(II) Jornalismo de causas – Alexandra Lucas Coelho, Público

Os textos mais lacrimejantes de toda a Imprensa portuguesa dão à estampa nesse panfleto bem disfarçado de jornal que se chama “Público“. Assinados por Alexandra Lucas Coelho, têm algo de comum com as teorias raciais do autor de Mein Kampf: desumanizam os judeus. Involuntariamente ou não, é um facto que produzem esse efeito. Alexandra Lucas Coelho retrata os palestinianos como gente comum, simples, que apenas quer criar os seus filhos em paz. E não pode. Porque lá vem um avião israelita, a quebrar a barreira do som, e a criança palestiniana estremece e acorda com o estrondo, sobressaltada, correndo para os braços da mãe, apavorada. Claro que as crianças israelitas não têm este tipo de sentimentos. O sangue das crianças israelitas não corre, como o das cranças palestinianas, quando são atingidas a tiro ou esventradas por bombas. As crianças israelitas não têm pesadelos por causa da guerra, porque estão demasiados ocupadas a pensar como é que hão-de torturar e matar os palestinianos. Porque do outro lado da fronteira, só há monstros e máquinas de guerra que têm como objectivo fundamental, na vida, infligir dor aos paletinianos.

Alexandra Lucas Coelho é uma jornalista de uma das causas mais curiosas da actualidade. Porque esssa causa coloca lado a lado, como companheiros da mesma trincheira, o sr. Le Pen e o sr. Francisco Louçã. Tal como já levou este último a dar a mão (no sentido real, não figurado) a Freitas do Amaral, numa manifestação contra Israel. O anti-semitismo, encapotado ou disfarçado, senta a Esquerda revolucionária, urbana e caviar, ao colo da extrema-direita de contornos neo-nazis. Ambos odeiam o capitalismo, dadas as suas raízes socialistas (Hitler, não esqueçam, era nacional-socialista). Ambos consideram que o capitalismo é um instrumento manipulado, senão inventado, pelos judeus, para controlar o mundo.

Desumanizar o adversário é o primeiro passo para poder exterminá-lo. Retratar quem se combate como um ser não-humano, tónica comum do discurso árabe em relação aos judeus, justifica que se liquide esse inimigo, que se procure legitimamente a sua extinção. A tese dos Untermensch, dos sub-humanos, alarvemente pregada desde tempos imemoriais, continua a ocupar lugar de destaque entre os nossos contemporâneos. O discurso assumiu nuances e tonalidades diferentes. Vai desde a selvejaria típica da Nação do Islão, essa seita asquerosa de racistas negros chefiados por Louis Farrahkan, até às subtilezas de pensamento da mais delicodoce Esquerda europeia.

“Les beaux esprits toujours se rencontrent”…

14 Responses to (II) Jornalismo de causas – Alexandra Lucas Coelho, Público

  1. Luar diz:

    Et les mauvais aussi… 🙂
    A gente esquece, facilmente, que há pessoas dos dois lados da contenda; pessoas que, na sua silenciosa maioria, sonham com paz e sossego.

  2. LOUIS XVI diz:

    MAGNIFICA POSTA, COMO É HABITUAL, HÁ MUITO QUE ESSA “JORNALISTA” METE NOJO.

  3. igrejas diz:

    de acordo

  4. Anónimo diz:

    Este blog prometia, mas no fim começa a paranoia a vir ao de cima!
    Os posts estavam a acertar, mas… de repente!
    Ora aqui está o blog da Fox-news portuguesa!
    Este é um blog neo-conservador mascarado de direita!

    Aqui não há nenhum insulto a não ser o comentário a este post quanto a mim é pura paranóia! Faz-me lembrar aquela noticia do expresso sobre o financiamento do PNR pelo Irão!!!

    Então vão também exercer a censura sobre este comentário como fazem os vossos camaradas de esquerda como o Daniel Oliveira?

  5. Obelix diz:

    EXPLOSÃO DE OBUSES SOBRE ZAQUI E OS SEUS 30 NETOS

    No Norte de Gaza as crianças correm entre obuses que rebentam, como se fosse fogo-de-artifício. São todas nervos sem medo. Israel vê-se daqui. Estas são as últimas casas. Ninguém as quer abandonar. Gaza é terra de quem já perdeu casa pelo menos uma vez.

