A BBC tem “demasiados rostos brancos” – O novo conceito de etnicidade jornalística

A BBC contractou uma senhora com óbvios problemas em matéria de equilíbrio mental e emocional. Mary Fitzpatrick foi coupar um lugar designado como “diversity tsar”. A senhora começou por acusar a BBC de ter “demasiados rostos brancos” e atacou violentamente o facto de a estação de televisão inglesa ter jornalistas brancos a fazer reportagens sobre África. A senhora desenvolveu um novo conceito – “culturally accurate voices” – e quer aplicá-lo na BBC.

Numa entrevista ao jornal The Observer, a senhora explicou melhor a sua tese: os correspondentes estrangeiros da BBC devem ter o mesmo background étnico dos países sobre os quais fazem reportagens. Certo. Espero que, brevemente, os jornalistas negros, indianos e chineses da BBC sejam proibidos de fazer reportagens ou dar notícias sobre todos os países europeus, bem como sobre a Nova Zelândia, Austrália, Argentina, e outros, cuja população não coincida com a sua origem étnica.

20 Responses to A BBC tem “demasiados rostos brancos” – O novo conceito de etnicidade jornalística

  1. Ana diz:

    huummm…. estranho…. não há só racismo dos ‘brancos’ para os ‘pretos’, também há ao contrário. E isso no jornalismo simplesmente não deve acontecer. Nem no jornalismo, nem em lado nenhum…

  2. Pedro diz:

    É o multiculturalismo.

    No meio de todo este politicamente correcto a tentativa de branquear a criminalidade associada com as minorias étnicas é só e apenas a ponta do icebergue. O pior ainda está para vir. É a tendência para as minorias e comunidades imigrantes ganharem maior preponderância e influência nos países hóspedes, no caso deste postal, na comunicação social mas muito em breve também no acesso à Universidade e nos partidos políticos, com a discriminação positiva e as quotas para minorias étnicas. Já estivemos mais longe, e assim assume contornos cada vez mais definidos o fenómeno de invasão colonização. Quem ainda se atreve a insurgir contra esta evidência é imediatamente apelidado pelos fanáticos do multiculturalismo como ignorante, racista, e instigador ao ódio racial e grande inimigo da humanidade.

  3. Pedro diz:

    —É o multiculturalismo—

    No meio de todo este politicamente correcto a tentativa de branquear a criminalidade associada com as minorias étnicas é só e apenas a ponta do icebergue. O pior ainda está para vir. É a tendência para as minorias e comunidades imigrantes ganharem maior preponderância e influência nos países hóspedes, no caso deste postal, na comunicação social mas muito em breve também no acesso à Universidade e nos partidos políticos, com a discriminação positiva e as quotas para minorias étnicas. Já estivemos mais longe, e assim assume contornos cada vez mais definidos o fenómeno de invasão colonização. Quem ainda se atreve a insurgir contra esta evidência é imediatamente apelidado pelos fanáticos do multiculturalismo como ignorante, racista, e instigador ao ódio racial e grande inimigo da humanidade.

  4. Vera diz:

    Hm….quero ver como é que essa senhora se desenrasca qd tiver que fazer uma reportagem com uma tribo agressiva na Nigéria…ou na Amazónia..

  5. Carlos diz:

    Isto faz-me lembrar a prostituição de travestis indianos (para indianos) em Singapura, controlada por chineses. Aceitar as quotas é a vivência da inferioridade, como no caso da Índia onde a casta dos intocáveis tem, obrigatoriamente, de ocupar 49% dos lugares da função pública.
    Já agora, e em relação às mulheres, o que acham?
    Contudo, reparem numa coisa: as diferenças culturais não passam de uma questão de grandeza e conhecimento. Por exemplo, um ocidental é, certamente, culturalmente diferente de um muçulmano mas dentro do Ocidente também existem enormes diferenças, que nos fizeram estar em permanente estado de guerra até ao século XX. Mas que tenho eu a ver com o tipo que me quer fora da sociedade da minha aldeia e me olha desconfiado porque eu não vou nos domingos à missa? O multiculturalismo é uma realidade que sempre existiu, o grau de diferença em contacto é que tem variado. A incompreensão e a atribuição de culpas pelo mal do mundo são sempre as mesmas.

  6. Diferenças culturais? Onde? Eu julgava que condicionar o trabalho de um jornalista à cor da sua pele era racismo…

  7. Manuela diz:

    Não deve ser o caso, seguramente, da BBC World, que é a “flagship” internacional da BBC. A esmagadora maioria dos apresentadores e alguns dos jornalistas mais destacados são… indianos… Ou britânicos descendentes de indianos. Darshini David, Nisha Pilai, Manisha Tank, etc. Todos eles se notabilizaram em outros canais muitos antes de ingressar na BBC, pelo que se lê nas suas biografias.

  8. Carlos diz:

    E é, meu caro MZ. Não posso estar de acordo nem aceitaria para mim proprio.
    A questão das diferenças culturais é relacionada com o multiculturalismo, de que o Pedro falou.

