Viva o Porto! (E o Armindo Teixeira, um autarca adepto do bom-senso…)

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“O presidente da Junta do Bonfim, no Porto, defende a expulsão dos imigrantes ‘sem inserção na sociedade’, porque ‘aumentam o número de sem-abrigo’ na cidade e passam uma imagem de ‘degradação da nossa sociedade’. Armindo Teixeira, social-democrata, denunciou ontem situaçõe de insegurança na sua freguesia, ‘agravadas nos últimos três anos’, e acusou a PSP de não fazer ‘o trabalho bem feito”, num artigo publicado no Diário de Notícias e no Jornal de Notícias.
Claro que o jovem jornalista perante quem o autarca prestou estas declarações, Francisco Mangas, teve logo que contra-atacar, com o politicamente correcto e a ignorância em riste: “(…) Armindo Teixeira não apresentou quaisquer estatísticas ou dado oficial que justificassem a sua afirmação.” Portanto, a realidade que o autarca testemunha todos os dias, não existe. Fosse um cadastrado a acusar a polícia de lhe ter batido sem fazer nada, já o jornalista usava a afirmação como título da peça e não precisava de outra confirmação. É a escola de Esquerda, do jornalismo de causas…

Felizmente que esta jornalistada cada vez tem menos significado e influência na opinião pública. A diferença entre a realidade com que as pessoas se defrontam, diariamente, e aquilo que os jornais pagos escrevem, traduz-se numa crescente diminuição das suas vendas e tiragens. Com excepção do Correio da Manhã, que identifica os assaltantes pela etnia e nacionalidade e que não reconhece aos bandidos o direito ao crime por serem vítimas da “exclusão”, da probreza ou de uma infância menos feliz.

O povo diz que “quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem”. Com os pés bem assentes na terra, o autarca do Bonfim tenta introduzir um pouco de luz no cérebro do Mangas, jornalista obinublado pela intoxicação de Esquerda com que lhe atafulharam o espaço intra-craniano, na Universidade, e argumenta, a propósito dos imigrantes sem-abrigo e do crime, na sua freguesia: “Se passam o dia sem fazer nada, digam-me então do que vivem eles?’, questiona o presidente da Junta. Para Armindo Teixeira, ‘só devemos receber na nossa casa até um limite e apenas os que se comportarem correctamente’. Caso contrário, ‘devem ser expulsos’ para o nosso país não ficar ‘como as favelas do Brasil”.

Quem fala assim, nem é gago nem tem medo. Tem a verdadeira pronúncia do Norte!

28 Responses to Viva o Porto! (E o Armindo Teixeira, um autarca adepto do bom-senso…)

  1. Filipe diz:

    Este post é mais um exemplo, que o caro MZ aproveita para reafirmar o seu não à imigração. Vai buscar exemplos negativos de imigrantes. É fácil e simples, não tem de pensar muito.
    Aqui, o problema a falta de eficiência e eficácia das forças de segurança. Não podemos generalizar. Não podemos dizer que todos os imigrantes não se integram, que são traficantes…
    Há imigrantes, em Portugal, que trabalham arduamente, que se integraram na sociedade. Vieram para Portugal à procura de uma melhor vida e trabalham para isso, de forma a que, se mais tarde assim entenderem voltarem às suas terras. Caro MZ, há imigrantes (de várias raças) que aceitam trabalhos que os portugueses não aceitam. O que tem a dizer sobre isso? Não venha com a história de mão-de-obra barata. A realidade é que alguns portugueses (não todos, claro está) não querem trabalho, mas sim emprego.

  2. Meu cari Filipe: você tem boa companhia no Daniel de Oliveira, que diz preferir os imigrantes aos portugueses…Os imigrantes são trabalhadores e os portugueses são vadios, madraços, certo? Menos você, certo?

  3. Ana diz:

    Pois… o Máquina não faz ideia do que é uma favela no Brasil e, felizmente, nem eu…

    O CM não é exemplo de nada… Poruqe dizem “Três negros assaltaram”, mas quando um branco incendiou a mulher, já era um “indivíduo”… Enfim…

    Quanto às afirmações do Xô Presidente, o verdadeiro malandro é o tuga que come os meus impostos à pala do fundo de desemprego, que não quer perder, mas que depois passa 3 meses no estrangeiro na apanha do tomate… E os imigrantes… conheço muitos que têm três empregos… e não se queixam! Os portugueses reclamam de tudo e tudo e tudo…

    Se sou de Esquerda? Sim!

