Presidente da Câmara de Mirandela, exemplo de irresponsabilidade punível com sanção penal

O presidente da Câmara de Mirandela merecia uns quinze dias de cadeia. Apelar publicmente à prática de um crime, violando a lei, merece tratamento duro. Já sabemos que, no “país dos autarcas”, o que vale é a corrupção, o “amiguismo”, as relações promíscuas com clubes de futebol e empreiteiros, o nepotismo estendido a primos dos primos dos primos.

Faltava o simplório do presidente da Câmara de Mirandela para descobrir a pólvora. Como é que um homem imbuído de autoridade legal apela, com esta desfaçatez e falta de vergonha, ao desrespeito pela lei? E se tem o apoio dos seus conterrâneos, então parece-me que Mirandela não merecia que fechassem apenas a maternidade. Merecia era ser transferida para o Burkina Faso, onde este tipo de atitudes e comportamentos estão mais de acordo com a cultura e grau de civilização do país.

15 Responses to Presidente da Câmara de Mirandela, exemplo de irresponsabilidade punível com sanção penal

  1. João M diz:

    Caro MZ, embora seja verdade que o Presidente da Câmara apelou a um desrespeito da lei, a verdade é que é de longe mais grave esta política suicida implementada pelo governos rosa, suicida e vergonhosa, porque não posso deixar de referir que tiveram a desfaçatez inclusive de sugerir que as mães portuguesas fossem parir a Espanha. Isto é revelador de uma tremenda demissão de responsabilidades do orgão de soberania encabeçado por Sócrates.

    Curioso é o facto de tanto se falar na diminuição da taxa de natalidade em Portugal, aproveitando-se disso os prosélitos do imigracionismo para dizer alto e a bom som que precisamos de mais e mais imigrantes para colmatar esta lacuna demográfica, no entanto, esses mesmo colaboracionistas do imigracionismo, entenda-se da substituição gradual da população autóctone por uma massa indistinta de produtores e consumidores, insiste no encerramento das maternidades.

    Isto também para não falar no facto de que assim se vê o empenho do governo no combate à desertificação populacional no interior do território nacional…

  2. Orlando diz:

    Se eu vivesse em Lisboa, concordava com o post. Mas como conheço bem o interior do país, discordo frontal e totalmente. Por isso, compreendo a posição do autor do blogue.

  3. Meus caros, acho que ambos passam ao lado do fundamental. Uma regra essencial para que um Estado funcione, é o respeito pela lei. E, acima de tudo, os titulares de cargos que têm nas mãos a autoridade do Estado, esses não podem desrespeitar a lei. Quando isso acontece, estamos a caminho do Congo.

  4. Contudo, Caro MZ, quando um Estado, pela sua mão de ferro, obriga um povo a cumprir uma lei que, embora, sendo legal não é legítima, o dever de revolta não é um direito, é um dever.

  5. Um órgão de um Estado democrático, no caso um Governo livremente eleito, em eleições que respeitaram os princípios do sufrágio directo, livre e universal, tem toda a legitimidade. Neste enquadramento, o que é legal é, obrigatoriamente, legítimo.

  6. Quiçá seja esse mesmo o problema, o cerne de todas as questões, isto é, a existência de uma democracia representativa, na qual os cidadãos já não se revêm e não têm voz activa, em que são meros votantes, produtores e consumidores, delegando poderes numa classe que se considera intelectualmente superior, mas que diz que “é o povo quem manda”. No entanto quando se cloca em causa a democracia representativa cai o carmo e a trindade junto dos poderes instalados, com o receio de perderem as regalias alcançadas.

    A democracia deverá ser participativa e mesmo directa, uma democracia que desca às bases, em que os cidadãos possam efectivamente ser senhores do seu destino.

  7. Vera diz:

    OS de Mirandela protestavam mas era por ir nascer a Vilar Real opu Bragança..não era? Acho que ir nascer a Espanha era só apra os de Elvas.
    DE qualquer maneira, existem casos em que as mães iam ter os filhos ao concelho vizinho..mas não! Os velhos (que parece que vão usar mt a maternidade) querem tudo a nascer à porta de casa!

