Hoje há palhaços na Assembleia da República

Alunos portugueses vão ser obrigados a ter aulas em crioulo

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Os alunos portugueses, a partir dos 6 anos de idade, poderão ser obrigados a ter aulas de Ciências Naturais ou Matemática em crioulo ou ucraniano, caso seja aprovado o projecto-lei do Bloco de Esquerda, baseado num relatório do Parlamento Europeu elaborado por Miguel Portas, e que hoje será discutido no Parlamento. De acordo com o projecto, terão que ser obrigatoriamente constituídas turmas com professores de língua estrangeira – crioulo e ucraniano são as duas línguas mais faladas entre os filhos de imigrantes em idade escolar – e com um mínimo de 30 por cento de estudantes de língua materna portuguesa, “para evitar a ‘guetização’ dos alunos imigrantes e permitir as esses alunos portugueses um contacto mais estreito com outra língua e cultura”.

Nessas turmas, haverá dois professores, ministrando simultaneamente a aula – um, em crioulo, outro em português, numa turma maioritariamente cabo-verdiana, por exemplo. O Bloco de Esquerda não define números nem percentagens determinantes, nas escolas, para a constituição destas turmas bilingues. Partindo do princípio de que o facto de muitas crianças filhas de imigrantes têm que falar a língua dos pais em casa e o Português na escola, o Bloco de Esquerda salienta que este facto contribui para o abandono escolar e entende que a metodologia actual, ao limitar-se a facilitar a aprendizagem da Língua Portuguesa pelos filhos dos imigrantes se baseia num conceito que “pretende anular a cultura de origem dos estudantes em causa”, quando – dizem os deputados do BE – “a cultura e língua materna dos imigrantes tem que estar presente na vida pública e nomeadamente nas escolas”.

Portanto, meu caro (e desafortunado…) pai de um aluno de língua materna portuguesa, se o seu filho anda numa escola onde há um número razoável de cabo-verdeanos ou guineenses, ponha-o já a aprender crioulo. Se tem muitos colegas angolanos, arranje-lhe explicações de umbundo, quicongo, lengala, cuanhama, mbunda e nanheca, fiote e tchokwé. Se os timorenses forem em número razoável, ele que aprenda baasa e uma das 15 principais línguas de Timor: ataurense, baiqueno, becais, búnaque, cauaimina, fataluco, galóli, habo, idalaca, lovaia, macalero, macassai, mambai, quémaque e tocodede. Não encontro solução para o caso de a quota da escola ser de ciganos. Não há materiais de apoio para ensino da língua rom, romani, cale ou caló. Aliás, os ciganos consideram crime que algum dos seus ensine um não-cigano a falar a sua língua.

Se a maioria dos filhos de imigrantes que partilham a escola do seu filho forem ucranianos, russo, moldavos, chineses ou indianos, não se preocupe com isso. São gente sensata, que acredita no estudo afincado e no trabalho sério como caminho para uma vida melhor. E rejeitam imbecilidades deste calibre. O que eles querem é que os seus filhos aprendam português, bem e depressa.

Ps – Porque será que esta gente do Bloco de Esquerda ama tão desveladamente tudo o que é estrangeiro e despreza tão sobranceiramente tudo o que é Português? De onde vem, gente desta? Que criação, que origem tiveram? Foram crianças como as outras? Brincaram nos recreios das escolas, jogaram à bola, namoraram às escondidas? Sonharam ser astronautas, polícias, médicos, jogadores de futebol? Que tipo de pais teriam sido os deles, para produzir pessoas que querem obrigar crianças portugueses a estudar em crioulo ou ucraniano? Ou será que é genético, que estamos aqui perante mais um daqueles erros que, por vezes, a Mãe Natureza comete?

47 Responses to Hoje há palhaços na Assembleia da República

  1. Egidio Vaz diz:

    Ola,belo texto e perguntas pertinentes.
    Porém, temo que o seu sentimento descambe num sentimento xenófobo brevemente, aliás o próprio debate.
    Ainda aguardo pelo que vai contecer hoje no parlamento portugues.
    Desafio a sensatez os portugueses.
    Porque será que os portugueses aprendem o ingles nas classes iniciais? Ah sim, tinha me esquecido…é língua do primeiro Mundo.
    Um abraço moçambicano,
    Egídio Vaz

  2. Jaï bettancourt de carvalho diz:

    O melhor factor de integração vem de um ensino de qualidade e para o ter è preciso haver professores em numero suficiente.

    Pois sabe-se que hà falta de professores e que a educação national custa caro a nação e ao contribuinte.

