O dilema da imigração na Europa

O meu texto sobre o frenesim de José Miguel Júdice, nesta sua faceta de recém-convertido “mediterranófilo”, deu origem a uma interessante troca de impressões com o Mário Lopes, do Blogue de Livre Expressão – um debate que tem sido, julgo eu, civilizado, mas contundente e vivo. Num dos seus recentes comentários, o Mário Lopes avançou com uma espécie de fábula, que me pareceu interessante, para exemplificar o relacionamento entre imigrantes e os restantes membros da sociedade. Por essa razão, chamo aqui a atenção para este debate, deixando apenas a tal fábula e salientando que NÃO É POSSÍVEL TER UMA IDEIA CORRECTA DA ARGUMENTAÇÃO DO MÁRIO LOPES SEM LER TODO O DEBATE QUE EU E ELE TRAVÁMOS, na caixa de comentários deste post. Portanto, peço encarecidamente que não comentem este post antes de lerem a discussão travada aqui.

Salienta o Mário Lopes, sobre as políticas de integração dos imigrantes, que “talvez a politica de financiamento do estado (dar-lhes uma casa e um subsidio) não seja a mais correcta, pois, dão-lhes os meios, mas não lhes dão o ‘know how’. São metidos em “’ghettos’, onde convivem diariamente com outros imigrantes nas mesmas condições.”

“Imaginem um gato que vive no meio de cães. Poderão haver ‘zaragatas’ nos primeiros tempos, mas depois, o relacionamento tornar-se-á mais harmonioso, até que ficam todos membros da mesma comunidade. Por outro lado, imaginem um gato, que está inserido num grupo de gatos, e que convive diariamente com cães. O grupo de gatos, agirá como uma família, cujo principal objectivo é defender-se dos cães, e por vezes atacá-los.”

“Não quero que vejam este exemplo como algo depreciativo, a escolha dos animais, foi apenas por serem os que nos são mais familiares e facilmente compreensíveis.”

  1. Comentário por Mário Lopes — Dezembro 3, 2006 @ 2:55 pm | Editar este Item

3 Responses to O dilema da imigração na Europa

  1. Agradeço por me ter citado da maneira que o fez.
    Isto só prova que, por mais divergentes que sejam as opiniões, nada impede, que os debates sejam civilizados.

    Nota:
    Quando falo num “gato que vive no meio de cães”, refiro-me a um imigrante que vive entre os “nativos”.
    Quando falo num “gato, que está inserido num grupo de gatos” refiro-me a um imigrante que vive entre imigrantes, isolado dos “nativos” (os tais “ghettos”).

  2. Jaï bettancourt de carvalho diz:

    “””(dar-lhes uma casa e um subsidio) não seja a mais correcta, pois, dão-lhes os meios, mas não lhes dão o ‘know how’. São metidos em “’ghettos’, onde convivem diariamente com outros imigrantes nas mesmas condições.””””

    E sò ver o que se passa em França e analisar as motivações da immigração que là chega !

    Somente 5% da imigranção em França véem para trabalhar, o resto sò véem para os subsidios e agrupamento familiar os 95 % que resta.

    De facto a imigração està abalando pouco a pouco todas as intuitições !

    De facto o resto da imigração de trabalho vai toda para a Inglaterra e mesmo para a Alemanha que vivia os mesmos problèmas mas consegui inverter a tendencia.

    Se os portugueses foram para a França è porque havia oferta a nivel de emprego, e não porque havia oferta de subsidios.

    Mas de facto em França, continua a haver oferta de empregos, mas embora haver uma forte imigração os empressarias não encontram mão de obra porque niguem quer trabalhar.

    A politica de subsidios torna-se rapidament numa economia de consumo gratìs para os beneficiarios paga pelos impostos das empresas e daqueles que trabalham tornando-se rapidamente na causa principal de uma taxa de desemprego elevada obrigando o estado a dar cada vez mais subsidios, até que seja uma verdadeira economia paralèla, simplesmente porque milhares de gente não fazem diferença entre os direitos e os deveres.

    Isso è arnarquìa !!!!!!

  3. Jaï bettancourt de carvalho diz:

    Quero salientar, que as organizações anti-racistas e imigraçionistas ocultam alegremente todos esses dados portanto essençiais !

    Na medida que essas organizações são principalmente marxistas, e ver as coisas ao contrario è para eles negar todos os seus prìncipios politicos. Alias eles tambem participam na economia de subsidios elegando que os ricos téem que partilhar com os pobres, mas na realidade são as classes médias e os pobres que contribuam o mais nessa economìa de consumo gratìs !

    A França porgegue esta politica, tanto seja os governos de esquerda ou de direita, a unìca coisa que conseguiram foi de criar ainda mais inigualdades e aumentarem a divida publica a altura de 2000 bilhões de euros, mais uma taxa de desemprego em dados reais proximo dos 20%.

    Saliento, para quem pensa que exagero que todos os dados françeses oficiais, são todos falsos.

    Por exemplo, as contribuições sociais dos funçionarios descontatas sobre o ordenado deles è dinheiro que simplesmente não existe e não tem caixa. Por isso téem que encontrar no estrangeiro quem lhes emprestem 940 bilhões de euros para a reforma dos funçionarios.

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