O fim de O Independente – Antes a morte que tal sorte

08/31/2006

Um dos accionistas minoritários d’O Independente, Luiz Montes, que se tornou conhecido há uns anos por ser genro de Cavaco Silva, lamentou, em declarações ao Público, o encerramento do semanário: “”É pena que o jornal feche. Há espaço para um semanário um pouco mais à esquerda porque o Expresso e o Sol são vincadamente de direita e O Independente podia vir a assumir esse papel. Mas entendo que seja muito difícil sobreviver fora de um grupo”.

Credo, cruz, santíssimo! T’arrenego, mafarrico! Ora imagine-se esta! Um jornal com os pergaminhos d’O Independente, a ocupar um espaço à Esquerda do Expresso e do Sol! Se calhar, de cariz social-democrata! Um dia destes, a tecer elogios ao Socialismo! “Better dead than red!” E que descanse em paz. Cumpriu a sua missão, agitou o País e a Imprensa, criou estilos, lançou “opinion-makers”, revelou ideias e pessoas a um Portugal ainda muito cinzento, em anos que já lá vão.


Cada mártir islâmico tem direito a 72 virgens, no céu (onde diabo vão arranjar tantas virgens?)

08/27/2006

A explicação está aqui. Será que a Joana Amaral Dias e a Ana Drago se rirão, ao ver isto?


Paz a qualquer custo, “mesmo que de pernas bambas”

08/26/2006

Ora leiam. Aqui está alguém que faz da cobardia uma ideologia. Esta, ainda não tinha visto. Mas a foto de entrada do blogue diz tudo. É o que dá, consumir demasiado “branquinha”.

  1. albimorena Diz:
    Agosto 26th, 2006 às 7:53 pm emz:
    Digamos que o sr. esteja certo: “os que não são terroristas partilham das mesmas idéias”, o seja, apoiam os que são. Então o que fazer? Exteminar a grande maioria? Matar milhões de pessoas? É assim tão simples: ou eles ou eu? Pode ser covardia como o sr diz, mas quero paz, democracia mesmo que de pernas bambas, quero acreditar em mediação, em outros caminhos.. não quero pagar um preço tão alto! E tenho a certeza de que não será preciso.
    albimorena

Hina Salem, mais uma vítima da tolerância multiculturalista da Europa em relação ao Islão

08/26/2006

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Tinha 20 anos de idade. Foi degolada pelo pai, com a ajuda do tio e de um cunhado. Enterraram-na com a cabeça virada para Meca, como manda o Islamismo, a sua “religião da paz e do amor”. “Matei-a porque vivia com um italiano, era uma p*** e não me obedecia”, afirmou o pai, um imigrante paquistanês em Itália, quando foi preso.

Será que o presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa, Karim Abdul Vakil, condena estes “assassínios de honra”, alegadamente justificados pelo Islão, de acordo com os seus autores? Ou Karim Abdul Vakil acha que é apenas o cumprimento dos princípios da Sharia e fica num estranho silêncio?

E o xeque David Munir, da Mesquita de Lisboa? Condena, sem reticências, este assassínio? Ou coloca um “mas”, salientando que é preciso ter em conta o “contexto cultural, o peso da tradição”? E o xeque Rachid Ismael, da Comunidade Islâmica de Palmela, uma comunidade ligada aos Tabligh Jamat, movimento fundamentalista islâmico?

E o senhor Yossuf Adamgy, que edita em Portugal obras do neo-nazi David Duke e que as vendia na Feira do Livro Islâmico, dentro da própria Mesquita de Lisboa? Nada tem a dizer, em relação a isto? Ficam todos em silêncio? Aprovam ou condenam?

