Tayeb Habib: Tribunal Europeu dos Direitos do Homem é islamófobo

O acórdão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos que considera incompatível a Sharia (Lei Islâmica) e o regime democrático “faz parte da estratégia de Islamofobia que paira pela Europa afora”, afirma o engº Tayeb Habib, um dos administradores do site Comunidade Islâmica da Web, que tem mantido uma interessante polémica com este blogue e com o Observatório da Jihad. Deixando de lado o facto de se estar perante uma ofensa à magistratura, fica clara a postura do engº Tayeb Habib em relação ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos: é um tribunal financiado pelos adeptos da Islamofobia. Por outro lado, a Sharia, com o seu cortejo de mutilações, lapidações e outros castigos bárbaros e selvagens, é legítima e aceitável, nos países de maioria muçulmana, diz claramente o engº Tayeb Habib. Ainda bem que não somos um país de maioria muçulmana…
Atendendo ao interesse do seu conteúdo, aqui se reproduz, na íntegra, este recente comentário do engº Tayeb Habib:

  1. Tayeb Says:
    July 10th, 2006 at 9:40 am e
  2. Olá Máquina Zero,
  3. Os muçulmanos onde estão em maioria têm o direito de implementar a lei de Sharia, porque este é um direito inalienável dos mesmos, se a democracia tem algum significado ou se é mesmo uma fantochada. Ninguém poribe os EUA de executar seus criminosos, porque os americanos querem que se implementem tais leis.O acórdão a que se refere faz parte da estratégia de Islamofobia que paira pela Europa afora, e que vos financia, você e Sliver e companhia. Se este tribubnal se pronunciar um dia da ilegalidade de Guantánamo, acaba com prisões sem término definido, os raptos de cidadãos por potência estrangeira, execuções extra-judiciais, talvez terá alguma credibilidade perante os muçulmanos.

    Diga-me há quantos anos Israel não implementa as resoluções de Nacões Unidas. Desde 1968 Israel desrespeitou 32 resoluções das Nações Unidas, sem que nada se tenha feito contra este país. A punição em massa que vemos agora a ocorrer na Faixa de Gaza, é respondida com o silêncio absoluto daqueles que falam de direitos humanos. Que se o diga cerca de 30% de palestinianso são cristãos e que não são só os muçulmanos que são humilhados todos os dias pelo exército de ocupação isola, que viola inúmeras leis internacionais sem que se faça açgo.

    O diálogo sobre a implementabilidade ou não de Sharia ou outras questões, só poderá ser feito quando acabarem os duplos cirtérios.

  4. Tayeb

13 Responses to Tayeb Habib: Tribunal Europeu dos Direitos do Homem é islamófobo

  1. Sliver diz:

    «O acórdão [Tribunal Europeu dos Direitos Humanos] a que se refere faz parte da estratégia de Islamofobia que paira pela Europa afora, e que vos financia, você e Sliver e companhia.» Habib dixit.

    Não sei o porquê, mas as conversas com o senhor Tayeb Habib acabam sempre na palhaçada. Quando não se tem fundamentos e já se perdeu a razão, inventa-se. Sempre quero ver como é que ele vai justificar, em sede própria, estas afirmações. Começo a gostar de ver o senhor TH a radicalizar o discurso. Será que um dia ainda vamos ter uma ‘surpresa’ da sua parte?

    Nota: Máquina Zero, onde é a caixa para ir buscar o meu cheque? 🙂

  2. Sliver diz:

    «Que se o diga cerca de 30% de palestinianso são cristãos e que não são só os muçulmanos que são humilhados». Habib dixit

    E porque é que os terroristas são TODOS muçulmanos… de acordo com as probabilidades, um terço deveria ser cristão, ou um quinto, um décimo… mas não! Porque será?

  3. Meu caro Sliver, também gostava de saber onde é a caixa e onde é que eu recebo os tais “financiamentos”. E acho que os juízes que integram o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos também vão gostar de perguntar ao engº Tayeb Habib onde estão as provas desta acusação de corrupção – ou seja, as provas de que eles recebem dinheiro para fazer acórdãos islamófobos.

