Jornais, bancos, Opus Dei e o Sol que desponta

Não tenho memória, em tempos recentes, de banco que tenha investido na Comunicação Social, muito menos na Imprensa. Agora que o Sol está prestes a nascer, vêm-me ao espírito algumas questões. Um dos principais acionistas do semanário Sol é o BCP, através de uma fundação sua, segundo me apercebi, nas várias notícias que foram saindo. Aguardo com alguma expectativa a leitura das páginas de Economia do referido jornal. Regra geral, as notícias sobre bancos, operadoras de telemóveis e seguradoras, em Portugal, são notícias “institucionais”, inócuas, plasmadas de notas e comunicações à Imprensa oriundas dos gabinetes de Comunicação dessas mesmas empresas.

Bancos, operadoras de telemóveis e seguradoras são “vacas sagradas” que poucos jornalistas (e menos directores de jornais) ousam enfrentar. Vez por outra, lá aparece uma notícia envergonhada referindo inspecções e multas devido ao facto de os trabalhadores dos bancos serem obrigados a fazer horas extraordinárias sem remuneração extra. E pouco mais. A dependência da Comunicação Social em relação aos bancos tem a ver com o enorme fluxo de publicidade que estes canalizam para os jornais e televisões.

Há pouco tempo, por exemplo, foi notícia o diferendo entre Balsemão e Ricardo Salgado, do Banco Espírito Santo, a propósito de notícias do Expresso que não agradaram ao homem-forte do BES. Resultado? Ricardo Salgado cortou toda a publicidade ao grupo Balsemão. Depois de alguns meses de braço-de-ferro, fizeram as pazes. A troco de quê? O que é que foi negociado? Que acordo foi alcançado, entre ambos?

Olhando para o Sol (mesmo com o risco de ficar temporariamente cego…) até aposto que Paulo Teixeira Pinto e José António Saraiva nunca terão um conflito idêntico.

23 Responses to Jornais, bancos, Opus Dei e o Sol que desponta

  1. Ana diz:

    É com grande curiosidade que anseio pela saída do Sol. Afinal, é mais um jornal neste país que vive dos Metros e Destaks… Tem de se apostar fortemente nos media em Portugal.

    Quanto aos bancos e afins, considero ‘normal’ essa dependência de notícias favoráveis a troco de publicidade. Ponho normal entre aspas por não concordar em absoluto com isso:

    – é a publicidade que paga em grande parte os salários dos jornalistas.

    Mas não estará assim a Comunicação Social a vender-se? Sim, está. não há controlo sobre isso, a legislação não é cumprida. Conflito de interesses existe sempre, e o dinheiro é que manda, infelizmente. O que se perde? Qualidade e isenção da informação. Ai, a falta que faz uma Ordem dos Jornalistas. Entidade Reguladora? Trabalha a carvão… Isso quando trabalha…

  2. Não almejo nada de positivo com o jornal Sol, afinal basta ter em mente quem está por detrás do projecto editorial… mais do mesmo.

  3. Meu caro Carlos: você que é jornalista devia saber que este seu comentário é passível de constituir crime de difamação. Acusar um jornal de “lavar” dinheiro é acusá-lo de cometer um crime. Se você tem provas disso, publique-as. Se não tem, está a cometer um crime de difamação. Lamento, mas tenho que apagar o seu comentário, ou tornar-me-ei cúmplice de um crime de difamação.

  4. Carlos diz:

    Caro MZ,

    Eu não afirmo nada. Digo que me disseram e pergunto “Será verdade?”
    Como por exemplo: Será que o MZ tirou o meu post porque é pago pelo BPI?
    Quanto a difamação, você já devia estar preso há muito tempo tendo em conta, por exemplo, o que já disse dos muçulmanos, que são mais de mil milhões em todo o mundo. Sabe que existe o crime de incitamento ao ódio religioso ou étnico?
    Agora quando se toca nos empresários de Tondela já a coisa pia mais fino. Porque será?
    Já os estou a imaginar a vir por aí abaxo, a por-lhe processos, com as FAPLA e o próprio arquitecto…
    Não me diga que também não sabe das lavagens de dinheiro colombiano durante os anos 90? Ouviu falar nas caixas de vodka que o próprio Tejo teve de engolir?
    Você, ao insultar as pessoas na sua capacidade profissional, como fez comigo por exemplo, pode prejudicá-las seriamente. Mas isso passa-lhe alegremente ao lado. Já com os bancos e quejandos é preciso muito respeitinho.
    Ficamos esclarecidos.

  5. Meu caro Carlos: nada do que você diga altera o facto de ter escrito que as remessas de imigrantes são a segunda maior receita do Estado, em Portugal. Não insultei a sua capacidade profissional. Você é que deu, como se costuma dizer, um tiro no pé. Quanto ao crime de incitamento ao ódio religioso ou étnico, desafio-o a seleccionar uma frase do meu blogue onde isso seja patente.
    Da próxima vez que escrever artigos de opinião, tente documentar-se melhor sobre as matérias que aborda, para evitar fazer figuras tristes como a que fez.

