Dilema racial (politicamente incorrecto..)

05/30/2006

A polícia inglesa tem um drama nas mãos. Usando uma tecnologia nova, instalou em vários carros-patrulha câmaras de vídeo ligadas a um sistema informático que, automaticamente, detecta as matriculas de carros roubados, carros identificados como estando envolvidos em crimes, carros que não têm seguro ou que não tenham pago a taxa de circulação. E a seguir, a grande bomba: 46 por cento dos indivíduos detidos em Londres, através deste sistema, são negros. Os negros constituem 'apenas' 11 por cento dos habitantes da cidade de Londres. Em nenhum bairro a percentagem de habitantes negros é superior a 25 por cento.

E agora? O sistema informático é racista? As matrículas são racistas? As câmaras de vídeo são racistas? A Associação dos Advogados Negros (Em Inglaterra, há associações de advogados negros, muçulmanos, asiáticos. Mas não consta que haja uma Associação de Advogados Brancos…), através do seu porta-voz, Peter Herbert, mostrou-se convicta de que a polícia inglesa encontrará uma explicação para esta enorme desproporção. Claro. Perseguição policial, obviamente, como diriam o Daniel Oliveira e a Joana Amaral Dias. Há uma conspiração da polícia para obrigar negros a conduzir carros roubados.


Morra a SporTV, morra! Pim!

05/24/2006

A SporTV, uma máquina de fazer dinheiro, com cerca de meio milhão de assinantes, pertence ao mesmo senhor que comprou, por algumas centenas de milhões de euros, o Jornal de Notícias, o Diário de Notícias, o 24 Horas, a TSF, e mais umas revistas. Este senhor adquiriu os direitos de exibição pública dos jogos do Mundial de Futebol de 2006. E agora quer proibir que esses jogos sejam transmitidos em grandes écrans, em praças públicas, nos centros da cidade, no coreto da vila, no salão paroquial da aldeia. Abre uma excepção para bares e restaurantes. Esses, podem deixar os seus clientes ver as emissões da SporTV. Obrigado SporTV! Obrigado, Joaquim Oliveira!

Joaquim Oliveira, que viveu do futebol durante muitos anos, quer matar a festa do futebol. Quer fechar os gritos de alegria, em cada golo do Ronaldo, numa sala de 12 metros quadrados, na Reboleira. Quer esganar os uivos de dor, por cada bola que beijar as malhas da nossa baliza, num pequeno café do Barreiro. Joaquim Oliveira conta as notas, soma os milhões, acumula euros, amontoa dinheiro, enrola moedas e, ao mesmo tempo, vai fazendo força no pé, atravessado na garganta do adepto, vai-lhe cortando o ar, tirando o pio, roubando a vida.

Joaquim Oliveira quer matar a nossa alegria, as nossas tardes de Verão, abraçados ao estranho que nunca vimos mas aconteceu estar ali ao lado quando o Figo marcou. Joaquim Oliveira quer banir da memória os bandos de jovens pintados de verde, vermelho e amarelo, os saltos ritmados e loucos, os corpos suados e as gargantas secas, o entusiasmo de se estar vivo e ver jogar Cristiano Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho num mesmo campeonato, perca quem perder, ganhe quem ganhar. Joaquim Oliveira quer as praças deste país desertas e silenciosas, feitas de pedra e não de gente, como se a morte tivesse saído à rua.

Eu não quero! Eu quero a Joana de Cascais, a Célia de Oeiras, a Cátia da Brandoa, o Iuri da Amadora, o Semedo da Damaia, o Manuel do Porto, o Júlio do Algarve, o Alberto João da Madeira – sim, o Alberto João, também!! – nas ruas, a cantar e a dançar, enquanto houver razões e esperança para isso, a chorar se for essa a nossa sina. Eu quero vida e futebol, fintas e talento, cor e gente, povo e gritos, bandeiras e nervos à flor da pele, quero ser abraçado e abraçar antes de cada maldito penalti, quero punhos erguidos por cada golo, um urro gigantesco, um grito de guerra vindo de cá do fundo, de todos nós, da gente toda e inteira, deste País, desta Nação, por cada tiraço que raspar a barra.

Eu quero estar em festa, pá, este Verão, e quero sair à rua porque a festa não se faz sózinho. Quero fazer a festa na rua, dê por onde der, aconteça o que acontecer, haja ou não alguém que conta as notas, uma a uma, que as dobra e arruma, que as cheira e apalpa e que vive disso e para isso, esquecendo que há vida para além do dinheiro e que onde há mais vida é neste futebol que se aproxima, nesta onda que já se atravessa na garganta de todos nós, que nos tolhe, que nos ata o estômago, que nos aperta o coração, que nos enche de vida, que nos traz lágrimas aos olhos, que enche de esperança quem viu Eusébio chorar, há 40 anos, caído perante a pérfida Albion!

Morra a SporTV, morra! Pim!

A SporTV é o escarneo do futebol!

Se a SporTV é portugueza eu quero ser hespanhol!

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Lê e divulga! O futebol quando nasce é para todos! 


Cuidado! Eles estão vivos!

05/24/2006

Mais de dois anos depois de terem anunciado ao mundo a sua existência, essa coisa chamada Compromisso Portugal estrubucha novamente. Diz que vai fazer uma convenção em Setembro. Dizem que deste encontro vão sair "ideias". Uau! Aguardamos ansiosamente. O problema é aguentar até Setembro sem vender tudo aos espanhóis. Mas também, num país com empresários do calibre de António Mexia, presidente da EDP, que até já foi ministro, e que investiu em negócios como os selos da Afinsa, não sei bem que ideias sairão desta convenção.


Menos doutores, mais mecânicos

05/24/2006

Aqui está uma boa notícia. No ano lectivo de 2006/2007, os jovens deste país vão ter à sua disposição mais 450 cursos profissionais. Significa isto que teremos menos advogados e jornalistas e mais serralheiros, mecânicos e electricistas. Até que enfiim, algum bom-senso no Governo e no Ministério da Educação.