  4. é verdade que parece haver uns largos milhares de emigrantes que vivem da mendicidade nas nossas cidades, e que vieram para cá sem qualquer objectivo de trabalharem, integrarem ou produzir riqueza. São estes que inventam “esquemas” desde falsos peditórios e que não hesitam em preverter a sua numerosa prole e em torná-la em fonte de rendimento e parasitagem.

    perante estes, devíamos ser implacáveis. Entregar os filhos que usam como Proventos e entregá-los a Instituições (já que provaram ser incapazes de os educar) e colocá-los nos países de Origem.

  5. Filipe diz:

    “Meu cari Filipe: você tem boa companhia no Daniel de Oliveira, que diz preferir os imigrantes aos portugueses…Os imigrantes são trabalhadores e os portugueses são vadios, madraços, certo? Menos você, certo?”, respondeu o MZ ao meu comentário. Mas quem é que disse isso? Eu, não fui. Se quiser pode reler.
    Não se trata de preferências, mas sim de igualdade, de não discriminar. Não diga que não percebeu, porque não vou voltar a repetir. Sou bem claro naquilo que escrevo. Há imigrantes trabalhadores, há imigrantes não trabalhadores. O mesmo acontece connosco, portugueses. Não devemos é aproveitarmo-nos só dos maus exemplos. Devem ser notícia, claro que sim, mas os bons exemplos também deviam sê-lo. Há bons e muitos exemplos de imigrantes totalmente integrados na sociedade portuguesa.

  6. Ana diz:

    Claro que há excepções… para os dois lados!

  7. E verificamos que a Ana é mais uma das pessoas que acha que os imigrantes são poços de virtude, trabalhadores incansáveis e que os portugueses só sabem reclamar de tudo…

  8. Nuno diz:

    Esta Ana é incrível! Constata que o trabalhador imigrante é explorado (“E os imigrantes… conheço muitos que têm três empregos… e não se queixam!”), defende o mesmo para os portugueses, parece querer acabar com o subsidio de desemprego (“verdadeiro malandro é o tuga que come os meus impostos à pala do fundo de desemprego, que não quer perder”) e ainda se diz de esquerda! Por aqui se vê bem que a esquerda não está, nem nunca esteve, minimamente preocupada com os trabalhadores portugueses. A única coisa que interessa à esquerda é minar certos valores que não lhe agradam, neste caso o sentimento pátrio.

  9. Exacto. O “verdadeiro malandro é o tuga que come os meus impostos à pala do fundo do fundo do desempregro, que não quer perder”. O que pensará a Ana dos mais de 20 mil imigrantes que recebiam subsídio de desemprego, em Junho de 2005? Esses não são malandros, pois não?

  10. Um pormenor, minha cara Ana: Eu sei o que é uma favela no Brasil. Tenho lá família, descendentes de um tio-avô que fugiu à fome transmontana. Também sei o que é um bairro de lata de Lisboa (já lá trabalhei…)

  11. […] A propósito das dessassombradas afirmações do presidente da Junta de Freguesia do Bonfim, Armindo Teixeira, que defende a expulsão dos imigrantes ’sem inserção na sociedade’, porque ‘aumentam o número de sem-abrigo’ na cidade e passam uma imagem de ‘degradação da nossa sociedade’, a jovem Ana saiu em defesa dos ditos cujos e, de uma penada, criou uma nova raça de super-homens, perfeitos e incorruptíveis, e reduziu os portugueses desempregados a uma cáfila de bandidos, com dois argumentos : […]

  12. Vera diz:

    “o verdadeiro malandro é o tuga que come os meus impostos à pala do fundo de desemprego, que não quer perder, mas que depois passa 3 meses no estrangeiro na apanha do tomate… E os imigrantes… conheço muitos que têm três empregos… e não se queixam! Os portugueses reclamam de tudo e tudo e tudo…”

    Ana, será que o problema é do tuga preguiçoso?