  4. Tayeb diz:

    O acórdão a que se referem é cotado fora de contexto. Tratava-se de uma queixa apresentada pelo partido Refah ds Turquia contra o governo turco. Os militares na Turquia acusaram falsamente o partido Refah que este tentava impôr a lei de Sharia na Turquia contrariando assim a laicidade daquele país, se o de facto golpe militar violava o Artigo 11 da Convenção Euopeia

    O que o Máquina Zero cotou é fora de contexto e desonesto. É o que se vê regularmente no que procura na google por palavras chaves e encontra as coisas erradas ou certas de acrodo com o seu ponto de vista. Lí o acórdão em inglês e pode-se visalizar em:

    http://cmiskp.echr.coe.int/tkp197/view.asp?item=1&portal=hbkm&action=html&highlight=refah%20%7C%20party&sessionid=7724546&skin=hudoc-en

    É interessante lêr o que o Juiz Kovler tem a dizer:

    CONCURRING OPINION OF JUDGE KOVLER

    (Translation)

    I concur for the most part in the Court’s ruling that there has been no violation of Article 11 of the Convention in this specific case for the simple reason that some of the applicants’ activities and statements were in contradiction with the principle of secularism, a pillar of Turkish democracy as conceived by Mustafa Kemal Atatürk and enshrined in the Constitution of the Republic of Turkey (particularly Articles 2 and 24 § 4), to which contradiction the State, as the guarantor of constitutional order, was obliged to react, taking account in particular of Articles 9 § 2 and 11 § 2 of the Convention.

    What bothers me about some of the Court’s findings is that in places they are unmodulated, especially as regards the extremely sensitive issues raised by religion and its values. I would prefer an international court to avoid terms borrowed from politico-ideological discourse, such as “Islamic fundamentalism” (paragraph 94 of the judgment), “totalitarian movements” (paragraph 99 of the judgment), “threat to the democratic regime” (paragraph 107 of the judgment), etc., whose connotations, in the context of the present case, might be too forceful.

    I also regret that the Court, in reproducing the Chamber’s conclusions (paragraph 119 of the judgment), missed the opportunity to analyse in more detail the concept of a plurality of legal systems, which is linked to that of legal pluralism and is well-established in ancient and modern legal theory and practice (see, in particular, the proceedings of the international congresses on customary law and legal pluralism organised by the International Union of Anthropological and Ethnological Sciences, and J. Griffiths: “What is legal pluralism?”, Journal of Legal Pluralism and Unofficial Law, 1986, no. 24). Not only legal anthropology but also modern constitutional law accepts that under certain conditions members of minorities of all kinds may have more than one type of personal status (see, for example, P. Gannagé, “Le pluralisme des statuts personnels dans les Etats multicommunautaires – Droit libanais et droits proche-orientaux”, Brussels, Editions Bruylant, 2001). Admittedly, this pluralism, which impinges mainly on an individual’s private and family life, is limited by the requirements of the general interest. But it is of course more difficult in practice to find a compromise between the interests of the communities concerned and civil society as a whole than to reject the very idea of such a compromise from the outset.

    This general remark also applies to the assessment to be made of sharia, the legal expression of a religion whose traditions go back more than a thousand years, and which has its fixed points of reference and its excesses, like any other complex system. In any case legal analysis should not caricature polygamy (a form of family organisation which exists in societies other than Islamised peoples) by reducing it to … “discrimination based on the gender of the parties concerned” (paragraph 128 of the judgment).

    Lastly, I find the use of figures derived from opinion polls (paragraph 107 of the judgment), which would be natural in a political analysis, rather strange in a legal text which constitutes res judicata.

  5. Meu caro Tayeb Habib, você sabe o que é um acórdão de um Tribunal? Então quando souber, volte a fazer comentários. até lá, evite estas embaraçosas demonstrações de ignorância. Fica-lhe mal…
    Cito, do link que você indica, estas passagens: “It is difficult to declare one’s respect for democracy and human rights while at the same time supporting a regime based on sharia, which clearly diverges from Convention values, particularly with regard to its criminal law and criminal procedure, its rules on the legal status of women and the way it intervenes in all spheres of private and public life in accordance with religious precepts.”
    O tribunal, que consiste em 17 juízes, entendeu que o Governo turco não violou a Convenção Internacional dos Direitos Humanos, ao dissolver um partido político de cariz muçulmano, o Refah Partisi, que defendia a implantanção de um regime político baseado na Sharia.
    Caramba, sr. Tayeb Habib, você não sabe ler nem Francês, nem Inglês? Não sabe que um acórdão de Tribunal é aprovado por maioria? Que é normal um juiz votar contar e manifestar a sua opinião? Mas que isso não muda a decisão final e que esse acórdão faz jurisprudência? E que uma decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos faz lei, em todos os países que reconhecem a sua autoridade?
    Bolas, tente perceber um pouco do sistema político e judicial do País que lhe dá a segurança e liberdade que não existe em nenhum país muçulmano, como você próprio escreveu aqui…

