Professores, sindicatos e o exemplo de Goebbles

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Sempre que ouço um dirigente de um sindicato dos professores a falar na Televisão, apetece-me o mesmo que a Goebbels, ao ouvir falar de Cultura: puxar da pistola. Quando frequentei o liceu, andei sempre na turma A. No meu 1º ano, a turma J e seguintes eram grupos de gandulos, na terceira e quarta reprovações, que acabavam a trabalhar, quando os pais se cansavam de gastar dinheiro inutilmente. Passei sempre de ano, porque na minha turma (e na turma B, C, D, …) os alunos queriam estudar.

O meu filho mais velho, muito anos depois, entrou para o 1º ano do liceu, então baptizado de 5º ano. Na turma dele (a turma A…) havia quatro vadios de 13 anos, africanos e moradores num bairro de barracas, que faziam das aulas um inferno, batiam nos mais pequenos, obrigavam-nos a participar nos desmandos e indisciplinas que lideravam, roubavam-lhes os mísero escudos que levavam para uma bebida, etc, etc. Resultado? O meu filho chumbou. Chumbou nesse ano e no ano seguinte, até eu conseguir mudá-lo de escola, falsificando o local de residência.

Mas não me esqueço do imbecil do director de turma, exemplo perfeito do tipo de “s’tôres” que se espalhou pelas escolas pós-25 de Abril como pulgas em cão vadio. E que me justificava a inclusão daqueles bandidos num grupo de crianças de 10 anos com o argumento de que não se podia deixá-los de lado, que a escola tinha de ser “inclusa”, que eram crianças como os outros. Perguntei-lhe o que fazer, quando a criança chegava a casa com marcas de espancamento, e o jovem esquerdista e mentecapto argumentava que o meu filho precisava de aprender a “lidar com a agressividade natural desses colegas de forma a neutralizá-la e não a aumentá-la”. Confesso que houve momentos, no decorrer destes diálogos surrealistas, em que não me apeteceu apenas puxar da pistola, mas sim dar-lhe um tiro na testa!

14 Responses to Professores, sindicatos e o exemplo de Goebbles

  1. Anónimo diz:

    Ó meu caro, é isso (aparecer-me um filho da puta desses, com essa justificação de inclusão e blá, blá…) que me assusta…!

    Legionário

  2. Não sei o que escrevi que o fez despertar texto tão desconchavado porque:

    a) Eu ainda estava na Primária durante o 25 de Abril.

    b) Zeus me leve prós Céus se sou esquerdista.

    c) Como responsável pela centralização dos processos disciplinares durante 3 anos numa Escola dos subúrbios fui tudo menos colaboracionista com os abusos físicos e verbais contra alunos ou professores.

    Agora que acabei a minha justificação, aconselhá-lo-ia a olhar seriamente para as causas da sua perturbação.

  3. Caturo diz:

    e o jovem esquerdista e mentecapto argumentava que o meu filho precisava de aprender a “lidar com a agressividade natural desses colegas de forma a neutralizá-la e não a aumentá-la”.

    Era dar treino de combate ao puto e acabou…

    Mas o que o bardamerda esquerdista queria era outra coisa… que o rapaz acabasse por se tornar «da gangue», baixando a bolinha perante os mais fortes, ou elogiando-os até, que é exactamente isso que muitos putos de liceus fazem actualmente quando, sendo brancos, optam por trajar roupas «à preto» só para não serem assaltados pelos «jovens», sabendo-se que «jovem» é a palavra-código esquerdista, amplamente utilizada na imprensa, para dizer «negro de gangue».

  4. Meu caro Paulo Guinote:
    a) Eu estava no 7º ano do liceu durante o 25 de abril
    b)Fico satisfeito por você não ser esquerdista. Também nunca lhe chamei isso.
    c)Acho bem que nunca tenha sido colaboracionista em matéria de abusos físicos e verbais, nas escolas.

    Posto isto, o meu comentário saiu no post Memórias do Debate, por engano. Queria colocá-lo no seu post A Equação Imperfeita. Onde você se insurge contra a avaliação dos professores através do sucesso e abadnono escolar dos seus alunos. Eu cá, quando tenho que escolher entre vários médicos para me operar, vou ver quantos pacientes deles morreram e escolho o que tiver a mais baixa taxa de mortalidade. O resto, é conversa de esquerdista. Mesmo que o próprio não se reconheça.

  5. Vera diz:

    O meu 5º e 6º ano foi um terror.. com 2 pretos e um cigano na turma, tds eles levaram suspensões e de nd lhes serviu. Corriam por cima das mesas, batiam nos outros, tiravam-lhes td..enfim.. Ninguém sabia o que lhes fazer. É claro que nem o 9º ano devem ter acabado.