Todos estes muçulmanos, defensores da Sharia, defensores do carácter imutável do Alcorão, da impossibilidade de haver interpretações do seu livro sagrado, da proibição total de introduzir alterações à Sharia, todos estes portuguese de fé diferente da minha, aproveitam esta oportunidade para provar que estão integrados na sociedade portuguesa, que acreditam nos seus valores, ou ficam em silêncio, mostrando que apoiam estes assassínios justificados com o Islão, pelos seus autores? É que, quem cala, consente!
E os muçulmanos portugueses que, todos os dias, nos fóruns da Comunidade Islâmica da Web (*), despejam ódio contra todo o Ocidente, contra a Europa, contra Direitos fundamentais, como a Liberdade, apoiando o que eles designam pela “ira dos jovens muçulmanos britânicos”, justificando a colocação de bombas no metro londrino por causa da política externa de Tony Blair, estes muçulmanos portugueses, nada têm a dizer sobre este caso? Não nos querem esclarecer, a nós, não-muçulmanos, se é legítimo ou não, em alguma circunstância, um pai matar uma filha? Não nos querem explicar se, em Portugal, uma jovem muçulmana portuguesa pode converter-se a outra religião e continuar viva?

(Pergunto isto porque, recentemente, um muçulmano afegão que se converteu ao cristianismo teve que fugir do país, para não ser liquidado. Detalhes “insignificantes” da “religião do amor e da paz”…)

E a europdeputada Ana Gomes? Vai submeter à aprovação do Parlamento Europeu uma resolução, pedindo uma sentença exemplar, como fez no caso da morte do transexual Gisberta? E a Joana Amaral Dias e seus apaniguados do Bloco de Esquerda? Calam-se? E a f., essa jornalista de causas, que escreve no Diário de Notícias? E toda essa gentalha que andou aí agitada, em torno da morte da Gisberta? A morte de Hina Salem não tem o mesmo peso? A sua vida não tem o mesmo valor? A forma como foi morta não é ainda mais chocante?

Ou o facto de os assassinos serem muçulmanos e imigrantes, proveniente de um país do Terceiro Mundo, acolhidos nesta Europa de Direitos e Tribunais, de tolerância e multiculturalismo, modifica a vossa reacção?

(*) – Caso não consiga entrar no site da Comunidade Islâmica da Web, devido às tentativas de boicote, por parte do seu gestor técnico, de todas as ligações originadas neste e noutros blogues, que não lhes lambem as botas, escreva o endereço no seu browser e vá lá directamente: http://www.myciw.org/


Muçulmanos na Europa – O inimigo interno

08/26/2006

Um vídeo impressionante. Uma viagem pelo mundo dos muçulmanos da República Checa, muma espantosa reportagem de um jornalista, infiltrado durante meses. O ódio entre nós, alimentado pelas nossas liberdades e pelos direitos que damos aos inimigos da Liberdade. Arrepiante.


A voz de um profeta – Alexander Solzhenitsyn, Harvard, June 1978

08/25/2006

“Political and intellectual bureaucrats show depression, passivity and perplexity in their actions and in their statements and even more so in theoretical reflections to explain how realistic, reasonable as well as intellectually and even morally warranted it is to base state policies on weakness and cowardice.(…) Should one point out that from ancient times decline in courage has been considered the beginning of the end?”

- Discurso profético de Alexander Solzhenitsyn, em Harvard, junho de 1978. Há quase 30 anos. Outro texto cuja (re)leitura se recomenda.


Alguns detalhes interessantes sobre imagens de televisão e o conflito no Médio Oriente

08/25/2006

Sabia que a Associated Press Televison News tem um serviço exclusivo para países árabes? Que os seus ‘camaramen’ em Israel e na Cisjordânia (a maioria palestinianos) são uma das principais fontes das imagens televisivas com cadáveres de muçulmanos mortos pelos pérfidos judeus? E sabia que as imagens de palestinianos a dançar de alegria, perante a notícia da queda das torres gémeas, só foi para o ar numa ocasião? A partir daí, ficou enterrada nos arquivos da APTN. Tal como as imagens de dois soldados israelitas, desarmardos, a serem feitos em pedaços por uma multidão de palestinianos.

O Little Green Footbals explica-lhe melhor. Reveja aqui, a espantosa manipulação que o “60 Minutes Plus” fez, num vídeo já célebre, o “Palywood”. E saiba mais sobre esta guerra de propaganda, em dois sites de referência: Honest Reporting e The Second Draft. Nem tudo o que a televisão transmite, é. Nenhuma foto resiste a um bom operador de Photshop.