  6. E repare, caro Tayeb Habib, nos pressupostos deste caso e na conclusão final:

    PROCEDURE

    1. The case originated in four applications (nos. 41340/98, 41342/98, 41343/98 and 41344/98) against the Republic of Turkey lodged with the European Commission of Human Rights (“the Commission”) under former Article 25 of the Convention for the Protection of Human Rights and Fundamental Freedoms (“the Convention”) by a Turkish political party, Refah Partisi (the Welfare Party – “Refah”) and three Turkish nationals, Mr Necmettin Erbakan, Mr Şevket Kazan and Mr Ahmet Tekdal (“the applicants”) on 22 May 1998.

    2. The applicants alleged in particular that the dissolution of Refah by the Turkish Constitutional Court and the suspension of certain political rights of the other applicants, who were leaders of Refah at the material time, had breached Articles 9, 10, 11, 14, 17 and 18 of the Convention and Articles 1 and 3 of Protocol No. 1.

    (…)

    – FOR THESE REASONS, THE COURT UNANIMOUSLY

    1. Holds that there has been no violation of Article 11 of the Convention;

    2. Holds that it is not necessary to examine separately the complaints under Articles 9, 10, 14, 17 and 18 of the Convention and Articles 1 and 3 of Protocol No. 1.

    OK? Percebe agora? a decisão do tribunal foi POR UNANIMIDADE! As citações que eu faço estão completamente dentro do contexto e são verdadeiras e honestas! O sr é que não sabe o que é um tribunal e um acórdão. É normal. Na Sharia, basta meia dúzia de mullahs, xeiques ou emires para condenar à morte seja quem for, em julgamentos publicos que duram meia hora… É isto que você quer aplicar em Portugal?

  7. Espero que não faça novamente confusão, com o último comentário! O que lá está é um link para o seu post, mais acima, nesta página! No WordPress, quando se faz um link de um post para um comentário, repetem-se as primeiras frases do post e do comentário!
    Não apaguei nada do que você aqui comentou, como você já me acusou – por ignorância sua – e como qualquer leitor pode ler!

  8. Sliver diz:

    Eu ia escrever, mas ainda estou a rir… não vale a pena… já se percebeu que o o actual administrador do MYCIW é fracote na argumentação… Podemos votar no Hammid para administrador do fórum?. Pelo menos tem um pensamento mais linear, é mais esclarecido e aposto que não é queixinhas!

  9. Fracote na argumentação, mas fanático na convicção…Aliás, normalmente, quanto menor a argumentação e mais fraco o raciocínio, mais intenso é o fanatismo. Pelo menos, o engº já se revelou defensor da Sharia. Assim se vê o verdadeiro rosto de um islamita em Portugal…

  10. Ia propor o Cefas, que era um membro sénior, mas foi banido…

  11. […] Alguns excertos de uma entrevista a um jovem palestiniano, que explica as razões por que se devem matar judeus. Educativo. Francisco Louçã e Mário Soares deviam gostar de ser fotografados ao lado desta criança. O engº Tayeb Habib, o homem que acusa o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem de ser corrupto e o grande teólogo da religião da paz, sr. Yossuf Adamgy, estarão de acordo com esta tese? […]

  12. […] Parece que o responsável técnico pela página da Comunidade Islâmica da Web, Tayeb Habib, terá decidido finalmente bloquear o acesso àquele instrutivo site. É pena. Julgávamos que os muçulmanos portugueses não tinham nada a esconder, que estavam bem integrados na sociedade portuguesa, que não havia extremistas entre eles, etc, etc, como se pode ler em entrevistas do sheik Munir, do sheik Daud Ismael e do banqueiro Abdul Vakil. Também julgávamos que o Islão devia “saber tolerar a crítica”, como diz o sheik Daud Ismael. Pois. Por mais taqiyya que se pratique, a verdadeira natureza das coisas e das pessoas é como o azeite. Vem sempre ao de cima. […]

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