Camarada Fernando, digno representante da Esquerda intolerante

O Camarada Fernando, que bloga n‘A hora que há-de vir, indignou-se com umas observações que eu eu fiz, àcerca da Esquerda. Vai daí, puxou pelos galões e toca de arengar às massas, num comentário onde diz que começou a trabalhar aos 12 anos, à jorna, que sabe o que é a miséria e que eu sou “de certeza uma pessoa bem instalada na vida, para ser de direita convicto”. Saboreiem a prosa do Camarada Fernando, a Esquerda no seu pior:

  • Diz bem o máquina zero, quando diz que ainda encontra alguns blogues “que insistem em visões utópicas e infantis do mundo”. Não me importo absolutamente nada que me enquadre nesse universo. Depois de já ter ultrapassado o meio século de vida, quase quarenta anos de trabalho (sim apenas tinha doze anos), ter um percurso profissional numa grande empresa, desde jornaleiro (sabe o que é isso? ganhar à jorna, receber ao fim de semana e não saber se na segunda-feira seguinte ia ter trabalho) a gestor comercial. Sei o que é miséria, fome, não falo de cátedra. E depois de tudo ainda ter este espirito utópico e infantil. Espero n perder a generosidade que caracterizam as pessoas com essas duas, vou chamar-lhe qualidades. É de certeza uma pessoas bem instalada na vida, para ser de direita convicto. Não tinha de ser, mas é. A vida tem destas coisas. O Máquina zero (n gosto do nome associo-o aos skinedes) devia saber interpretar melhor os textos ou sabendo não os distorcer. Quando se refere no post a nós, está-se a referir ao povo português na generalidade, a frase que destaque a seguir “p… que pariu e a nossa gente” explica a quem me refiro. Não mistifique procurando colocar a direita de fora. Acho curioso os pontinhos na palavra merda e puta. Cometi pecado? Tanta maturidade e pragmatismo e tão zeloso no uso de palavras correntes. Deus perdoa-me. A si não tem de perdoar porque n profere palavras asneirosas.

E já agora, uma sucinta resposta da minha parte:

  • Meu caro Fernando, aquilo que a sua prosa tem de mais insuportável é a dicotomia ricos/Direita, pobres/Esquerda. O restaurante preferido do falecido engº Veiga de Oliveira, comunista dos quatro costados, era o Gambrinus. O próprio o confessou, em entrevista. A família de Mário Soares era mais que abastada, donos do Colégio Moderno. Belmiro de Azevedo era filho de um carpinteiro, com vida difícil e não consta que seja de Esquerda.
    E olhe, trabalho à jorna, muito e mal pago, fez o meu pai. Eu, não comecei aos doze, mas aos dezassete. Como servente de pedreiro, pago à hora e sem direito a descontos. Trabalho há 38 anos, tenho uma vida modesta e nas férias vou à Costa da Caparica. Sou de Direita. “Máquina Zero” marcava a passagem de jovem a adulto, quando só se chamava homem a quem já tinha feito a tropa. Coloco * em determinadas palavras porque os meus pais não as diziam à frente dos seus filhos e eu não as digo à frente dos meus filhos. Se consigo acontece o contrário, paciência. Não tente obrigar os outros a seguir os seus padrões educacionais. Onde adquiriu a Esquerda como você este exclusivo de só dentro dela haver gente séria, honesta, trabalhora e pobre/remediada?

72 Responses to Camarada Fernando, digno representante da Esquerda intolerante

  1. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Todos nós temos ideologias políticas, religiosas… São temas que suscitam sempre “provocações” e levantam poeira, para mentes (sejam de Esquerda, do Centro ou de Direita) com porta fechada à democracia, liberdade de expressão. Ah! Por favor, associar a riqueza à direita e a pobreza à Esquerda?!

  2. Fernando Alves diz:

    Faltou faltar dos pobrezinhos Louçã e Rosas, esses coitadinhos da esquerda do proletariado que mendigam à porta do parlamento para comprar “o caviar nosso de cada dia”.

  3. Vera diz:

    Esse senhor vive então noutra utopia: Acha que os líderes comunistas vão renunciar à propriedade privada e viver sem bens como o povo?
    Ou não passa tudo de falsidade?

    Já agora…têm raiva aos rico´, é? É que falam de uma maneira como se eles fossem criminosos, só por ser ricos. E porque não tornar as pessoas mais ricas em vez de querer fazer pensar que “o mais pobre é o melhor”?

    Não, não sou rica, escusam de me vir com esse comentário. Os comumentários comunistas soam-me sempre a coisas pouco ambiciosas…
    Foi pobre, e depois? Tem que ser comunista por causa disso? Até parece que não esxistem comunistas podres de ricos. Ou que não existem pobres de direita… Discriminação, colega…

  4. Vera diz:

    Vocês, comunistas, é que vivem com uma grande utopia. E nunca, mas nunca, foram capazes de explicar como resolveriam problemas de falta de ambição, competitividade… Ou seja, idealizam um sonho que sabem mt bem que não é realizável, que não adoptaria condições comuns a todos e que é contra a liberdade e desenvolvimento. Vocês, comunistas, são um atentado ao desenvolvimento das nações, ao desenvolvimento cultural, educacional, moral, profissional,à produtividade…

    Das duas umas: ou são alienados ou são mentirosos.
    MAs acredito que haja dos dois tipos dentro do partido. OS primeiros devem-se encontram mais na juventude comunista, e os segundos nos cargos mais elevados do partido.

  5. O Francisco Louçã, meu caro, tem uma casa cuja cozinha é maior que a minha sala de estar e um quarto, juntos – como se pôde ver numa célebre reportagem da revista do Expresso.

  6. Fernando diz:

    Confesso que hesitei em responder-lhe. Já tive um mau exemplo com um blogue da direita que me chamou todos os nomes imaginários e deturpou tudo. Para perceber tudo teria de acompanhar tudo de início.

    http://fernandomarques.wordpress.com/2006/09/14/alguem-com-uma-opiniao-formada-sobre-mim-facam-favor-de-ler/

    Mas sigamos. Dicotomia rico/direita e Esquerda/pobre, onde subentende isso? O que disse é que alguém que está convictamente na direita é um bem instalado. Talvez devesse dizer… deve estar. Mas significa isso que quem está na esquerda não pode estar bem instalado ou está muitas vezes, também? Claro que pode e gostaria que assim fosse, que houvessem muitos, não há aqui nenhuma dicotomia. Não há contradição nenhuma.
    Não o digo em lado nenhum, nem penso isso. Bem instalados na esquerda há muitos e isso não é nenhum mal, pelo contrário, como não é mal nenhum ser um bem instalado em geral.

    Claro que a minha afirmação pode ser considerada uma provocação. E era. Mas dizer que “[…] O simpático autor de A hora que há-de vir define-se a si próprio (e ao universo de Esquerda) [sublinhado meu] de uma forma brilhante: “Nós é que somos uns palermas. Uns burros, uns acomodados de m**** (…) p*** que pariu este país e a nossa gente”…” não é também não é uma provocação? Sabe que falava na generalidade da “nossa” gente. Dos portugueses em geral. E até o termo “nossa gente é afectuosa. Não entendeu assim? Problema meu de expressão escrita (que admito) ou má intencionalidade sua.