“Dry runs”, manobras de diversão e o próximo 11 de Setembro

08/25/2006

Multiplicam-se os chamados “dry runs”, ensaios, manobras de provocação, tentativas para desviar a atenção e experiências para testar a capacidade, tempo de reacção, do sistema de segurança aéra. Os dois últimos inicidentes, especialmente o aue foi levado a cabo no avião da Northwest Airlines (Amsterdão-Mumbai) permitiram detectar o número médio de agentes da autoridade (Air Marshalls) a bordo, sua colocação no interior do avião, tempo de reacção, rotinas de actuação, regras de intervenção, etc, etc.

A conspiração de Londres aparenta ter sido um sacrifício voluntário de uma rede de terroristas. As novas regras de segurança, incidindo exclusivamente sobre uma área – objectos transportados pelos passageiros – sobrecarregaram os serviços de segurança de todos os aeroportos europeus. Outras áreas foram, necessariamente descuradas. Oxalá me engane, mas arriscamo-nos a ter pela frente um Setembro negro. Muito negro.


Os aliados do terror ou as serpentes que nos mordem o calcanhar

08/24/2006

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Já sabemos que Roma não paga aos assassinos dos seus generais. Também sabemos, porque a História nos ensinou isso, que quem se junta aos seus inimigos, morre às suas mãos. Outra lição que nos ficou do passsado mostra que os cobardes não são poupados, por o serem – apenas são os últimos a ser executados.

Alguns dos comentários que aqui recebo são elucidativos dos três exemplos que referi. Vez por outra, aparece um onde se concentram aqueles três defeitos de carácter. E não estou a falar do Daniel Oliveira, claro. Esse, já nós sabemos que tem por maior ambição que as nossas cidades sejam ocupadas por imigrantes, que substituam todos os portugueses, como ele escreveu no Expresso.

O exemplo mais recente, postado por um tal “carlos”, é daqueles que eu designo por ‘dihimista autofágico’. Aqui ficam alguns excertos da sua defesa do “direito ao terrorismo”, disponíveis, na íntegra, nos comentários a este post:

  • “Sabe que apesar de a jihad estar expressa no Corão (sabe como são tratados os gentios no Antigo Testamento?), a civilização muçulmana foi bastante tolerante durante a maior parte da História. Bem mais que a cristã.”
  • Curiosamente, o abrandamento da sanha cristã e o seu “humanismo” sempre ao lado dos fascistas e quejandos (Portugal, Espanha, Itália, América Latina) coincide com a erupção do fundamentalismo islâmico. Porque será?
  • Percebe o absurdo do homem do final do século XX? Ter de levar com estes arcaísmos todos, de Bush a Bin Laden) depois de duas décadas de libertação (60 e 70) e da promissora queda do Muro?
  • Sem paternalismos, recomendo-lhe a leitura de “Quem matou Daniel Pearl?”, do Bernard Henry-Levy. Dá para perceber várias coisas, entre as quais que os extremistas nascidos na Europa são diferentes dos seus comparsas da Ásia. Mais perigosos, certamente…
  • Quanto à culpa… a culpa é de todos, a culpa não é de ninguém. Deixe lá a culpa…

Membros do Tablighi Jamat entre os conspiradores dos atentados de Londres

08/24/2006

Pelo menos dois dos suspeitos detidos em Londres, nas últimas semanas, e acusados de conspirar para destruir mais de uma dezena de aviões de passageiros, são membros dos Tabligh (ou Tablighi) Jamat, um movimento islâmico fundamentalista com forte implantação na comunidade muçulmana portuguesa e em várias comunidades na margem esquerda do Tejo. Entre os detidos está também um casal, marido e mulher, que planeavam fazer-se explodir, em pleno vôo, com o filho de seis meses de idade.


Razões para mudar de política – Apaziguar assassinos não é uma delas

08/22/2006

Uma frase do editorial da revista The Economist, que é um autêntico programa de combate ao terrorismo e uma resposta directa à Faranaz Keshavjee, uma defensora da justificação moral dos bombistas muçulmanos: “There are good reasons for changing policies. Placating aspiring murderers isn’t one of them”.


O arquitecto, o Sol e o Euromilhões (mais o BCP Millenium…)

08/21/2006

“O Sol tanto pode ser um sucesso como um flop”, diz com regularidade o arquitecto José António Saraiva, citado pela jornalista Maria Lopes, no Público de ontem. A mim acontece-me o mesmo, todas as semanas. Sempre que vou colocar o boletim do Euromilhões, digo para mim próprio: na sexta-feira, posso estar podre de rico ou continuar alarvamente pobre. A única diferença é que o BCP Millenium não financia as minhas apostas.