    Isso tudo para salientar que o bloco de esquerda em vez de encontrar soluções pragmaticas e convençionais como aumentar o numero de professores e reduzir o numero de alunos nas turmas facilitando um ensino de qualidade, em vez de isso vai aumentar o numero de funcionarios e o cargo do essino national com mais uma utopia demagogica absurda e ineficaz.

    O bloco de esquerda não tem dificuldades nenhumas a propor tolices dessas jà que isso faz-se com o dinheiro dos outros.

    Soluções desse tipo foram e estão em obra em França, resultado são por ano 160 000 indevidos que saìem aos 16 anos da escola sem formação professional, mal sabem ler e escrever, assim vão direitinho encher as massas cada vez maiores da delinquençia e dos negocios ilìcitos.

    Hoje a França superou os EUA a nìvel de crimes e delitos, serà que Portugal quera tomar o mesmo caminho ?

  3. Meu caro Egídio, você não percebeu bem o que pretende o Bloco de Esquerda, pois não? O BE não pretende que os alunos portugueses aprendam crioulo ou ucraniano. Pretende, sim, que haja turmas onde o ensino das disciplinas (como Matemática ou Ciências) seja feito em crioulo ou ucraniano. E que essas turmas não seja apenas para cabo-verdeanos e ucranianos, mas tenham obrigatoriamente, 30 por cento de alunos de língua materna portuguesa.
    Vejo nas suas palavras o habitual dedo acusador, estendido aos brancos, sempre racistas, sempre xenófobos. Vejo a sobranceria, na esperança de a sensatez dos portugueses prevaleça – ou seja, se dobre à ditadura das minorias.
    Ora diga-me lá, porque diabo é que o meu filho terá que ir, obrigatoriamente, para uma turma onde as aulas de Ciências são ministradas em crioulo e português? Imagina o que é uma aula bilíngue? E já agora, no seu país não se ensina o Inglês, logo nas primeiras classes? A melhor maneira de integrar os imigrantes é não lhes ensinar a língua do país para onde vão viver, de forma a que nunca possam passar de serventes de pedreiro ou varredores de ruas?
    Já percebeu que aqui, não está em causa o ensino de línguas estrangeiras, mas sim o ENSINO MINISTRADO EM LÍNGUAS ESTRANGEIRAS?
    E é impressão minha, ou você despreza o Inglês, essa “língua do primeiro mundo”? Talvez ache mais vantajoso aprender o swahili, língua muita utilizada no mundo de negócios internacional, não? E olhe, depois de uma criança de origem caboverdeana andar a estudar Ciências, Matemática, Geografia, História, etc, etc, em crioulo, vai empregar esses conhecimentos onde? Regressa a Cabo Verde? Ou você acha que Portugal, como tem menos de UM POR CENTO de imigrantes caboverdeanos, devia tornar o crioulo língua oficial?

  4. Egidio Vaz diz:

    Meu caro ”Maquina Zero”,
    Muito obrigado por ter me alertado para um documento tao precisoso como este. Ainda ontem estive a ver a RTP e vi esta noticias. O jornalista foi mais claro e quando vim para o seu blog-leio-o com frequencia-fiquei perplexo (lembre-se em Mocambique este canal e publico).
    Apenas tenho a falar os eguinte:
    1. Os portugueses em Hamburgo desfrutam deste privilegio. Como o proprio relatorio diz e eu cito ”Este tipo de projecto já foi implementado em Hamburgo. Crianças portuguesas e alemãs fazem parte de turmas bilingues, com resultados muito positivos.”
    2.A proposta do BE nao obriga que as criancas aprendam a matematica em lingua a elas estranhas. Apenas propoes que esteja la juntas, como um meio de socializacao e integracao.
    Muitas vezes pensamos que os imigrantes sao os que devem serem integrados- no sentido lato do termo-mas tambem acho que como criancas precisam de cultivar em si o sentimento de solidariedade, interajuda e igualdade, que sao valores natos nos petizes mas que, com o andar do tempo, aprendem com os adultos a doearem os outros. Deste ponto de vista, nao vejo nenhum problema. Ah sim, o verdadeiro problema sera este: o de pensar que se estara perante a africanizacao ou terceiromundizacao de Portugal, pais da semi-periferia e que se pretende civilizado.
    3. Para terminar, apenas um esclarecimento: quer sim quer nao hoje, a contribuicao dos imigrantes para as economias europeias ou americana e inquestionavel. E acho que o que o BE pretende fazer nao passa de um tributo, um reconhecimento a estas gentes que, deixando suas terras, procuram buscar outras vidas noutras aragens. E nem sempre e por causa da pobreza. Numa zona remota de Mocambique existe um grupo de 5 gregos a viver envolta de uma pobreza sem precedentes. E eles estao felizes.
    Um abraco mocambicano

  5. Jaï bettancourt de carvalho diz:

    Eu em França tambem fiz parte de turmas bilingues, mas não era por isso que os cursos se davam nas duas linguas a saber português e françês.

    Atè que os filhos de imigrantes exprimam-se melhor e comprehendem melhor os cursos na lingua do paìs onde estão.

    Isso por uma razão muito simples, è que os filhos de imigrantes na maiore parte dos casos falam um português muitas vezes archaïquo. Até em Portugal somos muito criticados por falar francês entre portugueses, mas a razão è muito simples, preferimos falar numa lingua que metrisamos mais assim como uma elocução moderna. E não è num mês de férias a Portugal que se consegue falar correctament jà que quando o tentamos fazer fazem nos sentir uma forma de inferioridade como se fossemos autàrios estupidos e incultos a não ser que vaìmos comprar alguma coisa.

    Alias eu não sou contra que os alunos africanos tenham aulas de crioulo ou etc… como eu tive aulas de português, mas aulas de ensino bàsico em duas linguas acho isso muito estupido alèm de ser inferiorizante para os imigrantes.

  6. Meu caro Edídio, dois erros não significam que algo está certo… Porque diabo o meu filho será obrigado a ter uma turma onde um professor dá aulas de Ciências em crioulo ou ucraniano? Ou seja, para além das aulas normais de Matemática em Português, o meu filho vai ser obrigado a ter mais uma hora de aulas de Matemática, numa língua que ignora completamente! Por amor de Deus, que lógica pedagógica tem isto?
    O facto de na Alemanha e na França de se terem feito experiências dessas, significa que elas são válidas? Não sei se tem acesso ao semanário Sol e ao Expresso, e mas hei-de lhe enviar dois artigos sobre o mesmos assunto. Sabe uma coisa, meu caro? Propostas como esta e gente como a que está no Bloco de Esquerda são o que há de mais nocivo para a paz racial, neste país. Os imigrantes que não dominem o Português precisam de aulas intensivas e apoio, extra-curricular, para aprender português.
    Deixo-o com duas citações de artigos que pode localizar na Net:
    1 – DNotícias, 4.01.2007 : Tit: “Bloco defende que filhos de imigrantes estudem também na sua língua materna” – Citação: A escola fica da Damaia-reboleira, e nela, 74 por cento das crianças são filhas de cabo-verdianos, guineenses e angolanos, a que juntam masi 10 % de brasileiros, ucraninaos, romenso e moldavos. “E, naquela escola, considerada exemplo de integração, os profesores já sabem que os ucranianos ou romenos, após um primeiro período de ensino intensivo do Português (e língua estrangeira, matemática e geografia) acabam o ano entre os melhores da turma”.
    2 – Expresso, 30.12.2006 – Tit: “Integração em Português tem bons resultados”. – Na Escola António Sérgio, no Cacém, estudam alunos de 18 nacionalidades. A integração linguística é feita com a “nomeação” de dois alunos voluntários, que acompanham o novo aluno, de língua estrangeira, durante todo o tempo que este está na escola, fornecendo-lhe todo o vocabulário necessário. Diga-me: Não acha isto muito mais inteligente e eficaz, sobretudo do ponto de vista humano, de integração, de construção de pontes entre culturas e raças, do que espetar com mais uma hora de aulas, ainda por cima numa língua estrangeira? Para terminar, a opinião de um dos professores desta escola, sobre a ideia peregrina do Bloco de Esquerda:”As turmas devem ser o mais heterogéneas possíveis. A criação de grupos bilíngues implica uma concentração dos falantes da mesma língua materna que pode funcionar como segregação (…) numa realidade multicultural como a da António Sérgio, esse seria ‘um cenário impraticável”.
    Faça-me o favor de, antes de cair no jargão da xenofobia, racismo, “pula mete nojo” e por aí adiante, reflectir um pouco sobre o que eu escrevo. Você parece-me demasiado inteligente e culto para ser a outra face de uma moeda que é mais conhecida pelo neo-nazismo.

  7. Esqueci-me de um pormenor: as crianças, meu caro Egídio, não socializam nas aulas. Socializam foram delas…. E olhe que lhe fica mal, com os seus pergaminhos e o seu curriculum, emitir opiniões tão mesquinhas e racistas sobre um País inteiro…Quase seria tentado a dizer que você ainda não se livrou do fardo do homem branco…

  8. Caturo diz:

    Este tema era para ter sido apresentado no meu blogue, mas eu duvidei daquilo que estava escrito no Expresso… não me pareceu que o texto fosse claro e sinceramente não quis acreditar que o BE chegasse já ao ponto de rendição abjecta de querer obrigar os Europeus a estudar em línguas alienígenas no seu próprio solo.

    Isto ultrapassa tudo o que se pode imaginar em matéria de nojo e contra tal espécie de existências humanas só há um caminho: guerra absoluta sem quartel.

  9. Anonimous diz:

    Sweden: Politicians Call for Foreign Language Ban in Schools
    http://www.brusselsjournal.com/node/1798

  10. Vera diz:

    Egídio Vaz, disse que ia aguardar pelo que se ia passar hoje no Parlamento? Bom, tendo em conta que passei lá o dia e quando saí, Às 18 horas, mal tinham começado a falar sobre o tema do dia, relativo à empragabilidade de certos cursos superiores…Duvido que se faça Grande coisa hoje. Aliás, com a salgalhada que aquilo é…só devem produzir qualquer coisa de jeito nos debates mensais.
    Quinta-feira é dia de votação no Parlamento. No debate da parte da tarde foi o costume de que um fala e os outros estão de costas a rir e a falar com o colega, falam do barco que afundou, do aborto, da divergência portuguesa face à UE, patatipatatá… bom, e se Às seis da tarde ainda não tinham começado a falar do tema do dia…dúvido que tenham falado disso hoje. Porém, seria interessante ouvir o debate.

    Quanto às aulas na língua materna dos filhos de imigrantes…Enfim.. Aidan se fosse aulas extra de portuguÊs..mas não! Será que isso não é a tal discriminação? Passaram a ser vistos como meninos diferentes que têm q ter outro tipo de aulas, além de que não os ajudará em nada na inclusão social.
    Sejamos sinceros…não são os ucranianos, moldavos, russos, romenos e indianos que precisam dessas aulas… Como diz o MZ, esses sabem o que é estudar afincadamente. O facto de numa escola secundária a melhor aluna de PortuguÊs e de Literatura Portuguesa ser de leste, quando só está em Portugal há 6 meses, diz tudo.
    Não se esqueçam também que é o Estado quem vai ter mais uns bons €€€€ de despesas, a meu ver, desnecessárias.

  11. PP&I diz:

    Pois é, pois é. Mas, como muito bem aprecia o República dos Desalinhados, o BE não dá ponto sem nó. Toda esta palhaçada visa atingir um objectivo: Agradar aos imigrantes e minorias étnicas fidelizando dessa maneira o seu voto.

  12. Vera diz:

    Fidelizando..eles não votam! O que torna as coisas ainda mais incompreensíveis…

  13. Anónimo diz:

    Foi com atitudes como a do BE que o ensino público em Portugal chegou ao estado a que chegou: Pura e simplesmente não presta. É um ensino totalmente alheio à aprendizagem, à preparação para uma plena cidadania e para uma independência económica futura. É um perder de tempo e um esbanjar dos dinheiros públicos. Se a estúpida medida do BE fosse avante, os portugueses iriam pagar os vencimentos de milhares de novos professores angolanos e ucrâneanos, numa medida sem qualquer retorno.
    Há milhares de portugueses desempregados devido em muito a não termos sistema de ensino. Como é que há gente sem capacidade de raciocínio que propõe uma coisa destas sem pensar nas consequências? Como é que temos uma parte da população tão medíocre que vai nestas cantigas e vota? Como é que os meus impostos pagam a um Louçã para dar aulas de Economia?
    Este país precisa de uma grande volta!

  14. Fernando diz:

    Tem que se informar melhor máquina zero. Não lhe basta ter um link para o projecto é preciso ler o projecto para ter opinião. O Egídio Vaz já lhe mostrou duas inverdades no seu texto e você já o reconheceu. Agora digo-lhe outra. O projecto não fala ao contrário do que diz em começar a ensinar a matemática ou ciências naturais a partir dos 6 anos. No primeiro ciclo o que o Bloco pretende é ensinar a língua do país materno. Só no 1º ano do 2º ciclo é que fala na introdução de uma segunda ou terceira disciplina. O seu filho também não é obrigado a aprender crioulo ( porque é que se fala no crioulo) ele não vai ser avaliado nessa língua estrangeira e já agora também se prevê que a adesão das escolas seja voluntária. De resto o Bloco não inventou a roda. Estas práticas já existem, com sucesso na França, na Alemanha, no Canadá e nos Estados Unidos. Só numa coisa tendo a concordar consigo é a de ter a presença de pelo menos 30 por centos de alunos portugueses. A intenção é boa mas talvez tenha o efeito contrario ao pretendido. Quanto ao resto do seu texto e à opinião? dos outros comentadores, com excepção do Egídio (como qual estou totalmente de acordo) só vejo preconceitos.

  15. Quais foram as inverdades que o Egídio Vaz mostrou, no meu texto? Não vislumbro nenhumas… E você precisa de ler melhor os meus textos. Eu não digo que a Matemáica e as Ciências começam a ser ensinadas aos seis anos. O ensino bilíngue é que começa aos seis anos. E continua. Portanto, quando as crianças chegam ao 5º ano, apanham com ele. Mas podem chegar à Matemática, ao 5º ano, e cair numa escola onde haja uma turma de crioulo, e tenham que ir preencher a quota de 30 por cento de portugueses numa aula de Matemática.
    Quer você saber porque se fala no crioulo? Ó meu caro, não sou eu que falo no crioulo! É o Bloc de Esquerda, no seu texto introdutório do projecto-lei! O BE saleinta que as línguas mais faladas pelos filhos de imigrantes são O CRIOULO E O UCRANIANO!
    Admito que você só veja preconceitos. Para um indivíduo de Esquerda, quelquer conservador é um neo-nazi. É assim a Democracia, vista desse quadrante.

  16. E olhe, meu caro Fernando, se ler bem o meu texto, verá que eu digo que as crianças vão ter aulas de Matemática e Ciências em crioulo ou ucraniano. Não digo que vão aprender! O que vai aumentar ainda mais a raiva dessas crianças, contras essas aulas, contra os professores dessas turmas e contra os colegas, razão primeira de os obrigarem a estar ali, a duplicar aulas.
    E já agora repare numa coisa: se eu estou errado e os 30 % de crianças de lingua materna portuguesa que serão obrigadas a frequentar as aulas em crioulo ou ucraniano não vão lá para aprender, mas para socializar. como diz o Egídio, porque razão são necessários dois professores?
    E já agora, deve ser divertido para uma criança que só fala português, estar DUAS HORAS SEGUIDAS (duracção actual das aulas, no 5º ano, por exemplo…) a ouvir um professor e 60 % dos colegas a falar crioulo ou ucraniano!!!! Nada mais pedagógico, nada mais socializante, nada melhor para criar uma gerção de neo-nazis….

  17. Fernando diz:

    Se diz que não reconheceu dois erros não percebi o que quis dizer com ” Meu caro Edígio, dois erros não significam que algo está certo… “. Pergunta-me. “onde digo que as crianças começam a ter Matemática ou Ciências aos seis anos?”, nas primeiras linhas do seu artigo diz isto textualmente: “Os alunos portugueses, a partir dos 6 anos de idade, poderão ser obrigados a ter aulas de Ciências Naturais ou Matemática em crioulo ou ucraniano, caso seja aprovado o projecto-lei do Bloco de Esquerda …”. Pode justificar-se com UM FACTO de o crioulo ser das línguas mais faladas pelos filhos dos imigrantes, mas o seu alinhamento é depreciativo. Apenas tenho dúvidas sobre a eficácia de aulas conjuntas nas duas línguas, mas mesmo assim, repare, 30 por cento numa sala de aulas de 30 alunos estamos a falar em 9 alunos portugueses. Mas este aspecto é precisamente o que discordo no projecto. Acho que este tipo de aulas deveria por adesão voluntária dos alunos, tal como o ensino bilingue o será, apenas nas escolas que adiram voluntariamente. E sobre esse aspecto o máquina zero também não fala, porque não convém para sustentar a sua tese. Outro preconceito seu é dizer que toda a esquerda (ou a esquerda) achar que qualquer conservador é neo-nazi. Nada mais falso. Até porque na esquerda não faltam conservadores. Agora no caso do Máquina Zero que leio às vezes, noto um pendor acentuado de racismo e xenofobia isso noto e penso que não o esconde.

  18. Jaï bettancourt de carvalho diz:

    Toda gente sabe que a unica pedagogia dessas medidas è somente para divertir os professores esquerdista durante as horas de trabalho.

    Nunca houvir falar em França desse tipo de ensino, e no caso onde isso existe deve ser extramente marginal. Jà que hà falta de professores de português, onde è que Portugal vai arrangar professores de ucraniano ?

    A maiore parte dessas experiencias ficam marginais e acabam sempre depois de uns tempos para serem abandonadas.

  19. PP&I diz:

    Fidelizando..eles não votam! O que torna as coisas ainda mais incompreensíveis…

    Nada que a naturalização não resolva.

  20. Ó meu caro Fernando, por amor de Deus! Então não percebeu p que eu queria dizer, quando escrevo – dirigindo-me ao Egídio – que dois erros não significam que algo está certo? Nem parece seu… Os dois erros que refiro são um argumento do Egídio, alegando que as crianças portuguesas na Alemanha também têm acesso a aulas bilíngues e outro argumento de outro comentador, referindo que em França também havia aulas bilíngues…. Percebeu? O facto de, em dois países, se terem cometido dois erros, não significa que o método seja certo!
    Quanto aos seis anos, olhe, peço desculpa! Foi lapso meu! Enganei-me. aceita?
    O MEU ALINHAMENTO É DEPRECIATIVO? Por amor de Deus!!!! então a sequência em que coloco os argumentos é depreciativa? Mas é o Bloc de Esquerda que salienta o facto de o crioulo ser a língua onde é mais necessária a intervenção desta turmas bilíngues!
    Mas olha, já reparou que a única diferença entre o projecto do Bloco de Esquerda e a metodologia actual, é APENAS A OBRIGATORIEDADE DE COLOCAR 30 POR CENTO DE ALUNOS DE LÍNGUA MATERNA PORTUGUESA NAS TURMAS DE UCRANIANO, MOLDAVO, RUSSO, NORUEGUÊS, SERVO-CROATA OU CRIOULO? (Espero que este alinhamento não seja depreciativo…)
    Mas já reparou que. hoje em dia, as crianças filhas de imigrantes têm aulas especiais, para aperfeiçoarem a língua portuguesa? Eu sei como isso funciona, porque já tive um filho nessas aulas!!!
    Ora porque diabo se hão-de colocar portugueses em aulas destinadas a alunos que falam outras línguas?
    E diz você: bem, 30 por cento são só 9 alunos. Claro. Nem são muitos. Podem perfeitamente passar duas horas a olhar para um professor a falar servo-croata, sem perceberem nada, certo? Até é capaz de ser divertido, para essas crianças…

  21. Fernando diz:

    Tem de ler melhor o que critica e o que escreve. Primeiro alega desconhecimento sobre o ensino bilingue noutros países …mas depois diz que foram um erro. Depois faz a critica à introdução das aulas bilingue, com base num erro fulcral. Também escamoteia que a adesão das escolas ao ensino multilingue é voluntária. E convém, também lembrar que o projecto do ensino multilingue foi APROVADO no parlamento europeu sob proposta do deputado Miguel Portas e que a proposta do Bloco baseia-se na mesma.

  22. Jaï bettancourt de carvalho diz:

    Não hà aulas bilinguas em França !!!!

    Hà a penas aulas de português para portugueses, ou outras naçionalidades e idiomas, mas não existe aulas de ensino geral em duas linguas !

  23. Ó meu caro fernando, o dia não lhe está a correr bem, pois não?

  24. Vera diz:

    Bão é preconceito nenhum! Essas aulas simplesmente não beneficiam nenhum dos lados: nem nos beneficiam a nós nem beneficiam os estrangeiros.

    Não ajuda na integração dos estrangeiros na sociedade. Não lhes serve sequer apra aumentar a produtividade ou utilizar essa competÊncia no mercado de trabalho, uma vez que crioulo ou línguas timorenses não é o que mais abunda por cá…

    Nós só vamos é gastar mais €. Gasto este que em parece extremamente desnecessário numa altura em que se queixam de falta de verbas..ainda por cima na área da educação! Acho que nesta área as verbas poderiam ter melhor destino. Não acha? Nem que fosse para dar aulas de português aos estrangeiros.

  25. Vera diz:

    Esta minha preguiça de reler o que escrevo….E depois não conseguir emendar..bah

    MZ, é de mim ou com este novo formato não se consegue seleccionar partes de comentários de outras pessoas?

  26. “MZ, é de mim ou com este novo formato não se consegue seleccionar partes de comentários de outras pessoas?”

    Minha cara Vera, não me parece que este novo formato implique alterações nisso… Abraços,

    Máquina Zero

  27. Caturo diz:

    Boa, Bettencourt, repôs a verdade que o Bloco de Esterco quis distorcer…

    Quanto ao que diz a Vera, também a mim acontece. Este novo formato é esteticamente mais agradável do que o anterior, mas, na secção de comentários, não se consegue fazer copy-paste de nada a menos que se faça copy-paste da página inteira e depois se ande a cortar o que não interessa, na caixa onde se faz o comentário…

  28. Meus caros: as minhas desculpas…. Ignoro quais as razões porque isso acontece! Vou tentar descobrir…

  29. piloto diz:

    Isto é gravissimo por favor é preciso intervir se ñ eu como emigrante ao entra em PORTUGAL já ñ sei que lingua falar ,chego a fronteira de QUINTANILHA e a primeira pessoa que vir tenho que -lhe perguntar se fala portugueses ,desculpem la mas é inademicivel, B.E METAM ESSA PREPOSTA NUM SITIO QUE EU CÁ SEI!!!!!!!!!!!!!!

  30. E se aprendesses a escrever o português direito? Já vi emigrantes a escrever português melhor que tu…. logo não venhas com a moral da língua…

    inademicivel -> inadmissível
    PREPOSTA -> proposta

  31. piloto diz:

    Na net meia palavra vasta ,por isso há quem escreva não(ñ),que(k)ou ñ sabes estas regras ,errar é normal , mas corrigir é uma virtude é o que tenho feito e ainda bem que tambem o fizes-te ,mas daí até ter ideias abessurdas como o B.E alto lá,até onde chega o conceito Portugal ou AFONSO HENRIQUES já falava matarruano,se você ñ preseva a nossa lingua que especie de “portugues” é ? Sera portugues de só a +-30 anos para cá?

  32. Vera diz:

    PortuguÊs? Que é isso… eles têm nojo à nacionalidade…

  33. piloto diz:

    Minha cara VERA vem me parece que eles tem nojo do nacionalismo,comunas da merda, junta-te a nos junta-te ao P.N.R, “PATRIA OU MORTE,VENCEREMOS”(foi um comuna que o disse mas é pena que o velhote o seja)

  34. Vera diz:

    Tenho as minhas dúvidas e desacordos relativamente ao PNR. No entanto, este é dos únicos, se não mesmo o único, que, até hoje, surgiu com o objectivo de se dedicar totalmente aos portugueses. Os portugueses primeiro, em Portugal. Até me parece bastante óbvio, pena que outros não se lembrem tanto disto…

  35. piloto diz:

    Eu sei que as pessoas tem medo e ainda ñ esqueceram a ditadura , mas a ditadura a nos ñ nos diz respeito, o P.N.R é um partido de mentes abertas ,com etica e principios ,agora que haja individos um pouco duros tambem os ha em toda a parte, ao menos mostram o que são e ñ é como B.E ,eu pergunto o seguinte ,quantas vezes o B.E prepos e desfendeu ideias construtivas para o povo portugues? Eles só pensam no liveralismo e na intrução de estrangeiros no País.

  36. Vera diz:

    O meu problema com o PNR não é a questão do fantasma da ditadura, é mesmo o de umas certas “obras de arte” que por lá andam, se é que me faço entender…
    Quanto ao BE, tens razão. É um partido que se preocupa mais com um estrangeiro ilegal, com um cigano que cometeu delitos, com o crioulo da Cova da Moura do que com o povo português ou uma simples criança por nascer. É um partido que já demonstrou que apenas se quer ficar pela oposição, o que, implicitamente, significa que quer criticar criticar..mas nunca passar disso. O problema é que muita gente não está esclarecida acerca dos ideais de esquerda e,neste caso, do BE. Os media fazem a opinião pública, é verdade.

  37. piloto diz:

    Minha cara VERA quanto esses figurinos pertencem a ala radical da extrema direita e só precisam de ser domesticados e chamados a atenção e mais nada ,coisa que já esta a contecer,pois quanto ao B.E eles começaram bem só que o poder sobes-lhe a cabeça e agora deu no que deu ñ dão uma para a caixa.
    Eu ñ estou em Portugal porque ñ há condições,vivo e trabalho no Luxemburgo mas sinto na pele o que se passa na minha Patria quando há partidos rascas como B.E, ñ tolero que apareça por exemplo em tudo o que é eventos e ñ só um brazuca (é um exemplo),pessoas necessitadas por todo o país e a importarem brazucas ñ é logico,se ñ se criam condições para os naturais tambem ñ se devia importar essa gente ,eu gostava um dia de ir para minha Patria mas assim ñ,PORTUGAL AOS PORTUGUESES E AO QUE MERECEM SER,PATRIA OU MORTE ,VENCEREMOS!”carvalhoa.carlos@gmail.com” é o meu mail VERA

  38. Vera diz:

    Pois, piloto. Também já tive aí muita família emigrada e voltaram..e agora os mais novos estão é arrependidos e vão é voltar a partir. E pelo que aí vi… Trababalham muito mais que qualquer imigrante cá. MAs enquanto por cá os patrões insistirem em empregar estrangeiros a pagar menos..nada feito.

  39. piloto diz:

    É por isso estando longe mas atento luto ao lado do P.N.R,por um Portugal mais justo porque eu fiquei chocado quando vi a noticia sobre os brazucas em Vilar de Rei que nem se quer houve concurso publico e já agora o que deles sera que apanharam os papeis oficiais Portugueses e espalharam-se pela europa , porque aqui já os há aos ponta pés e o mais engraçado é que tinham de meter uma brazuca na medioteca da C.G.DEPOSITOS DO LUXEMBURGO ,vejam lá uma brazuca a representar uma instituição Portuguesa,haja paciencia!Mas isto aqui já ñ é o que era ,aqui e por toda a Europa a invasão exterior que estamos a ser sujeitos é de gritos ,vesse o exemplo de Espanha a ser bombardiada a cada passo por africanos ,por isso é preciso lutar por Portugal.VIVA PORTUGAL,PATRIA OU MORTE, VENCEREMOS!( O P.N.R precisa de ti e a tua PATRIA tambem estas convocada junta-te a nos)

  40. piloto diz:

    Eu tendo uma filha na escola LUXEMBURGUESA ela a prende as linguas oficiais do país : alemão,frances,luxemburgues e depois ingles.Por isso é um abessurdo a preposta do B.E

  41. Vera diz:

    Exacto. Eu estive aí 10 dias e não precisei de falar outra língua a não ser o português, quer em cafés quer em supermercados. Só mesmo nas estações de comboios e lojas de revista ou sítios de turismo perto de fronteiras com a Bélgica ou a alemanha. Ou seja, há portugueses a dar com um pau, e não é por isso que as crianças deixam de estudar as línguas oficiais do país. E acho muito bem. Muitas crianças já nasceram no Luxemburgo, o mais provável é ficarem por lá..Logo, é óbvio que a prioridade é aprender o Alemão, Luxemburguês e Francês. Sabem português?Óptimo, mais uma língua. Mas se estão no Luxemburgo têm que aprender essas línguas. Dar-lhes aulas em português não servia de nada para a sua integração.
    Há casos de insucesso escolar entre os filhos dos emigrantes, justamente por causa da barreira da língua…que eu saiba a solução não é dar-lhes ainda mais portuguÊs e deixá-los à nora com aquilo que é importante na sua vida escolar, uma vez que estudam lá.

    P.S.: Sim, isso parece estar pejado tb de brasileiros…Que procuram mts vezes um casamento interesseiro com português com o objectivo de adquirir passaporte para continuarem na europa.

  42. piloto diz:

    Boa , gostei do que li e é isso mesmo integração só com a aprendizagem da cultura do pais em causa,continua VERA sempre a desfender a nossa cultura,quanto aos brazucas já ñ precisão de se casar com os nossos ,eles agora apanham os papeis aí em PORTUGAL e depois vêm e dizem” ah, eu tambem sou portugues”(pretogues isso sim)

  43. Vera diz:

    Pois..porque cumprir contratos é coisa do passado.

  44. piloto diz:

    Isto explica tudo caso VILA DE REI, porque brazileiros ,há muitos nacionais que nem se quere ouviram falar dum concurso publico,aonde esta essa gente ? Olha mal por mal antes preferia lá meia duzia de ucranianos ou outros ao menos são europeus e travalham.

  45. Vera diz:

    E com tanta gente de leste cá, a precisar de emprego, de vida organizada..vão chamar pessoas de fora (sim, de fora) desnecessáriamente.
    E a sra presidente da câmara ainda tem a lata de dizer que pretende repetir a experiência…

  46. piloto diz:

    Ñ só de leste ,o pior é que ñ houve concurso publico acho que foi um acto ilegal, na minha terra no Norte do País há muita gente que vive em casas da pre-historia , sem trabalho e com uma data de filhos verdadeiros casos gritantes,como tenho dito se ñ se criam condições para os PORTUGUESES como é que se chega ao cumolo de importação de pessoas ,primeiro os Portugueses depois os europeus e só no extremo dos outros continentes ,mas que ñ haja a formação de COVAS DA MOURA que para la entrar a policia tem que lhes pedir licença para la entrar,um autentico absurdo,ja algem se lembrou de correr com eles como eles fizeram com os nossos ,PORQUE OS MASSACRES DO NORTE DE ANGOLA Ñ SE ESQUECEM .

  47. Vera diz:

    É crime…não podemos fazer isos na nossa própria terra. Lol…
    Mas já tava na hora de os mandarem a nado, já. Qualquer dia temos aí enclaves Cabo-Verdianos…

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