Ich bin nicht ein ‘Mediterraner’ (*)

ruanda_craneos.jpg

Foto: restos mortais de vítimas dos massacres étnicos no Ruanda

O culto da deusa Cíbele, a mãe dos deuses, é originário da Frígia e espalhou-se pelos territórios gregos, tendo chegado a Roma no decurso da II Guerra Púnica. Os sacerdotes do culto a Cíbele, os “galli” (“gallus”, no plural) eram obrigatóriamente castrados. Nas festividades orgíacas em honra desta deusa estrangeira (cujo culto só foi permitido aos cidadãos romanos pelo imperador Cláudio) sacerdotes, sacerdotisas e adoradores de Cíbele dançavam pelas ruas, ao som de flautas, trompas, castanholas e címbalos, cantando e gritando num frenesim crescente, auto-flagelando-se até à exaustão total. A auto-castração, por parte de adoradores da deusa que pretendiam ser aceites como sacerdotes, era comum, no delírio alucinante induzido por estas cerimónias.

Recordei-me do peculiar culto ancestral ao ler a crónica de hoje de José Miguel Júdice no Público. O jovem Júdice, antes do 25 de Abril de 1974, queria “a transformação de Portugal num país africano” e a transferência da capital para Angola. Chegou a escrever que a terra devia ser nacionalizada e entregue sem indeminizações aos trabalhadores. O mesmo destino – a nacionalização – devia ter a banca. Logo a seguir ao 25 de Abril, Júdice militou no Movimento Federalista Português, que deu depois origem ao Partido do Progesso, de vida curta e transferiu-se para o MDLP, Movimento Democrático de Libertação de Portugal. Tudo isto, confessado pelo próprio, em entrevista a Maria João Avilez.

O quase quarentão Júdice tornou-se militante do então PPD (hoje, PSD) no dia 4 de Dezembro de 1981. Desligou-se da política activa, alguns anos mais tarde, prosperou como advogado, foi bastonário da respectiva Ordem e é um dos proprietários de um luxuoso restaurante de Lisboa, o Eleven. No seu percurso político e público, noto um certo frenesim, uma tendência para atitudes extremas – tal como os adoradores de Cíbele que, arrastados pela música, pelos sons, pelo ambiente criado, se emasculavam a si próprios, para melhor servirem a causa da deusa.

José Miguel Júdice, na citada crónica, diz sentir-se “um imigrante em Portugal e um europeu de tendência mediterrânica”. Toma a visita do Papa Bento XVI à Turquia como pretexto e conhece da sua razão, no discurso de Ratisbona, desde que ele – o Papa – “afirme o mesmo em relacção ao cristianismo e ao judaísmo”. Júdice perora, algo zarolho, sobre a História da violência religiosa, pontuando toda a que é originária do cristianismo e do judaísmo. Quanto à violência dos seguidores de Mafoma, Júdice passa por ela como cão por vinha vindimada, tal e qual o melhor e mais obediente dos dhimmis.

“A paz do mundo e até a sobrevivência da humanidade sem uma regressão de milénios”, escreve Júdice, “depende do que for possível construir entre povos de inspiração cristã e os de obediência muçulmana”. Isto porque, como explica linhas antes, “(…) quem se suicida com um cinturão de explosivos num mercado repleto de mulheres e crianças não terá problemas em fazer o mesmo com uma bomba atómica, numa das principais capitais europeias e/ou do chamado mundo cristão”. Clarividência, sem dúvida, mesmo no meio do frenesim…

Tudo isso – a paz no mundo, a sobrevivência da humanidade – se irá decidir no Mediterrâneo, “naquilo que foi o espaço da pax romana”, uma zona que, no entender de José Miguel Júdice, “tem grande unidade geográfica, orográfica, ambiental, racial e sobretudo cultural”. Na solução que impedirá os suicidas habituées dos mercados de Bagdad de rebentarem com dois ou três milhões de euopeus/cristãos, Júdice acha que a “laicização (…) deve ser acentuada” e que é importante a criação de “uma zona de comércio livre que abra o caminho para uma futura integração económica entre o Norte de África e o Sul da Europa”.

