Velhos tempos

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Por mero acaso, cruzei-me com um post onde se recorda uma interessante notícia do falecido O Independente, sobre a participação de António Guterres em actividades da Mocidade Portuguesa. Às tantas, dei por mim a lembrar-me dos muitos e divertidos fins-de-semana passados em acampamentos, em marchas, em treinos para-militares (onde manuseei pela primeira vez uma arma..) e procurei os acordes familiares do velho hino – que encontrei aqui. Recordar é viver. E escusam de mandar bocas. A Mocidade Portuguesa não era nem a Juventude Hitleriana nem os Pioneiros de Stálin. E poucos dias antes do 25 de Abril, o Estádio da Luz em peso aplaudiu delirantemente, durante longos minutos, o sr. Presidente do Conselho, professor doutor Marcello Caetano, quando ele tomou o seu lugar para assistir à final da Taça de Portugal em futebol. Pois, pois. Era o fascismo, eu sei…

23 Responses to Velhos tempos

  1. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Não confundamos fascismo, Estado Novo com Marcello Caetano ou até mesmo com António Oliveira Salazar.
    Mas viva a democracia. Viva a Revolução dos Cravos. Não tenhamos saudades do salazarismo.

  2. Viva a Democracia.Quanto ao “Viva a Revolução dos Cravos”, sou mais reticente. Até porque as duas coisas pouco ou nada têm a ver, uma com a outra…

  3. o leitor assíduo diz:

    meu deus…tanta coisa que se ganhou mas tanta coisa que tambem se perdeu após o 25 de Abril. Ao ouvir a musica, e estando eu no estrangeiro, só me apetece gritar PORTUGAAALLLL!!!!…mas tão dificil que é voltar a ter o patriotismo que antes havia. Não para mim. Ainda por cima com esses “maomés” que impestam a Europa.

  4. Maquiavel diz:

    lá vamos cantando e rindo, levados levados, sim…

  5. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    “Viva a Democracia.Quanto ao “Viva a Revolução dos Cravos”, sou mais reticente. Até porque as duas coisas pouco ou nada têm a ver, uma com a outra…”, escreve MZ.
    O levantamento militar do dia 25 de Abril de 1974 derrubou o regime político que vigorava em Portugal desde 1926. O 25 de Abril ou Revolução dos Cravos (Dia da Liberdade)deu liberdade ao povo português. Foi um passo firme e certeiro para democratizar Portugal. Até 1926, em Portugal exixtia um regime autoritário e fascista. A partir de 1933, tivemos o governo do Estado Novo, uma DITADURA, com uma polícia política, a PIDE, que perseguia os opositores do regime, que utilizava o lápis azul…, entre tantos outros actos contra a liberdade do povo. Caro MZ, não queira distorcer a história e aflorear o que foi o Estado Novo. A sua História de Portugal e vivências suas ou de familiares deve ser diferente… A memória é curta. Essa é que é essa.

  6. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Onde escrevi ” (…) exixtia (…)”, deve ler-se existia. Fica a correcção feita.

  7. Meu caro: o golpe de Estado do 25 de Abril teve como origem uma simples reivindicação salarial dos capitães de Abril, que não queriam que os capitães milicianos ganhassem o mesmo que eles, militares do quadro. Depois, acharam bem juntar a isso o fim da guerra. A Democracia foi um acidente de percurso. A maioria dos capitães de Abril nem fazia ideia do que isso era…

  8. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    É mesmo distorcer a História de Portugal. Se sabiam ou não o que era a Democracia… não é relevante para o caso. Contudo, somos da opinião que sabiam. Viam–na vigorar noutros países. Não podemos é reescrever a História. E a verdade é que, o levantamento militar do dia 25 de Abril de 1974 foi um passo decisivo para que mais tarde vigorasse um regime democrático.

  9. Seum dúvida que foi um passo decisivo. Daís até ser essa a intenção dos capitães, vai uma distância enorme. Como se viu, aliás, no percurso de muitos deles, que tentaram logo a seguir impôr uma nova ditadura em Portugal, pela força das armas…

  10. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Sem dúvida é que o caro MZ não lê bem.

  11. Meu caro, parece-me legítimo ter opiniões diferentes sobre a génese e desenvolvimento do golpe de Estado de 25 de Abril de 1974. Os próprios historiadores as têm…

  12. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    É legítimo ter opiniões diferentes, claro! Não é legítimo é distorcer a História de Portugal. Entende a diferença?!

  13. Hummm. Pois. O que você pensa, é opinião. O que eu penso, é distorção… Hummm. Pois.

  14. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Caríssimo, contra factos não há argumentos. Estude a nossa História de Portugal.

  15. Bem, fique lá com a sua “opinião”, que eu fico com a minha “distorção”…. Democratas a sério, são asim…

  16. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    A Democracia permite liberdade de pensamento… Fique com as suas invenções, fantasias na cabeça. Mas não as queira impor aos outros e muito menos aos mais jovens. Pois, infelizmente, os manuais escolares não dizem o que verdadeiramente foi o Estado Novo…

  17. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    A Democracia permite liberdade de pensamento… Fique com as suas invenções, fantasias na cabeça. Mas não as queira impor aos outros e muito menos aos mais jovens. Pois, infelizmente, os manuais escolares não dizem o que verdadeiramente foi o Estado Novo… Muitos são os historiadores que escrevem a história à medida das suas ideologias políticas. E você, meu caro, tem ido beber à fonte errada.

  18. Posso? Você dá licença, portanto, que eu defenda ideias diferentes das suas? Ó meu caro, muito obrigado! Quanta generosidade a sua, permitir que eu pense de maneira diferente! Nem sei como lhe hei-de agradecer!

  19. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Tanta ironia. O seu comentário 18 só demonstra que não sabe o que é a Democracia. Pense no que quiser. Da minha parte, nunca leu o contrário. Mas não diga que branco é beje quando o branco é mesmo beje. Conseguiu alcançar?! Acreditamos que sim!

  20. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    ” (…) quando o branco é mesmo branco (…), corrigimos.

  21. Masi uma vez agradeço a Vªa Exª a generosidade de permitir que eu pense de maneira diferente de Vªa Exª…

  22. Portugal é lindo e mais nada... diz:

    Tanto ódio que deixa transparecer.
    Não é generosidade, mas antes saber e praticar a Democracia.

  23. Novamente agradeço a Vª Exª a generosidade de me permitir pensar de maneira diferente da de Vª Exª…

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