Lembrando os “Anjos da Morte” – Um crime racial esquecido

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No dia 20 de Outubro de 1973, na zona de Telegraph Hill, um grupo de negros raptou um casal branco e conduziu-o para uma zona isolada, dentro de uma carrinha branca. Armados com catanas, decapitaram a mulher, Quita Hague, depois de a violarem. Richar Hague foi atingido várias vezes no rosto e no crâneo. Os assassinos deixaram-no no meio da rua, julgando-o morto. Richard Hague recuperou a consciência e conseguiu chegar a uma zona mais movimentada, onde foi socorrido. Começava assim um período de terror para os brancos residentes em São Francisco, conhecido por “Zebra Killings” ou os “Anjos da Morte”.

Depois de mais de uma dezena de mortes, a polícia decidiu lançar uma grande operação para capturar os assassinos, baseando-se nas descrições feitas por largas dezenas de testemunhas e alguns sobreviventes. No entanto, a operação teve que ser cancelada, poucos dias depois, devido a queixas da NAACP da ACLU, associações de defesa dos Direitos Cívicos e dos negros. O facto de a polícia apenas procurar identificar jovens negros, seguindo a descrição feita pelas testemunhas, foi considerado inconstitucional pelo juiz Alfonso J. Zirpoli e a polícia de São Francisco, cedendo à pressão da comunidade negra, desistiu da operação.

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Finalmente, um dos elementos do gang de assassinos negros, Anthony Harris, decidiu colaborar com a polícia, depois de um retrato-robot que o identificava ter sido publicado pelos jornais locais. Harris descreveu em pormenor o primeiro assassínio ritual do grupo, que fazia parte da Nation of Islam de Louis Farrakhan e se designava a si próprio por “Anjos da Morte”: raptaram um sem-abrigo branco e cortaram-lhe, lentamente e pedaço a pedaço, os braços e as pernas. A polícia agiu rapidamente e prendeu cinco membros do grupo, julgados e condenados a pena de prisão perpétua.

O objectivo do grupo era matar o maior número possível de brancos, considerado membros de uma raça inferior, “demónios de olhos azuis”. O assassínio dos brancos era também um ritual obrigatório para admissão no grupo e a sua concretização era assinalada com a entrega de um pin de lapela com um par de asas de anjo – isto porque os elementos do grupo acreditavam que cada branco morto lhes garantia mais um ‘ponto’ no caminho para o paraíso. Na posse de um dos elementos foi encontrado um álbum com mais de uma centena de fotos de membros, com as asas de anjo que comprovavam a morte de brancos, na lapela. A quota mínima, para ser aceite, era de nove homens brancos mortos, podendo ser também cinco mulheres e quatro crianças.

Os cinco indivíduos julgados foram considerados responsáveis por 15 assassínios e o caso foi encerrado. A polícia de São Francisco nunca investigou o famoso álbum de fotos nem procurou localizar os indivíduos ali identificados. A EAIF (European American Issues Forum) organiza, há cinco anos, uma celebração em memória das vítimas dos “Anjos da Morte” e tem tentado que as autoridades reabram o caso, sem sucesso.

27 Responses to Lembrando os “Anjos da Morte” – Um crime racial esquecido

  1. Nuno diz:

    Não conhecia este caso, o que não surpreende minimamente… Obrigado por divulgar.

  2. Meu caro, é natural que não o conheça. Como os assassinos eram negros, todo o “establishemnt” politicamente correcto tenta abafar e fazer esquecer o caso. Tal como cá em Portugal, onde o SOS Racismo só detecta casos de insultos e agressões com motivação racial quando são perpetrados por brancos contra negros…

  3. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    ” (…) Tal como cá em Portugal, onde o SOS Racismo só detecta casos de insultos e agressões com motivação racial quando são perpetrados por brancos contra negros…, escreve MZ. A sua afirmação não corresponde à verdade.
    Mais, em abono da verdade se diga que erradamente, muitas são as vezes que os jornalistas de imprensa, rádio e TV noticiam casos em que escrevem ou dizem: “… um indivíduo de raça negra matou…”, é apenas um exemplo. Quando é uma homem de “raça branca” a cometer um crime, assalto… o mesmo não se diz: “… um homem de raça branca…”. Discriminação dura e pura. E claro, mau jornalismo, neste caso.

