Faranaz Keshavjee – Dois argumentos justificativos do terrorismo islâmico

O Público, o panfleto de Esquerda melhor disfarçado de jornal, emprestou ontem, Domingo, uma página a alguém cuja única credencial consiste no facto de ser membro da comunidade ismaelita. Na qualidade de membro da comunidade não-ismaelita, maioritária neste País, achei por bem dar o troco àquela página inteira justificando o direito ao terrorismo.

Faranaz Keshavjee é contra o terrorismo, claro, mas contra todos os terrorismos: o de George Bush, de Israel e de Vasco Pulido Valente, a quem chama fascista. “Portuguesíssima de gema”, Faranaz Keshavjee desenvolve um raciocínio malabarista e baralhado, apenas para justificar o terrorismo e defender a inocência dos muçulmanos.

Faranaz Keshavjee diz ser contra “TODAS as formas de terror e de violência, incluindo (…) aquelas que sucedem todos os dias no Iraque pelas próprias ‘forças da paz’ (…) em favor da imposição de um modelo de democracia importado por realidades onde a pena de morte e outras aberrações sociais e políticas prevalecem, como é o caso dos EUA.”

PRIMEIRO ARGUMENTO JUSTIFICATIVO DO TERRORISMO ISLÂMICO: SÓ SE PODE COMBATER BIN LADEN SE, AO MESMO TEMPO, COMBATERMOS OS ESTADOS UNIDOS E ISRAEL.

Portanto, Faranaz Keshavjee baliza os princípios do Mal, consubstanciado nos EUA, onde a Democracia não existe, como todos nós bem sabemos. Esta “portuguesíssima de gema (?)” desenvolve o síndrome de Calimero, também conhecido pelo trauma dos “cry-babies”, afecção que atinge quase todo o mundo islâmico.

Este perturbação emocional consiste em ocupar permanentemente o lugar da vítima, queixando-se sempre de ser alvo da injustiça do mundo inteiro. Faranaz Keshavjee esclarece: “Para mim, tudo isto está ligado” – o combate ao terrorismo (tout court, entendido como os actos dos jovens britânicos que queriam rebentar com os aviões), o combate aos EUA e a Israel.

Faranaz Keshavjee quer que nós, portugueses de gema como ela, ajudemos os muçulmanos a destruir os Estados Unidos e Israel, como condição para que ela, portuguesíssima de gema como nós, mas muçulmana, nos ajude a combater o terrorismo islâmico.

SEGUNDO ARGUMENTO JUSTIFICATIVO DO TERRORISMO ISLÂMICO: O EXTREMISMO MUÇULMANO FOI CRIADO PELAS ATITUDES RACISTAS E XENÓFOBAS DOS OCIDENTAIS EM GERAL E DOS EUROPEUS EM PARTICULAR.

Faranaz Keshavjee garante que “ninguém conseguiu até hoje dar uma explicação plausível e convincente do que leva brancos ou não brancos, e muçulmanos a planear e executar estes crimes”. Melhor ainda: “No caso dos terrorismos praticados por muçulmanos, a única explicação que se apresenta e que é completamente idiota e infantilizada, é a da génese e origem no Islão”

Portanto, Faranaz Keshavjee, do alto do seu pedestal, insulta todos os que não pensam como ela. Admitir que é no próprio Islão que está a mensagem de violência é ser-se idiota e infantil. Faranaz Keshavjee não é nem uma coisa nem outra. Infelizmente, é outra coisa.

“Ficam por explicar os impactos psicossociais de racismos nacionalistas francês, inglês e outro qualquer por essa Europa fora, que passam de geração em geração (…)”,lamenta Faranaz Keshavjee, ela própria vítima, uma vez, de um insulto racista em Londres (“go home, you paki”), factos que “podem ter impactos negativos na forma como se constrói, e destrói, a identidade social de gerações marcadas pelo estigma da diferença e da inferioridade.”

Fica claro, portanto, para Faranaz Keshavjee, que os jovens muçulmanos nascidos e criados na Europa, têm toda a justificação para nos rebentar os filhos, pais, maridos, esposas e amigos, em comboios, autocarros e aviões. Tendo sido vítimas, geração após geração, do nosso racismo nacionalista, é óbvio que só podem reagir matando o maior número possível de europeus que puderem.