Faranaz Keshavjee – Dois argumentos justificativos do terrorismo islâmico

08/21/2006

O Público, o panfleto de Esquerda melhor disfarçado de jornal, emprestou ontem, Domingo, uma página a alguém cuja única credencial consiste no facto de ser membro da comunidade ismaelita. Na qualidade de membro da comunidade não-ismaelita, maioritária neste País, achei por bem dar o troco àquela página inteira justificando o direito ao terrorismo.

Faranaz Keshavjee é contra o terrorismo, claro, mas contra todos os terrorismos: o de George Bush, de Israel e de Vasco Pulido Valente, a quem chama fascista. “Portuguesíssima de gema”, Faranaz Keshavjee desenvolve um raciocínio malabarista e baralhado, apenas para justificar o terrorismo e defender a inocência dos muçulmanos.

Faranaz Keshavjee diz ser contra “TODAS as formas de terror e de violência, incluindo (…) aquelas que sucedem todos os dias no Iraque pelas próprias ‘forças da paz’ (…) em favor da imposição de um modelo de democracia importado por realidades onde a pena de morte e outras aberrações sociais e políticas prevalecem, como é o caso dos EUA.”

PRIMEIRO ARGUMENTO JUSTIFICATIVO DO TERRORISMO ISLÂMICO: SÓ SE PODE COMBATER BIN LADEN SE, AO MESMO TEMPO, COMBATERMOS OS ESTADOS UNIDOS E ISRAEL.

Portanto, Faranaz Keshavjee baliza os princípios do Mal, consubstanciado nos EUA, onde a Democracia não existe, como todos nós bem sabemos. Esta “portuguesíssima de gema (?)” desenvolve o síndrome de Calimero, também conhecido pelo trauma dos “cry-babies”, afecção que atinge quase todo o mundo islâmico.

Este perturbação emocional consiste em ocupar permanentemente o lugar da vítima, queixando-se sempre de ser alvo da injustiça do mundo inteiro. Faranaz Keshavjee esclarece: “Para mim, tudo isto está ligado” – o combate ao terrorismo (tout court, entendido como os actos dos jovens britânicos que queriam rebentar com os aviões), o combate aos EUA e a Israel.

Faranaz Keshavjee quer que nós, portugueses de gema como ela, ajudemos os muçulmanos a destruir os Estados Unidos e Israel, como condição para que ela, portuguesíssima de gema como nós, mas muçulmana, nos ajude a combater o terrorismo islâmico.

SEGUNDO ARGUMENTO JUSTIFICATIVO DO TERRORISMO ISLÂMICO: O EXTREMISMO MUÇULMANO FOI CRIADO PELAS ATITUDES RACISTAS E XENÓFOBAS DOS OCIDENTAIS EM GERAL E DOS EUROPEUS EM PARTICULAR.

Faranaz Keshavjee garante que “ninguém conseguiu até hoje dar uma explicação plausível e convincente do que leva brancos ou não brancos, e muçulmanos a planear e executar estes crimes”. Melhor ainda: “No caso dos terrorismos praticados por muçulmanos, a única explicação que se apresenta e que é completamente idiota e infantilizada, é a da génese e origem no Islão”

Portanto, Faranaz Keshavjee, do alto do seu pedestal, insulta todos os que não pensam como ela. Admitir que é no próprio Islão que está a mensagem de violência é ser-se idiota e infantil. Faranaz Keshavjee não é nem uma coisa nem outra. Infelizmente, é outra coisa.

“Ficam por explicar os impactos psicossociais de racismos nacionalistas francês, inglês e outro qualquer por essa Europa fora, que passam de geração em geração (…)”,lamenta Faranaz Keshavjee, ela própria vítima, uma vez, de um insulto racista em Londres (“go home, you paki”), factos que “podem ter impactos negativos na forma como se constrói, e destrói, a identidade social de gerações marcadas pelo estigma da diferença e da inferioridade.”