Numa das tais atitudes extremas que só posso comparar à auto-emasculação dos adoradores de Cíbele, no meio das suas orgíacas e descontroladas festividades, Júdice faz a sua profissão de fé: “Tenho muito mais em comum com um habitante de Marrocos ou do Líbano do que com um lituano, um sueco ou um eslovaco”. Para Júdice, faz sentido um conceito “claro e bem definido como é o de Mediterrâneo“, em contraponto à Europa – e aqui, a porca torce o rabo, porque Júdice chama diferentes nomes aos pretensos bois. Primeiro, diz que “a Europa é um conceito político“, depois afirma que é um “conceito geográfico vago e difuso”. Tão confuso parece andar Júdice, quanto à ideia de Europa, como os adoradores de Cíbele estariam em relação à sua sexualidade.

Por fim, à laia de cereja no topo do bolo, José Miguel Júdice esgrime com o que ele considerará o argumento definitivo, demolidor, cortante como a espada com que os adoradores da deusa frígia davam fim à sua capacidade reprodutiva: “(..) é Rabat, e não Madrid, a capital que está mais perto de Lisboa”. A ideia de nos aproximarmos do inimigo e sermos simpáticos, para que ele nos poupe, não é nova nem original. Chama-se a isso a política do apaziguamento, de que Chamberlain foi um dos melhores exemplos de sempre.

Já a tese de que a proximidade geográfica tem mais peso e um peso mais positivo, no relacionamento entre povos, do que a proximidade cultural, religiosa e racial, é algo completamente original. Que o digam os tutsis e os católicos e protestantes do Ulster. Uma ideia tão peregrina, só poderia ter vindo de um português que queria colocar a capital do seu país numa colónia africana, aos 25 anos de idade, e que se auto-classifica como sendo mais marroquino do que sueco, aos 57 anos. Isto é o que se pode chamar a evolução na continuidade…

(*) – Júdice parafraseia uma célebre expressão do presidente norte-americano John F. Kennedy, num discurso proferido em Berlim, dividida então pelo célebre Muro da Vergonha, no auge da Guerra Fria, para dar o título à sua crónica no Público: “Ich bin ein ‘Mediterraner”. Eu, cá por mim, não sou mediterrânico. Continuo a ser berlinense, como Kennedy o foi.

33 Responses to Ich bin nicht ein ‘Mediterraner’ (*)

  1. […] Ich bin nicht ein ‘Mediterraner’ […]

  2. O senhor é “mais sueco que marroquino”? Valha-me Alah.

  3. Claro que sim. Sinto-me muito mais próximo de um sueco, do seu conjunto de princípios e valores, da forma como a sua sociedade é organizada, do que de um marroquino.
    Você também se deve sentir um imigrante em Portugal, não? Você deveria sentir-se em casa em Rabat, certo?

  4. Vera diz:

    Eu fico parva com certas declarações…. Uns matam-se para vir para a Europa..outros que cá estão acham que estavam bem no Norte de África..então, porque é que os que podem não se mudam? Pois…afinal não deve ser assim tão bom, não é? É melhor ter o pêlo a salvo na Europa e apenas imitir palermices sentado à sua secretária, ao menos em relação a essas não se assume verdadeiras responsabilidades que lhe condicionariam a vida. Já eu Rabat, ou no Líbano…

  5. Obcecado com a “limpeza” da sua imagem no mundo islâmico, o Papa Ratz andou meio zombie por esta Turquia ansiosa de receber a sua quota parte dos cofres europeus… Visitou o túmulo do fascista Ata Turk (o líder do massacres aos arménios… cristãos) e até participou virado para Meca numa cerimónio islâmica! Deixou tão baixo quanto se poderia esperar do “grande inquisidor”…

    Não é com estas atitudes de auto-humilhação que aplacamos os radicais islâmicos! Bem pelo contrário, assim só os acirramos ainda mais!