    Deixe que lhe diga para terminar o meu raciocínio que se os pobres fossem de esquerda (da minha esquerda) não votavam, nem PSD, CDS, nem tão-pouco PS, depois desta governação Sócrates. Mas votam. Portanto há pobres que votam direita. Mais uma vez falaha aqui a dicotomia direita/ricos. Agora “camarada” (gosto desta palavra e ponho com aspas para não se ofender eventualmente) que penso que é um contra-senso, que é contra natura, isso penso. A direita não defende os interesses deles. A direita só tem pena dos pobres, coitados, mas acha que tem de ser assim. É a vida, dirão. De vez em quando dão umas esmolas, até rezam por eles, mas são pobres, nem todos podem ser ricos, não é assim? A esquerda pelo contrário (a minha esquerda, melhor dito a esquerda que defendo) não quer pobres. Não quer ter pena deles, quer respeito, igualdade, dignidade. Há uma diferença. Sei que também há pessoas de direita que defendem isto, mas eu digo sempre que essas pessoas não são de direita. Sabe alguém disse que há pessoas que caminham ao nosso lado e que nós não importaríamos nada que estivessem do outro lado e o contrário também é verdadeiro. Quero enfim dizer-lhe que é possível ser rico e ser de esquerda mas que já acho difícil ser pobre e ser da direita convictamente. Eu não sou rico, nem sou pobre. Gosto de comer bem de ter uma boa qualidade de vida, gosto do conforto. Quase devia ser uma obrigação ser toda a gente assim. Sei que não é fácil infelizmente, mas deixe-me ser utópico e infantil. Também sei que a riqueza produzida, por todos, está mal distribuída. E que não é uma inevitabilidade. Há dois milhões de pobres. Há mais de duzentas mil pessoas a passar fome. Os pobres esperam mais dos ricos, dos governos, da sociedade. Não podemos ser indiferentes. Não pensar nas desigualdades sociais.
    Dizer pois que uma pessoa de direita convicta (e insisto no convicta) é uma pessoa bem instalada é quase uma constatação. Não é ofensivo. Mas pode ser provocativo é verdade porque é diria (quase) verdade. Mas insisto nada contra as pessoas bem instaladas. Pudessem ser todos bem instalados.
    Claro que não disse em nenhum sítio e em nenhum lugar que a esquerda têm o exclusivo de gente séria, honesta, trabalhadora, pobre/remediada. Remeto-o para a citação que fiz.

    Já agora sobre o comentaria à casa de Louçã. Sim aí é que me parece ressabiamento. Então o homem por ser de esquerda não pode ser um bem instalado? Essa coisa de comparar a casa é espantosa. Não sei afinal onde está o preconceito. Mas já agora quero dizer-lhe que vi a entrevista dele à RTP se não erro, nas presidenciais, em que as câmaras entraram na casa dele e verifiquei que era uma casa bem modesta. Vive num apartamento. Vai para o parlamento a pé. Continua a dar aulas como professor universitário gratuitamente (ouvi a jornalista a falar disso), paralelamente à sua actividade política escreve(u) seis ou sete livros técnicos na área da investigação, deu conferências em quase todas as partes do mundo como reputado economista, apesar de convidado foi-lhe retirado o convite numa conferência em Tóquio, com outros nomes reputados, no caso por interferência da China, e o representante da direita nessas eleições o que produziu nesses dez anos de “ausência” política. Zero. No entanto um é o professor cavaco e o outro é só o louçã e tem um curriculum técnico, imensamente superior ao dele. Não vale só denegrir.

  7. Como vê, meu caro, há gente de Direita com quem se pode discutir sem ser insultado. Agradeço a sua resposta. Voltarei ao assunto neste fim-de-semana.

  8. Vera diz:

    “Então o homem por ser de esquerda não pode ser um bem instalado?”

    Para quem é contra a propriedade privada..digamos que é um pouco estranho…

    “É de certeza uma pessoas bem instalada na vida, para ser de direita convicto.”

    PArece que não fomos os únicos a ter a sensação de dicotomia ricos/pobres. Esta frase, quando lida, dá sempre a impressão de: quem é de direita convicto é porque é rico. Logo, todos os convictos de direita, são ricos.

  9. Fernando diz:

    Vera.
    Contra a propriedade privada?
    Quem eu? A esquerda, qual? Esse debate já está esgotado.

  10. Vera diz:

    O comunismo.

  11. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Tanta conversa… É um assunto que dá pano para mangas. Caríssimos, há ricos e pobres na Direita, bem como, os há na Esquerda. Os comunistas defendem ideias utópicas – que são de todo impossíveis de colocar em prática -e contraditórias. Ora, se são contra a propriedade privada, porque razão há comunistas com casas próprias…?! Contra factos não há argumentos.

  12. Vera diz:

    Finalmente, alguém que percebeu o que eu quis dizer…

  13. Fernando diz:

    O Portugal é lindo… diz na exacta medida que os comunistas não são contra a propriedade privada. Ah e ser de esquerda n é sinónimo de ser comunista . Mas na verdade este debate é impossível de ser feito aqui. A distinção entre a esquerda e a direita, vê-se em muitas outras coisas. Esquerda ou direita, vê-se na forma com olhamos o mundo, as pessoas, o capital o trabalho, etc, etc. Basta ver os blogues do Maquinazero e o meu próprio.

  14. Vera diz:

    Não, ele diz que que são contra a propriedade privada…no seu ideal político, mas que na sua vida privada fazem o contrário..ou seja, há uma falsidade no meio da sua ideologia. 1º Eles sabem que o seu ideal não é concretizável. 2º Mesmo que fosse, não seria igual apra todos, eles os líderes iriam sp ter propriedade privada.
    Tb não dissemos aqui que tudo o que era de esquerda era comunista. Dissemos que a esquerda não é só pobres e que a direita não é só de ricos. Acho que o post se referia a qq outra coisa a ver com comunismo. E demos também um exemplo de um esquerdista comunista que contradiz a sua própria ideologia.
    Os esquerdistas não são todos comunistas, mas os comunistas são todos esquerdistas.

  15. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Caro Fernando, disse exactamente o contrário: o comunismo é contra a propriedade privada. E os comunistas têm-na… É apenas um exemplo de que as ideias dos comunistas não são praticáveis nem pelos próprios. A cara Vera entendeu o que disse e não distorceu as minhas palavras.

  16. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Já agora, caro Fernando, em relação ao tema do aborto do seu blogue: tal problema é para ser resolvido em referendo. Acredito, numa participação significativa por parte dos portugueses. “(…) mais de metade dos eleitores, não quer saber do questão ou acha que não é da sua competência decidir sobre um problema da intimidade pessoal (…)”, diz o caríssimo Fernando. Discordo completamente. É um problema da máxima importância por resolver, que ultrapassa a intimidade pessoal. Abortos clandestinos?! Não!

  17. Fernando diz:

    Ok. Interpretei mal o que o Portugal lindo disse. Não distorci intencionalmente. Percebi que queria dizer que a prova de que os comunistas não são contra a propriedade privada é que os próprios a tinham. Não me parece que os comunistas, nos tempos de hoje defendam a expropriação a favor do estado da propriedade privada. Mas eu não sou “comunista” (as aspas querem dizer do PCP)nem me revejo nas teorias leninistas, trotskistas, não uso cartilha. (considero-me marxista, mas Marx não é o único pensador de esquerda e nem toda a sua teoria tem hoje aplicabilidade). Sobre a questão do aborto. O Portugal lindo… está a distorcer completamento o que disse expondo apenas uma parte da frase. O que disse foi ” Se não votarem mais de metade dos eleitores, ganhe o sim ou ganhe o não, não vale de nada o referendo. Vale apenas como referência; que mais de metade dos eleitores, não quer saber do questão ou acha que não é da sua competência decidir sobre um problema da intimidade pessoal.”

    Desculpe-me lá mas aquela frase não gera equívovos ou duplas interpretações. Eu estou a dizer que “mais de metade dos eleitores não quer saber…” se voltarem, pela segunda vez, a não participar maioritariamente no referendo. E que nesse caso deve ser o parlamento a resolver como é óbvio. Não vamos estar a repetir referendos à espera que seja vinculativi, isto é que mais de 50 por cento do colégio eleitoral vote. Porque é urgente resolver este problema como diz. Por fim, concordamos: abortos clandestinos não!