    Por Alexandra Lucas Coelho, em Gaza

    Os netos de Zaki apanham um pedaço tão quente que é preciso passá-lo de uma mão para a outra.
    Fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiuuuuuuuuuuuuuuuuuuu…
    Aí vem outro obus.
    Todos param e levantam a cabeça, como se pudessem ver onde vai cair.
    Buuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuummmmmm!!!
    Uma chuva de aço corta o ar e aterra no asfalto. Parecem meteoros a tilintar. Incólumes, as crianças correm, pulam, gritam, agarram a cabeça, hiperexcitadas. Há pedaços de obus entre uns e outros, entre a esquina e a porta de Zaki.
    Zaki Wahdan, 60 anos, avô de 30 netos e um homem corpulento de cabelos brancos que sorri. Ahlan Wa Sahlam. Bem-vindos.
    16h17, obus. 16h19, obus. A hospitalidade não tem hora, ou será um instinto. Entre obuses, Zaki ouviu um carro meter-se pela ruela onde mora, a última habitada antes de Israel, em Beit Hanoun, no Norte de Gaza.
    Saiu para acolher os estranhos, rodeados de crianças que querem mostrar a última colheita de obuses em toda a sua variedade, um fragmento do nariz, algo que atarracha, partes polidas como lâminas, rugosas como minerais.
    E antes que tenha tempo de dizer mais uma frase completa
    Fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiuuuuuuuuuuuuuuuuuuu…
    Olhos no céu.
    Buuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuummmmmm!!!
    Ainda mais perto.
    As crianças correm em todas as direcções, mas não para dentro das casas. São todas nervos sem medo. Zaki abre a porta da sua casa de cimento, tenta chamá-las. Algumas entram.
    Fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiuuuuuuuuuuuuuuuuuuu…
    Zaki zanga-se, chama mais.
    Buuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuummmmmm!!!
    O burro de Zaki zurra.
    Está tão a salvo quanto possível, no pequeno estábulo improvisado na sala de entrada.
    “Isto é assim, continuamente, há três dias”, diz Zaki, espreitando pela porta aberta. “Não conseguimos dormir.”
    Nisso, estão em igualdade com todos na Faixa.
    A noite passada, por exemplo, começou com uma sequência de mísseis na Cidade de Gaza, que pela uma da manhã deixou em chamas o Ministério do Interior. As casas em redor tornaram-se efeitos colaterais. Pouco depois, foi atingido um edifício ligado à Fatah.
    Uma grande parte das casas continuava sem electricidade, ou com energia intermitente. A comida armazenada e congelada nos últimos dias estragava-se nos frigoríficos. As ventoinhas não funcionavam e o calor era intenso. Partes de Gaza não tinham água.
    Mas especialmente em Beit Hanoun, onde há três dias foram lançados panfletos alertando os habitantes para o risco de se tornarem alvos caso deixem as suas casas, o risco é estar vivo, dentro de casa, no quintal, de uma ruela para a outra.
    Os tanques, concentrados do outro lado destes campos de limões e laranjas, do lado de lá da fronteira com Israel, tem estado a atirar constantemente sobre terras agrícolas, até às portas das casas.
    Há dois dias, aqui, Khalil Al Masri, de três anos, foi ferido na testa (ver edição de ontem).
    Nesta ruela não é difícil perceber como.
    Milagroso é que muitos destes seus vizinhos, muitos deles netos de Zaki, continuem inteiros.
    E aqui.
    Talvez algumas famílias não saiam porque não têm para onde ir. Todas têm medo de perder as suas casas.
    A história repete-se, e Gaza é uma Faixa de 1,3 milhões com uma maioria absoluta de refugiados.

    Dormir fora de casa

    Duas mulheres de negro sobem um caminho de terra que vai dar ao último posto palestiniano antes da “zona de ninguém”, entre Beit Hanoun e Israel.
    “Vivemos aqui, mas agora estamos a dormir com parentes na cidade”, diz uma delas. “Vamos levar comida aos que estão em casa.”
    As famílias dividem-se, para que as casas não fiquem vazias.
    Dentro de uma trincheira de terra com três torres de vigia e pilhas e pilhas de sacos de areia, 20 homens das forças da segurança nacional palestiniana asseguram a vigilância avançada, com vista para Israel. Contra os tanques, a 2,5 quilómetros (cálculo do tenente Ashraf Mohammed), têm umas metralhadoras.
    O soldado Ibrahim está de serviço na torre mais arriscada, voltada para Israel, no topo da trincheira. Tem 27 anos, e apesar do calor ardente não descurou a farda completa, ao contrário de alguns dos seus camaradas, só semifardados, sem casaco ou colete.
    Daqui de cima vê-se um primeiro campo de laranjeiras, depois outro de laranjeiras e limoeiros, a seguir palmeiras altas e uma barreira de areia. A partir daí é Israel.
    Ibrahim oferece os seus binóculos aos visitantes, mas vê-se à vista desarmada: as torres em frente, os primeiros edifícios de Sderot, a cidade israelita de onde é natural Amir Peretz, líder dos trabalhistas e actual ministro da Defesa.
    Sderot é o alvo mais comum dos rockets caseiros Qassam, com que os membros dos grupos radicais palestinianos tentam atingir Israel, a maior parte das vezes em vão.
    Pelo caminho que há pouco subiam as mulheres vêm agora um homem e um rapaz.
    Cumprimentam os soldados, antes de seguirem em frente.
    Atala, 15 anos, tem a cara ferida na testa, no queixo e por baixo do olho esquerdo. Caiu com a cara no chão, a fugir do obus que atingiu Khalil, seu primo afastado.

