Orçamento de Estado e Balança de Pagamentos – Descubra as diferenças

Tenho andado numa polémica interessante com um jornalista, Carlos Morais José, a propósito de um texto de opinião seu, onde lamentava que “as remessas dos emigrantes continuam a constituir a segunda fonte de receitas do Estado português, depois dos fundos europeus”. Insurgiu-se o autor, alegando primeiro que eu zurrava alto. Depois, lá reconheceu que se referia “à entrada de dinheiro para os cofres portugueses, entrada de dinheiro no país e não a dinheiro do Orçamento de Estado.” E queixava-se da minha má vontade: “É preciso ter muita vontade de dizer mal para interpretar desse modo.”

Finalmente, deu a mão à palmatória, numa soberba frase onde se exemplifica o que há de pior no jornalismo actual: “Como pode constatar eu não falei em orçamento; falei em Estado em geral. Posso não ter sido extremamente rigoroso, mas isso, em textos de opinião, nunca me preocupou.” Claro. O rigor, em textos de opinião, não deve preocupar ninguém.

Ignorar que as remessas de imigrantes não são receitas do Estado e que todas as receitas do Estado estão inscritas no Orçamento de Estado, é um preciosismo excessivo, que não deve preocupar ninguém, quando escreve nos jornais e emite opinião.

Já agora, fica aqui a definição de Balança de Pagamentos, de acordo com o Banco de Portugal: “A Balança de Pagamentos corresponde a um registo estatístico sistemático de todas as transacções efectuadas, num determinado período de tempo, entre residentes e não residentes de uma determinada economia. Inclui transacções de bens, serviços ou rendimentos, constituição ou anulação de disponibilidades e responsabilidades financeiras face ao exterior e, ainda, transferências sem contrapartida, de que são exemplo as remessas de emigrantes/imigrantes, as doações e o perdão de dívidas.”

14 Responses to Orçamento de Estado e Balança de Pagamentos – Descubra as diferenças

  1. Perante uma retórica pomposa e prenhe de adjectivos coprológicos apostos a humanos, como a do João M., acólito do Máquineta a Soro, e membro da equipa do Diário Ateísta concluí a quem pertencem alguns dos comentários mais talibãs que têm pontuado o meu blogue, sempre covardes e anónimos. Ora, já que a máscara lhe descaíu, o melhor é que desde logo eu me dirija ao referido sujeito:

    João M., ou também Calinas e do blogue-fachada Kinkas, que o não é de facto, és o indivíduo miserando que sempre sob um covarde anonimato me vem desde há meses insultando aqui, com referências grosseiras à minha pessoa e à minha família.

    Claramente, se os visitantes do Maquineta a Soro, do meu blogue e mesmo os melhor intencionados visitantes do Diário Ateísta pudessem ver o que tens escrito e que eu vou suprimindo higienicamente: «Que familiar meu tens entre as pernas», que é a tua frase preferida, e te pudessem responder, não escaparias a algo equivalente de esse demoníaco terrorismo asqueroso tão maricas a que te dedicas e terias o merecido membro por que suspiras entre as nádegas.

    Ainda bem que há o Máquineta a Soro para que eu te possa devolver todos os dias o que em vão semeaste, meu chupador de calipos.

    Tu mesmo o confessas: «Fui agora espreitar a estrumeira que é o blog nauseabundo do Joaquim Santos e não é que o tipo baniu os comentários!», escreveste, fingindo ingenuidade, porque não fazes outra coisa: comes, dormes, masturbas-te em frente ao ecrã onde, babando, contemplas o meu blogue. Estás sempre no meu blogue porque não suportaste que num ou dois comentários no Diário Ateísta eu tivesse dito que este não é nem um diário nem ateu: é uma cambada de líricos indecisos sempre a falar no nome de Deus, sempre com as religiões e Maomé na ponta dos dedos, ainda por cima com uma adjectivação tão atabalhoada e badalhoca que derruba pela base o fio racional de um argumento digno de esse nome.

    Por ser verdade que esse blogue não faz outra coisa a não ser nomear Deus, que não faz outra coisa a não ser discorrer em torno de esse assunto, conclui-se que se trata de um ateísmo desonesto e insincero porque na verdade demasiado apaixonado pela vertente religiosa e pela possibilidade de Deus para ser credível, possibilidade que se afadiga em negar, manifestando-a ainda mais poderosamente.

