Quem te avisa teu inimigo é

Numa leitura transversal de alguma Imprensa e diversos sites, deparei com várias referências ao discurso do Papa em Ratisbona – um nome a fixar, e que marcará uma viragem na atitude do Ocidente para com a religião do “Mata!Mata“. Começo pelo “intelectual” Yossuf Adamgy, editor da revista Al-Furqán, defensor da lapidação de mulheres adúlteras, como se esclarece n’ A Origem das Espécies. Adamgy é o típico muçulmano especialista da taqiyya: distorce, altera, ajeita, corta, esquece, retira do contexto e retoca pormenores históricos, citações bíblicas, excertos do Corão e frases de gente célebre para provar o que é impossível de provar, numa fúria anti-semita e num delírio anti-ocidental muito próprio de muçulmanos, moderados ou não.

Num dos fóruns da Comunidade Islâmica da Web, o editor português do neo-nazi David Duke ataca o Papa Bento XVI, num texto onde revela todas as técnicas de burla intelectual de baixo nível em que se especializou, à mistura com a sua proverbial ignorância, pobreza de espírito e fanatismo. Para provar que ““o Islão Não Foi Difundido Pela Espada”, o intelectual Adamgy alega, entre outros dislates, o seguinte: “Em Portugal, onde os Muçulmanos governaram durante 700 anos com tolerância religiosa para todos, são eles próprios, hoje, uma minoria. No entanto, actualmente, quase todos os meses há conversões ao Islão, na Mesquita de Lisboa, sem qualquer espada.”

Acontece que o intelectual Adamgy não explica como é que os muçulmanos cá chegaram e ficaram a governar o que hoje é Portugal, durante 700 anos. Conquistaram, pela espada, com exércitos e sangue derramado, este território que era habitado por outros povos. Felizmente acabaram por ser expulsos. Será que esta omissão e distorção é apenas fruto da ingorância de um indivíduo que parece bastante simplório, a avaliar pela triste figura que fez recentemente, na televisão? Ou estaremos perante algo mais calculado e, como tal, sinistro em matéria de intenções?

No Público, o panfleto de Esquerda melhor disfarçado de jornal, a nossa já conhecida Faranaz Keshavjee parece ter camarote cativo. Em Agosto passado, esta alegada e auto-intitulada “portuguesíssima de gema“, muçulmana, fazia a defesa da inocência do Islão, no terrorismo muçulmano (Bin Laden deve ser budista, claro…) considerando o racismo dos europeus como a razão criadora desse terrorismo. Colocava também condições para apoiar o combate ao “terrorismo praticado por muçulmanos” (sic), dizendo ser contra “TODAS as formas de terror e de violência, incluindo (…) aquelas que sucedem todos os dias no Iraque pelas próprias ‘forças da paz’ (…) em favor da imposição de um modelo de democracia importado por realidades onde a pena de morte e outras aberrações sociais e políticas prevalecem, como é o caso dos EUA.”

Ontem, dia 18 de Setembro, Faranaz Keshavjee enche uma página de raciocínios tortuosos, começando por elogiar o discurso de Bento XVI (“uma boa lição de teologia”). Lamenta que as reacções do seus irmãos muçulmanos “estejam a tocar o plano da irracionalidade”. Mas a seguir acusa o Papa de ser um ignorante, quanto ao Islão, de ter falado dos outros, ignorando “os erros da sua própria religião” e salienta que “não foi Jesus que criou o mal que paira hoje, por mãos dos ocidentais cristãos europeus e americanos, entre Israelitas e Palestinianos”. Quase no final, revela-se no seu mais íntimo pensar:”É preciso ter cuidado com aquilo que dizemos”. Fica aqui o aviso. O discurso dos não-muçulmanos tem que ser auto-censurado, à luz dos critérios dos muçulmanos, para ser admissível. A nossa liberdade termina onde começa o primitivismo islamita.

Mas no Público de hoje tropecei com mais referências ao discurso de Ratisbona. Teresa de Sousa embrulha-se pela Europa, mais a Turquia e o Papa, desanca no Sumo Pontífice e, depois de uma série de cambalhotas e flique-flaques – ginástica pouco própria para a sua idade – desagua numa conclusão patética: “A Turquia tem lugar na Europa porque o projecto de integração europeia assenta na comunhão dos mesmos valores políticos da democracia, na mesma crença na universalidade dos direitos humanos, na liberdade e na tolerância. Independentemente da religião, ou da etnia ou da nacionalidade”.

Perco o fôlego, de espanto, perante esta descrição de uma comunhão de identidades entre a Turquia e a Europa que nem os próprios turcos reconhecem. Com argumentos deste calibre, Teresa de Sousa conseguirá justificar a adesão da Papua Nova-Guiné à União Europeia e a integração do Burkina-Faso na Federação Russa.

Na coluna ao lado, José Vítor Malheiros, um “dhimmista” típico, chapado, desenhado ao pormenor, com direito a diploma, brasão e carimbo, fala de um “papa calculistamente incendiário”, diz que Bento XVI perdeu autoridade, dá a pincelada do costume para aplacar a consciência (“a reacção de uma parte do mundo muçulmano (…) não é de forma algum admissível”) e faz a espargata final: “É importante ter em conta, por outro lado, que, em nome da firmeza, não se pode pôr de lado a acção política e deixar de tentar compreender o fenómeno do terrorismo para erradicar as suas causas e para dissolver a base de recrutamento dos terroristas”. Só lhe falta babar-se para ser confundido com o pobre do Mário Soares e os seus patéticos apelos à negociação com a Al-Qaeda.

Mas é curioso. Esta gentalha, sempre disposta a compreender assassinos do mais baixo calibre e a contribuir para erradicar pacificamente e cobardemente as causas do seu extremismo – desde que sejam muçulmanos – recusa-se a mostrar a mesma tolerância em relação aos nazis, fascistas e skinheads. Não percebo porquê. Será que o José Vitor Malheiros não entende que não se pode pôr de lado a acção política e deixar de tentar compreender o fenómeno dos skinheads, para erradicar as suas causas e para dissolver a base de recrutamento dos extremistas?

No meio de tudo isto, o presidente iraniano revelou-se o mais inteligente de todos os muçulmanos, ao afirmar tranquilamente que não via nada de especial no discurso do Papa. A generalidade dos seguidores de Alá mostrou aquilo que são: fanáticos que pretendem impôr as suas regras ao resto do mundo e que, à mínima discordância, desatam aos gritos de “Mata!Mata!”, a espuma a escorrer dos lábios. Com o apoio de gente como a Teresa de Sousa, o José Vítor Malheiros e a Faranaz Keshavjee – uma raça nascida para agradar a quem os ameaça, atacar a quem os protege e envergonhar a quem os tem como compatriotas.

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