O início de uma guerra de extermínio no Médio Oriente

“Está, será uma guerra de extermínio e um massacre assinalável, que será comparado aos massacres dos mongóis e dos cruzados”. Começo com esta singela citação, numa homenagem a gente cega, de entre a qual distingo Daniel Oliveira e Joana Amaral Dias, ambos desse lamentável Bloco de Esquerda. A citação é do secretário-geral da Liga Árabe, Azzam Pasha, em 1948, logo após a declaração da independência de Israel, ao anunciar o ataque que cinco exércitos de outros tantos países árabes lançaram, contra a recém-nascida Nação. Havia uma música muito popular, entre os árabes, na altura. Tinha um refrão curioso: “Degola, degola, degola as mulheres e crianças de Israel…”

A ‘Amália Rodrigues’ dos árabes, Oum Kaltoum, cantou esta canção, que as rádios árabes transmitiam sem parar. É esta gente onde se revêm compatriotas meus como o Daniel Oliveira e a Joana Amaral Dias. Ó generosos militantes do Bloco de Esquerda, vocês também apoiam a degola das mulheres e crianças de Israel? Vocês são como a Alexandra Lucas Coelho, do Público, para quem só há mortos palestinianos, sangue derramado palestiniano? Para quem só as crianças palestinianas sofrem e  morrem, só a causa palestiniana tem sentido, razão e moral? Se são como a Alexandra Lucas Coelho, tenham coragem e assumam-no. Como? É simples! Convidem o Mário Machado para se filiar no Bloco de Esquerda. Vocês – Bloco de Esquerda, Alexandra Lucas Coelho, jornal “Público” e aquele conhecido militante de extrema-direita estão completamente de acordo, em tudo o que diz respeito aos Judeus e a Israel. Só diferem na metodologia a aplicar.

34 Responses to O início de uma guerra de extermínio no Médio Oriente

  1. Martins diz:

    Também apoio Israel. Mas temos de reconhecer que o nº de vítimas árabes, até agora, são muito superiores.

  2. Sliver diz:

    PNR/BE/Comunidade Muçulmana, o mesmo combate:

    http://observatoriodajihad.blogspot.com/2006/07/os-mesmos-inimigos-o-mesmo-combate.html

    o número de vítimas é superior, em parte, porque o Hezbollah se esconde entre a populção civil. Para os islâmicos do Hezbollah, Hamas, etc. quanto mais vítimas, melhor. Servem para alimentar a ‘má-consciência’ dos dhimmis. Servem para alimentar a guerra de propaganda. Também fizeram isso com os refugiados palestinianos ao inviabilizarem todas as soluções para o problema do seu próprio povo. Enquanto tivessem desgraçados podiam mostrá-los nas televisões de todo o mundo.

  3. Martins diz:

    Sliver, Israel tem todo o direito de se defender de ataques de organizações terroristas, mas esta escalada da violência contra o Líbano não tem qualquer justificação. Foram os israelitas que começaram a bombardear massivamente.

  4. Sliver diz:

    Ai é? Imagine que em Portugal existe um pequeno partido que representa 10% dos portugueses e até possui um ministro, para viabilizar o actual governo. Esse partido é o unico que possui armas. Por isso, resolveram raptar uns soldados espanhois e mandar uns misseis para Salamanca e Valladolid. O governo espanhol questionou o português que disse não ter meios para evitar isso. Que fariam os espanhóis perante este cenário?

    É evidente que a escalada de violência tem toda a justificação. O próprio Hezbollah aumentou os ataques contra Israel. Enquanto não existir um cessar-fogo e negociações a escalada aumenta necessariamente. E depois qual é a surpresa de Israel retaliar com meios superiores. Os árabes já tiveram suficientas aulas (e humilhações) para terem aprendido a lição. Mas pelos vistos alguns gostam de insistir e sacrificar as próprias populações.

  5. Sliver diz:

    E num cenário de guerra não vale a pena alguns fazerem-se de virgens ofendidas e virem mostrar criancinhas mortas porque o outro lado também têm a suas crianças. A guerra, independentemente dos intervenientes, é suja, cruel e deve ser evitada. Mas quando somos atacados resta a defesa. E o que o Hezbollah ataca é a civilização ocidental através de Israel. Ler os documentos desta organização é prioritário para sabermos o que está em jogo.

