A outra face da moeda – Trabalhadores angolanos escravizados por empresas chinesas

O destino tem ironias destas: o país do maoísmo, o regime que Duão Barroso fanaticamente adorava, nos seus tempo de juventude, chegou a África, depressa e em força. A República Popular da China assentou arraiais em Angola e mostrou que está a altura dos impérios coloniais do século XVII, escravizando e explorando os trabalhadores africanos de uma forma perfeitamente selvagem. Como era aquele ditado? “Atrás de mim virá….”

3 Responses to A outra face da moeda – Trabalhadores angolanos escravizados por empresas chinesas

  1. Vera diz:

    Ahaha.. é verdade, os chineses estão em força em angola, na construção civil. Há quem digo, por lá, que que trabalhadores chineses que levam para angola são presidiários na China, que em vez de estarem a cumprir a pena no país deles estão ali a trabalhar de borla para os chineses.

    Escusado será dizer que, como qualquer produto made in China, os edificios ao fim de 3 meses já têm rachas e as estradas esburacadas com as chuvas..enquanto as nossas de há 30 anos continuam lá.
    Os pr+oprios angolanos já se estão a aperceber que o trabalho dos chineses não é lá grande coisa…

  2. OS ÁRIOS OCIDENTAIS CONSTRUIRAM TODA A CIVILIZAÇÃO E ESTÃO À ENTREGARAR TUDO DE GRAÇA AOS IMIGRANTES ASSIMILADORES MADE IN ASIA E AFRICA!!!

  3. Ricardo diz:

    Estão…mesmo, em força, e Vera, são mesmo presidiários que vieram para não cumprir pena. Posso dizê-lo porque estou aqui em Angola, nasci cá e conheço bem o meio. Quanto a serem escravos, isso é uma grande mentira, ou ilusão de alguém que chegou há dois ou tres meses e que passa os fins de semana no Mussulo, onde vai de barquinho privado, tem motorista, e não faz a minima ideia do que é viver aqui.
    Todos os dias passo pelos caminhos de ferro que estão a ser (re)construidos pelos chineses. A imagem que constantemente vejo, é a de um ou dois chineses a trabalhar, e 15 ou 20 “Angolanos” encostados à enchada. Tanto que isso é verdade, que aqueles caminhos de ferro ( e falo de menos de 10 km), já estão há pelo menos 4 anos para serem contruidos. Fora isso, tenho duas dezenas de pessoas sobre meu comando numa empresa, e quase os tenho de obrigar a trabalhar. Já os apanhei a dormir em hora de trabalho, e, poder-se ia dizer que era por falta de condições. Mas ao contrário dos chineses, dou-lhes alimentação, transporte, e salários acima da média. O retorno é quase nulo,tenho de ter o dobro dos trabalhadores que preciso, para compensar a falta de rendimento, e as leis do trabalho dificultam os processos de despedimento. Ou seja, eles fazem o que querem, porque sabem que o patronato está de pés e mão atadas. No entanto, com patrões “Angolanos”, aí sim. Não pagam. se pagam, pagam mal, e arriscam-se a levar de vez em quando umas bofetadas. Se quiserem saber mais, perguntem a quem está no meio. Verão que a resposta é bem distinta.

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