O arquitecto, o Sol e o Euromilhões (mais o BCP Millenium…)

“O Sol tanto pode ser um sucesso como um flop”, diz com regularidade o arquitecto José António Saraiva, citado pela jornalista Maria Lopes, no Público de ontem. A mim acontece-me o mesmo, todas as semanas. Sempre que vou colocar o boletim do Euromilhões, digo para mim próprio: na sexta-feira, posso estar podre de rico ou continuar alarvamente pobre. A única diferença é que o BCP Millenium não financia as minhas apostas.

16 Responses to O arquitecto, o Sol e o Euromilhões (mais o BCP Millenium…)

  1. Excelente, muito bem observado.

  2. Ana diz:

    a mim também não financia… mas estou confiante que é nesta sexta que fico excêntrica!=) agora convém apostar…lool

  3. carlos diz:

    Caro MZ,

    Você perde a razão quando insulta a moirama em geral.
    Repare que seria muito mais fácil exigir a retirada imediata dos muçulmanos do Egipto, uma civilização milenar, invadida e subjugada pelos pastores da Arábia.
    Quando lá chegaram predominava o encontro de culturas, fomentado ali desde o tempo de Alexandre, o Grande. Depois foi o que se sabe.
    Ainda hoje os verdadeiros egipcios vêem-se obrigados a viver numa terra ocupada por um povo ignorante e despótico, que etnicamente não tem nada a ver com eles.

  4. Meu caro Carlos, eu não insulto a moirama em geral. Nem acho que se possa perder ou ganhar razão, discutindo com muçulmanos. Não se discute com quem nos quer matar, caso a gente não aceite converter-se.

  5. carlos diz:

    Caro MZ

    Sabe que apesar de a jihad estar expressa no Corão (sabe como são tratados os gentios no Antigo Testamento?), a civilização muçulmana foi bastante tolerante durante a maior parte da História. Bem mais que a cristã.
    Os livros religiosos são quase todos radicais, mas têm de ser lidos à luz da época em que foram escritos, tendo em conta os contextos e os objectivos de então.
    Curiosamente, o abrandamento da sanha cristã e o seu “humanismo” sempre ao lado dos fascistas e quejandos (Portugal, Espanha, Itália, América Latina) coincide com a erupção do fundamentalismo islâmico.
    Porque será?

  6. bem vindo, meu caro Carlos. Ainda cá não tínhamos um ‘dihimista autofágico’. Vulgo, um ocidental que acha que a culpa de tudo é sempre do Ocidente. Mas a sua versão é original. Não fala de Jerusalémnem de Israel.
    A erupção do fundamentalismo islâmico tem, portanto, algo a ver com o apoio da Igreja cristã aos ‘fascistas e quejandos’ (Portugal, Espanha, Itália, América Latina), certo?
    Se interpretei erradamente, tenta lá explicar melhor.

  7. carlos diz:

    Caro MZ

    Não sei se tem ou não a ver. Parece-me, simplesmente, existir uma coincidência e bem trágica, por sinal: quando julgávamos estar a viver, finalmente, num mundo equilibrado em relação a religiões, racismos e outras formas menores identitárias, temos de levar com o fundamentalismo islâmico. Percebe o absurdo do homem do final do século XX? Ter de levar com estes arcaísmos todos, de Bush a Bin Laden) depois de duas décadas de libertação (60 e 70) e da promissora queda do Muro?
    Lamentações existenciais à parte, é-me difícil considerar o Islão como um todo, como abundantemente vejo nos blogs. Sem paternalismos, recomendo-lhe a leitura de “Quem matou Daniel Pearl?”, do Bernard Henry-Levy. Dá para perceber várias coisas, entre as quais que os extremistas nascidos na Europa são diferentes dos seus comparsas da Ásia. Mais perigosos, certamente…
    Quanto à culpa… a culpa é de todos, a culpa não é de ninguém. Deixe lá a culpa…

  8. Bingo. acertei em cheio. Um ‘dihimista autofágico’, sem dúvida. Alguém que coloca Bush e Bin Laden no mesmo plano é um terrorista moral. Claro que você concorda com Faranaz Keshavjee, essa defensora do direito moral dos jovens muçulmanos residentes na Europa em rebentarem com a sua família.
    Espero sinceramente que, caso você tenha filhos, um deles esteja no primeiro autocarro ou carruagem de metro que os terroristas islâmicos façam explodir, em Portugal.
    Já agora, se os extremismos nascidos na Europa são assim tão perigosos, e se a Ásia e o Islão são assim tão bons, o que é que você está a fazer neste país corrupto, cristão e decadente?

