nomes dos vice-presidentes do Grupo Parlamentar do PS: Afonso Candal, Ana Catarina, António Galamba, Helena Terra, Jorge Strecht, José Junqueiro, Manuela Melo, Manuel Maria Carrilho, Marcos Perestrelo, Mota Andrade, Ricardo Rodrigues, Vitalino Canas. Para dar uma ajudinha a quem quiser descobrir a verdade.


Redacção: “A minha stora é bué da fixe”

06/19/2006

A minha stora

Eu tenho uma stora ké bue da fixe, ke dá uma disciplina ke se chama educassão histórico-visual. A stora avizou logo no primeiru dia daulas ke kem não gosta-se da disciplina não era obrigado a estar na aula mas sem markar falta. Axo uma pena ke os outros stores nao seijam bue da fixes como a minha stora de EHA, e ainda por sima nos dá a todos notas para paçar porke diz ela ke o ensino não deve ser alienante nem elitixta embora a gente não çaiba o ke isto quer dizer.

Eu gostei muito de ver a minha stora na mainf de profes ke houve à dias até porke não tivémos aulas o dia todo e fomos para a tasca do Sozé onde a Kátia e a Vanessa e eu virámos katorze cervejas e apanhámos um ganda pedrada depois ka fora ainda fumámos mais uns xarros. No fim de semana a Katia mandoume um sms a dizer ke também tinha visto a stora na televizão e que o namorado da irmã mais velhe kié engenheiro diz ke viu num jornal a foto dela mas depois eu e a Vanessa fomos ver lá na banca onde compramos cigarros e não era ela.

Mas tinha uma kamisola que a minha stora tinha também com uma cara paressida de um gajo ke fez uma cenas bue da fixe ke depois até fizeram um filme e ke eu vi passar num dokumentário ke paresse que tinha kualker coisa a ver com akele tipo que tem umas barbas compridas e brancas e está sempre numa cenas muito fuleiras com o pessoal dos States. Não me lembro do nome deles, mas o gajo da kamisola da stora tinha uma boina e os cabelos bué da compridos e uma estrela ou lá o kié na boina.

Márcia Marisa

Turma W, 10º ano, Escola E+B+C+D+H-Y-O


Manipulando notícias, como o Daniel Oliveira

06/19/2006

A verdade conta-se em poucas palavras: o presidente Bush, numa conferência de Imprensa, brincou com um dos jornalistas por este ter uns óculos escuros, em dia nublado, quando lhe fez uma pergunta. Informado, mais tarde, que o referido jornalista usava óculos escuros devido a um sério problema de visão que o tornava sensível à luz, Bush ligou-lhe a pedir desculpa. O jornalista disse-lhe que não tinha nada que pedir desculpa, uma vez que o presidente não sabia da sua doença e ele próprio evitava referir-se a ela. Isto, foi o que se passou. Esta, é a notícia que o Diário de Notícias faz.

E que faz esse ícone da Democracia, essa luminária da Esquerda, esse ser moralmente superior à generalidade dos humanos, sobretudo aos que não partilhem da sua ideologia? Faz o que chama MANIPULAÇÃO INFORMATIVA, apresentando o caso acima descrito da seguinte forma: coloca no seu blogue Arrastão um vídeo com parte da conferência de Imprensa, onde se vê o referido jornalista e dá o título "Mais uma" ao post. Acrescenta uma frase: "Bush responde a um repórter com problemas de visão que o tornam praticamente cego e dolorosamente sensível à luz." Até consigo imaginar o Daniel Oliveira a babar-se de gozo, a saliva a pingar-lhe dos cantos da boca, enquanto escrevia esta soberba e demolidora diatribe contra esse monstro assassino, o presidente Bush…

Portanto, Daniel Oliveira NÃO SABIA que Bush ignorava a doença do jornalista; Daniel Oliveira NÃO SABIA que Bush e o jornalista comversaram, depois da conferência de Imprensa; Daniel Oliveira NÃO SABIA que o próprio jornalista faz questão de esconder o seu problema de visão e de não o divulgar. Daniel Oliveira NÃO SABIA de nada. Sabia apenas que Bush gozou com a doença de um jornalista.

Daniel Oliveira afinfa-lhe duro, no seu blogue e dá a entender que Bush é anormal, Bush é louco! Só lhe falta escrever que Bush come crianças ao pequeno-almoço, que Bush dá ordens aos cozinheiros da Casa Branca para que as crianças venham mal-passadas, que Bush roubou a caixa de esmolas de uma Igreja, que Bush esmagou uma lagarta, coitadinha, que atravessava tranquilamente o jardim da Casa Branca! Daniel Oliveira é um homem que honra os pergaminhos dessa gentalha agrupada em torno de tudo o que é desvio sexual, imigrante ilegal, criminoso reincidente, energia alternativa e terrorismo 'justificado' e que insiste na tese de que constitui um partido político, o Bloco de Esquerda.

Daniel Oliveira, você é um homem imprescindível à Democracia, na sua qualidade de melhor exemplo de um dos piores vícios da dita Esquerda. Parafraseando uma piada que li na Grande Loja do Queijo Liminiano, você nunca permite que a realidade lhe estrague uma boa tirada anti-americana. Você é um legítimo herdeiro daquele estalinismo que até apagava das fotografias oficiais os dirigentes caídos em desgraça. Força e continue assim! E que venham muitos como você, que todos os dias ajudam ao descrédito da Esquerda.