Fica claro, portanto, para Faranaz Keshavjee, que os jovens muçulmanos nascidos e criados na Europa, têm toda a justificação para nos rebentar os filhos, pais, maridos, esposas e amigos, em comboios, autocarros e aviões. Tendo sido vítimas, geração após geração, do nosso racismo nacionalista, é óbvio que só podem reagir matando o maior número possível de europeus que puderem.

Faranaz Keshavjee também reproduz, como todos os apoiantes morais do terrorismo de inspiração muçulmana, as teses da conspiração. Acusa, inclusive, a polícia britânica de ter desmantelado a recente conspiração bombista em Londres quando a popularidade de Bush e Blair estava em baixo e quando “havia que legitimar o combate aos ‘terroristas islâmicos’ no Líbano face ao massacre e terrorismo provocado por Israel.”

Faranaz Keshavjee é o exemplo quase perfeito do ódio profundo que os muçulmanos – mesmo os que professam correntes marginais, como os ismaelitas – alimentam contra todo o Ocidente. O facto de o Islão ter produzido sociedades sub-desenvolvidas, iletradas, sem Liberdade nem Democracia, devido ao carácter primitivo e medieval dessa mesma religião, é uma visão falsa, para esta “portuguesíssima de gema”.

Tudo isto me assusta. Como é que alguém que vive aqui, em Portugal, que se diz tão portuguesa como eu, defende com tanta tenacidade estes argumentos justificativos do terrorismo de inspiração muçulmana? Até quando é que esta portuguesa vai suportar os massacres no Líbano, a opressão sinistra do povo da Arábia Saudita pelo seu governo, apoiado pelos EUA, as mortes das crianças palestinianas, o racismo nacionalista dos europeus, portugueses incluídos, o discurso fascista de Vasco Pulido Valente ? Até quando é que Faranaz Keshavjee irá aguentar tudo isto, sem colocar uma bomba na carruagem de metro onde viaja todos os dias a minha irmã, com o seu filho de dois anos, a caminho do infantário?


Republicação, em homenagem ao Joaquim Santos e à sua poesia

08/21/2006

Aqui fica, por sugestão de um bom amigo e leitor, um post com algum tempo mas que se aplica perfeitamente ao Joaquim Santos, o pior autor de poesia em que já tropecei, na blogosfera.

(VI) Pragas da blogosfera – os jovens escritores

Sexta praga: jovens escritores. Proliferam como coelhos na Austrália, lemingues nos países nórdicos e o herpes labial na juventude ocidental. Fazem blogues e mais blogues, onde roçam as palavras pelos egos dos amigos, esperando uma carícia idêntica. Fundam editoras, arregimentam-se em manadas guiadas por uma luminária, escrevem coisas abomináveis que só vendem entre os amigos lá do bairro e a família na terrinha, queixam-se dos críticos do Expresso ou do Público, consoante a pandilha a que estão agregados e vão ao estrangeiro, durante longas semanas. Regressam desses retiros em Massamá ou no Barreiro, em casas esconsas de tias velhinhas, para gabar as últimas novidades com que se cruzaram na Internet. Nos blogues optam por versões minimalistas (tipo “Sim. Sou. Serei?”) ou bolsam intermináveis dissertações sobre a dualidade da perpectiva neorealista de Durckam, por oposição ao sincretismo monocromático de Appelbaum, tendo em conta a interpenetração que é manifesta, nas obras da última fase de Andrew Pitball e Edmund Eggar, dois dos mais significativos escritores da Baixa da Banheira, no último quartel do século XIX.

Tratamento: Infelizmente, não emigram em massa, como os lemingues que se atiram do alto dos fiordes noruegueses e mergulham no mar gelado. E, tal como o herpes labial, não têm cura. Portanto, a única solução é abatê-los a tiro ou tentar dizimá-los com uma mixomatose qualquer, como aconteceu aos coelhos da Austrália.


Thabo M’beki, o Hitler africano

08/19/2006

Cerca de 5,5 mihões de sul-africanos, a larguíssima maioria, negros, estão infectados com o vírus HIV. O presidente sul-africano, Thabo M’beki, e os seus mais próximos colaboradores, são partidários de uma teoria que se desenvolveu sobretudo através da Internet, o poiso preferido dos lunáticos, hoje em dia.