    Se Deus não existisse nem matéria de debate seria. Seria uma evidência pura a sua não existência. Mas Deus é mais que o tubo de ensaio da retórica pseudo-racional de anões da palavra e do pensamento como tu, João M.. É irredutível a esse exercício frívolo.

    Quanto a ter eu varrido a liberdade de expressão no meu blogue, conforme aludes, não sem um fingido pasmo de alice-no-país-das-maravilhas, não fiz tal coisa: simplesmente retirei-te o poder de conspurcá-lo a teu bel prazer. Terás de entrar nele bem mais vezes até detectares em que horas e em que dias consinto eu comentários como os teus, os de um pigmeu da humanidade. Vais ter, portanto, além de comer e de dormir defronte da página diariamente aberta do meu blogue, ´também de defecar, também de te vestir, de mudar de cuecas, de tirar as catotas, de limpar o imundo cu bojudo, sempre colado ao assento donde melhor possas ver o blogue do Joaquim Santos.

    Parabéns pelo sedentarismo. Parabéns pelo privilégio que me dás de te favorecer a banha, a hipertensão, o mal-estar coronário e, claro, a consequente perda da já em crise, por tão fraca e anã, erecção.

    Dançarás, portanto, segundo a minha música, se estiveres disposto a continuar com esse triste e pedinte papel de um pobre palhaço pobre. Mas mesmo que continues, já tens nome e família, és agora perfeitamente vulnerável e transparente como uma alforreca e deves compreender que toda a gente saiba que não tens tomates para mim.

    Y’shua Santos

  2. Carlos diz:

    Caro MZ,

    Quando se escreve opinião e se hesita entre a verdade e o estilo, devemos, indubitavelmente, escolher o estilo. João Pereira Coutinho dixit, parafraseando Wilde.
    Os jornalistas que se julgam objectivos deviam voltar para a escola.
    Isto não perdoa a minha imprecisão, mas ela nada retira nem acrescenta ao meu artigo, no qual as remessas dos emigrantes eram um assunto marginal.
    Agora:
    “Finalmente, deu a mão à palmatória, numa soberba frase onde se exemplifica o que há de pior no jornalismo actual.”
    Não tenha dúvida de que eu escrevo muitos disparates. Só não o faz quem não ousa escrever e dar a sua opinião. Mas exemplo do pior jornalismo actual? Caramba! Parece-me que ou não lê ou não sabe distinguir entre intenção e erro.
    Sabe que mais? E depois? Venha o impoluto que atire a primeira pedra.
    Eu por mim, aqui do meu sossego de Macau, continuo a rir-me. De mim próprio, claro, e dos que perante o palácio só vêem a cerca.

  3. LOUIS XVI diz:

    Caro máquina, não sei se já sabe há muito ou alguém já lhe disse, mas na revista sábado de 31/8 a 6/9 apareceu uma menção a este blog na página 29…

  4. João M diz:

    JS vou só dizer-te isto, não sou quem pensas. Não gosto de ti, da tua mediocre poesia, e com os impropérios que me lançaste jamis poderia sentar-me na mesma mesa que tu.

    No entanto, após a leitura deste teu comentário, aparte dos insultos pueris, parece-me que me confundiste com alguém que, na melhor das hipóteses assina como João M algures.

    Efectivamente frequentei em tempos o Diário Ateísta, mas nunca como parte da equipa que dirige aquele blog de esquerdistas que de forma encapotada utilizam o ateísmo para os seus fins políticos. Escrevi lá sim, mas para desancar aqueles abrilistas.

    Quanto a ser um tal Calinas de um blog de que nunca ouvi o nome, é mais uma mentira, entre tantas, tua, porque já te disse, eu assino com o meu nome.

    Posto isto, e como não quero ver esta resposta apagada, apenas quero deixar claro, que mesmo não sendo o tipo que tu, chico esperto de esquina, julgavas eu ser, que reafirmo tudo aquilo que escrevi sobre a tua poesia primeiro, e sobre a tua pessoa depois de teres desferido abjectos ataques pessoais à minha pessoa.

    Claro que voltarei ao ataque, e desta feita impeidoso, aliás o pai de todos os ataques, um blitzkrieg sem precedentes, para te inflingir uma derrota equiparável à do Yom kippur, se persistires nessa obssessão conta moi. TÁS AVISADO Ó MEU!

  5. JOÃO M.,

    Ficas irreconhecível, quando escreves com decência.

    Acho que estamos ambos reciprocamente avisados.