  18. Vera diz:

    e legalizados? deixam de ser abortos?
    É que eu pensava que a questão do aborto era problemática devido a valores morais…

  19. Fernando diz:

    Aborto sim nos termos da pergunta do referendo. A penalização do aborto, prevista na lei resolveu algum problema? Por acaso deixam as mulheres de abortar por ser considerado crime? Diminuiram o número de abortos? Se quiser saber a minha opinião sobre essa questão, pesquise no meu blogue por aborto ou interrupção voluntária…

  20. Vera diz:

    “A penalização do aborto, prevista na lei resolveu algum problema?”

    E a despenalização resolve?
    Não, não deixam de abortar por ser crime, mas abortam mais por não ser.

  21. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Caro Fernando, em relação à propriedade privada…, o caro Fernando não interpretou mal, leu mal. É diferente. Relei-a o que escrevi. Já releu?! Então, pode constatar que não há lugar a interpretações. Trata-se apenas de ter cuidado na leitura.
    Sobre o tema Aborto, não distorci em nada o que escreveu. Aliás, citei uma das frases por si escrita, com (…) no pricípio e no final. Reparou?! A partir do que li, dei a minha opinião sobre um tema de tão grande importância.

  22. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    A despenalização do aborto resolve com certeza muitas das situações existentes no nosso País. A cara Vera está cegamente convencida de que por o aborto ser crime não é praticado. Abortos clandestinos existem e sempre existirão. A título exemplificativo: as mulheres que têm condições económicas pagam para os fazer, mesmo em Portugal. Ou então, não precisam de ir muito longe, vão a Espanha. As que não têm, fazem-nos sem quaisquer condições. Mais, depois existe uma larga fasquia de mulheres com pouca instrução, fracos rendimentos… o que faz com que venham ao mundo crianças que só com muita sorte vão ter uma vida digna. Pode gostar tanto de crianças como eu, mas mais, não gosta.

  23. Vera diz:

    “A cara Vera está cegamente convencida de que por o aborto ser crime não é praticado.”

    Ai estou? Onde é que eu disse isso?

  24. Vera diz:

    “A título exemplificativo: as mulheres que têm condições económicas pagam para os fazer, mesmo em Portugal. Ou então, não precisam de ir muito longe, vão a Espanha. As que não têm, fazem-nos sem quaisquer condições. Mais, depois existe uma larga fasquia de mulheres com pouca instrução, fracos rendimentos… o que faz com que venham ao mundo crianças que só com muita sorte vão ter uma vida digna”

    Os pobres não têm direito à vida?

    E as ricas que vão a Espanha, deixam de matar crianças?

    É claro que sempre existiram e sempre existirão abortos, e também sp existiram assaltos e sempre existiram..é por isso que os vai legalizar? Vai legalizar os assaltos dos pobres?

  25. Vera diz:

    Como já disse uma vez num blog, é sp mais fácil legalizar o aborto do que combater gravidzes não desejadas e investir no planeamento familiar..mas o caminho mais fácil não é sempre o melhor.
    É claro que existem casos isolados, em situações desesperadas..mas a lei é para todos… Ainda hoje no telejornal da 1h ouvi uma gestora espanhola que tinha uma clinica de abortos e disse com tds as letras “Isto é um negócio”.. eu pergunto-me se esta gente liga alguma a valores morais…

    Legalizar o aborto não se trata de gostar ou não gostar de criancinhas, assim cm a eutanásia não se legaliza conforme a pessoa tem mais ou menos paciência para idosos… São questões de vida, não de gostos pessoais.

  26. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Cara Vera, não confunda as coisas. Os pobres, os ricos, os remediados… todos têm direito à vida. A uma vida com dignidade. Não se trata de matar crianças, mas antes de não as pôr no mundo, sem ter condições para isso. “(…)É claro que sempre existiram e sempre existirão abortos, e também sp existiram assaltos e sempre existiram..é por isso que os vai legalizar? Vai legalizar os assaltos dos pobres?”, escreve a cara Vera. Que comparação! Sabe que mais, ainda bem que estamos num País democrático e existem referendos!

  27. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Caríssima Vera. ” (…)Legalizar o aborto não se trata de gostar ou não gostar de criancinhas, assim cm a eutanásia não se legaliza conforme a pessoa tem mais ou menos paciência para idosos… São questões de vida, não de gostos pessoais”, continua a cara Vera. Bem haja a liberdade de expressão. Está claramente a misturar assuntos e longe de estar esclarecida acerca do tema Aborto. Pelo menos, é o que demonstra a sua escrita.

  28. Vera diz:

    E quem é que vai adivinhar se as crianças vão ter uma vida digna ou vão ser infelizes..? Cabe-lhes a eles viver e constatar isso. Ou também mata pessoas com depressões profundas ou que vivem em bairros de lata? Há tantos, mas tantos pobres que têm filhos mesmo não vivendo em boas condições. E eu conheço casos.
    E as crainças são vida, mesmo antes de estarem cá fora. Porque é que não têm direitos?

    Já fiz muitos trabalhos sobre este tema e também sobre a eutanásia, já pesquisei mt sobre eles e sobre os dois pontos de vista. Conheço o tema mt melhor do que imaginas, só que já discuti este tema com tanta gente, tantas vezes.. E no fim a que é que leva? Ninguém chega a lado nenhum. Estar a escrever na net é mais cansativo do que falar, aidan por cima quando se escreve para nada.. É simplesmente falta de vontade para repetir tudo de novo, pela 130546540540 vez.
    Tenoh a minha opinião, sou contra a legalização do aborto. Claro que há muita gente a discordar, mas também a concordar cmg. E os que discordam são geralmente os menos informados (não digo que seja o teu caso, mas já ouvi argumentos completamente surreais e egoístas).

  29. Fernando diz:

    Sejamos claros: Uma resposta NÃO está a contribuir para que as mulheres, especialmente as mais pobres, continuem a fazer abortos clandestinos, sem acompanhamento médico, sem acompanhamento psicológico, sem condições de higiene adequadas, às escondidas, a colocar a sua vida ou a sua saúde em perigo. A opção pelo não é dizer que querem que continuem os julgamentos, a prisão das mulheres, a humilhação, a vergonha e a devassa pública da intimidade pessoal.

    Uma resposta SIM, está a permitir às mulheres, até às 10 semanas, a interrupção da sua gravidez, em estabelecimento de saúde, com apoio médico especializado e em condições seguras para as mulheres. A opção pelo sim, permite até, eventualmente, fazer retroceder uma decisão de aborto, depois do aconselhamento especializado.

    A questão central é esta: Uma resposta NÃO, não vai impedir as mulheres de abortar. Para que serve uma lei que não resolve o que é importante resolver; a diminuição do número de abortos, a segurança e a saúde da mulher?

    A mulher que aborta não o faz por prazer, porque é uma infanticida, por desconhecimento dos métodos contraceptivos. Ou como método contraceptivo. A decisão de interromper a gravidez é dolorosa, marca física e psicologicamente a mulher para uma vida que só por crueldade e preconceitos morais não resolvidos, poderá alguém no seu juízo perfeito, pensar que estamos perante uma pessoa criminosa.

    Votar SIM não é desejar o aborto livre. É desejar que não seja considerado um crime e que se ofereça as melhores condições de saúde e segurança à mulher, se tiver que ser feito.

  30. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Deixe-me que lhe diga que não parece ter feito trabalhos sobre o Aborto. E caríssima, você pura e simplesmente mistura tudo. Passo a citá-la: “(…) Ou também mata pessoas com depressões profundas ou que vivem em bairros de lata? (…)”. Mais palavras para quê…?!

  31. Vera diz:

    “Ou também mata pessoas com depressões profundas ou que vivem em bairros de lata?”

    Não se referiu à dignidade? E suposta felicidade das pessoas? Só quis mostrar que não se mata ninguém porque a pessoa é infeliz ou vive em más condições..porque é que usa isso como justificação para fazer um aborto quando nem pode adivinahr o futuro da criança?