    _______________

    A CHUVA DE VERÃO ACERTOU NA TESTA DE KHALIL

    Foi ao quintal chamar o avô. Tem três anos. A artilharia ouve-se da sua cama de hospital,
    no Norte de Gaza. No centro da Cidade de Gaza, há uma cratera no pátio da universidade islâmica.

    Por Alexandra Lucas Coelho, em Gaza

    Extramundial: Israel 1, Universidade Islâmica de Gaza 0. Um míssil e adeus campo de futebol. Sobram as balizas, desengonçadas sobre montes de terra. Como quem cobre um morto, os estudantes cobriram um pouco a cratera, em pleno pátio principal da universidade.
    À volta, o chão está estalado.
    “É como um terramoto”, diz o guarda Abu El Abed, que aqui jogou muitas vezes.
    Os palestinianos gostam a sério de futebol. Nos territórios ocupados e em Israel, de Jerusalém Leste a Acre, têm-se juntado em grupos com bandeiras e camisolas para celebrar e comentar. O Brasil é o rei da torcida, e, para muitos, Portugal é o Brasil da Europa.
    Gaza também, antes e durante a ofensiva israelita. Do ponto de vista local, a derrota da Holanda foi uma vitória. Fazem-se figas contra os ingleses. Cristiano Ronaldo é um ídolo. Figo é um mito.
    A Universidade Islâmica, ligada ao Hamas – onde as mulheres têm que estar tapadas da cabeça aos pés e cobrir o cabelo -, fica no centro da Cidade de Gaza. Abu El Abed estava ao portão, anteontem à tarde, quando o míssil aterrou entre as duas balizas.
    “Foi uma grande explosão, os destroços chegaram até ali”, diz, apontando para os edifícios do outro lado da rua, que ficaram sem vidros. “Eles atingiram isto por ser parte da universidade, para afectar a classe intelectual.”
    Nem por um dia a universidade fechou.
    A Chuva de Verão – nome de código da ofensiva – coincide com a época de exames.

    O dever de ir às aulas

    Depois de mais uma noite de explosões sónicas (os caças F16 cortaram a barreira do som pelo menos quatro vezes entre as 2h30 e as 6h) e ao ritmo dos tiros de artilharia que se ouvem de manha à noite, Mohammed Sheikh Yusef, 20 anos, estudante de Informação & Tecnologia, vem espreitar a cratera antes de uma aula.
    “É um dever para mim não faltar às aulas. Esta é uma zona civil. Não há resistência aqui, não há armas, somos estudantes sem relação com partidos. A universidade tem laços com universidades europeias e americanas, muitos alunos daqui receberam bolsas para irem estudar fora, os israelitas sabem como esta universidade é importante, isto é uma mensagem de ameaça.”
    Inédita. “É a primeira vez que uma escola é atingida”, sublinha Yusef. “E espero que seja a última.”
    Ahmad Bakhar, um dos membros de topo do Hamas e vice-presidente do Parlamento palestiniano, chega para visitar os estragos, acompanhado pelo director da universidade.
    Uma das notícias do dia é a prisão de vários deputados e ministros do Hamas na Cisjordânia. Que vai fazer o movimento islâmico? Bakher adianta nada. Repete que as detenções mostram “como este ataque sionista continua”, e é um ataque também “contra as escolhas democráticas do povo”, que elegeu o Hamas nas últimas legislativas. Enumera a destruição dos últimos dias, as vítimas das últimas semanas, como a da família morta na praia em Gaza. Indigna-se: “O mundo move-se pelo destino de um soldado armado para matar, mas não pelo destino de 10 mil prisioneiros palestinianos nas cadeias de Israel.”
    A libertação parcial desses prisioneiros (mulheres e crianças) é a moeda de troca exigida pelos militantes palestinianos – incluindo membros do Hamas – que mantêm refém o soldado israelita Gilad Shalit.
    Israel diz que não negoceia e pressiona Gaza com cerco de tanques, reocupação territorial, destruição de pontos estratégicos e guerra de nervos.