  6. Carlos diz:

    Caro MZ,
    Isto, finalmente, é muito simples: eu gosto do Rambo I e Vexa gosta do Rambo II. Aconselharia, contudo, o Rambo III para ver se percebe de uma vez por todas quem andou a dar armas aos fundamentalistas.
    Ou seja: Quem é que temos de combater?
    Resposta: Todos os que nos queiram privar da nossa liberdade, conquistada no Ilumismo, contra a Igeja e não importa que crença. Todos os que não tiveram a sorte de comprender os valores existencialistas dos anos 60. Estas são duas grandes conquistas que alguns fizeram no Ocidente.
    Você ainda parece estar do outro lado.

  7. Óbvio que o sr. Carlos prima pela xenofília militante, pois ao acusar o MZ de incitamento ao ódio religioso e étnico é no mínimo estúpido. O Carlos deve ser daqueles jornalistazecos disciplinados e produto da indústria do pensamento único.

  8. Carlos diz:

    É verdade. Primo pela “xenofilia militante”. Exactamente porque não sou disciplinado. E, camarada esclarecido, se percebesse do que me acusa, perceberia que o culto da diferença impossibilita o que chama de “pensamento único”.

  9. Politikos diz:

    E não são só os bancos e as seguradoras, é, por exemplo, toda uma «filosofia» liberalizante e anti-Estado, defensora dos «outsourcings»/«externalizações» ou o que for… Para que é que um «forreta» e pragmático empresário como Belmiro de Azevedo quer O Público, não me diz, MZ?

  10. Ó Carlos como pode dizer que defende o culto da diferença quando promove a sociedade multicultural, provado está que esta é, isso sim, uma sociedade multirracista, e que a fim de atenuar essas tensões pretende-se uniformizar as culturas e demais especificidades de cada povo, conduzindo ao surgimento de uma sociedade massificada e indistinta?

    Se ainda acredita nessa farsa está a tempo de abrir os olhinhos…

  11. Carlos diz:

    Caro arqueofuturista,

    Não se trata de promover, defender ou atacar. Essa é a sociedade em que vivemos, cada vez mais vamos viver. Em Portugal, na América ou na China. Com efeito, existe uma camada de cultura global que é igual em todo o lado, tal como existem outras camadas em que as coisas são diferentes.
    O que produz racismo é a ignorância e o medo, não é o conhecimento e a troca.

  12. O que conduz ao racismo é a sociedade multicultural que promove o desenraizamento dos povos, aliás designada correctamente por Guillaume Faye como o sistema de matar os povos, uma sociedade em que os autóctones vivem reféns do medo de serem acusados de racismo, em que lhes é administrado nas escolas que são culpados de todos os males do planeta, que chegou a hora de dar a outra face, etc, etc, uma sociedade que sobrevaloriza os alógenos em detrimento dos autóctones.

    A sua resignação é típica de quem está feito ao sistema, de quem cruzou os braços e que não peretende resistir, mesmo quando sabe que a nossa civilização tal como foi concebida, os valores sob os quais ela assenta, os princípios pelos quais sempre temos norteado as nossas vidas, estão condenados a desaparecer rapidamente para serem substituidos por uma qualquer sharia, a nossa música pelo kizomba, a mini saia pelo véu, tchador ou burkha e.. o resto já se sabe.

  13. Carlos diz:

    Caro arqueofuturista,

    Quando invoca autores como o tal de Faye, a nossa conversa deve ser interrompida porque se trata da dita de surdos. Os seus conceitos como resistir, os valores em que assenta a nossa civilização e os principios, etc., sabemos de onde vêem e onde foram parar: à Shoah.
    Eu já vivo noutro mundo e não quero ver esse renascer. Estamos tão distantes um do outro que nem percebo como pertencemos à mesma Europa. Se calhar não pertencemos.
    Conselho: crie um grupo de vigilantes com capuzes verdes e vermelhos e depois saia por aí fora a caçar estrangeiros. Mas fale primeiro com o papá e a mamã, não se vá dar o caso de estar a bater num daqueles que lá na empresa ou em casa fazem falta para erguer paredes ou para lhe lavarem as cuequinhas.

  14. Meus Caros Carlos e Arqueofuturista
    Concentremo-nos no facto importante do aparecimento de um novo jornal num segmento decisivo.
    A Vossa capacidade pode ser melhor aproveitada e de forma mais útil.
    Não extremar posições é o ideal para todos.
    Abraço para ambos e bom domingo.
    PF

  15. Caro Paulino Fernandes agradeço e retribuo o abraço, mas como deve compreender o Sr. Carlos tem uma particular predilecção pela xonofília e pelo etnomasoquismo que me impele a reagir.

    Então os ideais do Sr. Faye conduzem à Shoah! Por aqui se percebe de imediato como nunca leu patavina de e sobre Faye. Já sobre os valores que defendo, obviamente que são antagónicos com os seus, se bem que duvido que possua alguns valores, pelo menos de acordo com a verdadeira acepção do termo. O seu conceito de Europa é o de uma Europa despojada das suas referências basilares, é uma Europa subjugada, de uma Europa anti-europeia, amarrada a mitos estabelecidos que apenas pretendem castrar a capacidade de reacção dos europeus face aos flagelos que os afectam, daí a sua imediata recuperação ao passado recente de Portugal e à shoah… típico de quem possui o passaporte do antifascismo de pacotilha e, claro está, de quem se encontra, felizmente, entre os últimos de ontem.