    Não posso aferir se o que argumentas em tua defesa me convence. Mas deve haver por aqui mais que um João M., o que para ti devia ser preocupante.

    Por aqui me fico.

    ADEUS

  6. Meus caros Joaquim Santos e João M: espero que tenham concluído a vossa discussão pessoal, nas páginas do MEU blogue. Obrigado.

  7. Meu caro Luís XVI: não reparei nessa referência da Sábado ao Máquina Zero! Obrigado pela dica. Vou tentar arranjar a revista.

  8. Meu caro Carlos, a sua argumentação faz-me lembrar o “slogan” d’A Grande Loja do Queijo Limiano: Não deixes que a verdade te estrague uma boa história…

  9. Vera diz:

    AHAH eu dei isso no 11º e um jornalista que escreve sobre economia não se dá ao trabalho de verificar se o que diz é verdade??
    Se ao menos dissesse que as remssas de emigrantes contribuia para uma diminuição do agravamento do saldo da Balança de Pagamentos em geral, visto que o saldo das remessas é quase sempre postivio, e que isso também contribuía de forma positiva para a economia…aidna vá..agora dizer que faz parte do orçamento de estado……….. Gostava que ele me explicasse de que maneira é que essas remessas se transformam em receitas PARA O ESTADO, ou em despesas………

  10. Carlos diz:

    Caro MZ,

    Não se trata aqui de verdade, nem essa é a questão.
    Mas já não vou insistir mais consigo. Como diz o rifão: por mais dês lustro ao latão, nunca se transformará em ouro.

    Cara Vera,
    É óbvio. Os emigrantes enviam dinheiro que ou fica nas poupanças, dando imenso jeito aos bancos, ou é investido em casas e outros bens, etc., o que vai reverter em impostos para o Estado, n’est-ce-pas?
    O que é mais curioso é que eu nunca disse que faziam parte do Orçamento de Estado, mas uma mentira muito repetida acaba por ser uma verdade, como Vera, a simples, acaba de provar. Agora o meu artigo era sobre economia…. Fantástico!
    A técnica é sua, meu caro Máquina Goebbels, e resulta…
    Parabéns!

    PS: Vera, um conselho: volte ao 11º ano.

  11. Vera diz:

    O teu ARTIGO podia não ser sobre economia, mas essa parte do artigo tinah a ver com conceitos económicos, ou não? Orçamento de Estado e Balança de Pagamentos não tem a ver com economia?

    Segundo, as remessas dos emigrantes mnão entram directamente como receitas para o Estado. O facto de contribuirem para a economia, porque o país não teve despesas para pagar aquele valor mas vai beneficiar dele na sua economia, no consumo, não quer dizer que equilibre o Orçamento. Ou num ano em que os emigrantes mandam mais dinheiro o Estado tem mais receitas?

    No orçamento de Estado estão inscritas as receitas e despesas previstas efectuar pelo Estado durante um ano. E o Estado vai pôr nas suas receitas valores de impostos de emigrantes, sem saber se vai haver mais ou menos emigrantes, ou se eles vão mandar dinheiro sequer…?
    O que eu quis dizer, foi que as remessas dos emigrantes estão inscritas na Balança de Pagamentos, mas não são enunciados no Orçamento de Estado!

    Primeiro diz-me que que as remessas fazem parte do orçamento, no parágrafo seguinte diz-me que nunca disse que faziam parte do orçamento..decida-se.

    PS: Vera, um conselho: volte ao 11º ano. ”

    Não vai ser preciso, felizmente passei com a nota máxima tanto na disciplina como no exame nacional.

  12. já agora Carlos, em vez de se armar em chico espertalhão, sugerindo que leitores deste blog voltem ao 11º ano, e já que parece ser dono da verdade aprenda então que não foi Goebbels quem disse que uma mentira contada muitas vezes torna-se numa verdade, mas sim um tipo da sua área e que dava pelo nome de Vladimir Ulianov Lenin. De facto uma mentira contada muitas vezes torna-se verdade, mas isso não que dizer que seja verdadeira…

  13. Carlos diz:

    Meus caros,

    Pensei que já tinham percebido que o meu erro foi escrever estado português em vez de Portugal. Mais nada.
    Quanto ao resto, a Goebbels o que é de Goebbels e a Lenine o que é de Lenine.
    Nenhum deles é da minha área. Eu sou da Estefânia.

  14. Vera diz:

    …assim é difícil..

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