  6. Anónimo diz:

    Quanto vos pagam os sionistas para lhes fazerem a propaganda?
    Ou são só convictos cristãos-novos?

  7. Sliver diz:

    pela minha parte é «só convictos cristãos-novos»! faço-lhes propaganda de graça. Se fosse a pagar, também queria??

  8. Martins diz:

    De há uma década para cá, os palestinianaos têm oito vezes mais crianças mortas no conflito do que Israel. Estas crianças não são terroristas.

  9. Sliver diz:

    Não são e é lamentável que tal aconteça. Mas não esqueça que Israel se bate contra um exército não regular, contra operacionais terroristas, que cobardemente se escondem no meio da população civil ou enviam os miúdos para a frente da contestação (lembra-se das imagens da Intifada?). Mas de certeza que não recorda nenhum israelita que se tenha explodido num autocarro escolar!

  10. Sliver diz:

    Já visitou os blogues islâmicos, nomeadamente do Hamas, Fatah e Hezbollah e viu a quantidade de fotos de crianças em actividades militares com armas?

  11. Martins diz:

    E os palestinianos batem-se contra um exército que utiliza helicópteros, mísseis, tanques e outro armamento de última geração. A luta é desigual e o nº de mortos reflecte-o.

  12. Sliver diz:

    A luta é desigual em termos tecnológicos (felizmente, senão Israel já não existia!) mas quem obriga os palestinianos atacarem Israel?
    recomendo este artigo: http://aartedafuga.blogspot.com/2006/07/bode-expiatrio.html

  13. Martins diz:

    Não sucederá o contrário? Quem vive confinado dentro de muros? Quem tem mais de duas mil pessoas presas sem culpa formada? Já não sei se são os palestinianos que atacam Israel ou se é este que tem os palestinianos subjugados permanentemente.

    E esta escalada de violência no Líbano sem qualquer sustentação? Estará Israel a fazer o jogo dos EUA que estão fartos de ameaçar que vão atacar o Irão?

  14. Martins diz:

    Mais 50 mortos no Líbano e 10 na Palestina. O que é isto?

  15. Martins diz:

    309 mortos no Líbano numa semana? Que merda é esta?

  16. Miguel diz:

    bem, o teste aos Israelitas ordenado pelo Irão parece não está a correr muito bem para os Iranianos.
    Já vão pensar duas vezes (ou mais) antes de tomar qualquer iniciativa propria (sem usar lacaios) contra os Israelitas.

  17. Miguel diz:

    oh martins então e o irão ameaçar Israel não consegue lêr?

  18. Sliver diz:

    Martins,
    há dois dias você escreveu: «Tenho estado a ver os telejornais. Os cabrões dos muçulmanos andam a ver se despoletam a III Guerra Mundial!» e agora diz que a escalada de violência no Líbano não tem sustentação e já não sabe quem ataca ou é subjugado… Recomendo-lhe que olhe bem para um mapa e leia uns livros de história do Médio-Oriente, principalmente sobre os últimos 50 anos para ver se assenta ideias porque estas 48 horas parecem ter sido muito turbulentas.

  19. Martins diz:

    Caro Sliver,

    Fiz exactamente isso que me sugeriu e, em face do que está a acontecer, tentei informar-me o mais possível. E parece-me que a minha opinião tem vindo a mudar (tenho a sensação desagradável de ter andado com os olhos um bocado tapados). Tem havido violência contra Israel? É um facto. Mas, e a violência dos israelitas contra palestinianos e libaneses? A matança de 1700 palestinianos em Chabra e Chatila? O número de mortos de um lado e do outro é muito mais pesado para o lado palestiniano.

    Olhando para um mapa vemos que os palestinianos vivem em territórios semelhantes a jardins zoológicos, murados e sem poderem circular livremente. O Hezbollah e o Hamas são organizações terroristas? Pois são. Mas também há estados terroristas e não estou seguro de que Israel não seja um deles. Na actual escalada morreram já 300 libaneses e 15 israelitas (20 vezes mais libaneses mortos e para mim não há humanos de primeira e de segunda). Quais são os títulos dos jornais e das televisões: as baixas israelitas!

