Libertado condenado a 19 anos de cadeia

Confusos? Não faz mal. Temos agora um presidente do Supremo Tribunal de Justiça que vai resolver todos estes problemas, como homem de larga experiência e profundo saber, que há mais de 20 anos é um dos principais protagonistas da área da Justiça. É certo que antes, era sindicalista – defendia apenas os interesses de uma classe. Mas agora defende a Justiça. Adiante. Sobre o assunto que dá título a este post, é normal.

Todo o sistema legal português foi concebido e construído por traumatizados de Esquerda, seguindo uma linha básica de orientação: é preciso proteger os criminosos contra a fúria securitária do Governo e das autoridades, porque por detrás de cada polícia há sempre um fascista à espreita, por detrás de cada condenação, um episódio da luta de classes. Assim, a grande preocupação do legislador é estar ao lado das verdadeiras vítimas, os criminosos, garantindo que nunca ficam muito tempo na cadeia. Por isso é que Pedro Inverno, condenado a 19 anos de cadeia, aguarda tranquilamente em liberdade o resultado de um dos muitos recursos que o seu advogado, João Nabais, irá provavelmente colocar.

Eu cá, se fosse ao dito cujo, ia já a S.Bento e punha uma vela ali à porta da Assembleia da República. E a seguir rezava uma novena em intenção do Francisco Louçã e do Boaventura Sousa Santos. Mas antes colocava uma acção em tribunal a exigir uma indeminização ao Estado, por ter sido vítima de abusos durante a infância, sem que as entidades governamentais responsáveis tivessem detectado a situação. Além disso, se um tipo que bate num polícia dentro de uma esquadra, fica à espera de julgamento em liberdade, por que razão é que alguém que só andou a fazer sexo com menores malha com os ossos na cadeia, em prisão preventiva, durante 30 meses?

One Response to Libertado condenado a 19 anos de cadeia

  1. No Médio Oriente, na Turquia e nos Países Europeus onde moram imigrantes desses países é costume nas famílias assassinar as mulheres violadas. Acham que uma mulher nessa situação fica impura e a única solução para lavar a honra é o assassinato. Muitas mulheres palestinianas vítimas dos soldados israelitas foram logo executadas pelos seus parentes próximos.

    Estes factos são apenas punidos com pena de desterro. O Rei Abdallah da Jordânia tentou aprovar uma lei que igualava esses desses crimes com o assassinato comum. Encontrou tal oposição no Parlamento e fora dele que teve de recuar e retirar o Projecto.

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