    Atingido no quintal

    No Norte de Gaza, o ar, quente, húmido, parece cheio de tocadores de bombos invisíveis. Os disparos dos tanques israelitas concentrados junto à fronteira chegam a suceder-se ao ritmo de dois por minuto. Param por uma meia hora. Recomeçam. Em Beit Lahia, os habitantes enchem as ruas e praças com grandes colinas de areia, em slalon, para atrapalhar o trânsito do inimigo, caso os tanques avancem.
    As crianças entretêm-se a subir e descer estas trincheiras de improviso. Uma variante de correr descalço, lançar papagaios de papel, dar um mergulho no mar ou comer a melancia fértil nos campos, tudo coisas que não custam o que não há.
    Há dois dias, uma chuva de panfletos caiu aqui, alertando os locais para a necessidade de se manterem em casa, caso não queiram ser alvos.
    No hospital Kamal Adwan, que serve esta zona, foi montada uma sala extra de emergências e há um pequeno stock de medicamentos. “Temos anestesia e antibióticos suficientes para uma semana e 100 unidades de 400 gr de sangue”, indica o cirurgião Jaber Al Attar, enquanto procura a chave da sala improvisada.
    Oito camas de pau com modestos colchões de borracha por cima. Uma grande ventoinha.
    A eliminação da única central eléctrica de Gaza com seis mísseis – que deixou boa parte do território sem energia – não está a afectar o hospital. O principal fornecedor de electricidade, neste local, é Israel, e há geradores e painéis solares.
    Num dos quartos colectivos, sentado na cama, está o pequeno Khalil Al Masri, três anos. Chegou esta manhã, com um fragmento de artilharia na testa, que o deverá manter internado mais dois dias, segundo o prognóstico dos médicos. Agora tem a cabeça enfaixada, um olhar de pânico, refugia-se na mãe, coberta de negro.
    Khalil não precisou de sair da zona da sua casa, em Beit Hanoun, para ser atingido. Seriam umas oito e meia da manhã, conta a mãe. Ele foi ao quintal chamar o avô. “Ouvimos duas explosões, à terceira as crianças fugiram e quando vi Khalil ele estava junto ao meu pai, cheio de sangue.”

    Não conseguiram encontrar um automóvel para o trazer ao hospital. “Viemos num carro de burro.”
    Os tiros de artilharia ouvem-se em todo o hospital.

  6. Urrrrghhhhhhh! Acabei de ler e vomitei.

  7. […] O jornal que fez questão de revelar mecanismos utilizados pelo seu Governo para combater o terrorismo, o New York Times, é uma víbora que tenta morder o calcanhar da mesma Democracia que lhe dá alento. Imagine-se, se este pasquim já existisse em 1943, como é que noticiaria o levantamento do ghetto de Varsóvia. Assim, claro. Se o Público, o panfleto de Esquerda melhor disfarçado de jornal, também já existisse, imaginemos as reportagens de uma qualquer Alexandra Lucas Coelho, que as há em todos os tempos. […]

  8. Alexandra Lucas Coelho (ALC) é uma das nossas melhores jornalistas. O seu instrumento é aquilo que em Portugal quase não existe, e que ela pratica como poucos: a Grande Reportagem. Claro que ALC tem simpatia por um dos lados, mas se isso seria gravíssimo numa notícia de 5 linhas, já não o é num género em que o autor mais do que relatar, tenta expor uma teoria.

  9. Você merece um destaque especial. Vou colocar o seu comentário num post do meu blogue. ALC é uma grande repórter que tem simpatia por um dos lados e demonstra isso nos seus trabalho – o que não é grave. Muito bem. Jornalismo para quê? Certo?

  10. Paulo Roberto diz:

    Poucas vezes em minha vida deparei-me com um site tão racista e preconceituoso. De tanto preconceito contra árabes e muçulmanos, não é à toa que tantas pessoas começam a sentir nojo de judeus e israelenses.
    Voces não têm vergonha não?

  11. Não.Por acaso, até temos orgulho.

  12. Aryan diz:

    E quem escreve e comenta assim, não viu, não sentiu, nem sabe, porque não viveu! Pergunto a mim próprio se viveu ou vive.
    Passei por aqui e vou-me já embora, tal o mau estar que me causou!

  13. Anónimo diz:

    Não percebi se diz mal ou bem da Alexandra Lucas Coelho. Como apoiante de Israel, eu tenho visto o trabalho dela com bons olhos. Vejo-a humanizando os israelitas e não o oposto.

  14. Anton diz:

    De acordo.

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