  6. Não compreendo a sua argumentação porque se eu estiver numa Unidade de Urgências em Setúbal terei certamente uma maior taxa de mortalidade do que se for um clínico geral na Lapa.

    Por isso, a avaliação nunca pode ser feita nesses termos.

    Convirá ainda reconhecer que por estas bandas, mesmo se a legitimidade das opiniões pessoais é total, repassa um certo ambiente de intolerância e xenofoboa que não é preciso ser-se esquerdista para sentir.

    Eu hoje dei aulas em turmas com 70% de alunos não caucasianos e garanto-lhe que a distribuição de QI não era muito diversa das turmas com proporção inversa.

    Percewbo os “medos”, os “traumas”, as “visões apocaliptícas”, mas se calhar sou eu e outros professores que acusa de “esquerdistas” misturando o que não deve ser misturado, que funcionamos como primeira barreira contra essa vaga que tanto atemoriza os espíritos.

    Olhe que não sou de físico imponente, nem particularmente intimidador, mas ainda sei colocar-me no meu lugar e essas descrições feitas de aulas do passado não se devem a qualquer coloração partidária, mas apenas a erros de atitude e de maior ou menor coragem pessoal.

    Mas fique-se na sua, pode sempre chamar “esquerdistas” como quem chama homicida a qualquer um. É ridículo, apenas.
    😉

  7. Henriquin diz:

    Devo-lhe dizer “maquina zero” que você não é mais que um Fascistazito que pretende aproveitar-se da situação para justificar um conjunto de ideias idiotas, como se os brancos também não tivessem os seus “gangs” veja–se os seus acólitos.
    Provavelmente você não se importará que o seu filho entre em “gangs” com correntes e matracas para “exterminar” todos que não forem da “raça areana”.
    Dou os meus parabéns a esse DT que luta efectivamente por uma Escola inclusa.

  8. “xenofobia”, claro, e não “xenofoboa”, embora o trocadilho até…

  9. Nuno diz:

    «apetece-me o mesmo que a Goebbels, ao ouvir falar de Cultura: puxar da pistola.»

    Tem a certeza que essa citação é de Goebbels?… É já a ouvi atribuída a tanta gente, que fico na dúvida.

    Quanto ao seu post, 100% de acordo. E o tipo da raça “areana” teve a sua piada.

  10. Meu caro Henriquin, obrigado. Uma expressão dessas, vinda de gente como você, é um elogio para mim. Seria difícil qualquer um dos meus dois filhos entrarem num bando desses. O mais novo, porque não é caucasiano. É mestiço. O mais velho, porque obviamente nunca faria parte de um grupo cujo objectivo fosse bater no irmão. Não cuspa para o ar. O seu mal, como o de muita gente, é confundir neo-nazis, extrema-direita e conservadores. Sabia que a Democracia não é exclusivo da esquerda?

  11. Meu caro Paulo Guinote: será a Ministra da Educação uma atrasada mental? Parece-me difícil. É que só se o fosse é que iria comparar as taxas de mortalidade de Unidade de Urgências em Setúbal e de um Hospital na Lapa.
    Por outro lado, não vejo o que é que a raça tem a ver com o QI. É você que o afirma? Porque eu nunca escrevi, nem defendi, nem defenderei tal imbecilidade.
    Daí ficar algo perplexo com a sua resposta.
    Quanto à sua missão heróica como professor, esse é um dos nossos grandes problemas, enquanto País. Toda a gente acha que a sua profissão é uma missão. se olhassem para isso como trabalho, as coisas se calhar corriam melhor.

  12. […] E se chamamos os bois pelos nomes, lembrando a grande percentagem de minorias étnicas entre os bandidos que fazem das escolas o seu território, aqui d’El-Rei, que os muitos PC’s que medram neste País até trepam pelas paredes, jurando pela santa mãezinha que nunca se hão-de calar, feitos “Manuéis Alegres” de vão de escada, denunciando o Máquina Zero como um “Fascistazito”, alegando que há também gangs de brancos (o que legitima o direito à existência dos gangs de negros, certo, ó sublime inteligência?) e aplaudindo o imbecil do director de turma que eu citei, no post “Professores, sindicatos e o exemplo de Goebbels”. É assim a feliz existência do Henriquin, o homem que apoia a escola “inclusa” e bloga no IncomProftência. Força, camarada. Espero que os seus filhos se divirtam tanto, nessa escola, como os meus se divertiram. […]

  13. Caturo diz:

    como se os brancos também não tivessem os seus “gangs” veja–se os seus acólitos

    De facto, em Lisboa só se vêem gangues de negros.

    Porque será?…

  14. Vera diz:

    eram skinheads que trabalhavam numa oficina…

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