    Adiante!

    E olha que não concordo contigo sobre aquela questão do feto sendo cozinhado por chinês… Leste todo o Post e – sobretudo – os comentários mais recentes? É que parece haver não um… mas DOIS conjuntos de fotografias… Bem distintas…

  6. É incrivel a forma como conseguem deturpar alguns comentários.
    Apenas fiz uma pergunta, e responderam-me com, “então pira-te para Rabat!”.
    “Você também se deve sentir um imigrante em Portugal, não? Você deveria sentir-se em casa em Rabat, certo?”
    Não.
    Já expus o meu caso, quanto às minhas origens, noutra ocasião, e penso que não necessito de vos explicar, que sou português a 100%, e não me sinto um “outsider”.

    Quando vos convêm, as caracteristicas fisicas têm importancia, quando abona contra a vossa tese, simplesmente ignoram-nas.
    Quando falamos do povo nativo da Peninsula Ibérica falamos de Iberos, e os Iberos vieram do norte de África. Depois misturaram-se com os Celtas, que imigraram de todo o sudoeste europeu.
    Esta é a nossa base genética, que depois, foi mesclada com uma variedade de povos, como vossas excelências sabem.
    Mas pronto, isto tudo, para dizer que, quando é do vosso interesse, a côr da pele, o cabelo, e os ossos faciais (como me disse o maquinazero no outro dia) têm influencia, quando não vos interessa, falam da cultura e dos principios.

    Concordo que a nossa sociedade “é muito mais” sueca que marroquina.
    Mas, por amor à santa, decidam-se. A nossa côr, o nosso cabelo e os nossos ossos faciais, são muito mais berberes que escandinavos.

  7. Quando D. Afonso Henriques andava a conquistar Portugal, segundo parece, não tinha gente suficiente para povoar o país. Daí que a sul do Tejo fosse permitido aos mouros que se convertessem ao cristianismo a sua permanência. Daí também a origem dos saloios dos arredores de Lisboa. Todo o português de tez morena e cabelo escuro revela essa origem. Além disso embora a Santa Inquisição, aliada à inveja popular, tenha conseguído expulsar os judeus mais inteligentes e capazes de Portugal, assim como muitos outros que por serem inteligentes e capazes estavam sujeitos a serem tomados por judeus, a verdade é que provavelmente 25% da população portuguesa é de origem judaica, todos os que têm apelidos como Silva, Oliveira,etc, são provavelmente descendentes de judeus. A questão é que todas estas divisões são um pouco ridículas. Nós podemos sempre reinventar-mo-nos, e a nossa identidade está em permanente construção. Eu não me identifico com os Islamitas que pregam uma religião de violência, nem simpatizo com os árabes embora possa ser amigo de qualquer árabe que aja correctamente. Não partilho também por exemplo da visão de Estado e sociedade dos escandinavos. Embora entre os meus ancestrais conte além de portugueses, com alemães, judeus, espanhóis e provavelmente árabes, a verdade é que me identifico muito mais e simpatizo muito mais com os anglo-saxónicos, ingleses e americanos em especial e a sua mentalidade. So ich bin ein “world citizen”.

  8. Meu deus! Ó Mário Lopes, mas que posição tão racista, a sua! Quando se fala de ser sueco ou marroquino, está-se a falar de modelos culturais, sociais e políticos, e não de raça!
    Se você se sente mais marroquino do que sueco e partilha das opiniões do José Miguel Júdice ao ponto de também se sentir imigrante em Portugal, não acha legítimo que eu lhe pergunte se se sente em casa em Rabat?
    Ou discorda completamente da postura de JMJ, quando este se auto-declara um imigrante em Portugal? Ou seja, considera-se um estrangeiro e não um Português…

  9. Meu caro João Vasco, não me parece que você seja um “world citizen”, com o devido respeito. Acho que você é um ocidental…

  10. Meu caro Mário Lopes, sendo a nossa base genética africana, como você diz, mesclada com outros povos, isso significará que os portugueses cujas características genéticas africanas são mínimas, são menos portugueses que os outros?
    Ou as características genéticas são absolutamente secundárias, perante um valor legal que é o da nacionalidade?
    E já agora, que valor devem ter a cultura e a história de um pais, nos casos em que cidadãso estrangeiros pedem a atribuição da nacionalidade? Nenhum? Algum? determinante?

