Manuel Alegre tem reforma de 3 mil euros e não sabia de nada

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Ajudem-me, por favor, que eu não consigo perceber! O poeta Manuel Alegre trabalhou alguns meses, entre 1974 e 1975, como coordenador de programas de texto (???) na RDP. Agora, passados mais de 30 anos, descobriu que estava reformado e tinha uma pensão de 3.219,95 euros. «Nunca mais lá trabalhei, mas descontei sempre», disse o deputado. Como é? Não trabalhou mas descontou sempre? Então recebeu sempre o ordenado, porque os descontos são sempre (e só!) feitos sobre as remunerações auferidas! Portanto, nunca mais lá trabalhou, mas recebeu sempre o ordenado? O que é isto?

Mais! O patusco deputado, o homem a quem ninguém cala (mas que, pelos vistos, consente…) diz que só descobriu a reforma quando a Caixa Geral de Aposentações lhe escreveu uma carta! Mas então não descontou sempre? Não recebeu ordenado? Se recebeu ordenado e descontou sempre, qual o espanto de receber uma reforma? E se não recebeu ordenado, como é que descontou e tem direito a reforma? Esta história ou está mal contada ou o camarada “a-mim-ninguém-me-cala” está a ver se nos tapa a boca.

6 Responses to Manuel Alegre tem reforma de 3 mil euros e não sabia de nada

  1. Luar diz:

    Caro Máquina Zero, a hipocrisia dessa gente não tem limites. As questões que coloca – e muito bem – são as que nos colocamos todos e para que gostaríamos de ter respostas.

  2. Viva! Long time no read… Bem, cá por mim, todos os dias vou reproduzir este post. Até o camarada “a-mim-ninguém-me-cala” reencontrar o pio e dizer qualquer coisa…

  3. Luar diz:

    Caro Máquina Zero, posso não intervir, mas vou acompanhando. 🙂

  4. Graciosa companhia…

  5. Cinanina diz:

    As pessoas que têm um vínculo a um quadro mas estão com, por ex, licença sem vencimento, podem fazer descontos por sua livre vontade e continuar a ter os direitos que tinham (por ex ADSE) visto que continuam a pertencer a um quadro só que estão de licença e não recebem ordenado. Imagino que no caso dos deputados existam direitos específicos mais largos do que os previstos no caso das licenças sem vencimento porque abandonar um quadro para depois ser eleito deputado só por um mandato tb não podia ser. Portanto, imagino que exista uma lei específica para os deputados que prevê que se possa manter o vínculo a uma instituição durante o período em que se está como deputato e, claro, fazer os respectivos descontos que é sempre uma coisa opcional.

  6. A legalidade da reforma já foi esclarecida. A moralidade dela, não tem concerto. Este foi o funeral político do milhão de votos dado a um candidato presidencial.

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