CNN no seu pior – “Crescent News Network” at his best (*)

Acabei de ver uma exibição nojenta na CNN. Primeiro que tudo, anunciam uma entrevista com o jornalista que é editor-chefe da televisão do Hizbollah, a Al-Manar. Coisa absurda, ser do Hizbollah e ser jornalista. Está-se mesmo a ver os critérios de imparcialidade e isenção de um muçulmano fanático!

Imagine-se uma reportagem em directo sobre a lapidação de uma mulher adúltera, na Al-Manar. “E agora, o mullah-chefe avança e atira a primeira pedra, é uma pedra com cerca de 300 gramas, formato standard, de acordo com as orientações do falecido Khomeini… a pedra parte e acerta em cheio no olho esquerdo… julgamos que lhe esmagou o olho esquerdo.. não, ainda não… vou pedir ao nosso realizador que me dê um grande plano da face da adúltera.. sim, agora podemos ver melhor… o olho esquerda está bastante danificado, mas ainda não está esmagado…” enfim, adiante.

Mas a CNN avança com a entrevista e cai num diálogo de surdos. Confrangedor e preocupante. O que é que obriga uma estação de televisão que teve critérios jornalísticos inatacáveis a descer tão baixo? Nem as perguntas da jornalistas focaram questões fundamentais, nem ela teve a capacidade para ser directa e contundente. Foi, basicamente, tempo de antena para o Hiszbollah. Por alguma razão a CNN começa a ser conhecida pela Crescent News Network.

(*) – Just watched CNN (“Crescent News Network”) interview the editor-chief of Al-Manar, Hizbollah Tv station. Unbelievable. First, calling ‘journalist’ to someone that is a high ranking member of Hizbollah is outrageous. The CNN journalist seemed to be afraid of asking direct and agressive questions. Just free broadcasting time for a terrorist organization – the same terrorits that killed more than 250 marines in Beirut, in 1983.

7 Responses to CNN no seu pior – “Crescent News Network” at his best (*)

  1. Joaquim diz:

    Está enganado, houve muitos jornalistas comunistas excelentes. O proprietário do Estadão, que era bastante direita, costumava dizer que era impossível fazer uma boa redacção sem comunistas.
    Não devia gostar de “puxa sacos”, aquele tipo de jornalista facho e lambe-botas que não ameaça, mas não pensa.

  2. No meio está a virtude, meu caro. Não consigo conceber um jornalista partidário de uma ditadura, onde se reprime a Liberdade e se estabelece a censura prévia. Um “jornalista comunista”, a admitir que poderia existir esta espécie, seria sempre um fenómeno temporário. O jornalismo, para ele, seria sempre um meio para chegar ao objectivo final: implantar um regime comunista. Onde

  3. (continua) Onde só os jornalistas comunistas porderiam trabalhar. Os outros, iam para a prisão.

  4. Ana diz:

    Ora nem mais… Eu defendo os jornalistas livres de ideologias extremistas. Um bom jornalista é livre de preconceitos e de este tipo de pensamentos que só uma raça ou religião ou política pode dominar…
    Ora no outro dia, aqui no jornal onde estou a estagiar, um colega meu estava a tratar de um caso de um assalto. a primeira pergunta que ele fez foi: Era preto ou cigano? :\
    depois da resposta do polícia, eu só ouvi… ‘ahhh, era branco…’ Enfim, pérolas como estas há mais, tipo: ‘quadrilha de 21 ladrões’ e perguntas como: ‘qual é o plural de gravidez?’ e ‘Década leva acento?’… LOL. Só digo uma coisa: tira-me deste filme…. Sim, não estou a gostar disto…

  5. Porquê só livres de ideologias extremistas? E as ideologias não extremistas? Onde está a fronteira, entre uma ideologia extremista e uma não-extremista? Mais IMPORTANTE: QUEM TRAÇA ESSA FRONTEIRA? O reitor da Universidade de Lisboa recebeu, recentemente, o líder da resistência iraquiana…

  6. Ana diz:

    Quem a traça não sei… Mas não esqueçamos que o jornalista é um ser humano… Se quer jornalistas livres de qualquer ideologia, talvez seja melhor pôr robots a escrever notícias… Eu, como futura jornalista, tenho várias ideologias: igualdade de direitos, independentemente de sexo, raça, idade, posição económica e, ouso dizer, política, orientação sexual, etc. Defendo também o direito à liberdade de cada um, desde que não se sobreponha À liberdade dos outros. Aí é que está a diferença em relação à ideologia extremista. Pessoas do Hezbollah ou de Israel lutam pelos seus direitos, mas esquecem-se dos direitos dos outros.
    Defendo o direito À resposta, de toda a gente. Defendo a ideologia da democracia, apesar de começar a achar que não existe. Defendo um mundo melhor e isso tudo…
    Será que isto vai interferir no meu trabalho? Claro que não! Acima de tudo, há que se ser profissional. Existe, no Estatuto do Jornalista, a ‘cláusula da consciência’. O jornalista não é obrigado a escrever sobre algo que vai contra a sua consciência. Se isso acontece? Acho que não. Quantas vezes foi invocada? Não sei, talvez poucas… Resta o profissionalismo que tem de existir em qualquer profissão.
    Mas o jornalista é um ser humano, tem ideologias. Como você, como toda a gente que aqui vem.

  7. Minha cara Ana: acho que está a confundir ideologia com princípios, militância partidária com defesa desses mesmos princípios. A Democracia, minha cara, não é uma ideologia. Tudo isto começou or eu não conseguir acreditar na existência de jornalistas comunistas. E diga-me lá: pode-se ser jornalista e ser contra a Liberdade de Imrpensa? Claro que não. Portanto, um comunista, no exercício da profissão de jornalista, tem apenas um objectivo: fazer triunfar a sua ideologia, tomando o poder. Ou seja, não é jornalista. É um comunista utilizando a profissão de jornalista para impôr uma ditadura. Agora, troque comunista por nacional-socialista ou fascista e o resultado é o mesmo…

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