Filmes portugueses: pouco sucesso, muita miséria

“Brumas”, com 24 espectadores, foi o filme menos visto

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O “Filme da Treta” foi o campeão da bilheteira dos filmes nacionais, na época de 2005/2006, com 278 mil espectadores. Mas este número é uma excepção. Algumas das restantes produções nacionais ficaram atrás de um autocarro da Carris, em matéria de lotação. Outras, atraíram menos espectadores que um comboio suburbano, na linha de Sintra. Filmes como “Juventude em Marcha”, que provocou autênticos orgasmos nalguns dos nossos estranhos críticos de cinema, não foi além dos 1.943 espectadores. “Brumas”, um documentário fiel ao esgoto, principal tema dos cineastas nacionais, conseguiu 24 espectadores. Se fossem disputar uma peladinha, no final da sessão, dava para duas equipas e dois fiscais de linha. Tinham que pedir a algum mirone para fazer de árbitro.

15 respostas a Filmes portugueses: pouco sucesso, muita miséria

  1. Clint diz:

    E todos os dias a sair do meu bolso( 21% de IVA de tudo o que compro)… para estes meninos se divertirem a fazer Fitas!
    Quem quiser cinema que o pague….
    Um ex: Quando o Rui Rio foi para a Camara do Porto o povo achou pouco o dinheiro que gastou num foguetório e quase que matava o homem !..(depois querem $ para a Habitação)
    Este povinho não tem juizo…quem quer foguetes nas festas que os pague ; eu pago(IVA 21%) para as festarolas e ainda tenho que levar com foguetórios à 8 da manhã!

  2. Anónimo diz:

    Se fosse ao Rui Rio dava um foguete a cada protestante e mandava-os para a atmosfera………..

  3. Anónimo diz:

    O Brasil é terceiro-mundo mas em termos de cinema está melhor que vocês. Aliás, sempre esteve!

  4. o leitor assíduo diz:

    oh anónimo, o Brasil está melhor em mais o quê?..como inculto que sou e vc como culto que é explique-me lá o que vcs têm mais para dar para além de filmes e emigrantes criminosos e charlatões…

  5. Sydnei diz:

    Leitor Assíduo: Como disse o anônimo, o Brasil está sim melhor em cinema do que vocês (pelo menos a julgar pelos números acima. Da qualidade não posso falar, uma vez que não vi nenhum dos filmes citados). Em futebol também somos melhores ( já na seleção portuguesa há 2 brasileiros – o técnico Scolari e o meia Deco). Ah, nossa economia também é maior que a de vocês… Por falar em criminosos,como você chama gente que enriquece com tráfico de escravos e o ROUBO de centenas de toneladas de ouro e outras riquezas durante quatro séculos?

    • Dinis diz:

      1. Em futebol, são os melhores, mas em Hóquei em Patins não valem nada… e se fizessem a qualificação na Europa falhavam metade das qualificações.

      2. Temos jogadores nascidos no Brasil, mas metade da população brasileira descende de portugueses.

      3. O vosso PIB é 14.5 vezes maior que a nosso, mas vocês são 19 vezes mais que nós. Era de felicitar é se o vosso PIB fosse 20 vezes maior que o nosso.

      4. Tráfico de escravos? Só se for nas favelas, onde vivem milhões de pessoas sem condições, ou o tráfico humano de mulheres brasileiras para a Europa para a prostituição.

      5. O que se trazia para Lisboa num ano a partir das nossas minas no Brasil (sim, o Brasil era nosso), é o que agora as vossas minas produzem numa semana.

      O Brasil poderia ser uma potência mundial. Felizmente está cheio de BRASILEIROS.

  6. o leitor assíduo diz:

    oh makina zero, esclarece aí essa gentalha(Sydnei e outro) se faz favor.

  7. Pessoal, não liguem ao que dizem os brasileiros que aqui vêm colocar comentários salientando a sua inexistente superioridades. O nível de vida de um país mede-se através de um conjunto de indicadores bem concretos: taxa de mortalidade infantil, rendimento per capita, nº de homicídios por cada 100 mil habitantes, são alguns exemplos. O brasileiro em geral sofre de um incurável sentimento de inferioridade. Têm um país maravilhos, mas onde se morre a tiro em cada esquina. Têm terra que nunca mais acaba e mais de metade da população passa fome. Podem votar livremente e elegem um tipo como o Lula da Silva. Coitados… Tenham lá um pouco de paciência, que eles até são tipos simpáticos e ainda fazem parte da família…

  8. Sydnei diz:

    MZ : Jamais pretendi “salientar a superioridade” do Brasil ou dos brasileiros, apenas estava respondendo ao post mal-educado do leitor assíduo, qual seja : “explique-me lá o que vcs têm mais para dar para além de filmes e emigrantes criminosos e charlatões…” Pois bem, dei dois exemplos de coisas boas sobre o Brasil, poderia dar outros.

  9. dlm diz:

    A cultura pátria habituou-se a brotar ante plateias vazias. O povo deve pagá-la, mas não convém que a veja

  10. Diogo diz:

    Está na altura de Sócrates deixar de ser um papa-açorda. Filme que não tenha mais de 50 espectadores não é subsidiado. E comboios e estádios também não.

  11. […] Costa é o cineasta que assina o filme menos visto da época de 2005/2006. Tem direito a extensa biografia, na Wikipédia, onde é apresentado como “um cineasta […]

  12. pedro diz:

    É só baboseiras de ambos os lados mas no entanto disseram-se verdades. Os filmes portugueses são uma palhaçada despregada. Joao Cesar Monteira era a grande onda e o Manoel de Oliveira tambem tem a sua onda, mas são excepções. Portugal é um país de pessoas simples a complicar. A começar no cinema e a acabar na literatura é sempre a aviar clichés. Nada de novo. Mas toda a gente sabe que seguimos o estrangeiro por isso daqui a 10 anos talvez começem a aparecer filmes interessantes. O problema, axo, é que a malta com talento não tem dinheiro para subornar os juris do ICAM (como tanta boa gente faz??). Fikem bem.
    p

  13. Lebreaud diz:

    Gostava de saber quem são os fascistas da treta que redigem tão excelsos comentários num blog de fim de mundo. Sou português e não tenho orgulho algum nisso. Aliás, deviam explicar-me onde foram buscar o vosso. Desde um primeiro rei que não cumpria a sua palavra, por natural falta de honra (se não sabem do que falo, estudem história ou procurem Egas Moniz na Wikipédia – o aio, não o médico) até um primeiro-ministro que provavelmente vai ser o próximo Grande Português (a substituir o Salazar). O Brasil é um país imenso em termos de área e é normal haver discrepâncias. Não se morre a tiro em todo o lado, caso não saibam.
    Segundo, o cinema português é tão digno como qualquer outro. Vejam “Esquece tudo o que te disse” ou “A cara que mereces”, “Alice” ou “Coisa Ruim”. Há bom e há mau. Como em tudo. O estado e o ICAM é que não apoiam devidamente o nosso cinema. O ICAM obriga (de acordo com estatutos que só eles conhecem) a argumentistas e realizadores de gabarito. Não apoiam gente nova. Conselho para Vossas Excelências? Não falem do que não sabem.
    Em França, o cinema que é produzido internamente é mais barato nos cinemas do que aquele que vem de fora. Promove-se a ida do público às salas, a conhecer o que é feito pelos seus cineastas. Cá? As pessoas têm medo. Pagam o mesmo para ver um filme de António Ferreira ou de Pedro Costa que para ver o último Harry Potter ou Scary Movie. Não as atrai. Raramente surgem numa sala (ao contrário do exemplo supracitado, em que a exibição de X número de filmes nacionais por mês é obrigatória) e quando surgem têm um número de espectadores vergonhoso. É caro e como não vem de fora, é necessariamente mau (é a visão mesquinha de pessoas como vocês, que são tão nacionalistas mas vomitam – perdão, “cagam” – em cima de tudo o que é feito cá.
    Por último, em resposta ao ataque à nossa literatura (que pessoalmente é o que mais me afecta) digo ao Sr. Dr. pedro (assim, com direito a minúscula e tudo) que se informe de quão é reconhecida no estrangeiro a obre de autores como Eça de Queiroz (Jorge Luís Borges reconheceu-o como tendo antecipado o Realismo Fantástico em um século com a novela “O Mandarim), Fernando Pessoa, José Saramago (sim, o prémio Nobel foi uma conveniência, mas é um autor fora do comum) e Lobo Antunes, entre outros. Génios, meu amigo. Estudados e admirados pelo mundo fora. Se temos motivo de orgulho na nossa nacionalidade, deveria ser esse. Se o amigo gosta de masturbar a sua cultura lendo Dan Brown, então resuma-se à sua insignificância, porque então percebe tanto de literatura como eu de tauromaquia. Temos literatura extraordinária, surpreendentemente boa para um país tão pequeno e tão apartado do mundo. Poderia fazer melhor, caro amigo? Faça. Eu aposto cada tostão meu em como nunca passará da ralé e daqui por um ou dois séculos fará parte do portugueses para sempre esquecidos.

  14. Lebreaud diz:

    PS: Não é ser de Esquerda ou não ser, é a questão de ser humano ou ser um F**** da P*** egocêntrico, olhando apenas para o próprio umbigo.

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