    Olhge que o tuga também sabe o que é passar meses e anos sem ver a família. O tuga sabe o que é estar num país estrangeiro, sem casa, sem habitação social e sem subsídios. O tuga sabe o que é levantar às 6h da manhã e ir trabalhar à neve, em pleno inverno da Europa Central. O tuga sabe o que é trabalhar para um patrão que o explora, sabe o que é ter 3 empregos onde é mal -tratado e às vezes nem lhe pagam ao fim do mês. O tuga trabalha e sofre. O tuga sabe o que é viver e desdobrar-se em 3 durante 30 anos num país onde nem a língua percebe, tudo para voltar e ter uma casa melhor. Sem subsídios, sem apoios, sem programas de inserção social, sem acompanhamento psicológico, sem motins….

    Será que o defeito é mesmo do tuga portugues que, mesmo passando por tudo isto, é preguiçoso? Será os tugas preguiçosos não passaram por mt mais que os “vossos” imigrantes trabalhadores?

    Eu tiro as minhas conclusões…

  13. Pedro diz:

    Agora querem transformar os africanos e os brasucas em trabalhadores-modelo, isto é andar a gozar com as pessoas.

  14. Vera diz:

    É…mais um bocado e vamos lá estagiar..em vez de juntar dinheiro para tirar doutoramento na Católica.

  15. Ana diz:

    Vera, Máquina e restantes… problemas de interpretação não vos falta… Eu bem que tento escrever de forma simples, mas mesmo assim é difícil. Para a próxima faço um desenho.

    quando falo no tuga preguiçoso, não estou a generalizar, como é óbvio. quer dizer, não é tão óbvio assim, porque senão todos tinham entendido. Não, não estou a subestimar a vossa inteligência… Eu sou portuguesa e não sou preguiçosa, e penso que nem vocês o sejam… Mas já perdi a conta das pessoas que ouço a vangloriarem-se de que recebem do fundo de desemprego, mas que fazem uns biscates por fora… Mas quando o Centro de Emprego lhes dá hipótese de trabalhar, não querem. Isso para mim não está certo, e se para vocês está, então temos um problema…

    Ó Nuno, eu não sou contra o fundo de desemprego, sou contra quem o tem e não merece. E quem disse que o imigrante com três empregos é explorado? Não necessariamente. Pode ser simplesmente alguém que quer lutar pela vida e, infelizmente, boas condições de vida só se conseguem com dinheiro. E muita luta, não com tempo desperdiçado com 20 mil posts racistas por dia.

    Vera, aí está… Eu não quero defender o cabo-verdiano, o ucraniano ou o brasileiro. Quero sim defender o IMIGRANTE, qualquer um.

  16. Vera diz:

    ” Mas já perdi a conta das pessoas que ouço a vangloriarem-se de que recebem do fundo de desemprego, mas que fazem uns biscates por fora… Mas quando o Centro de Emprego lhes dá hipótese de trabalhar, não querem. Isso para mim não está certo, e se para vocês está, então temos um problema… ”

    Er… então se é uma minoria, porque é que retrataste asism os portugueses e os imigrantes não? Os imigrantes, como o nome indica, já estão fora do seu país, para trabalhar em qualquer coisa…Que eu saiba um português com a 4ª classe não vai para a Suiça rejeitar trabalho. Quem te diz a ti que eles não rejeitam trabalhos em África? Aliás, fazem bem pior…e acho que não é por isso que vais chamar os angolanos, moçambicanos, brasileiros..de preguiçosos.
    O facto de uns nacionais rejeitarem emprego não quer dizer que o povo seja menos trabalhador que os imigrantes. E se não foi isso que quiseste dizer, então não percebo a finalidade do teu comentário..o que é que ele prova?

  17. Vera diz:

    “Vera, aí está… Eu não quero defender o cabo-verdiano, o ucraniano ou o brasileiro. Quero sim defender o IMIGRANTE, qualquer um. ”

    Em deterimento do nacional?

