Sofia Rodrigues, uma jornalista ignorante?

A plumitiva acima citada esborrata uma página, no melhor representante do stalinismo camuflado da Imprensa portuguesa, o Público, bramando que as letras das bandas que vão tocar no encontro internacional de organizações nacionalistas “têm letras com referências nazis”. A jovem escrivinhadora aponta dois exemplos de uma das músicas: “No caso da Brigada Totenkopf (que se refere a uma das divisões militares promovidas pelas tropas de Hitler), uma das letras das músicas disponíveis on-line refere-se “a um povo que se quer unir para combater o sionismo, um povo que se quer juntar ao socialismo nacional”, apelando à luta pela Europa, à reunião da “tua cultura e da tua raça”.

Ó Sofia Rodrigues, então você não sabe que o sionismo é uma forma de racismo, de acordo com a resolução 3379 adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, na sua sessão plenária 10 de Novembro de 1975? Consulte o texto das Nações Unidas e repare na frase final: “(A Assembleia Geral) determina que o sionismo é uma forma de racismo e discriminação racial”. Ó Sofia Rodrigues, se as Nações Unidas dizem que o sionismo é racismo, como é que você pode criticar alguém por apelar ao combate contra o sionismo? Ou você acha que não se deve combater o racismo sob todas as suas formas? Quanto ao apelo para a reunião “da tua cultura e raça”, ó plumitiva criatura que dás pelo nome de Sofia Rodrigues, que mal há em apelar a isso? É por serem brancos? Ó Diabo! Então se fossem negros já podiam dizer o mesmo, certo? Hummm… Pois! Sim, claro…

Você, jovem Sofia Rodrigues, faz-me lembrar a ministra brasileira Matilde Ribeiro, titular da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial (Seppir) que, em entrevista à BBC afirmou: “(…) Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. Racismo é quando uma maioria económica, política ou numérica coíbe ou veta direitos de outros. A reacção de um negro de não querer conviver com um branco, ou não gostar de um branco, eu acho uma reacção natural, embora eu não esteja incitando isso. Não acho que seja uma coisa boa. Mas é natural que aconteça, porque quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou.”

10 Responses to Sofia Rodrigues, uma jornalista ignorante?

  1. Filipe Alves diz:

    Repare que a noção de ‘sionismo’ dos nazis é bastante abrangente: para estes cavalheiros amigos da arruaça (uma das coisas que têm em comum com a esquerdalhada radical), ser judeu é ser-se sionista. Só para concluir: a democracia é tão superior a estes merdas que pregam a superiodade da raça ariana, que até os deixamos andar à solta. Mas a partir do momento em que começarem a ameaçar, de verdade, o sistema democrático, o melhor será encostá-los a todos à parede e fuzilá-los. Eles não fariam menos, se pudessem.

  2. Lidador diz:

    Caro MZ, e qual a sua opinião?
    O sionismo é racismo?
    Porquê?

    Explique-me lá em que passo que um movimento para formar um estado se transforma em racismo.

    Afonso Heriques era racista?

    Os restauradores de 1640 eram racistas?

    Os timorenses são racistas?

    Os Croatas são racistas? Os Eslovenos?

    Todos os países do mundo, a maioria dos quais foi talhada a espada, são racistas?

  3. Meu caro Filipe Alves: espero que defenda o mesmo tipo de soluções para partidos que advogam a ditadura do proletariado, por exemplo, ou grupos de extrema-esquerda que apelam à revolução armada e ao derrube do Governo… Ou você acha que só há ditaduras de Direita?

  4. Caro Lidador: não me entenda mal! Só citei a resolução das Nações Unidas (que eu considero uma perfeita imbecilidade…) para que a jovem jornalista percebesse até que ponto ela é uma pessoa intolerante, em relação a tudo o que não seja de Esquerda… Não considero o sionismo uma forma de racismo, mas sim uma forma de um povo defender a sua existência, cultura, história e futuro, tão legítima como qualquer outra forma de nacionalismo.

  5. Filipe Alves diz:

    Evidentemente, e como aliás referi no meu comentário anterior, defendo solução idêntica para os grupos de extrema-esquerda que queiram instaurar a ditadura do proletariado por via das armas. Acredito que os inimigos da Liberdade – à esquerda e à direita – têm muito mais em comum do que eles próprios imaginam. P.S.: o ‘fuzilamento’, seria, evidentemente, em sentido figurado. O que quis dizer é que a partir do momento em que os extremistas ameaçam verdadeiramente o regime democrático, é preciso mão pesada da parte das autoridades legítimas.

  6. e qual é mesmo a diferença entre a ditadura de esquerda e a de direita??? diz:

    uma elite é apenas trocada por outra; a elite vermelha é parasitória e estatal – não produz nada e vive de sugar a produção do povo sem sequer lhe dar satisfações dos impostos e sem sequer lhe conceder o mínimo de liberdade…

  7. Lidador diz:

    Caro MZ, fiquei aliviado pela sua resposta.

    Por um momento pareceu-me vê-lo a fazer o pino.

    Ainda bem que se tratou de uma má avaliação minha relativamente às suas palavras.

    Não entendi que estava a fazer uma redução ao absurdo.

    De resto, leio sempre as suas opiniões com muito agrado. Revelam uma vasta cultura, ideias firmes e um estilo desempoeirado.

  8. Lidador diz:

    Caro Filipe Alves, estou totalmente de acordo consigo.
    A democracia deve tolerar os intolerantes até ao ponto em que o exercício da intolerância não coloque em causa a liberadde de se ser tolerante.

    Caso contrário, os homens assistiriam passivamente enquanto outros destruiam a base da própria existência.

    Mas MZ, coloca a questão no seu lugar certo: devem-se tolerar todos os intolerantes e não apenas os de uma determinada ideologia.

    Em POrtugal, partidos como o BE ou o PCP, podem tranquilamente publicitar as suas ideias totalitárias e apelar ao ódio aos judeus e aos “capitalistas”.
    Têm esse direito e só serão rwesponsabilizados pelos actos.

    Mas o mesmo não se passa com os seus homólogos fascistas, que defendem praticamente as mesmas ideias, mas em nome de outra coisa qualquer.

    Em minha opinião devem ter tb o direito de dizerem o que pensam. E com o direito vem a responsabilidade pelos actos.

    Assim é que estaria bem…

  9. Mosh diz:

    Tenho que dizer, antes de mais, que estou espantado de encontrar alguem que se dedica a falar BEM do que sabe. e você entende-me porque, afinal nao é mentira nenhuma que muitos dos defensores são burros que nem uma porta. Depois, felicita-lo pelo excelente blog (que tive o cuidado de ler a grande maioria dos posts).

    Quanto a este post; Já está mais do que sabido que o Português é o culpado. CLARO, então?
    Se um Português se defender contra um assalto (como eu ja o fiz) e espancar o assaltante é considerado racismo. porque? porque os pretos sao uma merda de uma minoria irritante e porque há instituiçoes a ganhar o belo a custa deles.

    A questão de tolerar todos os intolerantes é uma idea gira, e interessante. Mas acredito que alguem viesse a gritar “censura! censura!” pois á muita coisa no BE e no PCP que nao anda bem.

    abraço. vou passar a leitor habitual 🙂

  10. Maquineta Zerone Zarolheta, quando é que páras de me plagiar, pergunto eu e nenhuma resposta obtenho.

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