M’beki e o acéfalo que ocupa a pasta de ministro da Saúde acham que a SIDA não é uma doença provocada pelo vírus HIV. Esta ideia é falsa e é uma tentativa dos cientistas, governos e empresas farmacêuticas ocidentais para enriquecer à custa dos países pobres do Terceiro Mundo, vendendo os caríssimos medicamentos retro-virais, que prolongam a vida dos pacientes, por décadas.

M’beki acha que uma mistura de limão, alho e raízes de uma planta africana curam a SIDA. Por isso, recusa-se a financiar ou permitir que os hospitais públicos sul-africanos forneçam o tratamento-padrão contra a SIDA. Dentro de alguns anos, mais de um quarto da população sul-africana deverá estar morta e enterrada, chacinada pelo seu próprio presidente. Um autêntico Hitler africano, em matéria de números, e um émulo de Pol Pot, outro dirigente que também se preocupou em exterminar afincadamente o seu próprio povo.


Um pouco de Cultura – Vantagens e desvantagens da blogosfera

08/19/2006

Não sendo egoísta, partilho com o já razoável número de leitores do Máquina Zero esta pérola da blogosfera: Palavrossavrvs Rex. Confesso que nunca li poesia tão má. Mas tenham cuidado com as críticas. O senhor ferve em pouca água e desata a chamar filhos da p*** a todos quantos achem que não está ali o Fernando Pessoa do século XXI.


Manipulação noticiosa e Esquerda – A “investigação” que convence Daniel Oliveira

08/19/2006

No habitual cantinho do Expresso, o esquerdista mais anti-isarelita da toda a blogosfera, Daniel Oliveira, rejubila e lança hossanas ao firmamento. “Uma investigação de Seymour Hersch, publicada na New Yorker, concluiu o que já parecia óbvio: quando, a 12 de Julho, o Hezbollah raptou dois soldados israelitas, o ataque ao Líbano já há muito tinha sido decidido em Telavive e Washington já tinha sido informado da guerra que se avizinhava”, escreve o Daniel Oliveira.
Como todo o bom esquerdista que se preza, Daniel Oliveira não pensa – atira-se de unhas e dentes a qualquer tese que sirva para reforçar o ódio aos EUA e Israel, culpados de todos os males que vêm ao mundo. Se Daniel Oliveira pensasse e raciocinasse, talvez não metesse tantas vezes a pata na poça.

Que “investigação” é esta da New Yorker? Uma colecção de citações de fontes não identificadas, TODAS ELAS, cujas declarações conduzem à conclusão que a Esquerda adora e a Extrema-Direita idolatra: a culpa é dos judeus. Quais são as fontes e respectivas declarações, em que o jornalista norte-americano se baseia para afirmar que Israel tinha preparado esta guerra, antecipadamente, e que o rapto dos soldados foi só o pretexto? Passo a citar:

  • “According to a Middle East expert with knowledge of the current thinking of both the Israeli and the U.S. governments, Israel had devised a plan for attacking Hezbollah (…)”
  • “(…) but early this spring, according to a former senior intelligence official, high-level planners from the U.S. Air Force (..) began consulting with their counterparts in the Israeli Air Force.”
  • “(…) a U.S. government consultant with close ties to Israel said (that “The Israelis told us it would be a cheap war with many benefits”)
  • A Pentagon consultant said that the Bush White House “has been agitating for some time to find a reason for a preemptive blow against Hezbollah.”
  • Several current and former officials involved in the Middle East told me that Israel viewed the soldiers’ kidnapping as the opportune moment to begin its planned military campaign against Hezbollah.”
  • “(…) according to several former and current officials (Cheney’s office supported the Israeli plan, as did Elliott Abrams, a deputy national-security adviser).”
  • A Western diplomat said that he understood that Rumsfeld did not know all the intricacies of the war plan.”

Sao estas a fontes contactadas pelo jornalista e que lhe garantem que Israel e os EUA tinham combinado previamente a guerra contra o Hezbollah, apenas esperando por um pretexto para a desencadear. Como leitor atento e habitual, não só de jornais como também das colunas e sites dos provedores, julgo que nenhum Chefe de Redacção, no seu perfeito juízo, admitiria um artigo destes com uma fundamentação tão pífia. Excepto, claro, no Avante, no Povo Livre e outros pasquins partidários, que são meros órgãos de propaganda política.
O Daniel Oliveira fazia melhor se lesse até ao fim os artigos cujos títulos o entusiasmam.