    Eu não estou minimamente interessada com o que parece ou deixa de parecer, não tenho que estar aqui a provar nada a ninguém.

  32. Vera diz:

    “Sejamos claros: Uma resposta NÃO está a contribuir para que as mulheres, especialmente as mais pobres, continuem a fazer abortos clandestinos, sem acompanhamento médico, sem acompanhamento psicológico, sem condições de higiene adequadas, às escondidas, a colocar a sua vida ou a sua saúde em perigo. A opção pelo não é dizer que querem que continuem os julgamentos, a prisão das mulheres, a humilhação, a vergonha e a devassa pública da intimidade pessoal.”

    Sim, e porque é que não acaba de dizer que também contribuem par aa banalização da prática, morte de crianças inocentes, irresponsabilidade, falta de planeamento familiar e propagação de doenças (e não me venha c teorias de que é absurdo pk nem toda a gente tem a nossa ética e há pessoas que se estão simplesmente nas tintas para o que é um feto ou o aborto e fazem-no à toa.) Porque é que não diz que a legalização tb contribui para coisas más? A isso chama-se parcialidade.

  33. Vera diz:

    “A questão central é esta: Uma resposta NÃO, não vai impedir as mulheres de abortar. Para que serve uma lei que não resolve o que é importante resolver; a diminuição do número de abortos, a segurança e a saúde da mulher?”

    Ah sei..e a legalização vai diminuir o nº de aborto?
    O que resolve é a prevenção, não é o “remédio” depois de estar feito..

    “A mulher que aborta não o faz por prazer, porque é uma infanticida, por desconhecimento dos métodos contraceptivos. Ou como método contraceptivo. A decisão de interromper a gravidez é dolorosa, marca física e psicologicamente a mulher para uma vida que só por crueldade e preconceitos morais não resolvidos, poderá alguém no seu juízo perfeito, pensar que estamos perante uma pessoa criminosa.”

    Então olha, eu dou-te um caso, entre alguns, que conheci pessoalmente:
    Uma rapariga com 16 anos que no espaço de 4 meses faz 2 abortos, porque ela própria diz que prefere tomar 4 comprimidos e abortar do que usar protecção.
    O PCP usou, há uns anos, para campanha o caso de uma mulher que morreu ao fim de 16 abortos…mas 16…? É claro que há gente desesperada, mas a legalização vai facilitar aidan mais estes casos..o que não me parece bem.

  34. Vera diz:

    Ah, já para não falar das mulheres pobres que poderiam passar a ter acesso ao aborto..mas eu no outro dia vi uma entrvista, e o preço de cada aborto era no mínimo 450€, duvido que uma mulher realmente pobre consiga juntar 450€ em menos de um mÊs, visto que só descobre que está grávida por volta do primeiro mês…

  35. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Repito: a cara Vera mistura tudo e recorre a verdadeiros testamentos. Dispersa-se nos temas em análise. Certamente, devido à falta de argumentos válidos e convincentes para denfender o seu Não à despenalização do Aborto. Falta capacidade de síntese na sua escrita. Imagine-se, a caríssima num debate televisivo acerca do tema. Em TV, o tempo é ouro.
    O Presidente da República (PR) vai esta semana analisar a proposta de referendo sobre o aborto, aprovada pelo Parlamento. Nos termos da lei, Cavaco Silva tem de submeter as propostas de referendo ao Tribunal Constitucional (TC), para efeitos de fiscalização preventiva da constitucionalidade e da legalidade nos oito dias a seguir à sua publicação, no Diário da República. O TC tem 25 dias para emitir um acórdão sobre a proposta. Findo esse prazo, que o PR pode encurtar, o chefe do Estado tem 20 dias para decidir se convoca ou não a consulta popular, que tem de ser agendada para entre 40 e 180 dias depois.
    Vamos esperar.
    A existir referendo – quero acreditar que sim -, cada um que participe conscientemente.
    Não tenhamos é ilusões. Colocar a cruz no Não é permitir que a história se repita de casos reais, com importância extrema, como a é a do aborto.

  36. Vera diz:

    Hmhm… Se queres que te digia, acho sinceramente que se o referendo se realizar, o SIM ganha… Quando ao resto dos argumentos, se vires por aí blogs nacionalistas que falei sobre o tema, vÊs argumentos, textos grandes..e aí percebes que é chato estar a repeti-los de novo.

  37. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Espero bem que o Sim ganhe. De modo, a colocar fim a um assunto que hipocritamente tem vindo a ser arrastado.

  38. Vera diz:

    Hipócrita é a maneira como vocês se dizem preocupar com a vida das pessoas.

  39. Fernando diz:

    Gostava de saber, colocando as coisas no ponto de vista da “defesa” vida,(querendo fazer parecer que os defensores do sim não se preocupam) se por acaso ela combate a actual lei que, em algumas situações permite o aborto, como seja por violação ou má deformação do feto? Trata-de de vidas. O que fazem esses movimentos e as pessoas do não para alterar a lei actual, não permitindo o aborto em nenhumas condições? Porque se preocupam apenas porque se pretende que ele seja despenalizado, isto é que as mulheres não sejam presas, nem julgadas. Quem se arroga no direito moral ou ético de julgar uma pessoa que toma a decisão dolorosa de abortar, APENAS, nas condições previstas na lei? Se não defende a alteração da lei, em nome da “vida”, para criminalizar as mulheres que abortam em todas as situações, se não defende a prisão e o julgamento dessas pessoas, então sim estamos perante uma extrema hipócrisia. Se por acaso defende isso, respeito isso em nome dos seus valores morais, apesar de não concordar, porque esses valores morais são os seus, não são os de outros e o que estão a tentar fazer é impor os Vossos valores a outros.
    Colocando as questão de um lado estão os que defendem a vida e os outros não, porventura são até uns criminosos ao colaboradores, o assunto não tem mais discussão.

  40. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Tem toda a razão caro Fernando, até parece que os defensores do Sim à despenalização do aborto são contra a vida. É um argumento com barbas dos que defendem o Não. Enfim, até à realização do referendo – como espero que venha acontecer -, pode ser que os defensores do Não mudem de opinião. Nunca se sabe.
    As pessoas mudam… Ora vejam: http://www.youtube.com/watch?v=SxtjDVjA5Zo&eurl=
    Não mudam?! Sem ferir susceptibilidades políticas ou simpatia por Paulo Portas. Mas que mudam, mudam.

  41. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Tem toda a razão caro Fernando, até parece que os defensores do Sim à despenalização do aborto são contra a vida. É um argumento com barbas dos que defendem o Não. Enfim, até à realização do referendo – como espero que venha acontecer -, pode ser que os defensores do Não mudem de opinião. Nunca se sabe.
    As pessoas mudam… Ora vejam: http://www.youtube.com/watch?v=SxtjDVjA5Zo&eurl=
    Não mudam?! Sem ferir susceptibilidades políticas ou simpatia por Paulo Portas, claro está. Mas que mudam, mudam.

  42. Vera diz:

    Estão a querer legalizar a interrupção de uma vida que não se consegue defender. Estão a dar a possiblidade de acabar com elas, logo não as estão a defender, nestes casos. Se se preocupassem realmente com a vida das pessoas, preocupavam-se primeiro com os que não se conseguem defender.

  43. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Cara Vera, em relação ao tema aborto, é impossível trocar mais ideias consigo. Você é monótona, repetitiva e com todo o respeito, mete os pés pelas mãos. Só diz disparates. Essa é que é a verdade.

  44. Vera diz:

    Ontem não estava a conseguir escrever.

    http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21314863&postID=116022063067514278

    Se queres saber a minha opinião, diverte-te a ler esses comentários num blog.
    Têm 10 dias, e como deves calcular não tenho lá mt energia para repetir outros 30 testamentos para no fim não se chegar a lado nenhum.
    E se eu ainda não disse quase nada sobre o aborto, para que é que já estás a dizer que são disparates? Porque te fazem repensar os teus argumentos?
    Tenho mais que fazer do que andar a repetir 50 vezes a mesma coisa por tds os blogs. Se quiseres lê, se não quiseres não leias mas tb não me chateies mais. Tenho a minha opinião e tu tens a tua. Pronto.