  9. […] O exemplo mais recente, posxtado por um tal “carlos”, é daqueles que eu designo por ‘dihimista autofágico’. Aqui ficam alguns excertos dos seus dois comentários, disponíveis, na íntegra, nos comentários a este post: […]

  10. carlos diz:

    Caro MZ,

    Você lê depressa demais. Quando falei em Bush e Bin Laden referi-me a arcaísmos (religiosos) e não terrorismo. Quanto a Ásia e Europa, leia o livro pois lá encontrará a resposta para a sua pergunta e mesmo lenha para a sua fogueira. Se calhar vai gostar de saber que o responsável pela morte do jornalista Daniel Pearl nasceu em Inglaterra e é um filho de um dos muçulmanos mais ricos da GB.
    Depois de ler, talvez perceba melhor a minha posição, que não é de cócoras como quer fazer entender aos leitores deste blog.
    A sua é que parece ser de cu para o ar em relação aos EUA e Israel, como se tudo o que eles têm feito estivesse certo.

  11. Meu caro “carlos”: independentemente da acutilância de comentários e respostas, neste blogue requere-se um mínimo de educação. Agradeço que modifique os termos deste seu último post. Não custa nda e fica bem a toda a gente.

  12. Quanto ao resto seu post, não me dá novidade nenhuma. São argumentos habituais nos ‘dihimis’ como você, gente que sente um frio na espinha e uma vontade irresistível de correr sempre que enfrenta alguma ameaça.
    Você acha que capitulando, sobrevive. Você acha que lapidar mulheres adúlteras é, naturalmente aceitável. Ou não é? Se não é, desculpe!
    Sei quem foi Averróis, conheço alguma coisa do esplendor da civilização árabe, sobretudo na Península Ibérica. Granada é uma maravilha. Mas tudo isso é passado. Há 600 anos que a civilização árabe nada produz, para além de terroristas.
    Já que está em maré de recomendações, leia as páginas editoriais da última edição da Economist. São uma resposta directa à sua proposta de rendição, perante um inimigo de todas as liberdades e direitos que você gosta de usufruir, aqui na Europa.
    Se não tiver a edição à mão, veja este blogue, o Jarhead: http://maquinazero1.wordpress.com/

  13. carlos diz:

    Meu caro MZ,

    Não sei como mudar posts mas pode você fazê-lo (creio que não insultei ninguém: quando me refiro a uma posição faço-o por comparação à postura dos moiros perante o Deus deles. Contudo, se esteticamente o ofendi, desculpe e apague o que escrevi. Não faz mal).
    Já lhe disse que não concordo com qualquer prática arcaica, como lapidar mulheres, algo que os judeus faziam até há pouco tempo. E nós não éramos melhores.
    Quando diz “Há 600 anos que a civilização árabe nada produz, para além de terroristas” soa-me, obviamente a pouco porque então e os turcos, os berberes, os persas, etc..
    Repito que não concordo com lapidações, excisões, burkas, racismo, violência, e outras formas de seres humanos exercerem poder sobre outros seres humanos.
    Repito que a liberdade de cada indivíduo é um bem inalianável.
    Repito que não admito qualquer tipo de terrorismo.
    Não tenho nenhuma proposta de rendição.
    Tenho uma proposta de combate. Porque entendo o inimigo.
    Quem o menospreza não está, com certeza, no seu juizo perfeito.
    Sobretudo porque ignora as profundas ligações que existem por aqui com ele.

  14. Meu caro Carlos: você parece-me cada vez mais confuso. O seu relativismo é original ao ponto de ignorar diferenças temporais. Os muçulmanos lapidam mulheres, hoje! O facto de os judeus terem deixado de fazer isso há largas centenas de anos não significa nada? Não estebelece nenhuma diferença cultural e civilizacional?
    E desde quando os turcos e os persas são árabes?

  15. Eduarda Santos diz:

    Pois é meus caros,
    cada um entrinheirado nas suas convicções, pugnam por ideias barricadas nos saberes de cada um… mas, Carlos, gostei de o ler. É dos meus… pelo menos até que alinhe com os que concordaram com Gorbatchev, Muro de Berlim, e invadiram o mundo com actos terroristas (EUA, GB, SA e Israel) em nome de uma defesa que nem lhes pediu… Vietnam, em Angola, Moçambique, Afganistão, Sudão, Somália, Iraque, etc etc… assassinando milhões de seres humanos. Esses é que são os terroristas… que semearam o ódio nos fracos… e que geraram situiações como o 11 de Setembro. PORQUE SERÁ QUE OS ESTADOS UNIDOS E AGRA BRETANHA SÃO ODIADOS? Força Carlos.. Dá-lhes.

  16. Cara Eduarda, espero que você (e os seus filhos, se os tiver..) viajem muito de comboio e de metro, em Londres e em Madrid.

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