Faranaz Keshavjee também reproduz, como todos os apoiantes morais do terrorismo de inspiração muçulmana, as teses da conspiração. Acusa, inclusive, a polícia britânica de ter desmantelado a recente conspiração bombista em Londres quando a popularidade de Bush e Blair estava em baixo e quando “havia que legitimar o combate aos ‘terroristas islâmicos’ no Líbano face ao massacre e terrorismo provocado por Israel.”

Faranaz Keshavjee é o exemplo quase perfeito do ódio profundo que os muçulmanos – mesmo os que professam correntes marginais, como os ismaelitas – alimentam contra todo o Ocidente. O facto de o Islão ter produzido sociedades sub-desenvolvidas, iletradas, sem Liberdade nem Democracia, devido ao carácter primitivo e medieval dessa mesma religião, é uma visão falsa, para esta “portuguesíssima de gema”.

Tudo isto me assusta. Como é que alguém que vive aqui, em Portugal, que se diz tão portuguesa como eu, defende com tanta tenacidade estes argumentos justificativos do terrorismo de inspiração muçulmana? Até quando é que esta portuguesa vai suportar os massacres no Líbano, a opressão sinistra do povo da Arábia Saudita pelo seu governo, apoiado pelos EUA, as mortes das crianças palestinianas, o racismo nacionalista dos europeus, portugueses incluídos, o discurso fascista de Vasco Pulido Valente ? Até quando é que Faranaz Keshavjee irá aguentar tudo isto, sem colocar uma bomba na carruagem de metro onde viaja todos os dias a minha irmã, com o seu filho de dois anos, a caminho do infantário?

19 Responses to Faranaz Keshavjee – Dois argumentos justificativos do terrorismo islâmico

  1. Em primeiro lugar tenho que parabenizá-lo pelo excelente texto e comentário, gostaria apenas de acrescentar o seguinter:

    quando escreve: “facto de o Islão ter produzido sociedades sub-desenvolvidas, iletradas, sem Liberdade nem Democracia, devido ao carácter primitivo e medieval dessa mesma religião”

    isso é verdadeiro em relação às sociedades islâmicas da actualidade, mas não o é, em relação a todas as do passado… Se certos califas otomanos (os mais tirânicos e redutores da História do Islão) não hesitaram em mandar queimar o que restava da Biblioteca de Alexandria também é verdade, que na Península o Califado de Córdova e a maioria das Taifas foram oásis de liberdade de expressão, desenvolvimento cultural e de livre coexistência entre muçulmanos, judeus e cristão… Ao contrário do que se passava com os “libertadores” cristãos que quando o bispo cristão se lhes apresentou depois da conquista de Lisboa não hesitarem em… passá-lo pela Espada…

    Em suma, o Islão não apenas aquilo que hoje dele vemos: uma cultura intolerante, capaz de gerar criminosos sem coração e “medievalizante” (no Mau sentido da palvra, pq tb existe o Bom). O Islão de hoje não passa de uma deformação degenerada de algo que já foi culto, inteligente e tolerante, e que, a propósito, preservou para a actualidade as obras dos autores da antiguidade clássica… É claro que o Islão de hoje… mandá-las-ia para a fogueira…

    • Anonymous diz:

      quando escreve: “facto de o Islão ter produzido sociedades sub-desenvolvidas, iletradas, sem Liberdade nem Democracia, devido ao carácter primitivo e medieval dessa mesma religião”

      isso é verdadeiro em relação às sociedades islâmicas da actualidade, mas não o é, em relação a todas as do passado…

      isso é verdadeiro em relação à sociedade islâmica do passado e da actualidade.

      Se certos califas otomanos (os mais tirânicos e redutores da História do Islão) não hesitaram em mandar queimar o que restava da Biblioteca de Alexandria também é verdade, que na Península o Califado de Córdova e a maioria das Taifas foram oásis de liberdade de expressão, desenvolvimento cultural e de livre coexistência entre muçulmanos, judeus e cristão…

      o califado e as taifas xxxxxxxxxxxxxxxx : os que não eram muçulmanos tinham de pagar para não serem mortos.