  9. Bem, estamos então de acordo! Estabelecer como critério que, para fazer reportagens sobre África, tem que se escolher um jornalista negro, é racismo. Certo? Tal como seria racismo proibir qualquer um dos muitos – e brilhantes – jornalistas da BBC de origem indiana e africana de fazerem reportagens sobre qualquer país. Europeus. Certo?

  10. Carlos diz:

    Certo.
    Creio que o editor deve escolher a pessoa com mais capacidade de recolher e transmitir informação consoante o contexto, para interesse do público.
    Claro que se eu tiver um jornalista que fale mandarim, em princípio, será o escolhido para ir para a China. Mas só em princípio. Se quiser infiltrar um reporter num gueto americano, provavelmente terá de ser negro… por questões práticas. Etc., etc.. Ou seja, a aparência exterior só pode servir para tornar mais profundo e perto da realidade o trabalho apresentado. Mais nada.

  11. Hummm. Pois. Portanto, meu caro Carlos, discorda da necessidade de ter “culturally accurate voices”, como defende a dita senhora? Ou seja, está contra a diversidade apenas pela diversidade, sem razão legítima, concreta e forte, como infiltrar alguém num gang de negros?

  12. Carlos diz:

    Sim. Discordo dessa necessidade.
    Em princípio, sou contra quotas.
    Mas pela evidência impossível de rejeitar a que dão o nome de multiculturalismo.

  13. Em princípio? Mas não em absoluto, certo?

  14. Carlos diz:

    É-me possível, teoricamente, admitir uma situação que exija a imposição de quotas. Mas, no mundo conhecido, não me lembro agora de nenhuma.
    Para além disso, não gosto de dizer que sou em absoluto contra seja o que for. O que foi verdade ali, hoje é mentira aqui.
    Tomemos o caso bíblico radical da matança dos inocentes. Tendo em atenção o contexto (um acto ritualmente praticado por comunidades do Próximo Oriente nessa altura), o MZ é contra ou a favor?
    O relativismo é uma imposição da inteligência.

  15. Contra, em absoluto. É que me distingue de si. Para você, tudo é relativo, dependendo da época, do clima, do continente, da cultura ou até da inclinação do terreno. Para mim, não. A ser como você alega, deveríamos permitir que os imigrantes guineenses de etnia felupe (ou djolá) radicados em Portugal continuassem a praticar o canibalismo, como os seus antepassados não muito recentes. Os cadáveres, aliás, podiam ser fornecidos pelo Instituto de Medicina Legal.
    Presumo que você também aceitaria que a mutilação genital feminina fosse realizada em hospitais públicos e paga pelo Estado, em nome da presrvação dos valores (multi)culturais da comunidade islâmica guineense…

  16. Carlos diz:

    Quando diz “em Portugal” isso quer dizer, para mim, que os seus habitantes devem respeitar as leis e os costumes desta terra. Penso que canibalismo e excisão são proibidos, logo…
    Mas também penso que não se devem tratar as pessoas como animais de carga e depois deitá-las fora. Será que alguém lhes explicou, à chegada, que não podem ir contra os costumes europeus e que se não estão de acordo é melhor voltarem para trás? Ou só estavam interessados na sua força de trabalho? Quem ganhou dinheiro com eles, agora que os ature e que lhes ature os filhos – digo eu meio a brincar…

  17. Desculpe lá! Então os felupes e os muçulmanos guineenses não devem praticar o canibalismo e a excisão feminina apenas porque estão em Portugal e isso é contra os costumes europeus????
    Será legítimo, da minha parte, concluir que você aceita a mutilação genital feminina e o canibalismo, se praticados na Guiné-Bissau, porque são um costume desses povos?

  18. Carlos diz:

    Meu caro MZ,
    Há pessoas que têm uma concepção do mundo completamente diferente da nossa. Isso não quer dizer que eu queira viver o mundo deles ou sequer admiti-lo no meu território (leia-se mundo global). Contudo, não posso criminalizar quem pratica uma tradição no seu próprio contexto (leia-se mundo tribal ou aldeão). O mundo deles também tem de mudar para que os costumes mudem. Em Portugal as pessoas não foram integradas. Portanto, parece-me natural que pouco tenham mudado os seus costumes. Quando quiseram mudar tiveram como referência próxima o rap americano ou brasileiro.
    A excisão é um assunto sério que tem de ser tratado de uma perspectiva iluminista.
    Já o canibalismo não passa, na maior parte dos casos, de um mito. De uma história que uma tribo conta sobre a outra para a denegrir. Ou que acontece em situações muito especiais. Nada de comum ou quotidiano. Isto é o que nos conta toda a Antropologia.
    Já o jornalismo nos dá outras versões: sabe alguma coisa do canibalismo na Europa? Quando e onde aconteceu, nomeadamente na URSS estalinista?
    Nenhum homem gosta de comer outro homem. Isto é universal.
    À excepção de certos clubes privados – ouvi dizer – onde, em momentos de superior exaltação, se dedicam à humana gastronomia. Mas isso seria o reescrever inteiro da História.

  19. Obrigado, meu caro. Eu bem me parecia que você não condenava o canibalismo ou a mutilação genital feminina. Agora, fiquei esclarecido.

  20. robertos diz:

    La masonica BBC

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: