O fardo do Egídio Vaz

Perguntas para um moçambicano

Vindo de longe, de Moçambique, o Egídio Vaz tem contribuído para o debate, neste blogue. De uma forma educada e sem me chamar nazi ou skinhead, facto que só prezo. No seu último comentário, a propósito do meu post “Navegando nos esgotos da Europa (V)”, Egídio Vaz afirma: “MZ traz-nos mais de cinco elos (links) de uma vez, e a imagem que tenho é sempre aquela; a dele; a sua preocupação, legítima mas ao mesmo tempo preocupante: Portugal para Europeus Cristãos.”

Meu caro, se a minha preocupação é legítima, então não pode ser preocupante. Ou é uma coisa, ou é outra. Já agora, e Moçambique deve ser para quem? Para os indianos hindus? Ou para os africanos negros? E você, se vir cada vez mais imigrantes do Zimbabwé ou da China em Moçambique, fica satisfeito? E tem alguma coisa a dizer em relação à política de imigração da África do Sul? Recordo-lhe que, em 2000, a África do Sul expulsava uma média de 100 mil moçambicanos por ano. Julgo que isto lhe merecerá tantas críticas como as que reserva para gente como eu, que pretende limitar o número de imigrantes que vêm para o meu país.

Já agora, num outro comentário, aqui, você escreve isto: ”E, felizmente os moçambicanos não são tão emigrantes assim. Para além do Embaixador e menos de 1000 mocambicanos que estao ai, mais ninguem polui o “vosso” pais. O mesmo não se diz em relação aos portugueses açorianos e outros espalhados pela região austral de África. Em moçambique ha tantos problemas, incluindo o da língua portuguesa e dos portugueses.” E já agora, uma pergunta: você não é racista, pois não?

3 Responses to O fardo do Egídio Vaz

  1. Egidio Vaz diz:

    Caro MZ,
    Muito obrigado pela crítica.
    Reconheço que, como humano, às vezes dispenso a razão para cair no ridículo de ideias carregadas de pre conceitos. De facto, é-me muito difícil, mas esforço-me para tal, por de lado toda a carga emocional perante notícias ou reivindicações de cidadãos portugueses e europeus – podem até terem razão e estou quase certo disto – (daqueles países que, por 5 séculos estiveram em áfrica a colonizar) contra a imigração. Pior, quando vejo que, po detrás desta reivindicação está somente razões raciais. A preocupação legítima de MZ em ver o seu país cada vez menos seu deve também ser analisada de forma inversa (o que sentiriam os seus compatriotas portugueses, se ouvissem o mesmo tipo de preocupação?) Na verdade, os protugueses vêem para áfrica ou ásia como INVESTIDORES. No fundo, não passam de vagas de imigrantes pois de investimento têem pouco, para além de Bancos Comerciais e algumas empresas e empreendimentos hoteleiros. Portugueses há em todo lado. Nalguns, muito mal tratados, como é o caso da África do Sul. Recorda-se da onda de matanças de portugueses entre 2004-2005? E em Moçambique, não há registo disso, a não ser de soldados na altura da Guerra de Liebrtação Nacional.
    Portanto, são algumas feridas que se abrem sempre que a questão de migração é tratada de uma forma tão leviana.
    Aliás, há muitos imigrantes vindos do leste do que da áfrica. Pode até ser bom, no contexto do alargamento europeu e no âmbito da política social europeia. O que mancha a África neste processo todos é o perfil dos imigrantes: esferrapados, esfomeados, sem dinheiro no bolso e muitas veses que ilegal no país. Mas recebe-se de braços abertos os “Obikwelos”, os “Decos” e outros que ajudam a engrandecer o nome de Portugal. Pode até não ser tão verdade assim, mas é o que nos dá a entender.
    Portanto MZ, mais uma vez agradeço-te pela crítica, mas, apraz.me dizerque:
    1. Não sou racista. Reagi á sua medida.
    2. O que escrevi, pode até não ser o meu profundo sentimento, pois acredito na boa vontade dos goevrnos em estancar este movimento migratório.
    3. Tenho muitas se valerá a pena o esforço dalguns dos seus comentadores, em advogar o neo-semitismo, chegando até a probir casamentos entre negors e brancos-O Brasil que tanto se esforçou…veja onde está? 45% da sua população é negra.
    4. A imigração não é um fenómeno, tão mausem si. O que na verdade falha nisto tudo é a vontade política dos Estados. tanto do local de partida como os da chegada.
    5. O resto, como políticas de inclusão, educação, etc…é com os portugueses. Aliás, os filhos portugueses na diáspora têsm a faculdade de frequentar em escolas portuguesas.
    6.Por fim, agradeço-te mais uma vez pelo reparo.
    Sempre,
    EV

  2. MZ, então você não sabe? “It’s only racist if you are white”!

  3. Egidio Vaz diz:

    Não é verdade isso, Vanguardista. Isso sim, é que é interpretação dolosa e errónea do que escrevi.
    Abraços

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