Imigrantes africanos em Espanha praticam a muitilação genital feminina

O problema da mutilação genital feminina ganhou dimensão mediática, em Espanha, depois da denúncia de vários casos entre a comunidade africana. O parlamento espanhol aprovou, em 2005, legislação que permite condenar os pais que enviem as filhas para os seus países de origem, para serem excisadas. Por cá, fez-se algum barulho, em 2002, mas depois caiu o silêncio sobre o assunto, havendo mesmo dúvidas sobre se há moldura penal que inclua esta prática na categoria de crime. Curioso, curioso, é verificar que Yossuf Adamgy, essa figura ímpar de intelectual, defensor da lapidação das mulheres adúlteras e outras penas selvagens e bárbaras, previstas na lei islâmica, a sharia, teve uma intervenção crucial, no debate, confirmando que o Islão permite a ablação parcial do clítoris.

Claro que, como é habitual, o intelectual Yossuf Adamgy mete as mãos pelos pés, quando tenta explicar o impossível. Senão, vejam as patacoadas que ele então escreveu:

  • Se a circuncisão das mulheres é para ser feita, isso envolve cortar apenas a porção externa do clítoris e não cortar todo o clítoris. A “circuncisão feminina” do tipo praticado por alguns povos na Somália, Egipto e em alguns outros países africanos é uma mutilação proibida no Islão.
    Um Hadice (dito do Profeta) relatado por Umm’Atiyyah diz: “Uma mulher costumava praticar a circuncisão em Medina. O Profeta (s.a.w.) disse-lhe: “Quando tu circuncidares, não cortes severamente, visto que é melhor para uma mulher e mais desejável para um marido” (relatado por Abu Dawud e al-Bayhaq).
    Explicando este Hadice, os Ulama’ (eruditos islâmicos) dizem que chama a atenção para o facto de, que se a mulher é circuncidada, isso a tornará mais sensível durante as relações sexuais e que lhes é dito para não cortar o clítoris porque isto resultaria em problemas sexuais. É apenas removido o prepúcio (bazr) do clítoris, não o próprio clítoris, como alguns, por ignorância, afirmam. Muitos Ulama’ dizem que este Hadice não transmite que isso seja uma obrigação, visto que transmite apenas um pedido.

Fica claro, portanto, que o Islão permite a circuncisão feminina, desde que não se corte muito fundo, na opinião do inteectual Yossuf Adamgy, que cita um hadice (palavras proferidas por Maomé) do profeta. Mas o sheik David Munir, imã da mesquita de Lisboa, desmente a existência de qualquer hadice sobre a matéria e desvaloriza a opinião do intelectual Yossuf Adamgy: “Relativamente à (….) minha posição sobre as práticas de MGF (mutilação genital feminina), devo dizer-lhe que não há qualquer referência sobre o assunto no Alcorão, ou nos Hadith (ensinamentos do Profeta Muhammad). É um costume ancestral praticado por alguns grupos étnicos africanos (…)  esta prática não se identifica com o Islão, nem tem nada a ver com os princípios Islâmicos (…) Em relação a determinadas afirmações feitas por qualquer cidadão, seja ou não membro da Comunidade, não legitimam determinada prática que seja proibida.”

4 Responses to Imigrantes africanos em Espanha praticam a muitilação genital feminina

  1. Antonio Marcelo diz:

    No ano 2000 um tribunal de Barcelona absolveu um casal senegalês por terem realizado a mutilação genital à sua filha em território espanhol. Ignorando o princípio jurídico universal segundo o qual «a ignorância da lei não exime do seu cumprimento», justificaram a absolvição no pretexto que aqueles estrangeiros não conheciam a lei espanhola e agiram «de boa fé».

    Há muitos «progressistas» de salão opostos à expulsão de aqueles que praticam a mutilação genital, quer no território espanhol, quer em viagens com tal fim ao país de origem.

    Um novo «descobrimento» desses «tolerantes». A lei não é comum para todos os cidadãos. Será aplicada segundo a sua origem étnica.

    O seja, aos ciganos a lei cigana, aos muçulmanos a sharia, aos sul-americanos a lei bananeira, etc. E aos naturais do pais?

    Cada dia sinto mais nojo.

  2. Vera diz:

    Os naturais do país que aturem o circo….

  3. Antonio Marcelo diz:

    Vendo isto não me espanta o facto de os pretos que assaltavam o muro de Melilha gritarem a viva voz: «Vi-va Sa-pa-te-rou, Vi-va- Sa-pa-te-rou» com os guardas fronteiriços marroquinos a fazerem coreografia e a repetirem com burla esses gritos, fazendo todos juntos um coro infernal.

    A Espanha desse ridículo Zapatero e a sua Aliança de Civilizações é um cancro para a Europa de Schengen e um covil de imigrantes ilegais a espalharem-se por toda Europa. Enquanto não mudar o governo e a política actual era melhor fechar as fronteiras e estabelecer um cordão sanitário.

    Em 2002 nos campos de Huelva, os proprietários agrícolas deixaram de dar emprego aos muçulmanos por causa dos problemas que provocaram. Trouxeram mulheres imigrantes da Europa do Leste. Bandas de mouros vadiavam como cães famintos pelos campos violando e assaltando essas trabalhadoras, porque segundo eles roubaram-lhes o “seu” trabalho. Um grupo numeroso deles atravessou o Guadiana e entrou no Algarve. Foram logo expulsos pelo governo português. De não ter acontecido assim, hoje em dia o sul de Portugal teria uma colónia moura que ter-se-ia acrescentado com sucessivas vagas. Mas o perigo ainda não acabou.

  4. Desde que haja quem permaneça vigilante e denuncie a tempo…

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