  11. 1. Nunca disse que concordava com José Júdice.
    2. Discordo quando José Júdice se auto-declara imigrante em Portugal.
    3. Quer que lhe dê um exemplo de um post seu, onde baseie toda a sua argumentação na raça?
    4. Quando falo nos portugueses de fisionomia “mais berbere que escandinava”, falo na grande maioria, não querendo dizer, que “os outros” são menos dignos de serem portugueses, e sendo uma maioria os portugueses de porte baixo, morenos, cabelo e olhos escuros, são, mais próximos (racialmente falando) de marrocos.
    5. O facto de ser contra qualquer tipo de discriminação racial, não impede que possa falar abertamente sobre caracteristicas (étnicas/raciais).
    6. Mais que a cultura e história do país de origem do cidadão estrangeiro que pede a atribuição da nacionalidade, deverá ter valor, a forma como foi feita a integração, e o seu desempenho enquanto cidadão, durante o processo (que leva algum tempo) de atribuição de nacionalidade.
    É claro que é subjectivo, e poderão haver erros, mas, é a forma mais aceitavel.

  12. eu caro Máquina Zero, por tudo o que a cultura ocidental tem superior no seu respeito pela liberdade, abertura de mente, pragmatismo e capacidade de assimilar o que há de melhor nas outras culturas, sim sou um western world citizen.

  13. Portanto, meu caro Mário Lopes, você discorda do JMJ, quando ele diz que se sente imigrante em Portugal. Mas concorda, quando ele diz que se sente mais próximo dos marroquinos do que dos suecos?
    Já agora, acha que os estranegrios que soliccitam a nacionalidade devem aprender antes a língua portuguesa?
    E acha dispensável que lhes seja exigida prova de qualquer conhecimento da cultura, da história e das tradições portuguesas?

  14. Jaï bettancourt de carvalho diz:

    O Fernando Pessoa pensava que a alma das nações era superior a alma das raças.

    E vocês ?

  15. Se falarmos em parecenças físicas, concordo com JMJ quando diz que estamos mais próximos dos marroquinos.
    Se falarmos no modo como está organizada a nossa sociedade, é lógico que a Suécia está mais “perto”.

    “Já agora, acha que os estrangeiros que solicitam a nacionalidade devem aprender antes a língua portuguesa?”
    Claro. Para a tal “integração” a língua é fundamental, o que não quer dizer que o individuo não possa continuar a usar a sua língua materna em publico (ex: quando fala com um conterrâneo seu).

    “E acha dispensável que lhes seja exigida prova de qualquer conhecimento da cultura, da história e das tradições portuguesas?”
    Sou contra o tipo de provas do género americano, em que o imigrante tem de saber coisas que a maioria da população não faz ideia.
    Considero que, em vez de um teste, poderão ser transmitidos algumas noções básicas de como a nossa sociedade funciona, a nível social/económico, religioso/moral.

    Quanto à questão da cultura e da história:
    A cultura é a primeira coisa que o individuo absorve, sem qualquer esforço. No trabalho, na sua vida social, em troca de experiências com outros imigrantes…
    A história, é uma coisa que eu considero “dispensável” (pelo menos numa primeira fase de integração), não por não ser importante, mas por não ter grande utilidade no quotidiano do imigrante (existem portugueses que não a conhecem, e no entanto, não quer dizer que não sejam bons cidadãos).
    Se o imigrante demonstrar interesse, depois de conhecer o modo de funcionamento e a língua do país de acolhimento, poderá ele próprio, com a sua autonomia, procurar saber mais.