O assessor de Imprensa da CM de Lisboa visto pelo Ricardo Leal Lemos

08/19/2006

Numa carícia mútua entre especímenes da classe jornalística, descoberta aqui, leio palavras indignadas contra um jornalista que foi para assessor de Imprensa. A conversa começa com um exemplo perfeito da petulância e da arrogância de um destes plumitivos, um tal Pedro Correia, do Corta-Fitas. Convém saber que este é o tipo de pessoa que conhece um dos melhores restaurantes do mundo, uma das melhores praias do mundo, já leu alguns dos melhores livros do mundo, viu os melhores filmes do mundo, etc, etc. Profissional da melhor casta, claro.

Pelo que escreve no blogue sobre a generalidade dos colegas, percebe-se que ele é uma excepção, um raio de luz no negrume da incompetência, uma estrela cintilante no firmamento plúmbeo do jornalismo português. Depois de uma das suas tiradas de génio incompreendido que sabe como salvar o jornalismo português, Pedro Correia recebe um elogio babado e canino do Ricardo Leal Lemos, outro ilustre representante dos jornalistas que se recusam a ser pé-de-microfone.

E o camarada Ricardo, sem a subtileza e a ironia do “Guarda Ricardo”, mas de chanfalho na mão, “ladra” ao ritmo do post do inefável e luzidio Pedro Correia. Diz ele que “Ser “pé-de-microfone” é um terror que pode afectar só alfuns jornalistas mas assola muitas vezes a cabeça do jornalista-cadete que de de repente se vê com um ministro ou secretário de esatdo, qual bife da vazia soculento em em sangue, para trincar…” (sic)

E logo a seguir, adianta: “E agora, o segundo comentário sobre este post: os assessores. É arrepiante pensar que no lugar onde estou, esteve sentado há dois anos o actual assessor de imprensa da Câmara de Lisboa. não percebo como lá vão parar, e reconheço que talvez até seja divertido num grande multinacional, por causa da comunicacção com a imprensa especializada e da construção de campanhas de imagem. Mas aparar os golpes de gigantes com pés de barro, especialmente em organismos públicos, tendo por vezes de mentir em público a torto, ou talvez apenas a menos direito, é algo de perturbador. A culpa é do público, apetece dizer. Leiam jornais e vejam televisão. Não ponham jornalistas no desemprego para não serem enganados!!!

“Soculento”, sem dúvida! Feliz é o jornal que pode ter na sua Redacção dois jornalistas tão brilhantes como estes. Deve ser por causa disso que as vendas do DN não param de aumentar. Aprendam, ó caterva de escribas que vegeta por esses paquins fora e que não consegue chegar aos calcanhares dos ditos cujos! Aqui estão dois exemplos do “verdadeiro” jornalismo, que nunca serão pés-de-microfone ou assessores de Imprensa da Câmara Municipal de Lisboa. Como vocês…


As gargalhadas da Al-Qaeda

08/19/2006

Muito se devem rir os terroristas muçulmanos com gente como Ana Gomes e Carlos Coelho. A senhora, que andou por Timor porque não havia sítio mais longe para onde a mandar, parece possuída pelo Demónio, num afã de denunciar os grandes criminosos que são os países europeus e os Estados Unidos, a propósito de uma imbecilidade alarvemente chamada ‘voôs secretos da CIA’. O alucinado Carlos Coelho ergue a espada e desmascara esses trafulhas que são os governo americano e inglês, sob o mesmo pretexto – tal como tentou fazer, em tempos, com um inquérito ao Echellon. São dois grandes contributos para enfraquecer a luta contra o terrorismo. Juntos, fazem parte do grupo de suicidas que só vê o perigo vir dos governos democráticos. Parafraseando o óptimo anúncio da Prevenção Rodoviária, era metê-los a todos num avião.


Os advogados e o IRS

08/19/2006

Os advogados pagam menos IRS que as amas, salienta o Correio da Manhã, não respeitando a regra de que só é notícia o homem que morde o cão e não o cão que morde o homem. Se os advogados servem para fugir ao cumprimento da lei, estavam à espera de quê? Espeto de pau em casa de ferreiro?