Os privilégios das castas

Advogados e juízes, o mesmo combate

Caiu o Carmo e Trindade quanto o Governo mexeu nessa vaca sagrada que é a Justiça, onde se faz sentir o corporativismo de uma das classes mais nocivas a qualquer sociedade, os advogados. As férias judiciais, esse absurdo resquício de tempos feudais, foram cavalo de batalha durante semanas. Feitas as mudanças, surpresa! O mundo não acabou! O ministro da Justiça, satisfeito com a experiência, avançou com a hipótese da extinção total das férias judiciais. E logo vem esse expoente do longo domínio da Esquerda nos sindicatos da Justiça, António Cluny, dizer que eliminar por completo as férias judiciais é de vantagem duvidosa. Toca o bombo e soa o pífaro, porque surge imediatamente o bastonário da Ordem dos Advogados, Rogério Alves, a clamar que isso seria um erro. No meio desta algazarra, uma voz sensata: o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais, Fernando Jorge, que considerou positiva a ideia, até porque os funcionários judiciais “passariam a gozar férias em qualquer época do ano, como qualquer cidadão.” Diziam os anarquistas, no tempo da Guerra de Espanha, “hay gobierno, soy contra”. Eu cá, se o bastonário da Ordem dos Advogados e o António Cluny apoiam, estou no lado oposto da trincheira. Se eles discordam, voto entusiasticamente a favor. Castas, para mim, só as virgens.

PS – Reparo agora que este é o meu post nº 1.000. E venham mais mil, embora não de uma assentada…

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