      Ao contrário do que se passava com os “libertadores” cristãos que quando o bispo cristão se lhes apresentou depois da conquista de Lisboa não hesitarem em… passá-lo pela Espada…

      devia ser taqiya LOL

      Em suma, o Islão não apenas aquilo que hoje dele vemos: uma cultura intolerante, capaz de gerar criminosos sem coração e “medievalizante” (no Mau sentido da palvra, pq tb existe o Bom). O Islão de hoje não passa de uma deformação degenerada de algo que já foi culto, inteligente e tolerante, e que, a propósito,

      xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

      preservou para a actualidade as obras dos autores da antiguidade clássica…

      taqiya.

      É claro que o Islão de hoje… mandá-las-ia para a fogueira…

      xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

  2. Anónimo diz:

    Bem visto, parabens.
    Será que o público vai dar o mesmo espaço a estas análises e opiniões ?
    A ver vamos

  3. Meu caro Rui Martins: faltou-me situar as coisas. O países muçulmaos de hoje são apenas aquilo que eu referi. A civilização árabe já teve um período áureo. Mas também Portugal já dominou o mundo. A Europa já viveu o negrume da Inquisição. Acontece que estamos em 2006. E o que vemos hoje é um Islão parado no tempo. Obrigado pelo elogio.

  4. Anónimo diz:

    Se o islão se alterar, deixa de ser o islão.
    Aquilo tem que ser mesmo assim.

  5. Anónimo diz:

    Na Sky News de turbante e barba, claramente disse: Não posso condenar os irmãos e irmãs que actuam em nome de Alah / O Islão é contra o sistema democrático.

  6. K@ffa diz:

    Parabéns pela análise, à qual nada vou acrescentar. Deixo apenas uma inquietação:

    a precipitação de acontecimentos, desencadeada pelo 11 de Setembro, como irá terminar?

    haverá algum futuro de coabitação para duas sociedades que parece serem incapazes de se compreender/entender?

    estará este conflito entre ocidente e mundo islâmico (para simplificar) condenado a ser uma cópia ampliada do conflito Israel vs Palestina, em que as atrocidades cometidas por ambas as partes tornam o conflito cada vez mais irreversível?

    Com 31 anos, nunca temi tanto por um conflito à escala mundial.

  7. O Islão é totalitário por natureza, intolerante desde o seu nascimento, expansionista por essência. Actualmente assistimos a um revivalismo do Islão e não venham os arautos do humanitarismo oportunista de esquerda dizer que este é apenas um reflexo, uma reacção, a um Ocidente instrumentalizador e monoplizador, porque tal teoria cai imediatamente por terra quando olhamos para uma China que também ela enfrenta o islamismo, ou uma Índia desde sempre acossada por essa religião criminosa, entre tantos e gritantes exemplos.

    O conflito entre a Europa, o próprio Mundo digamo-lo, e o Islão não começou com o 11 de Setembro, nem com a invasõ do Iraque. É um conflito despoletado desde o ínicio de vida do Islão, já que este encerra na sua génese o princípio da Jihad, a guerra santa, guerra santa que declarou a todos os homens e mulheres, povos inteiros, que não se convertam à religião do profeta.

    Como irá terminar este conflito? Boa pergunta, para qual apenas existe duas respostas: Não sabemos, e que temos de tudo fazer para vencer sob o sério risco de vermos a nossa cultura milenar desaparecer perante a barbárie, de perdermos a nossa liberdade, de sermos assasinados através de explosões, degolados, apedrejados, empalados, numa hecatombe civilizacional como a Europa nunca viu.

    Resistência & Reconquista, eis as palavras de ordem!

  8. Pode ser que este revivalismo violento do Islão seja uma crise de adolescência, em termos históricos e contribua para o seu aggiornamento. de qualquer forma, a Guerra Fria durou 50 anos e quem a venceu foi a Liberdade e a Democracia. Não é a primeira batalha que o Ocidente enfrenta. Vencerá, como venceu outros inimigos.

  9. a10 diz:

    Para vencer é preciso ter consciência, preparação e organização.
    É um desafio para todos nós.
    O islão violento não tem pés nem cabeça nem coisa que se pareça. É pura cultura de violência.

  10. K@ffa diz:

    Não creio que a resolução deste problema passa pela vitória de uma das partes sobre a outra. Não será pela tentativa de aniquilação de uma das partes que o conflito se resolverá.