  20. Martins diz:

    Caro Miguel,

    O Irão ameaçar Israel? E as ameaças que os Estados Unidos têm vindo a fazer ao Irão, inclusivamente com bombardeamentos atómicos? Por causa do programa nuclear iraniano? Também invadiram e bombardearam o Iraque com o pretexto das “armas de destruição maciça”. Lembra-se? E é sabido que os EUA têm sido os mais fortes aliados de Israel dando-lhes a maior parte do armamento que eles possuem.

    E a dúvida assalta-me: será esta esclada de violência o pretexto para os EUA atacarem o Irão? Não passará Israel de um grande porta-aviões americano? Para infelicidade do povo israelita que não tem culpa nenhuma nisto?

    Há muitas questões que (pelo menos para mim) se começam a levantar.

  21. Sliver diz:

    Martins
    eu não tenho nada contra o facto de as pessoas mudarem de opinião quando a mesma é fundamentada, portanto não o crítico por isso. Mas o que me parece é que a sua opinião se transforma por causa de números, de baixas num conflito que Israel não começou mas no qual tem superioridade bélica. Se tivessem morrido 300 israelitas e 30 palestinianos ou libaneses não mudaria de opinião? O que está em causa é a existência do Estado de Israel e a sua defesa. Não se baseie só em números, até porque se o fizer deverá respeitar as proporções. Existe um livro que se lê num ápive, tem 100 pags., e explica muito bem a problemática do conflito. Chama-se «Grandes Mentiras» e está recenseado no meu blogue.

  22. Sliver diz:

    Martins
    escreveu «E a dúvida assalta-me: será esta esclada de violência o pretexto para os EUA atacarem o Irão?»
    A sua dúvida é curiosa porque quem manda no Hezbollah é o Irão que com este acto pretendeu desviar as atenções da crise nuclear por que passava. Não lhe vai servir de muito, julgo eu. O Estado como o Irão não pode ter armas nucleares, para nosso bem!

  23. Martins diz:

    Quem manda no Hezbollah é o Irão, e quem manda em Israel? Não serão os Estados Unidos? E quanto ao programa nuclear iraniano não será equivalente às armas de destruição maciça de Saddam? O que eu sei é que ambos os países são grandes produtores de petróleo. Não terá sido por isso que os EUA invadiram o Iraque? E não será por isso que se preparam para invadir o Irão?

  24. relo diz:

    Eu não sou arabe, nem judeu, nem ocidental: só um pai de familia. Acho que deve ter gente maluca no Hezbollah, Hamas, etc. Mas a gente maluca mais retorcida parece se encontrar entre as populações americana, israelí, inglesa, … que em suas cabeças tem esse costume de classificar às pessoas pelo aspecto, nacionalidade, clase social, etc
    A gente normal vamos ter que esperar quanto para que eles mudem sua psique ou cultura violenta, de desrespeito com os outros ?

  25. LOUIS XVI diz:

    Este martins é engraçado, começa pró-israel mas paulatinamente torna-se num anti-semita.

  26. Cavaco diz:

    Silver, devias ir viver uns tempos para a Palestina.
    A unica maneira de acabar com a violencia é voltar ao tempo da guerra fria, em que os países se temiam uns aos outros.
    Todo o mundo deveria ter armamento nuclear e a paz estava garantida, por muito podre que fosse.
    Nem os terroristas de um lado nem os do outro se atreveriam a desafiar ninguem.
    Fica a saber que os EUA è que pusseram os Isrealitas naquela zona contra a vontade dos árabes. Lá teriam as suas razões.

  27. Meu caro Cavaco: porque razão você não estuda os assuntos, antes de os comentar? Sabe que a criação de Israel resultou de um resolução votada pelas Nações Unidas? Sabe quantos países votaram favoravelmente? E quais foram esses países? Sabe, por acaso, que antes de Israel já existiam judeus, naquele mesmo sítio? Fazia ideia disso? Sabes quantos milhares de anos tem o Muro das Lamentações? Porque não lê alguma coisa, para além da Bola e das legendas dos filmes?