  45. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Da minha parte, dispenso esses tais 30 testamentos. Pelo que li, escrito por si, só chego a uma conclusão: em alguns casos, chega a contradizer-se; noutros, faz comparações que são autênticos disparates. Você tem a sua opinião e eu a minha sobre o aborto. A minha está mais do que formada, sendo impossível e impensável, que os seus argumentos (ou sejam de quem for) me fizessem mudar de opinião sobre o aborto.
    Defender o Não é fechar os olhos. Abra-os! Você e todos os que o defendem. Estão com vendas nos olhos, e não querem permitir que Portugal dê um passo firme e certeiro, num assunto de máxima importância como o do aborto.
    ÀS dez semanas existe um feto, que ainda não é considerado vida.
    Informe-se. Tem mais pena de um feto do que do futuro de crianças que só serão alguém na vida, à custa da caridade e dos bons corações alheios.
    Veja os casos que existem por esse Portugal fora. Mães que para esconder uma gravidez apertam as suas barrigas com ligaduras, recorrem a cintas… E quando chega a hora, deixam o bebé à porta de Igrejas, associações. Pior, há as que abandonam o bebé no hospital. Há as que o colocam num caixote do lixo. Tantos são os casos.
    Uma mãe que não tem condições para ter uma criança, tem todo o direito de não a ter, nos termos da lei.
    Tem direito a abortar com assistência médica e deixar de ser vista como uma criminosa.

  46. Vera diz:

    http://antiaborto.blogspot.com/

    “ÀS dez semanas existe um feto, que ainda não é considerado vida.”

    Outro…

    Ser alguém na vida não depende só do euromilhões. E mais, porque ´
    e que não se empenha a ajudar mães prestes a abortar por serem economicamente desfavorecidas? É mais fácil abortar e pronto, né?

    Se quiseres podes dar uma olhadela pelo site ali em cima. Sou pro vida e as acusações de vendas nos olhos entram-me a 100 e saiem a mil. Também tenho a minha opinião formada. Vou sempre dormir bem cmg mesma e meter as mãos pelos pés no pijama enquanto defender esta causa.

    Cumprimentos

  47. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    ” (…) Ser alguém na vida não depende só do euromilhões (…)”, diz a cara Vera. Por favor! Você, para quem tem sentido de humor como eu, até consegue fazer rir a bom rir. Mas há limites! A sua escrita e os disparates que escreve levam-me a crer que ainda é novinha. Contudo e felizmente, há muito boa gente nova com maior capacidade de argumento (independentemente das opiniões de cada um)do que a Vera e que não recorre a disparates!
    Ninguém, nem os que vivem melhor nem os riscos têm obrigação de ajudar quem quer que seja. Ajudam se quiserem, de acordo com os seus princípios. Mas não tem essa obrigação por ser socialmente correcto.
    Não se disperse mais uma vez, o que importa frisar é que uma mulher grávida, tenha ela mais ou menos poderes económicos, tem direito a decidir se quer ser mãe ou não, de acordo com a lei.
    Seja de pijama ou de vestido de noite, a menina mete sempre as mãos pelos pés. Está no seu direito de defender as causas que bem entender. Mas “… abre-me esses olhos linda rapariga…”.

  48. Vera diz:

    Claro q ue tem decidir se quer ser mãe ou não, mas é antes de fazer o filho. Fala de vida como se fosse qualquer coisa que dependesse da vontade da mulher, e ~se não lhe convém naquela altura, pode então não ter o filho. Não será egoísmo a mais?
    Responde-me, onde é que estão so direitos humanos? O direito à vida? É tudo adaptado a conviniências e valores materiais? E os valores morais? Quem é uma mãe apra matar um filho? Tem mais pena da mãe que do filho que morre?
    Por favor…a natureza deu-te racionalidade para alguma coisa, agradece-lhe usando-a bem e para fazer o melhor pessível e não o mais fácil.

    E pára lá de espicaçar a dizer que tenho deficiências argumentativas e por aí fora…Aidan não percebeste que tenho preguiça de discutir este assunto? E que os teus argumentos são tão banais e tão desprovidos de humanismo que nem me motivam a contrariá-los. Acho que não vale a pena querer argumentar com alguém que vale de vida com esse desleixo.

    De qualquer maneira, já percebi que o egoísmo e materialismo reina por esses lados.

  49. Fernando diz:

    Vera,
    Tens todo o direito de defender os teus valores morais, defender que quem pratica um aborto é uma pessoa criminosa (assassina), por acaso ou não por acaso, não respondeste se defendes a proibição do aborto em todas as situações mesma as que a actual lei, permite. Para seres coerente devias estar contra a actual lei e mais devias considerar que TODOS, mas TODOS mesmo, sejam considerados cúmplices. Afinal o que têm feito vocês para alterar a actual lei? Sim, onde estão os movimentos pró-vida, a igreja? Onde está a Vera? Ou será que por nasceram com deficiência grave, por terem sido violadas, será que esses fetos já não são vida? Ou é só quando Vos interessa? Enquanto não defenderem a alteração da actual lei com unhas e dentes e se indignem apenas de uma forma miserável, porque se quer DESPENALIZAR quem aborte até às dez semanas (hipocritamente, alguns deputados, como Zita Seabra, Paulo Portas queriam despenalizar mas mantendo na lei a penalização!!!)só entendo a Vossa posição por preconceitos ideológicos (não científicos. Diga com clareza o que fazem para alterar a presente lei? O que fizeram antes? Porque defendem o “assassinato” para usar palavras Vossas (que não têm a coragem de assumir) em situações especiais? Tenho dois filhos, não venha dizer que gosta mais de crianças de que eu. Veja um testemunho de uma mãe no post “aos domingos III” que explica porque abortou e porque defende o SIM no referendo. Seja clara na resposta às questões que coloquei e não divague por favor.

  50. Fernando diz:

    O inicio do meu comentário era para ser rematado, com “mas não tens o direito de julgar os outros em função dos teus valores morais. Ninguém tem esse direito. Por isso também sou a favor de deixar a opção à mulher. Não sou capaz de dizer que quem faz isso é uma criminosa, porque não é. São razões muito ponderadas e poderosas que fazem com que a mulher aborte.

  51. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    A menina só diz disparates, disparates. Sabe caríssima Vera, com todo o respeito, você tem tanta falta de cultura e demonstra ser muito pouco inteligente. É o que denota a sua escrita. Trocar ideias é saudável, mas consigo é perda de tempo. Você é pobre de espírito, parou no tempo. Facto que é de lamentar para uma jovem.
    Sim à despenalização do aborto e NÃO à hipocrisia.

  52. Vera diz:

    “Sim, onde estão os movimentos pró-vida, a igreja? Onde está a Vera?”

    1º Nem sou religiosa.
    2º Tb não quero ser extremista…acho que não é correcto abortar. No entanto, por motivos de saúde física e psicológica, poderão eventualmente ser abertas excepções, que são legisladas na actual lei. Eu sei que me vai dizer “então mas defende a vida e agr?”. Eu sei, não está correcto..mas por outro lado, uma mulher violada não teve escolha..é uma situação muito complicada que,sim, vai contra o que defendi, mas por outro lado….. O aborto é uam questão mt delicada, muitas vezes um SIM ou um NÃO não servem de resposta a todos os casos. No entanto, a actual lei já abre as excepções necessárias.

    Não estou inscrita em nenhum movimento anti-aborto ou qq coisa do género. O que acho é q é muito mais humano, mais civilizado, mais responsável tentar evitar essas gravidezes, tentar apoiar as mulheres desfavorecidas, através do aumento dos subsídios por exemplo,
    do que arranjar a solução do aborto: rápida, mais económica, menos humana…. e mais fácil para o Estado.

    Algumas das razões que podem levar uma mulher a querer o aborto:
    – Economicamente desfavorecida (situação que pode ser combatida através de apoios do Estado)
    – Egoísmo (a carreira, o trabalho, ou qqq outra coisa está à frente)

    Esta última é a razão menos humana de todas. A mulher põe os interesses pessoais à frente da vida do próprio filho? Se a mulher tivesse consciência do que é um aborto e que não queria de modo algum passar por essa situação, tinha mais cuidado…

    Outra coisa que não percebo é quando me dizem que com a legalização do aborto as mulheres pobres passariam a ter a oportunidade de o realizar cá em segurança, pois não têm dinheiro para ir a Espanha. Então mas não sabem que o aborto tb se paga, e bem, memso que legalizado?

    Não seria muito melhor lutar para EVITAR gravidezes não desejadas e EVITAR abortos por questões económicas da família? Respondam-me só a isto.

    Não se trata de julgar alguém segundo os meus valores morais. Não estou aqui para chamar assassinas às mulher, estou aqui para dizer que acho que as crianças tb são vida, que têm direito à vida, que têm direito a nascer e que a sua mãe não tem legitimidade para lhe pôr fim.

    Conheço um caso de uma violação que não abortou, de uma pessoa extremamente pobre, com uma família numerosa e risco de deficiência do feto que tb não abortou, conheço casos de 2 abortos em 4 meses por desleixo… Há de tudo. MAs os fetos são vida! E não se pode tratar vida, aidan por ciam de outra pessoa que nem se pode defender, de forma assim tão simples “ah a mãe pode escolher”. MAs pode escolher porqûê? Com que direito? Com que direito é que pões a vida ou morte de alguém nas mãos ou vontade de outra pessoa?

    É só isso que pergunto… Espero ter respondido às questões.

    Quanto a ti Portugal é lindo…larga-me a perna que já enjoas. Achas oo quê? Que fico complexada com as tuas bocas estapafúrdias?
    Se tenho falta de cultura e sou pouco inteligente, acho bom que vás fazer com os meus antigos professores, correctores de exames nacionais, psicólogos, ministério da educação, e vás rever os teus conceitos ao dicionário. Porque ou tu estás enganado ou tens conceitos de cultura e inteligência diferentes do resto do mundo.

    Sou pobre de espírito por não concordar ctg não é? Pobre de es+írito, pouco inteligente e culta porque não defendo a legalização do aborto..? Oh Homem, isso vindo de ti é um elogio. Se fosses aprrender a defender argumentos convincentes e pareces de criticar quem não conheces fazia melhor figura. É que atacares uma pessao que não conheces no plano pessoal e intelectual dessa maneira…é um grande sinal de estupidez.

    Mas é claro que parto do princípio que o senhor iluminado não é hipócrita, e que portanto se acha que a vida de qualquer bebé em Portugal está sob poder e vontade da sua mãe… também não é hipócrita ao ponto de defender os direitos humanos, não é?

  53. Vera diz:

    Mas é claro que tb há maneira de evitar os abortos j+a permitidos por lei. No caso de uma violação, a pílula do dia seguinte podai ser um bom remédio. E no caso das deficiências, se a deficiência for extremamente grave e feto acabaria po rmorrer..se não for, sobrevive, mas vai precisar de mts cuidados. Cabe masi uma vez ao Estado comparticipar…

    Eu, no plano pessoal, tenho essa opinião..mas compreendo quenem sempre é possível realizar o que eu disso, e portanto a lei faz excepções..está moralmetne errado..mas..uma pessoa tb fica dividida. Agora legalizar para todos so casos já é um abuso.

    Num comentário anterior, feito peloPortugal é lindo, fiquei com a impressão de que estava a deixar transparecer a ideia de que legalizar o aborto é um sinal de evolução, de desenvolvimento do país.. percebi mal ou quis insunir msm essa aberração? É que a irlanda é dos países que mais se tem desenvolvido na UE, nos ultimos anos, e pelo que vi no telejornal não permitem abortos nem em casos de violação ou deficiências graves.
    Como já disse em mts blogs: Se legalizar o aborto é ser moderno e desenvolvido, que volte a “pré-história”!

    Para mim, o aborto é um problema ainda mais delicado que a eutanásia. Porque a eutanásia “joga” com a vida da própria pessoa que o pede….agora o aborto não…

  54. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Mais um testamento da Vera. Atenção: este é um pouco maior, mas a argumentação não nos traz nada de novo. Viva a liberdade de expressão! Precisa de filosofar tanto para argumentar, para defender o seu Não à despenalização do aborto?! Quer convencer quem com tais argumentos?! A você mesma? O que me parece é que nem você acredita naquilo que defende. O que é ainda mais grave. ” (…) Sou pobre de espírito por não concordar ctg não é? Pobre de es+írito, pouco inteligente e culta porque não defendo a legalização do aborto..? Oh Homem, isso vindo de ti é um elogio. Se fosses aprrender a defender argumentos convincentes e pareces de criticar quem não conheces fazia melhor figura (…)”, diz a cara Vera. Não a ofendi. É livre de defender o Não, mas faça-o inteligente e civicamente. Constatei um facto, através da forma como a Vera escreve. Não misture temas, não se disperse, repito.
    A língua portuguesa é tão rica.
    Por favor, não abrevie palavras. Exemplo: ctg = contigo. Já não é a primeira vez que o faz.
    Não está a escrever uma SMS (mesmo aí, há que ter cuidado, pelo menos para quem as envia), está escrever num blogue. Não dê maus exemplos.

  55. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    ” (…) e civicamente (…), escrevi. Pretendia escrever civilizadamente. Aqui fica a correcção.

  56. Vera diz:

    SAbes…tenoh masi que fazer do que andar a escrever bonito e td por extenso, para te agradar. Não gostas não leias.
    Não tenho nd que convencer ninguém, fizeram-me perguntas e eu respondi. Tu dizes que é ridiculo, que é uma parvoíce mas és tu quem não dá argumentos. Se escrevo pouco é pouco, se dou argumentos para estou a filosofar para convencer alguém… És mais exigente que uma criancinhas. Deixa de ser picuinhas, se não tens argumentos nem respostas úteis mais vale não dizeres nada.

  57. Vera diz:

    “Por favor, não abrevie palavras. Exemplo: ctg = contigo. Já não é a primeira vez que o faz.
    Não está a escrever uma SMS (mesmo aí, há que ter cuidado, pelo menos para quem as envia), está escrever num blogue. Não dê maus exemplos. ”

    São estes os argumentos que encontras para contraria os meus? Está bem…

  58. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Não se trata de me agradar, mas antes de não mal-tratar a Língua Portuguesa.
    Nunca disse que os seus argumentos do Não à despenalização do aborto eram ridículos. O que disse é que os mesmos têm barbas. E são demagógicos.
    No que escrevi, poderá verificar que argumentei porque razão sou a favor do Sim. Agora, não faço é “testamentos”.
    Respeito os seus princípios morais, entre outros, mas não tenha a pretensão de os impor aos outros.
    Não estou aqui para contrariar quem quer que seja. Esta é uma forma de fazer “debate”, mas civilizadamente, repito.

  59. Vera diz:

    “Respeito os seus princípios morais, entre outros, mas não tenha a pretensão de os impor aos outros.”

    Não so quero impôr a ninguém. DEfendo-os.

    P.S.: Pena que se preocupe mais com os maus tratos da língua portuguesa do que com os da vida humana.

  60. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    De certo, concordará que devemos saber falar e escrever em bom português.
    Por me preocupar com a vida humana é que defendo o Não à despenalização do aborto.
    Não há vida às dez semanas. Informe-se com quem sabe, de modo a esclarecer as suas dúvidas.

