Temporariamente fora de serviço!!!!

01/29/2007

Há mais de uma semana estou sem computador, postando sabe Deus com que sacrifício e implorando a diversos técnicos de informática uma solução. Finalmente, encontrei um que, na sua infinita generosidade, me prometeu tentar resolver o problema em menos de duas semanas. Até lá, espero que sintam a minha faltam. Mas voltarei, estejam descansados…

Entretanto, vão rebolando a rir com este fantástico poema do Joaquim Santos, o flagelo das estrofes, o mais atroz dos poetas da blogosfera, ainda pior que o Tiago Pregueiro (embora este vá melhorando a olhos vistos…):

“É f***** ser poeta,
necessária, irreprimivelmente poeta,
ir à caça das palavras,
amá-las
e vê-las raras,
extintas
ou em pleno cio, sono,
a copularem, adversativas, poeta,
com a verdade vera
e a verdade não ser o sim
nem o não, mas qualquer coisa de além,
muito além-poeta mais perto de ela.”

Máquina Zero

Ps – Vem aí o segundo referendo sobre o aborto. Presumo que a sua realização se deve ao facto de os derrotados no primeiro não terem ficado satisfeitos com o resultado. Quando é que se irá realizar o terceiro referendo sobre o aborto?


Julgamento da Casa Pia

01/21/2007

Educadora  revela abusos de Ferreira Diniz

Em discreta notícia do Correio da Manhã (19.01.07) leio que uma antiga educadora do Colégio de Santa Catarina disse em tribunal, no dia anterior, que os alunos mais velhos se recusavam a ir sózinhos às consultas do médico Ferreira Diniz porque, quando se queixavam da garganta, o médico lhes observava os genitais. As queixas eram tantas que foram transmitidas à directora do colégio. No entanto, como referiu a mesma testemunha, o médico Ferreira Diniz era convidado pela directora do Colégio Santa Catarina para as festas de Natal e para dar palestras aos alunos. Era conveniente que o jornal esclarecesse quem era esta directora.  Estou certo de que não era Catalina Pestana porque, embora a actual provedora trabalhasse muitos anos na Casa Pia e tivesse sido directora do Colégio de Santa Catrina, nunca teve conhecimento de nada, em matéria de denúncias concretas por suspeitas de pedofilia, como ela própria afirmou à Imprensa. Mas quem teria sido esta directora que ignorou queixas tão específicas? Porque se distraem os jornais e os jornalistas, nestas questões de pormenor?


Assassino de polícias à beira da libertação?

01/21/2007

Advogado de Marcus Fernandes invoca loucura do cliente

O Supremo Tribunal de Justiça anulou o acórdão do Tribunal da Relação que negava provimento ao recurso de Marcus Fernandes, o brasileiro que matou a tiro dois polícias portugueses, em 2005. Ou muito me engano ou vem aí uma redução dos 25 anos de prisão que foi aplicada a este animal. Em nome desse princípio de Esquerda que é a regeneração. Quanto à família dos polícias mortos, se lixe. Certo? Agora colocar o coitadinho na prisão, só porque matou dois polícias! Que injustiça! Além disso, como se escreve no Público (abençoado jornal…), citando o advogado de Marcus Fernandes, prender o senhor é contribuir para que os seus “níveis de agressividade (…) não só se mantenham como aumentem significativamente”. Claro! Deixem-no fora da cadeia, para ele poder ir matando polícias. Quando é que nos livraremos de todo o esterco com que a Esquerda inquinou a Justiça, em Portugal?


A tolinha Nayma e o pragmático Obikwelu

01/21/2007

Duas visões negras do mesmo mundo

alunosnegros.gif

Francis Obikwelu e Nayma Mingas são capa na Única, do Expresso, e na Tabú, do Sol. Coincidência, na mesma semana, dois negros serem as capas destas duas revistas. Tal como a foto utilizada pelo Diário de Notícias para ilustrar uma peça sobre o desporto escolar em Portugal: quatro crianças (negras) a jogar à bola. Faz sentido? Bem, para o Daniel Oliveira e para o Boaventura Sousa Santos, faz. Quanto aos temas de capa das duas revistas, Nayma revela que é uma tontinha de cabeça vazia, ao dizer que nunca viu um mendigo em Angola e que ficou chocada, em Portugal, ao ver um mendigo pela primeira vez. Se ainda havia dúvidas sobre a incompatibilidade da beleza e da inteligência, julgo que ficaram esclarecidas. Ou então a jovem aristocrata angolana anda a confundir Zurique com Luanda. Já Obikwelu se revela mais realista, ao dizer que é preferível ser-se trolha na Europa do que campeão em África. E mostra muita lucidez – o que é algo inexistente em Nayma – ao afirmar que a culpa da pobreza, em África, é dos dirigentes e que os africanos não foram feitos para viver em Democracia. Tenho um tio que esteve 60 dos seus 80 anos em África que diz o mesmo.

Ps – Reparo agora que estive afastado do meu blog cinco longos dias. E noites, diria o camarada que os militantes do PCP garantem ser português (erro, era estalinista…) Bem, despachados alguns afazeres pessoais e profissionais mais complexos, cá estou. De regresso e quase a fazer um ano…