(II) Jornalismo de causas – Alexandra Lucas Coelho, Público

06/29/2006

Os textos mais lacrimejantes de toda a Imprensa portuguesa dão à estampa nesse panfleto bem disfarçado de jornal que se chama “Público“. Assinados por Alexandra Lucas Coelho, têm algo de comum com as teorias raciais do autor de Mein Kampf: desumanizam os judeus. Involuntariamente ou não, é um facto que produzem esse efeito. Alexandra Lucas Coelho retrata os palestinianos como gente comum, simples, que apenas quer criar os seus filhos em paz. E não pode. Porque lá vem um avião israelita, a quebrar a barreira do som, e a criança palestiniana estremece e acorda com o estrondo, sobressaltada, correndo para os braços da mãe, apavorada. Claro que as crianças israelitas não têm este tipo de sentimentos. O sangue das crianças israelitas não corre, como o das cranças palestinianas, quando são atingidas a tiro ou esventradas por bombas. As crianças israelitas não têm pesadelos por causa da guerra, porque estão demasiados ocupadas a pensar como é que hão-de torturar e matar os palestinianos. Porque do outro lado da fronteira, só há monstros e máquinas de guerra que têm como objectivo fundamental, na vida, infligir dor aos paletinianos.

Alexandra Lucas Coelho é uma jornalista de uma das causas mais curiosas da actualidade. Porque esssa causa coloca lado a lado, como companheiros da mesma trincheira, o sr. Le Pen e o sr. Francisco Louçã. Tal como já levou este último a dar a mão (no sentido real, não figurado) a Freitas do Amaral, numa manifestação contra Israel. O anti-semitismo, encapotado ou disfarçado, senta a Esquerda revolucionária, urbana e caviar, ao colo da extrema-direita de contornos neo-nazis. Ambos odeiam o capitalismo, dadas as suas raízes socialistas (Hitler, não esqueçam, era nacional-socialista). Ambos consideram que o capitalismo é um instrumento manipulado, senão inventado, pelos judeus, para controlar o mundo.

Desumanizar o adversário é o primeiro passo para poder exterminá-lo. Retratar quem se combate como um ser não-humano, tónica comum do discurso árabe em relação aos judeus, justifica que se liquide esse inimigo, que se procure legitimamente a sua extinção. A tese dos Untermensch, dos sub-humanos, alarvemente pregada desde tempos imemoriais, continua a ocupar lugar de destaque entre os nossos contemporâneos. O discurso assumiu nuances e tonalidades diferentes. Vai desde a selvejaria típica da Nação do Islão, essa seita asquerosa de racistas negros chefiados por Louis Farrahkan, até às subtilezas de pensamento da mais delicodoce Esquerda europeia.

“Les beaux esprits toujours se rencontrent”…


Fernando Ruas rejeita desculpas – Fiscais do Ambiente são mesmo para correr à pedrada

06/28/2006

O social-democrata Fernando Ruas diz que não pede desculpas pelo facto de ter incitado à violência contra agentes do Estado, quando apelou aos autarcas da região de Viseu para que corram à pedrada os fiscais do Ministério do Ambiente. O Procurador-Geral da República está a dormir, está de férias ou desistiu de fazer Justiça? Ou então estou enganado e apelar à violência, publicamente, ainda por cima contra agentes titulares de autoridade do Estado, já deixou de ser crime, em Portugal


(I) Jornalistas de causas – Filomena Martins, Correio da Manhã

06/28/2006

O mais populista, popularucho e (infelizmente) popular dos diários portugueses tem uma subdirectora de fazer inveja à tropa que milita no Público, o panfleto mais bem disfarçado de jornal. Como é que a jornalista Filomena Martins reage, perante a extrema-direita? Cortando a direito (salvo seja..) nos princípios mais elementares do jornalismo (a insenção, a imparcialidade, o relacto factual dos acontecimentos e outras balelas e tolices que a ética e a deontologia referem) e propondo que os jornalistas façam isto:

A melhor forma de lidar com esse fenómeno desprezível, xenófobo e racista, tem duas vias: o ataque, relevando o pior do que defendem sem contemplações e controlando os seus passos ao milímetro, agindo contra todas as ilegalidades; ou o desprezo, cortando-lhe campo de manobra e impedindo qualquer tipo de promoção.”

Parabéns, Filomena Martins! Já agora, em relação à extrema-esquerda, defende o mesmo?


(I) Artistas de Esquerda – Jill Greenberg

06/28/2006

Conceituada fotógrafa norte-americana, Jill Greenberg resolveu “explorar” novas áreas na dicotomia fotografia-política (paleio de esquerda, claro está…). Pegou em crianças de três, quatro anos, levou-as para o seu estúdio, despiu-as e depois fê-las cair num estado de angústia e medo, provocando-lhes violentas crises de choro. Os retratos daí resultantes foram baptizados com títulos anti-Bush (“Four more years”, p.exemplo). Escusado será dizer que todo o ‘stablishment’ de Esquerda, nos EUA, a transformou num ícone.

A palavra ao Artista de Esquerda:”The first little boy I shot, Liam, suddenly became hysterically upset. It reminded me of helplessness and anger I feel about our current political and social situation. The most dangerous fundamentalists aren’t just waging war in Iraq; they’re attacking evolution, blocking medical research and ignoring the environment.”
É gente assim que me faz ter dúvidas sobre se a abolição da pena de morte será uma decisão correcta. Aliás, o calibre desta gentalha está bem patente no facto de a fotógrafa ter tentado retaliar contra um bloguista crítico, chegando ao ponto de contactar o responsável da empresa onde ele trabalha. Nojento, como é típico desta Esquerda que, até há pouco tempo, se babava de gozo perante as fotografias de um tal Robert Mapplethorpe – incluindo meninas de quatro anos de idade com os genitais à mostra. Curioso, o slêncio que se fez em torno do mesmo “artista”, depois de rebentarem os escândalos de pedofilia