  61. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    “(…) defedo o Sim à despenalização do aborto (…)”, era o que pretendia escrever, claro está. Fica a correcção por mim feita.

  62. Vera diz:

    Não há vida às 10 semanas… então é o quê?
    Acho incrível esta ignorância das pessoas. Se um feto de 10 semanas não é vida então porque é que o aborto é uma questão tão difícil de resolver?

    Basta puxar um pouco pela cabeça para lá chegar, não ?

    Concordo que devemos escrever em bom português sim, e nunca tive problemas com isso, muito pelo contrário. Mas se não tem argumentos tb não me venha implicar com as abreviaturas, porque até nos dicionários as há.

  63. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Pergunte a um bom médico (poderia dar-lhe o nome de um bem conhecido, mas certamente que sabe onde dirigir-se e esclarecer-se) se às dez semanas há vida.
    O aborto é um assunto delicado. Por isso, é que as opiniões divergem. Mas que não seja por esse motivo, que fechemos os olhos e deixemos arrastar mais a questão do aborto. É imperativo mudar a actual lei.
    À partida, ninguém faz um aborto de ânimo leve. Mas é a mulher que cabe tomar tal decisão. Se optar por abortar devem-lhe ser dadas todas as condições para o fazer. Deve ser devidamente assistida e não ser vista como criminosa.
    Por outro lado, os abortos clandestinos são verdadeiros negócios. E pior, é que a mulher que pode pagar, muitas são as vezes em que é mal assistida. Ficando com mazelas físicas e psicológicas.
    Vera, não podemos responsabilizar o Estado de tudo. O Estado é uma pessoa colectiva. Pretendia a cara Vera, que o Estado subsidiasse mulheres economicamente desfavorecidas, que resolvem ter um filho. Por favor. Sabe como andam as contas do Estado Português? Sabe qual a situação da nossa Segurança Social?
    Não sou eu, nem outros contribuintes que devemos pagar por uma lei não estar bem feita, de não responder a necessidades urgentes.

  64. Vera diz:

    … Se às 10 semanas não há vida porque é que o aborto é um problema ético? E já agora, a partir de que momento é que há vida, então? (Para quem não faz as contas, 10 semanas equivalem a cerca de 2 meses e meio de gravidez…)

    “À partida, ninguém faz um aborto de ânimo leve. ”

    Primeiro quero esclarecer que â pessoas que até o fazem como contracepção… E também não me parece que as pessoas que o fazem por razões egoístas se preocupem muito com problemas éticos a esse nível.
    Depois, há pessoas que não o fazem de ânimo leve, não. E porquê? Porque não têm apoios, não é? Muitas confessam que se se sentissem apoiadas, quer economica quer afectivaqmente, nunca teriam recorrido ao aborto. Logo, afinal parece existir uma solução para estes casos: se essas mulheres receberem apoios financeiros não recorrem ao aborto..Mas como esses apoios saiem caros, aborta-se e pronto, é?

    E depois.. “Mas é a mulher que cabe tomar tal decisão. ”

    Ai sim? Então mas agora as mulheres fazem filhos sozinhas? E se o pai da criança não quiser que ela aborte?
    (isto já para não falar no direito à vida, por parte de qualquer ser, cm já disse várias vezes)

    “Se optar por abortar ”

    Como já disse, e repito, acho que a mulher não tem o direito de condicionar a vida do seu filho dessa maneira.

    “Por outro lado, os abortos clandestinos são verdadeiros negócios”

    Ah, e os abortos legais não são? Tem que ver mais reportagens…

    ” E pior, é que a mulher que pode pagar, muitas são as vezes em que é mal assistida. Ficando com mazelas físicas e psicológicas.”

    Isso dá aquela ideia de que o aborto legal não deixa mazelas físicas e psicológicas… (lei antibiótica e psiquiátrica, quem sabe…talvez a legalização traga poderes curativos, principalmente ao nível psicológico..esse então, ui..)

    “Sabe como andam as contas do Estado Português? ”

    Pronto, então o Estado não pode pagar, por isso mata-se. Acaba de admitir que é o mais fácil, não é?
    Além do Estado, poderão também havcer ainda mais ONG e associações sem fins lucrativos nesta área. Mas dá trabalho não é? Envolve força de vontade, trabalho, tempo gasto… Já pensaram que fariam essas mulheres mais felizes se as ajudassem a ter condições para ter filhos do que a ajudam a abortar com mais facilidade? Já pensaram que muitas se arrependem depois de o fazer..Tudo porque o aborto é o mais fácil até para a sociedade e vocês estão-se pouco nas tintas para ela, na realidade. Se se preocupassem verdadeiramente, ajudavam-na a ter o filho..não a empurravam para o trauma que é perder um filho. (e qd digo vocês refiro-me a defensores do aborto que acham que a legalização resolve tudo)

    “Sabe qual a situação da nossa Segurança Social?”

    Na área de economia, dificil não saber…

    “Não sou eu, nem outros contribuintes que devemos pagar por uma lei não estar bem feita, de não responder a necessidades urgentes. ”

    Aí está o dinheiro e a resolução rápida à frente de tudo. É assim mesmo. Já agora, pagar para quê? PAra se evitar abortos?

    Só quero que pensem nisto: AS mulheres que não abortam de ânimo leve são aquelas que se tivessem condições teriam o filho… E são essas que vocês dizem querer defender mas que na verdade estão a empurrar para um trauma e sofrimento que lhes vai perseguir a vida toda, ou acha que a legalização altera isto?

  65. Vera diz:

    E se quiser contrariar os meus argumentos, se faz favor, desmonte-os e diga porque é que não concorda. É que dizer que eu só digo disparates “porque sim” não é resposta nem argumento, não é nada…

  66. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Não tenho de desmontar absolutamente nada. Nota-se que escreve com impulsividade o que a conduz mais uma vez à confusão. Sabe que às vezes o melhor é não responder a disparates.
    Já lhe disse para se informar junto de um médico especialista, a partir de quando é que um feto é considerado vida. Faça seu “trabalho de casa“.
    Não misture métodos contraceptivos com a questão do aborto.
    Cremos acreditar que decidir fazer um aborto, não é fácil para uma mulher. Seja ela rica, pobre ou remediada. Não caia na discriminação, em função das classes sociais ou dos rendimentos. A lei é para todos. E mulher rica ou pobre têm sentimentos.
    Um aborto pode ou não deixar mazelas físicas ou psicológicas(como qualquer outra intervenção médica. Mas não pretendemos fazer comparações), quer seja clandestino ou não. Porém, à partida, um aborto clandestino é feito sem condições médicas, e em que as mulheres, são tratadas como criminosas. Sabe, hoje já existem menos casos, mas infelizmente ainda os há: enfermeiros(as) em hospitais que quando a mulher está a ter o seu bebé e grita com dores, os mesmos dizem tolices como esta: “… agora grita, mas quando o fez não gritou…”. Imagine o que uma mulher está sujeita a ouvir quando recorre ao aborto clandestino.
    Os abortos legais podem ser negócio, claro! A mulher para ter um bebé pode optar por o ter num hospital público, privado, numa clínica (dependendo do seu poder económico e de outros critérios). Até porque há mulheres com rendimentos suficientes para terem o seu bebé numa clínica ou hospital privado e optam por um hospital público), certo!? Certo. O mesmo se irá passar – quero acreditar que sim – quando a actual lei for revista. A mulher até às dez semanas de gravidez, no caso de decidir abortar, poderá optar por um hospital público ou privado. Deixa de haver clandestinidade e negócios à custa da mesma. Entende esta grande diferença? Espero que sim.
    “ (…) poderão também havcer ainda mais ONG e associações sem fins lucrativos nesta área. Mas dá trabalho não é? Envolve força de vontade, trabalho, tempo gasto… Já pensaram que fariam essas mulheres mais felizes se as ajudassem a ter condições para ter filhos do que a ajudam a abortar com mais facilidade? Já pensaram que muitas se arrependem depois de o fazer.. (…), diz a cara Vera. Parece um romance barato. Caia na realidade, não se iluda. Temos associações a viverem com enormes dificuldades económicas e não só. Crianças para adopção – acto que é de louvar – em que os processos são morosos.
    Por último, não devia remeter tudo para o Estado. O Estado somos todos nós.