  8. Vera diz:

    OS de Mirandela protestavam mas era por ir nascer a Vila Real ou Bragança..não era? Acho que ir nascer a Espanha era só para os de Elvas.
    DE qualquer maneira, existem casos em que as mães iam ter os filhos ao concelho vizinho..mas não! Os velhos (que parece que vão usar mt a maternidade) querem tudo a nascer à porta de casa!

  9. Aliás, cada português quer tudo à sua porta. excepto aeroportos e incineradoras. Esses, cada português quer que fiquem à porta dos outros.

  10. João diz:

    É triste toda a gente ter opinião do que não conhece… Sabem que o melhor caminho, e mais rapido, entre Miranda do Douro e Brangança, é por Zamora? Sabem que uma mãe do concelho de Freixo de Espada à Cinta demora mais de duas horas a chegar à maternidade de Bragança por estrada e do outro milenio em que alguns troços são quase em terra batida? Os que falam criticam os transmontanos de querer ter tudo à porta de casa deviam era criticar a cegueira deles por só eles terem direito e os “pobres” do interior apenas terem deveres e o direito de ir “meter” os votos nas urnasa favor de quem acham menos aldabrão… quando os distritos do interior tiverem os mesmos km de auto-estradas e vias rapidas do distrito de Lisboa acho que estariam em condições de igualdade para que as maternidades se encerracem, quando os politicos não vierem a Tras-os-Montes apenas em capanhas eleitorais em pura demagogia e tentando enganar este povo trabalhador e grande parte dele analfabeto estaremos em igualdade….
    Gostaria de saber se as pessoas que escreveram contra a posição dos habitantes e do presidente da camara estavam disposto a ir viver para Freixo, que fica a DUAS HORAS E MEIA de bragança???

    Burro não é o que não vê, é o que não quer ver…

  11. Talvez o problema se resolva com um aeroporto em Bragança e outro em Freixo, não acha? Quanto ao dinheiro, cria-se um novo imposto a aplicar só aos lisboetas.

  12. João diz:

    não…não acho… penso que o essencial é mesmo haver igualdade de tratamento para todos, mas todos, os portugueses e não existirem portugueses de primeiro, outros de segunda e outros inatingiveis devido ao seu poder politico ou economico…
    Mas é melhor ficarmos por aqui e não citar nomes nem dar mais pistas porque estou a ver que já há pessoas sentirem-se…

  13. Luís diz:

    É sempre interessante verificar como certos “iluminados” assimilam as informações que recebem através de jornalistas que por vezes apenas procuram mostrar o “espectáculo” em vez de procurarem os factos. Se o presidente de Mirandela merece quinze dias por organizar uma marcha, curiosamente proíbida. Parece que agora é proíbido circular na única via que permite ligar o distrito ao litoral e a Espanha. Se a justiça funciona assim mais vale pensar em fugir para o Brasil e regressar quando isto acalmar e preparar uma re-eleição. Para não falar de outros casos, curiosamente “abafados” como são os de Marco de canavezes, Gondomar, Oeiras, Lisboa… mas não é isto que agora interessa. Interessa sim que se fechou uma maternidade que possui mais partos, mais consultas, melhores condições, melhor posicionamento geográfico por quê? Quero acreditar que seja para que os nossos Bombeiros aprofundem a sua prática em obstetrícia e os recém nascidos conheçam aquela que é uma das mais mortíferas estradas da Europa….

  14. João diz:

    Pois é caro amigo… Eu concordo consigo, e caso não saiba das útimas novidades este fim de semana já ocorreram trabalhos de parto nas ruas de mirandela por a maternidade estar longe demais… a parturiente vinha do concelho de Carradeza de Ansiães e só aguentou até à entrada de Mirandela…
    Caso tenham duvidas consultem o Jornal de Noticias de segunda-feira de dia 25 Setembro de 2006…

  15. Pois. Estou consigo. A minha rua também não tem maternidade.

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