    O que precisamos é de grandes líderes que encontrem o caminho para uma coabitação pacífica. Do lado do Ocidente não me parece que existam esses líderes, actualmente. No mundo islâmico, que não conheço bem, também não parecem existir (bem pelo contrário, os líderes conhecidos incitam o ódio).

    É este, na minha opinião, o nó a desatar.

  11. Coabitação pacífica!? Você acredita realmente, seriamente, que os islâmicos desejam uma coabitação pacífica?

    O problema de grande parte dos europeus no facto de terem uma ideia romântica do islamismo, aquela do Sinbad, do Ali Babá, e aí reside o cerne da questão, porque se as pessoas conhecessem melhor o islamismo, aquilo que o define a sua natureza íntrinseca, então saberiam que eles há muito declararam guerra ao mundo e em particular à Europa, território de conquista que sempre lhes escapou e do qual foram sempre rechaçados.

    O grande pecado da nossa civilização, castrada pelo monstro que se virou contra os pais, isto é, a declaração universal dos direitos humanos, é hoje deixarmos voluntariamente e cobardemente que o nosso solo seja invadido e literalmente colonizado por povos que não somente pretendem melhores condições de vida, mas essencialmente impôr o seu modo de vida, a sua cultura, os seus hábitos e costumes, a sua religião e concepção do mundo.

    A guerra está a desenrolar-se, mas invisivel aos olhos de muitos, pois grande parte tem lugar entre quatro paredes, nas maternidades, e aí deixem que diga, que estamos a perdê-la…

  12. Anônimo diz:

    Mais artigos da autora, nesse link aí (copiar e colocar no browser):

    http://www.myciw.org/modules.php?name=Forums&file=viewtopic&p=6616#6616

    M’a Salaaaaama

  13. Vera diz:

    “go home, you paki” e insultos do género podem incentivar a fúria islâmica? Os nossos emigrantes portugueses lá fora sofreram mt pior que eles, que têm a papinha toda feita e o apoio de meia europa, e nunca nng nos viu a fazer atentados terroristas.
    Ah, mas há mais..tb parece que, segundo o 2º argumento da própria jornalista muçulmana, a comunidade islâmica sofre assim de um ciúme…que a leva a cometer crimes passionais! Oh… a europa racista e xenófoba que o islão não consegue conquistar…vai daí que pimbas! não és meu não és de nng!

  14. Pois. A religião da paz reage assim: não gostas de mim? Mato-te!

  15. […] Numa das suas anteriores crónicas, Faranaz Keshavjee desenvolveu uma interessante tese sobre o terrorismo islâmico, onde aponta o dedo ao racismo dos europeus para com os imigrantes, admitindo que essa poderá ser a razão fundamental para que jovens muçulmanos matem centenas de pessoas, como fizeram em Londres e Madrid. Não contente com isso, Faranaz Keshavjee volta à carga, propondo a adopção de quotas mínimas de políticos e jornalistas “muçulmanos, pretos e chineses”. […]

  16. […] Já aqui comentámos as divagações extremistas desta socióloga, auto-intitulada portuguesíssima de gema, que se acoita nas páginas do jornal o Público, refúgio predilecto de esquerdistas, anti-americanos, anti-ocidentais, anti-semitas e saudosistas do estalinismo – gente, como é óbvio, toda da mesma laia. No dia 20 de Agosto de 2006, a senhora Faranaz Keshavjee resolveu defender o terrorismo islâmico, escrevendo nas páginas do jornal (?) onde se acoita que “ninguém conseguiu até hoje dar uma explicação plausível e convincente do que leva brancos ou não brancos, e muçulmanos a planear e executar estes crimes” e classificando como imbecis e anormais todos os que discordassem dela, nessa matéria: “No caso dos terrorismos praticados por muçulmanos, a única explicação que se apresenta e que é completamente idiota e infantilizada, é a da génese e origem no Islão”. Na altura, mereceu um post neste blogue, intitulado “Faranaz Keshavjee – Dois argumentos justificativos do terrorismo islâmico” […]

  17. Anonimo diz:

    Perdoai-lhes Senhor pois eles não sabem o que dizem..
    E perdoai-me a mim, Senhor, por já não ter pachorra para responder a estes dislates

  18. Também acho. Olhe, a mim, às vezes, também me falta a paciência para responder à Faranaz keshavjee…

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: