Os segredos da comunidade islâmica portuguesa

O site Comunidade Islâmica da Web resolveu “fechar” o acesso a visitantes não inscritos. Até agora, o site e os vários fóruns de discussão eram de acesso aberto. Quem quisesse, podia ler e acompanhar as discussões sobre os temas mais variados. A partir do momento em o administrador do site, engº Tayeb Habib, se apercebeu da gravidade de muitas das afirmações feitas pelos participantes no site e da sua repercussão em vários blogues, resolveu condicionar o acesso. Mais: cortou o acesso e redireccionou todos os links que partem deste blogue e do Observatório da Jihad.

Ao mesmo tempo, tanto o sr Tayeb como o sr Yassuf Adamgy ameaçam recorrer às autoridades para agir contra estes dois blogues, por incitação ao ódio racial e religioso. Vindo de gente que compara a incineração de cadáveres de seres humanos, em Auschwitz, à destruição dos corpos de frangos afectados pela gripe das aves, isto é um elogio. Os leitores que quiserem confirmar que o site da Comunidade Islâmica da Web já não permite acesso livre, bastam abrirem uma nova janela e escrever: http://www.myciw.org

E porque acontece isto? Porque dois blogues resolvem mostrar e comentar algumas das inacreditáveis afirmações que alguns muçulmanos colocaram no site da Comunidade Islâmica da Web. Claro que isto era Democracia e Liberdade a mais para os muçulmanos que administram o site. Vai daí, o engº Tayeb Habib ameça violentamente o responsável pelo blogue Observatório da Jihad, prometendo, entre outras coisas, que o seu autor será perseguido “implacavalmente, claro que com todos os meios legais que a Justiça portuguesa me permite (…) Você e seus amigos estão sobreavisadospara procurarem outros inimigos, se os há!”

Mais uma vez, fica provado algo que já sabíamos (mas é sempre bom lembrar): a comunidade muçulmana não é capaz de se abrir e dialogar com o resto da sociedade. Não aceita a discussão, a polémica e a existência de opiniões contrárias. E esta impossibilidade nasce do facto de a sua religião ser incompatível com princípios fundamentais e básicos do nosso ordenamento político e constitucional, nomeadamente os chamados Direitos Humanos, como o prova esta passagem de um acórdão do Tribunal Europeu Dos Direitos do Homem:

“Il est difficile à la fois de se déclarer respectueux de la démocratie et des droits de l’homme et de soutenir un régime fondé sur la Charia, qui se démarque nettement des valeurs de la Convention, notamment eu égard à ses règles de droit pénal et de procédure pénale, à la place qu’il réserve aux femmes dans l’ordre juridique et à son intervention dans tous les domaines de la vie privée et publique conformément aux normes religieuses.”

4 Responses to Os segredos da comunidade islâmica portuguesa

  1. Tayeb diz:

    Já respondí noutro local que o portal só tem um fórum que foi fechado ao público em geral, para efeitos de leitura. Trata-se de um portal com muitos outros serviços disponíveis e livres. Qualquer pessoa muçulmano ou não muçulmano que queira respeitar as regras dos fóruns pode participar livremente inscrevendo-se.

    A razão de se fechar o fórum mais popular que é o de Assuntos Gerais foi para evitar o aproveitamento de opiniões que não são patilhadas por todos e que são escolhidos fora do contexto. Tratando-se de fóruns os membros podem dizer o que pensam. Não há nenhuma ditadura estilo blogues onde a opinião do administrador é que importa. Ninguém pode iniciar novos tópicos em blogues como este aqui.

    Tayeb

  2. “É difícil que, ao mesmo tempo, alguém se declare respeitador da Democracia e dos Direitos do Homem e apoie um regime baseado na Sharia, ue se demarca claramente dos valores da Convenção (Internacional dos Direitos do Homem)” – acórdão do tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
    Isto é que eu gostava de ver o sr Tayeb Habib comentar…

  3. Tayeb diz:

    Olá Máquina Zero,

    Os muçulmanos onde estão em maioria têm o direito de implementar a lei de Sharia, porque este é um direito inalienável dos mesmos, se a democracia tem algum significado ou se é mesmo uma fantochada. Ninguém poribe os EUA de executar seus criminosos, porque os americanos querem que se implementem tais leis.

    O acórdão a que se refere faz parte da estratégia de Islamofobia que paira pela Europa afora, e que vos financia, você e Sliver e companhia. Se este tribubnal se pronunciar um dia da ilegalidade de Guantánamo, acaba com prisões sem término definido, os raptos de cidadãos por potência estrangeira, execuções extra-judiciais, talvez terá alguma credibilidade perante os muçulmanos.

    Diga-me há quantos anos Israel não implementa as resoluções de Nacões Unidas. Desde 1968 Israel desrespeitou 32 resoluções das Nações Unidas, sem que nada se tenha feito contra este país. A punição em massa que vemos agora a ocorrer na Faixa de Gaza, é respondida com o silêncio absoluto daqueles que falam de direitos humanos. Que se o diga cerca de 30% de palestinianso são cristãos e que não são só os muçulmanos que são humilhados todos os dias pelo exército de ocupação isola, que viola inúmeras leis internacionais sem que se faça açgo.

    O diálogo sobre a implementabilidade ou não de Sharia ou outras questões, só poderá ser feito quando acabarem os duplos cirtérios.

    Tayeb

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