A Esquerda no seu melhor

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Com alguma regularidade (muito sacrifício e o estômago às voltas) faço um incursão por alguns blogues que insistem em visões utópicas e infantis do mundo. E às vezes encontro pérolas deliciosas, monumentos escritos à vacuidade e à mais gritante falta de bom-senso que se possa imaginar.

4 Responses to A Esquerda no seu melhor

  1. Fernando diz:

    Diz bem o máquina zero, quando diz que ainda encontra alguns blogues “que insistem em visões utópicas e infantis do mundo”. Não me importo absolutamente nada que me enquadre nesse universo. Depois de já ter ultrapassado o meio século de vida, quase quarenta anos de trabalho (sim apenas tinha doze anos), ter um percurso profissional numa grande empresa, desde jornaleiro (sabe o que é isso? ganhar à jorna, receber ao fim de semana e não saber se na segunda-feira seguinte ia ter trabalho) a gestor comercial. Sei o que é miséria, fome, não falo de cátedra. E depois de tudo ainda ter este espirito utópico e infantil. Espero n perder a generosidade que caracterizam as pessoas com essas duas, vou chamar-lhe qualidades. É de certeza uma pessoas bem instalada na vida, para ser de direita convicto. Não tinha de ser, mas é. A vida tem destas coisas. O Máquina zero (n gosto do nome associo-o aos skinedes) devia saber interpretar melhor os textos ou sabendo não os distorcer. Quando se refere no post a nós, está-se a referir ao povo português na generalidade, a frase que destaque a seguir “p… que pariu e a nossa gente” explica a quem me refiro. Não mistifique procurando colocar a direita de fora. Acho curioso os pontinhos na palavra merda e puta. Cometi pecado? Tanta maturidade e pragmatismo e tão zeloso no uso de palavras correntes. Deus perdoa-me. A si não tem de perdoar porque n profere palavras asneirosas.

  2. Meu caro Fernando, aquilo que a sua prosa tem de mais insuportável é a dicotomia ricos/Direita, pobres/Esquerda. O restaurante preferido do falecido engº Veiga de Oliveira, comunista dos quatro costados, era o Gambrinus. O próprio o confessou, em entrevista. A família de Mário Soares era mais que abastada, donos do Colégio Moderno. Belmiro de Azevedo era filho de um carpinteiro, com vida difícil e não consta que seja de Esquerda.
    E olhe, trabalho à jorna, muito e mal pago, fez o meu pai. Eu, não comece aos doze, mas aos dezassete. Como servente de pedreiro, pago à hora e sem direito a descontos. Trabalho há 38 anos, tenho uma vida modesta e nas férias vou à Costa da Caparica. Sou de Direita. Máquina Zero marcava a passagem de jovem a adulto, quando só se chamava homem a quem já tinha feito a tropa. Coloco * em determinadas palavras porque os meus pais não as diziam à frente dos seus filhos e eu não as digo à frente dos meus filhos. Se consigo acontece o contrário, paciência. Não tente obrigar os outros a seguir os seus padrões educacionais.
    Onde adquiriu a Esquerda como você este exclusivo de só dentro dela haver gente séria, honesta, trabalhora e pobre/remediada?

  3. PS: A sua prosa é tão exemplificativa que a coloquei num post, mais a minha resposta. Aqui.

  4. […] O Camarada Fernando, que bloga n‘A hora que há-de vir, indignou-se com umas observações que eu eu fiz, àcerca da Esquerda. Vai daí, puxou pelos galões e toca de arengar às massas, num comentário onde diz que começou a trabalhar aos 12 anos, à jorna, que sabe o que é a miséria e que eu sou “de certeza uma pessoa bem instalada na vida, para ser de direita convicto”. Saboreiem a prosa do Camarada Fernando, a Esquerda no seu pior: […]

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