A Cova da Moura branca e a negra

"Existe uma própria divisão interna no bairro, no limite norte da Cova, junto a uma das estradas que delimitam o bairro, as casas têm melhor aspecto e existem até algumas vivendas. Nesta zona habitam, essencialmente, os portugueses brancos retornados de África. Do outro lado o panorama não seduz: casas em cima de casas que, afinal, de casa têm pouco ou nada, espaços livres destruídos, passeios sujos onde as crianças brincam, ruas de terra batida, paredes riscadas com palavras pouco agradáveis a quem visita, tráfico de droga feito à luz do dia, dealers de visual rap e viciados em fase terminal." – in reportagem sobre a Cova da Moura, neste blogue.

Reportagem feita por uma estagiária. Que escreveu algo nunca referido, noutras reportagens de "jornalistas" séniores, de "grandes repórteres" e estrelas da TV: há dois bairros na Cova da Moura. Uma parte, maioritariamente habitada por gente branca. A outra, por gente negra. Todos de origem muito modesta. Com as diferenças que são visíveis, a olho nú. E que só os daltónicos, os apoiantes do Bloco de Esquerda, o SOS Racismo e o Daniel Oliveira do Arrastão (gente que escolhe este nome para um blogue, diz tudo sobre si próprio…) não conseguem ver.

7 Responses to A Cova da Moura branca e a negra

  1. Dalila diz:

    Uau! Fui referida no teu blog!
    Eu não sou estagiária… sou só estudante…
    o beijo.

  2. Dalila diz:

    Quanto ao resto só tenho a dizer que onde me ensinam a “fazer” jornalismo, ensinam-me a ser imparcial, a dizer o que vejo, a dar as duas partes. conheço suficientemente bem o bairro para poder descrevê-lo desse modo (até porque sou da Damaia). Conheço lá muita gente que adoro, mas sei como são as coisas. Acho que o principal problema desses jornalistas “a sério”, é falarem muitas vezes sem conhecerem ao certo como as coisas são. Como as coisas se passam. É preciso conhecer bem (neste caso o bairro) para se poder escrever/falar sobre ele.
    Eu acho.

  3. (1) Dalila: acabas de ser promovida!

  4. (2) Uma frase que diz muito: “sei como são as coisas”. E uma piada cujos direitos de autor cabem ao blogue A Loja do Grande Queijo Liminiano e que define bem o jornalismo de hoje: “Não deixes que a verdade te estrague uma boa história”.

  5. Ana diz:

    gosto muito, muito dessa reportagem da Dalila. Aliás, um jornalista tem de saber daquilo de que está a escrever/falar. Quando não o sabe, corre o risco de cair naquele erro típico de fazer figura de ridículo porque fala daquilo que não sabe. É o problema, tal como a Dalila disse, de muitos jornalistas, pseudo-jornalistas e jornalistas ‘wannabe’ dos tempos de hoje.

    Quanto à frase supracitada, eu cá digo: A verdade acima de tudo.

  6. riky diz:

    ola gosto dos comentarios feitos mas pra falar e preciso ter conhecimento de causa eu sou da cova da moura e o que sse passa sempre se passou so que o medo era grande hoje nada nem ninguem detem um bairro como a cova so mesmo de garnada pra cima se nao nao ha hipotese fiquem bem

  7. Força, meu rapaz. E não te esqueças: logo que tiveres 16 anos, engravida três das tuas compatriotas, para que os seus filhos nasçam sem pai (tu deves estar na cadeia…) e acabem nas obras. É preciso gente para ocupar os cargos de trolhas e serventes de pedreiro. E vocês servem na perfeição.
    Quanto às granadas, não te armes em importante. Vê lá como acabou o Céle….

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