    Quanto ao seu conselho, que dizer, senão que revela uma mente pequenina, formatada, de ideias pré-concebidas e que nem são suas, de alguém que alinha pelo jargão politicamente correcto.

    Estamos conversados.

  16. Carlos diz:

    Caro arqueofutrista

    Quando diz isto: “O seu conceito de Europa é o de uma Europa despojada das suas referências basilares, é uma Europa subjugada, de uma Europa anti-europeia”, eu pergunto:
    Que sabe você do meu conceito de Europa?
    A que valores se refere? Cristãos, pagãos, seculares, da superioridade racial? Que Europa é a sua? Já agora, a que raça julga pertencer? Pensa que é melhor que as outras?
    Você atribui-me intenções e adjectiva-me mas, concretamente, não distila nada, a não ser ódio. Essa não é, certamente, a minha Europa.

  17. Ódio! Eu destilo ódio? Apenas o Carlos deve ver e sentir esse ódio, já que em parte alguma dos meus comentários mostrei qualquer sinal de ódio por quem ou o quer que seja. Enfim, o argumento tipo de quem não tem mais nada para argumentar…

    O seu conceito de Europa é óbvio que é aquele que não serve a Europa e os europeus. Não preciso que me o diga. Agora essa da superioridade racial veio a que propósito? Ah já sei, também é um prosélito da religião do anti-racismo e como tal tudo o que lhe cheira a identidade europeia e preservação das nossas especificidades etno-culturais é racismo.

    Raça que julgo pertencer? Vindo de alguém que certamente veicula no seu jornaleco que as raças não existem não deixa de ser um contrasenso essa pergunta.

    Superior às outras? Não, simplesmente diferente e com os mesmos direitos a ser preservada, a recuperar as suas raízes, a ter orgulho na sua milenar história e civilização.

    Afinal quem atribui intenções a quem?

  18. Carlos diz:

    A verdade é que não quer responder às minhas perguntas e continua a assumir que as minhas ideias são estas ou aquelas… Mas diga lá, a que raça julga pertencer… E que valores são esses da Europa…
    Mas cuidado, não lhe caia a máscara…

  19. O seu jogo de cintura é fraco, esquiva-se, contorna, foge, mas todos os que lerem os seus comentários percebem que é você quem está a tipificar, a qualificar e a adjectivar, lançando, porém, areia para os olhos de modo a que ninguém se aperceba o que esconde por baixo da máscara.

    Como jornalista que é apenas é mais um entre tantos sem brio nem opinião própria, limitando-se a seguir a cartilha…

  20. Carlos diz:

    Caro arqueofuturista,

    Porque o meu “jogo de cintura é fraco, esquiva-se, contorna, foge”? Mas quem foge é você, protegido pelo anonimato!
    Porque não responde antes às minhas perguntas concretas, sobre temas gerais que lhe dizem tanto e prefere personalizar? Poque não esquece o facto de saber exactamente quem eu sou e o que faço e usa isso contra mim? Eu não sou importante. As ideias que defendo talvez. Para a conversa se manter, atenha-se a elas. Ok?

  21. Carlos diz:

    Caro MZ,

    Tenho de lhe pedir desculpa de estar a abusar do seu blogue. Prometo que vou deixar este espaço em paz. Apesar de o ler há muito tempo, nunca intervi. Tudo começou quando escreveu aquele post sobre o meu trabalho, mas agora penso que já exagerei. Devia estar calado.
    Afinal, parece-me que não tenho mesmo o direito de aqui expor as minhas ideias sobre os assuntos em questão. Se o quisesse fazer, deveria fazer o meu próprio blogue. Foi uma questão de balanço. É-me difícil não responder, mas evitarei fazê-lo a partir de hoje.
    Uma vez mais desculpe os meus excessos. Não quero convencer ninguém nem tenho damas a defender. Fico por aqui, no Oriente, no meu pequeno quintal que, presumo, para além de manter vivo o português na China (bem como certos valores), não fará muito mal a ninguém.

    Obrigado pela paciência, um abraço para si e boa sorte,

  22. Carlos apenas lhe posso responder, em jeito de remate final, que se as ideias que defendo fossem realmente más, negativas, perniciosas para o povo português em particular e europeus em geral, nada as iria debilitar mais do que se fossem conhecidas. Como bem sabe não é isso que acontece, já que pretende-se estigmatizar à partida estas mesmas ideias, impossibilitando o livre debate, claro está em nome da “liberdade de expressão” (das opiniões permitidas entenda-se) e da democracia (a do pensamento único claro está).

    Como diz é um abuso ocupar este espaço com este debate, afinal este é o blogue do MZ, logo, dou por terminado o nosso debate.

  23. Estejam à vontade. Um bom debate é sempre agradável de se ler.

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