  4. Ó meu caro, você devia ler o que escrevo, antes de comentar! Eu disse que o SOS Racismo nunca detectou um caso de violência racial que não fosse de brancos contra negros, castanhos ou amarelos! Não disse que os jornais faziam notícias só sobre casos…. Percebeu? Se não percebeu, diga, que eu tento explicar mais devagar…

  5. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Caríssimo, com todo o respeito, você é que não lê o que escrevo. Leia melhor. Até o citei: ” (…) Tal como cá em Portugal, onde o SOS Racismo só detecta casos de insultos e agressões com motivação racial quando são perpetrados por brancos contra negros…, escreve MZ. Até aqui, está a entender? Óptimo. ” (…) A sua afirmação não corresponde à verdade (…), afirmei discordando consigo.
    Depois, dei um exemplo em como alguns jornalistas e, neste caso preciso, infringem o Código Deontológico: ” (…) Mais, em abono da verdade se diga que erradamente, muitas são as vezes que os jornalistas de imprensa, rádio e TV noticiam casos em que escrevem ou dizem: “… um indivíduo de raça negra matou…”, é apenas um exemplo. Quando é uma homem de “raça branca” a cometer um crime, assalto… o mesmo não se diz: “… um homem de raça branca…”. Discriminação dura e pura. E claro, mau jornalismo, neste caso.
    Espero que tenha lido bem e entendido.

  6. Caturo diz:

    Na verdade, é raro que se noticie na imprensa tuga a identidade racial dos criminosos.

    E porquê?

    Porque os mé(r)dia tugas são quase todos asquerdalhados, daí que não queiram que o Povo perceba quais são os reais efeitos da imigração vinda de África.

    Por conseguinte, tiveram o REVOLTANTE descaramento de criar uma autêntica conspiração de silêncio a respeito da identidade racial dos criminosos e, para cúmulo da falta de vergonha na cara, chamam-lhe «código deontológico».

    Agora, o «código deontológico» manda servir a agenda imigracionista…

    Não dizem «um homem de raça branca cometeu x crime»?
    Por acaso até dizem – e, mais do que isso, mostram (fotos, imagens de vídeo).

    De resto, num País de raça branca, nem sequer é preciso noticiar a raça dos criminosos quando estes forem brancos, por motivo óbvio – pois se o criminoso está em Portugal, em princípio é português, logo, branco, a menos que seja estrangeiro e, nesse caso, é preciso dizer que de um estrangeiro se trata.

    Ora, sempre que o crime é cometido por imigrantes de leste, este pormenor é dado a conhecer por toda a imprensa «anti-racista».

    Porquê? Porque os de leste são branquinhos… logo, a súcia «anti-racista» não se preocupa nada em que o Povo saiba que há criminosos de leste… quando o criminoso é escurinho é que a conversa tem de ser outra, pois…

  7. Meu caro Portugal é Lindo: continuamos desentendidos.. o que você refere são crimes comuns, praticados por indivíduos não brancos e como tal identificados na Imprensa. O que eu referia era a prática de agressões RACIALMENTE MOTIVADAS…. são coisas distintas…

  8. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Não, o caro MZ é que parece ter dificuldade de leitura, ou então, de escrita. Das duas, uma. Ou melhor: se calhar, no seu caso, as duas.

  9. Não me parece. O SOS RAcismo só detecta e noticia crimes raciais cujas vítimas não sejam brancos. Os jornais Correio da Manhã, 24 Horas, DN e JN chamam os bois pelos nomes, identificando ciganos, africanos, ucranianos, moldavos, quando estes praticam crimes de delito comum. Quando não refere a raça/nacionalidade, é porque se trata de alguém que faz parte de 98 por cento da população (cidadão português, caucasiano..)