    É lógico que tudo isto, custa dinheiro, e que, para indivíduos, que vivam no limiar da pobreza, é impossível pagarem.
    Portanto, o Estado teria de suportar os custos, e penso que é aí, que, as nossas divergências se tornam mais vincadas.
    Podemos dar exemplos de países onde os imigrantes simplesmente não se integram, como Inglaterra e França, mas também poderemos ver as coisas de outra forma.
    Nesses dois países também existem imigrantes integrados. E quando falo de imigrantes, não falo apenas de europeus. Existem membros da comunidade Islâmica (por exemplo), a viverem conforme os princípios desses dois países. Apenas pelo facto de não estar a resultar na grande maioria dos imigrantes, não quer dizer que essa integração não seja possível.
    Talvez a politica de financiamento do estado (dar-lhes uma casa e um subsidio) não seja a mais correcta, pois, dão-lhes os meios, mas não lhes dão o “know how”.
    São metidos em “ghetto’s”, onde convivem diariamente com outros imigrantes nas mesmas condições.

    Imaginem um gato que vive no meio de cães. Poderão haver “zaragatas” nos primeiros tempos, mas depois, o relacionamento tornar-se-á mais harmonioso, até que ficam todos membros da mesma comunidade. Por outro lado, imaginem um gato, que está inserido num grupo de gatos, e que convive diariamente com cães. O grupo de gatos, agirá como uma família, cujo principal objectivo é defender-se dos cães, e por vezes atacá-los.

    Não quero que vejam este exemplo como algo depreciativo, a escolha dos animais, foi apenas por serem os que nos são mais familiares e facilmente compreensíveis.

  16. Vera diz:

    Quando os imigrantes formam bairros próprios é difícil que os “gatos” se habituem aos “cães”.

    Já agora..porquê imigrantes?

  17. Meu caro Mário Lopes, vou “promover” este seu comentário a post! Nem eu próprio conseguiria equacionar o problema da imigração na Europa como você o fez! O seu exemplo dos gatos e dos cães é fantástico!
    Já agora, citou a França e a Inglaterra, como sendo dois países da Europa onde os imigrantes não se integram. E o que acontece, nos restantes países europeus?

  18. As suas ironias não me afectam minimamente. Tem toda a liberdade para promover o que quiser a post.
    Já sei que, devido ao meu exemplo, vai dizer que chamo cães aos portugueses, e gatinhos bonzinhos aos imigrantes.
    E por isso mesmo até deixei uma nota no fim do comentário (até parece que adivinho).
    Poderia dar o exemplo com macacos, papa formigas, ou até chinchilas.
    Ou você acha que o princípio do relacionamento humano é algo divino, e não tem nada de animal?
    Se acha, partimos de pressupostos diferentes.
    Outra coisa:
    Eu não equacionei o problema da imigração na Europa, apenas respondi às suas perguntas.

    “Já agora, citou a França e a Inglaterra, como sendo dois países da Europa onde os imigrantes não se integram. E o que acontece, nos restantes países europeus?”
    Citei a França e a Inglaterra, apenas porque são os mais mediáticos, poderia ter citado outros quaisquer.
    Quanto aos restantes países, deixo essa análise para si, pois, ainda poderia querer promover mais coisas a post, e não é minha intenção escrever por si.