  28. Cavaco diz:

    Não sei se maquinazero para além de nome de filme americano é também significado de falta de cabelo ou será a falta de outra coisa qualquer, como inteligencia, tolerância, pluralismo e mesmo democracia. Ou talvez seja apenas a iluminação da verdade absoluta, de que quem não está comtigo está contra ti, de que o bem vencerá o mal e de que o mal é tudo o que é diferente do que tu conheces e que te impingem como diabólico e catastrófico. Para pessoas como tu a unica coisa que aquele lado do Mundo terá de bom é o petrólio que alimenta o teu egoismo. Se leres mais artigos para além da propaganda americana ficarás a saber que em 29NOV47, com o desacordo de todos os Estados árabes e islâmicos, as Nações Unidas sobre a pressão dos EUA e com a complacencia dos países vencedores da segunda guerra, aconcelharam a divisão da Palestina até então um protecturado britânico, em dois estados, um árabe e outro judeu. Jerusalém deveria ser internacionalizada e colocada sobre administração das Nações Unidas. Ambos os lados recusaram o plano. A 14MAI48 quando o protecturado britânico chegou ao fim a Palestina foi abandonada. Na tarde desse dia David Gurion autoproclamou a fundação do Estado de Israel assumindo ele próprio o governo. Em desacordo com esta posição unilateral, os estados árabes vizinhos revoltam-se e foram derrotados, apoderando-se então Israel de toda a Galileia da parte nova de Jerusálem e dos territórios no deserto do Neguev. Mais de um milhão de árabes na sua maioria Palestinianos são expulsos para campos de refugiados no Lìbano e na Jordânia. Com o argumento da segurança e da guerra preventiva na tão badalada guerra dos seis dias, usurpou a margem ocidental do Jordão, os territórios do sul até ao canal do Suez e a norte os montes Golã. Ignorou todas as resoluções das Nações Unidas para retirar dos territórios ocupados e ainda anexou a parte oriental de jeruzalém. Com uma politica de ocupação, repressão, detenções e turturas, ignorando os compromissos de autonomia administrativa assumidos em Camp David, levou a cabo os massacres de Sabra e Schatila onde foram chacinados mais de mil homens mulheres e crianças Palestinianas. Por muito menos os responsáveis Sérvios estão a ser procurados, capturados e julgados em Haia por crimes de Guerra e contra a Humanidade.

  29. Pois. Foi nessa época que a cantora árabe Oum Kaltoum gravou um disco cuja letra rezava assim: “Degola, degola, degola as mulheres e crianças de Israel….” Meu caro, a sua noção de Democracia explica-se numa frase, que passo a citar: “(…) em 29NOV47, com o desacordo de todos os Estados árabes e islâmicos, as Nações Unidas sobre a pressão dos EUA e com a complacencia dos países vencedores da segunda guerra, aconcelharam a divisão da Palestina até então um protecturado britânico (…)”
    Ou seja, o facto de a maioria dos membros das Nações Unidas terem aprovado a resolução que criava o Estado de Israel não interessa. Porque foi “com o desacordo de todos os estados árabes e islâmicos”.
    A sua Democracia, meu caro, cheira a sharia. Ou seja, cheira mal.

  30. Alex diz:

    Israel tem todo o direito de atacar o Hizbolah. Trata-se de auto-defesa. Mas não pode liquidar com o Líbano por conta. Israel quer destruir o Hizbolah, mas irá provocar uma catastrofe humanitária. Isto tem nome: crime de guerra. Mas tenho pena dos libaneses, vítima da loucura dos próprios compatriotas. O Hizbolah está destruindo o Líbano com sua insensatez. Qual o interesse do Líbano em prender soldados israelenses? Depois da desocupação da zona sul de Líbano por Barak, há anos, a luta do Hizbolah perdeu o sentido. Mas continuam com a loucura. Pura burrice. Os cristãos e sunitas libaneses estão putos com o Hizbolah, mas não podem fazer nada. A causa palestina são só um pretexto para o fascismo islâmico.

  31. O Hizbolah não comete crimes de guerra, pois não?

  32. marcio diz:

    De todas as partes deste blog só li INSENSATEZ.
    Quantas vezes a palavra PAZ foi citada.
    E não é dela que estamos falando?
    Se não porque tanta revolta?
    Ao blogueiro: Se se paíz quer a paz, comece por cumprindo a resolução da ONU . De quando mesmo , acho que de 1954.
    Ou seja Israel descumpre uma resolução da comunidade internacional há 50 anos e os outros é que são criminosos, terroristas ete.ete.etc.

    Haja ESTUPIDEZ

  33. Pois. Ó Márcio, faltas cá tu para trazeres alguma sensatez ao mundo. Ainda bem que nasceste. És tu que vais fazer com que haja paz no Médio oriente. Aleluia!

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