  10. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Não é verdade que isso aconteça no SOS Racismo. Caríssimo, está longe de entender sobre escrita jornalística. E sobre o Código Deontológico dos Jornalistas.
    ” (…)que faz parte de 98 por cento da população (cidadão português, caucasiano..)”, diz MZ. Repito: erradamente, alguns jornalistas fazem isso.

  11. Meu caro: mostre-me um comunicado ou uma nota à Imprensa do SOS Racismo onde se denuncie um crime racial cujos autores não sejam brancos…

  12. Sobre escrita jornalística, é uma opção do Correio da Manhã identificar racialmente ou em termos de nacionalidade os autores dos crimes. Já o Publico faz exactamente o contrário. Esta é a realidade, por mais que você não queira que ela exista…

  13. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Você deve ter a cabeça a arder e não a deitar fumo.
    “Meu caro: mostre-me um comunicado ou uma nota à Imprensa do SOS Racismo onde se denuncie um crime racial cujos autores não sejam brancos…”, diz MZ. Leia as notícias.
    “Sobre escrita jornalística, é uma opção do Correio da Manhã identificar racialmente ou em termos de nacionalidade os autores dos crimes. Já o Publico faz exactamente o contrário. Esta é a realidade, por mais que você não queira que ela exista…”, escreve o autor deste blogue. Caríssimo, mas você lê? É lento a entender. Consulte o Código Deontológico dos Jornalistas. Não se trata de opções. Entende?! Não, parece-me que não. Infelizmente é uma realidade que existe, mas que não devia existir em nome da justiça e do bom jornalismo.

  14. Bem, estamos de acordo com uma coisa: a realidade, quando existe, não pode ser desmentida. Parabéns…

  15. p.s. – continuo à espera que me mostre um comunicado do SOS Racismo denunciando um crime racial cometido por não-brancos…

  16. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    A realidade quando existe e quando nem sempre é boa, pode e deve ser corrigida.

  17. Exacto. Mas sendo realidade, não pode ser desmentida nem podemos fazer de conta que não existe, certo?

  18. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Qual certo?! huummm?! Só se muda o que está mal. E neste blogue há muita coisa que está mal.

  19. Caturo diz:

    E neste blogue há muita coisa que está mal.

    Você é que está mal.

    E quem está mal muda-se.

  20. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Registamos as suas palavras. Não temos nada a acrescentar. Tem de se mudar muita coisa. Continue.

  21. Faremos por isso. Hoje já somos bastantes, amanhã seremos mais. A razão da nossa força é a força da nossa razão.

  22. […] Keith Ellison, montado numa agenda racista (pró-negra, claro…) e nos seus antecedentes de simpatizante da “Nation of Islam”, um movimento negro racista e islâmico, conseguiu ser eleito para o Congresso dos Estados Unidos. Não percebo bem como é que alguém pode jurar cumprir a Constituição dos EUA, se tem que obedecer à Sharia. Mas não há problema. Claro, se fosse simpatizante da Ku Kluz Klan, já a coisa fiava mais fino. Keith Ellison chegou ao extremo de escrever uma carta aos eleitores, penitenciando-se por não ter percebido a tempo (????) que a “Nation of Islam” era uma organização racista!!!! (*) Na foto, Keith Ellison com um maço de exemplares do jornal editado pela “Nation of Islam” – a mesma organização a que pertenciam os “Anjos da Morte”, um grupo negro de São Francisco, cujo objectivo era assassinar o maior número possível de brancos. […]

  23. Isa diz:

    vão se ferrar seu bando de rascistas filhos da puta,eu sou branco mas muitas vezes me envergonho por causa de pessoas como vcs,o islã é a maior religião do mundo e um dia todos serão muçulmanos,Deus é Grande e morte aos Estados Unidos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  24. Isa diz:

    Em Nome de Deus o Clemante, O Misericordioso.

  25. Isa diz:

    Morte ao capitalismo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!11

  26. […] Says: Junho 13th, 2007 at 7:22 am […]

  27. ADOLFO diz:

    Não existem mais membros da KU KLUX KLAN como antigamente.

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