  67. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Não tenho de desmontar absolutamente nada. Nota-se que escreve com impulsividade o que a conduz mais uma vez à confusão. Sabe que às vezes o melhor é não responder a disparates.
    Já lhe disse para se informar junto de um médico especialista, a partir de quando é que um feto é considerado vida. Faça seu “trabalho de casa“.
    Não misture métodos contraceptivos com a questão do aborto.
    Cremos acreditar que decidir fazer um aborto, não é fácil para uma mulher. Seja ela rica, pobre ou remediada. Não caia na discriminação, em função das classes sociais ou dos rendimentos. A lei é para todos. E mulher rica ou pobre têm sentimentos.
    Um aborto pode ou não deixar mazelas físicas ou psicológicas(como qualquer outra intervenção médica. Mas não pretendemos fazer comparações), quer seja clandestino ou não. Porém, à partida, um aborto clandestino é feito sem condições médicas, e em que as mulheres, são tratadas como criminosas. Sabe, hoje já existem menos casos, mas infelizmente ainda os há: enfermeiros(as) em hospitais que quando a mulher está a ter o seu bebé e grita com dores, os mesmos dizem tolices como esta: “… agora grita, mas quando o fez não gritou…”. Imagine o que uma mulher está sujeita a ouvir quando recorre ao aborto clandestino.
    Os abortos legais podem ser negócio, claro! A mulher para ter um bebé pode optar por o ter num hospital público, privado, numa clínica (dependendo do seu poder económico e de outros critérios). Até porque há mulheres com rendimentos suficientes para terem o seu bebé numa clínica ou hospital privado e optam por um hospital público), certo!? Certo. O mesmo se irá passar – quero acreditar que sim – quando a actual lei for revista. A mulher até às dez semanas de gravidez, no caso de decidir abortar, poderá optar por um hospital público ou privado. Deixa de haver clandestinidade e negócios à custa da mesma. Entende esta grande diferença? Espero que sim.
    “ (…) poderão também havcer ainda mais ONG e associações sem fins lucrativos nesta área. Mas dá trabalho não é? Envolve força de vontade, trabalho, tempo gasto… Já pensaram que fariam essas mulheres mais felizes se as ajudassem a ter condições para ter filhos do que a ajudam a abortar com mais facilidade? Já pensaram que muitas se arrependem depois de o fazer.. (…), diz a cara Vera. Parece um romance barato. Caia na realidade. Não se iluda, não fantasie, não esteja à espera da bondade alheia.
    Não tem nada a ver com egoísmo, mas sim com realidade. Ter os pés assentes na terra.
    Temos associações a viverem com enormes dificuldades económicas e não só. Crianças para adopção – acto que é de louvar – em que os processos são morosos.
    Por último, não devia remeter tudo para o Estado. O Estado somos todos nós.

  68. Vera diz:

    “Não tenho de desmontar absolutamente nada. Nota-se que escreve com impulsividade o que a conduz mais uma vez à confusão.”

    Continua a deitar acusações para o ar sem as justificar: ou seja, não são válidas. Mas é óbvio que qd não se tem contra-argumentos, nem vale a pena tentar desmontar os outros, não é… Gostava que ao menos me dissesse onde está a confusão. Quer um desenho? Esquema? Aplicação Power Point?

    “Não misture métodos contraceptivos com a questão do aborto.”

    Primeiro, o que quis dizer foi que conheço casos de pessoas q n usam contraceptivos porque não gostam, e abortam dps.
    Segundo, os métodos contraceptivos estão ligados à temática do aborto, visto que se funcionassem ou fossem usados correctamente não seria preciso recorrer a esta prática.

    “Não caia na discriminação, em função das classes sociais ou dos rendimentos”

    Mas onde é que eu discriminei….? Francamente, isso já é uma cassete gravada que papagueia sp que discute este tema? Olhe que essa táctica pode levar a gafes…

    “Um aborto pode ou não deixar mazelas físicas ou psicológicas”

    Então, primeiro nunca é uma decisão fácil e não o fazem de ânimo leve…e agora já pode não deixar mazelas psicológicas?

    “Deixa de haver clandestinidade e negócios à custa da mesma.”

    Tem assim tanta certeza? É que a lei se for legalizada só permite o aborto até Às 10 semanas..a ilegalidade pode continuar se a mulher abortar a partir das 10 semanas. E aí? Também vai dizer que são perseguidas e querer aumentar o prazo?

    “Por último, não devia remeter tudo para o Estado. O Estado somos todos nós. ”

    Exacto, somos nós. E com isso quer dizer “Não vou pagar impostos para andar a sustentar planos para evitar o aborto!” E depois aidan diz que se preocupa com essas mulheres.. ó ó…

    “Não tem nada a ver com egoísmo, mas sim com realidade. Ter os pés assentes na terra.”

    Olhe..eu descobri que o sonho é que faz evoluir o Homem.

  69. Vera diz:

    Quanto ao “consulte um especialista” para tirar a dúvida dá vida do feto, tenho-lhe a dizer que tenho amigos, conhecidos e familiares biólogos, médicos e enfermeiros que sempre afirmaram que um feto era vida, aidan por cima com 10 semanas, numa altura em que já se começam a formar órgãos…
    E não respondeu à minha questão: Se um feto não é vida então porque é que a questão do aborto envolve problemas éticos? Porquê? E porque é que o próprio Homem tem a concepção natural de que o aborto é algo negativo?

  70. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Não acuso ninguém. Os meus argumentos são mais do que válidos. Os seus é que estão longe de o ser. São pura e simplesmente demagógicos. Quem tem o disco gravado e, ainda por cima, riscado é você. É só reler tudo o que escreveu ao longo deste “debate” e constatar.
    ” (…) E não respondeu à minha questão: Se um feto não é vida então porque é que a questão do aborto envolve problemas éticos? Porquê? E porque é que o próprio Homem tem a concepção natural de que o aborto é algo negativo?”, escreve a cara Vera.
    Já respondi e não só uma vez.
    O aborto não envolve problemas, é um problema a resolver. Entende?! Se calhar, não. O aborto envolve princípios éticos, morais, religiosos. Caríssima Vera, consigo é impossível trocar ideias, princípios sobre o aborto. Você cansa. Nem mesmo a pessoa mais paciente à face da terra a aturaria. Com todo o respeito, este “debate” consigo encerra aqui.
    Sem antes lhe desejar bons sonhos, mas a dormir. Na vida, procure ter objectivos e concretizá-los. Seja optimista e realista e não pinte a vida toda de rosa. A vida não é um romance. Não se coloca no mundo crianças como se compra uma boneca. Caia na realidade, repito. Bons sonhos!

  71. Vera diz:

    Ahahahaha Não está mesmo habituado a debates, não é…
    Oh amigo, faça cm quiser! Quando as pessoas não têm capacidade para a argumentação, acontece… Eu compreendo. Deixe lá…

    Quanto aos sonhos, não se trata de pintar tudo de cor de rosa, porque se o mundo fosse cor de rosa os sonhos não farias sentido visto que já estavam concretizados. E aí se vê a ambição e objectivos das pessoas..Nunca reparou que os grandes nomes que fizeram evoluir a humanidade sonharam? E isso não quer dizer obrigatóriamente que sonhem com coisas cor de rosa… MAs cm diz…O Estado somos nós! Não temos que acarretar com encargos desse g+enero! Aborta-se a pronto, tá tudo resolvido!

    “Não se coloca no mundo crianças como se compra uma boneca. ”

    Elas também não se formam sozinhas…

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