  19. Meu caro, de forma nenhuma! Acho simplesmente brilhante, o seu exemplo dos cães e dos gatos!

  20. JMCS diz:

    Ouso sugerir a exportação para Rabat, Ankara ou um qualquer outro ponto do cinturão islâmico, à escolha dos interessados, dos senhores Júdices e Policarpos…
    Respeitosamente,
    JMCS

  21. Perfeitamente de acordo, meu caro. Ofereço-me, aliás, para ajudar a pagar o bilhete. Só de ida…

  22. theway diz:

    “(..) é Rabat, e não Madrid, a capital que está mais perto de Lisboa”

    Só assim por acaso, até não…

    Distâncias em linha recta:

    Lisboa -> Madrid = 503km
    Lisboa -> Rabat = 560km

  23. Vera diz:

    Lol..no outro dia até olhei para o mapa…e Madrid parecia ligeiramente masi perto..pouco mesmo…Mas como podia estar enganada, não disse nada.

  24. Miguel Angelo Jardim diz:

    Boa discussão!

    Por acaso o sr. Mário Lopes visitou alguma vez Marrocos?

    Se nos reportamos aos fenótipos os Portugueses até estão mais próximos dos Libaneses (árabes do mashreq com fortes influências fenícias, arménias e kurdas sendo estes últimos Indo-Europeus).

    Os Marroquinos, como se sabe, já possuem bastante sangue afro-negro e estão divididos do ponto de vista
    etno-cultural entre árabes ou arabizados e berberes.

    Vivi na Suécia durante um ano e posso confirmar que pertencemos à mesma esfera civilizacional.
    O mesmo não posso dizer de Marrocos, como é óbvio.

    Nem sequer me dou ao trabalho de comentar as parolas declarações do sr.Júdice. Elas revelam bem o problema grave de Identidade que assola os Portugueses.

    Os meus melhores cumprimentos

  25. Caturo diz:

    Primeiro, os Iberos praticamente não estiveram na região que é hoje Portugal, mas sim no sudeste de Espanha.
    Segundo, o sangue da população portuguesa tem muito mais em comum com o sangue de qualquer outra população europeia do que com o do norte de África.

    Terceiro, o exemplo dos cães e dos gatos é bom para mostrar como funciona a natureza humana – e, o que é natural é que cada qual esteja no seu devido grupo. Querer alterar esse dado natural da existência humana «em nome da integração» é dar provas de querer fazer uma lavagem cerebral, isto é, uma castração, a todos os povos do planeta.

  26. 1º As suas fontes têm tanta credibilidade como as minhas.
    2º Idem
    3º Considero exactamente o mesmo, em relação ao que você acha.

  27. Caro Miguel Ângelo Jardim, nunca visitei Marrocos.
    De todas as formas obrigado pelo esclarecimento.

  28. asdtg diz:

    Antes de mais um muito bom dia a todos !

    Visito muito raramente este Blog

    mas nem assim pude deixar de reparar na sua ligação umbilical à crítica de JMJ !

    I. Aliás, não fora a pena de censura que Lhe foi aplicada pelo Conselho Superior da OA – cfr. http://www.oa.pt/Conteudos/Artigos/detalhe_artigo.aspx?idc=31623&idsc=31625&ida=48914 ( Acórdão de 21 de Julho de 2006 )

    e eu dificilmente teria ficado a saber que havia uma Máquina Zero na Blogosfera – a partir daí, e para sempre associada à visibilidade de JMJ, em tudo o que é motor de busca do Mundo :))

    E por uma questão de Justiça, e porque este Blog me parece tratar-se de um espaço de liberdade em Demnocracia 🙂 achei que nada teria a opôr a que ficasse a constar desta caixa de comments, o Voto de Vencido de um dos Senhores Conselheiros do Conselho Superior da OA, que para mim, teria sido a Decisão Justa, no Caso do Bastonário JMJ:

    ” Declaração de voto de vencido do Vogal Dr Jorge de Abreu

    Processo X…/05

    Voto vencido pelas razões invocadas aquando da votação da instauração do processo

    disciplinar, e basicamente por entender que as declarações prestadas aos meios de

    comunicação social através de uma entrevista e de um artigo jornalístico não integram

    uma conduta que possa ser qualificada como solicitação de clientela, e ser assim

    disciplinarmente relevante, pelo que o processo devia ter sido mandado arquivar.