  18. Pedro diz:

    Mas quando o Centro de Emprego lhes dá hipótese de trabalhar, não querem. Isso para mim não está certo, e se para vocês está, então temos um problema…

    O problema é seu Ana, porque esses benefícios sociais estão abertos a todos aqueles que descontem, sejam imigrantes ou nacionais. Com as dezenas de milhares de imigrantes já a viver de contribuições sociais, já temos um peso significativo que não deveríamos ter, porque afinal, esses que hoje estão a viver das diversas contribuições sociais, chegaram ontem para trabalhar nos tais trabalhos que os portugueses não queriam porque preferiam viver no desemprego.

    Se os benefícios sociais estão disponíveis para todos os que estejam inscritos na segurança social e descontem, sejam nacionais, ou imigrantes, nada lhe garante que os imigrantes que hoje trabalhem, se amanhã forem despedidos não permaneçam a viver de subsídios de desemprego e demais benesses sociais, tal como os nacionais que a Ana refere, assim como as dezenas de milhar de imigrantes.
    Portanto parece-me a mim que esse chavão de haver muito tuga que não pega no trabalho, preferindo viver do desemprego é muito simplista e ao serviço de agendas imigracionistas.
    Até porque há uma dinâmica significativa com muitos portugueses que em vez dos tais biscates que refere, começa a optar pela criação de emprego próprio, arrancando com empresas próprias de forma perfeitamente transparente, com o apoio inicial dos tais subsídios sociais, deixando de ser um peso para segurança social e criando mais emprego.
    Em vez de permitir a pressão imigrante, talvez maior flexibilização do mercado de trabalho,melhor eficiência e rigor por parte dos serviços públicos no acompanhamento dos desempregados indicando e estimulando outras alternativas, fosse preferível a uma substituição populacional, alimentada por chavões como o tuga não gosta de trabalhar e é preguiçoso, os brasileiros e os africanos, esses sim, são trabalhadores. Por favor!

  19. Pedro diz:

    E muita luta, não com tempo desperdiçado com 20 mil posts racistas por dia.

    Em Portugal sempre se lutou, e os portugueses sempre lutaram em todo o lado, nesse tema não serão africanos e brasileiros a ensinar seja o que for aos portugueses.

    Os imigracionistas estão a gastar muito dinheiro e esforço para convencer as populações que colonização a que se assiste é benéfica, mesmo assim não têm tido nenhum sucesso. Este facto, deveria servir-vos de lição. Já para não falar dos 20 mil post diários pró imigração.

  20. Ana diz:

    “Em Portugal sempre se lutou, e os portugueses sempre lutaram em todo o lado, nesse tema não serão africanos e brasileiros a ensinar seja o que for aos portugueses.”… Bem, se esta é a conversa do colonialismo, só tenho uma coisa a dizer…LOOOOOOOOOL…

    Centenas de milhar não existe…. se são centenas… são milhares… não é difícil…

    Caro Máquina: no seu myspace esqueceu-se que um dos seus heróis é Salazar…

  21. Ana diz:

    Errata: dezenas

  22. Minha cara Ana, e se Salazar fosse um dos meus heróis? É crime? É proibido por lei?

  23. Já agora, minha cara Ana, parabéns pela sua brilhante auto-definição, nesta caixa de comentários: “Eu não quero defender o cabo-verdiano, o ucraniano ou o brasileiro. Quero sim defender o IMIGRANTE, qualquer um.”!!! Fantástico!!! Isto diz tudo, sobre si…

  24. jonh diz:

    n se julga ninguém pela a cor mas sim pelo o seu desempenho força ana gostei mulher de armas

  25. cbr diz:

    então o senhor não acredita que se possa achar correlações é? eu ca acho uma, quanto mais escuro, mais criminoso.
    E nao me venha para ca insultar os outros. Onde é que voce mora? Mora num bairro de pretos? Entao cale-se seu hipocrita medrioce. Voce sabe la o que sao as coisas la fora do seu apartamentozinho. Asco é tudo o que consigo sentir de pessoas como o senhor ou a menina ana; so falam ao desbarato.

  26. cbr diz:

    peço desculpa pelo entusiasmo, mas é que um bando de negros assediou ontem (novamente) uma familiar.

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