    Processo Y…/06

    Voto vencido pelas razões seguintes, e que sucintamente se expõem:

    A)

    As expressões usadas pelo Senhor Bastonário J… quer na sua defesa no processo, quer
    naquelas publicitadas mediaticamente, não podem por si só integrar qualquer ilícito

    disciplinar uma vez que em nosso entender, embora nalguns casos excessivas, foram

    proferidas no exercício do seu direito de defesa, no âmbito do primeiro processo

    disciplinar em que aliás no parecer do relator foi proposto o arquivamento.

    B)

    Nenhum dos visados directa e pessoalmente pelo emprego de tais expressões, participou
    pessoalmente contra o Senhor Bastonário e vários manifestaram formalmente não terem

    ficado ofendidos pelo emprego de tais expressões abundante e repetidamente citadas no

    parecer do relator (e no acórdão).

    C)

    Se não houve membros do Conselho Superior ou de outros órgãos que manifestassem
    ofensa, nomeadamente através de participações, não se poderá autonomizar uma ofensa

    aos órgãos, pois não foi a estes ou contra estes, nomeadamente contra o Conselho

    Superior, que as expressões foram dirigidas mas sim, contra os seus membros.

    D)

    Mas em todo o caso, ao proferir as afirmações reproduzidas o Senhor Bastonário J… deu
    expressão (porventura excessiva mas não infractora) dos seus mais profundos sentimentos

    pessoais, sentindo-se severamente injustiçado no primeiro processo em que foi proposta

    até a sua absolvição.

    E)

    Por utilização de expressões idênticas ou até mais graves produzidas por advogados na
    defesa dos direitos dos seus constituintes, tem este Conselho Superior mandado arquivar

    processos ou confirmado decisões de arquivamento, como nos autos R/46/06 e R/85/06,

    onde neste último se transcreve parte de uma decisão do Conselho de Deontologia de

    Lisboa, do teor seguinte:

    “No exercício do mandato o advogado deve ter uma ampla liberdade de expressão

    que lhe permite o uso de expressões mais veementes, uma crítica empolada e até

    excessiva na defesa dos direitos dos constituintes”

    E por maioria de razão, quando o advogado se defende em causa própria, não se poderá

    defender que o mesmo não pode exercer de pleno os seus direitos como advogado no uso e

    abuso de tais expressões, e depois vir a punir-se o mesmo à luz dos dispositivos aplicados

    aos advogados, previstos nos Estatutos.

    Nestes termos em relação ao segundo processo, também votaríamos o seu arquivamento.”

    II. Já quanto à última Crónica de JMJ, apenas gostaria de dizer que para se pensar assim, e escrever assim, é preciso ter duas coisas raras, nos dias de hoje, uma grande coragem e uma grande humildade…

    pois… coragem sem sombra de humildade, e humildade sem sombra de coragem, é o que não falta… com as consequências que estão à vista… no Mundo em que habitamos !

    Com os meus cumprimentos gratos desde já, pela coragem que lhe permite escrever o que escreve, e a humildade de aceitar publicar os nossos comments e ainda, a de lhes responder.

    asdtg.adv@gmail.com

  29. Caturo diz:

    1º As suas fontes têm tanta credibilidade como as minhas.
    2º Idem

    Que fontes é que você apresentou?

  30. Não tenho de as fornecer.
    Se fizer muita questão, dou-lhe o meu NIB, e transfira uma quantia que ache justa.
    Obrigado.

  31. caturo diz:

    Ponha-se mas é a estudar para ver se aprende alguma coisa.

  32. Camões diz:

    Apesar de que ninguém lerá o que vou escrever, escrevo na mesma:
    MÀRIO LOPES OU OUTRA PESSOA QUALQUER:

    GOSTARIA DE SABER PORQUE SE DIZ QUE OS IBEROS VIERAM DO NORTE DE ÁFRICA!!!

    Obrigado!

  33. sara diz:

    q coisa chata…nao consegui o q queria.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: