O desespero do Miguel Braga (I)

Cada tiro, cada melro…  

basofe-branco-mz.jpg

Um senhor chamado Miguel Braga comentou aqui, dizendo de mim o que Mafoma não disse do toucinho: que eu sou racista, xenófobo, etc, etc. Desafiei, aqui, o ser Miguel Braga a encontrar, no meu blogue, UMA frase racista e/ou xenófoba. Resposta do sr. Miguel Braga, aqui:

“Numa breve vista de olhos, antes de ter escrito a mensagem anterior, encontrei casos de fotos de miudagem de pele escura que vocês publicam, chamando-lhes “fauna”. Serão uma tribo urbana que desconheço e que dará pelo nome de “bazófes”, ou coisa que o valha. Provocaram caças ao homem, e tipos com semelhanças físicas terão sido agredidos.”

O Miguel Braga é DALTÓNICO. Viu o meu blogue e viu fotos de “basofes”. SÓ VIU FOTOS DE BASOFES “DE PELE ESCURA” (?) NÃO VIU FOTOS DE BASOFES BRANCOS NO MEU BLOGUE!!!!!!! Mas tenho fotos de basofes brancos – que, aliás, constituem a larga maioria dos basofes!! A foto acima publicada, por exemplo, está neste post do Máquina Zero. Diz o senhor Miguel Braga que o Máquina Zero provocou caças ao homem e “tipos com semelhanças físicas terão sido agredidos.” (!!!!!!!!!!!!!) Onde e quando, senhor Miguel Braga? Apresente lá UMA PROVA, UMA NOTÍCIA SOBRE ISSO!!!!

Já agora: A culpa é só minha? Eu, com QUATRO POSTS SOBRE o ridículo que são os BASOFES (DOIS posts com basofes brancos, UM post com uma basofe mestiça, UM post com um basofe de Braga, que deve ter 1/36 avos de sangue negro, tão clarinho ele é…) PROVOQUEI UMA CAÇA aos “basofes” e AGRESSÕES a “indivíduos com semelhanças físicas.”

E este blogues todos, que são anti-basofe? Se eu, com alguns posts, causei a violência que você diz, como estes blogues já escreveram centenas de posts contra os basofes, com centenas de fotos de basofes, deve ir para aí uma chacina assustadora, por esse Portugal fora!!! O sangue deve escorrer pelas ruas como água pelo Tejo! Aliás, já estou a sentir os pés molhados…

Basófia

O Jornal do Basofe

Top 10 Basofe

Basofe da Semana

E que dizer destes vídeos, a gozar com os “basofes”, colocados no YouTube?

How to be basofe

Basofe

i wanna be basofe

Encontro de basofes

Dj N3oX – Basofes 2.0

Ó Miguel Braga, por amor de Deus, continue a colocar comentários no meu blogue, peço-lhe, encarecidamente!! Vocé é um achado!!! Você é um tesouro!!! E cada frase de cada comentário seu, como você diz a meu respeito, Miguel Braga, é cada tiro, cada melro…

Máquina Zero

PS – Este post tem o título “O desespero do Miguel Braga (I)”. Já alinhavei mais uns quantos, baseado nas afirmações que fez, no seu último comentário e já vou no post IX, dedicado a ele e ao seu desepero. Isto promete!!!

41 Responses to O desespero do Miguel Braga (I)

  1. Pente Quatro diz:

    Oh sr. licenciado em direito (em que universidade?) tou-me a marimbar para esta conversa, o que eu quero saber é como me hei-de registar no forum islâmico.

  2. Olá amigo,
    Dedicou-me posts, a mim?! Acho que se alguém anda desesperado é o meu amigo, e deve ser por assunto. Em todo o caso, obrigado por me estar a dar tanta importância. Espero é que isso não venha a custar-me perseguições, agressões ou a vida.
    Os basofes serão o correspondente português aos scally britâncos, com algumas adaptações regionais, penso eu. Tenho andado pelo R.U. e não estou muito a par das nuances juvenis suburbanas do nosso torrão pátrio.
    Estive a ver alguns links que indicou, e o jornal dos basofes é brutal. É muito engraçado. O humor é algo que aprecio, e mesmo que eu fosse um basofe (já não tenho idade para essas coisas), acho que me riría com gosto.
    O mesmo não posso dizer das suas intervenções, por causa do contexto. Num blog em que se defende, por exemplo, a relação directa entre imigração e crimes sexuais, num blog nacionalista (eufemismo para fascista), os seus ataques aos miúdos são tudo menos engraçados. O tal garoto de Braga, não sei que percentagem tem de africano ou caucasiano, mas segui o link para o site dele e ele diz lá que encerrou o site porque pessoas parecidas com ele tinham sido agredidas, na sequência da sua divulgação. Não tem graça, convenhamos.
    Porque se preocupa (homem maduro que presumo que seja) com as ondas da rapaziada nova? Se eles andarem a roubar, a chantagear, a traficar, é caso de polícia. Se não, deixe viver! É isso que me parece que V. tem dificuldade. Quer ver tudo a marchar ao som da sua música. Daí V. não ser democrata. Quando o classifiquei como fascista não foi para o ofender. V. é fascista. Ou não é? É nacionalista, certamente… E o que é um nacionalista, um simpatizante do PNR, se não um fascista? Que diferenças há? Democratas é que não são.
    E para quê esta conversa toda? Nós sabemos ambos como as coisas são.

  3. Os seus links para sites nacionalistas estão desactivados, por qualquer motivo, mas estive a dar uma vista de olhos nos sites ditos nacionalistas. V. tem um pouco mais de cuidado com o que diz, só isso. É advogado, e sabe manejar as palavras.
    Mas se os basofes, se os emigrantes criminosos lhe merecem tantos reparos, porque é que nunca vi neste site referências aos cabeças rapadas e aos seus crimes???
    O seu site chama-se máquina zero, e isso já diz tudo, para bom entendedor.
    Nos sites de “nacionalistas” de cabeça rapada vi desculpabilizações da morte do Alcino Monteiro, alegando que não é crime matar-se “símios”! Acha bem?

    Para se condenar veementemente a morte do Alcino Monteiro e do José Carvalho do PSR é preciso ser-se estalinista, como me chama? Por favor! Não sou estalinista, nem comunista, nem sequer esquerdista. A Igreja Católica, que tem estado ao lado dos imigrantes, das minorias desfavorecidas que fogem à miséria dos seus países para serem exploradas miseravelmente cá em Portugal, a Igreja Católica será “estalinista”?

  4. Nos mesmos sites nacionalistas vi ser louvado aquele indivíduo que tem suásticas tatuadas nos braços, Mário Machado, salvo erro. Esse indivíduo está preso injustamente, na sua opinião? Ele tem-se gabado de esfaquear pessoas. Diz-se que foi um dos assasssinos do Alcino. Acha-o pessoa correcta?
    Acha bem os raides dos cabeças-rapadas aos “pretos”?
    Acha que os “brancos” são melhores que os “pretos”?
    Acha o PNR um partido político democrático?
    O que acha do Salazar? Do Hitler? Do Mussolini?
    Eu cá ponho-os ao nível de Stalin, ou de Fidel. São ditadores.

  5. Depois, a sua fixação nos muçulmanos (Chamar Mafoma é depreciativo, sabe-o bem). Acha que os muçulmanos são gente má? Que desordens eles já armaram no nosso país?
    Porquê ataques ao profeta Maomé, chamando-lhe pedófilo, e coisas do género? A mentalidade do século VII não se aplica agora.
    Acha que não basta aos povos que vivem sublugados por regimes fundamentalistas islâmicos sofrerem o que sofrem?
    Olhe que eu aprovo a prisão de Abu Hanza, um terrorista da pior espécie. Eu vejo para os dois lados.
    Porque é que nunca fala da Igreja Católica para louvar Leonardo Boff? Ou para falar da Inquisição, do colaboracionismo de algum clero com regimes totalitários sul-americanos? Porque não fala da pedofilia na Igreja Católica? E da Inquisição? E dos ensinamentos de tolerância e universalismo da Igreja Católica, V. que se diz católico?
    Porque só quer ver para um lado!

    Aprova a invasão do Iraque, do Afeganistão, da Jugoslávia? Ou admite que foi o petróleo o mobile?
    Aprova a ocupação da Palestina eo modo como os palestinianos são tratados? Aprova o massacre de Ramallah?

    Porquê tanto ódio, meu amigo? Eu tenho amigos brasileiros, americanos, ingleses, árabes, africanos. Há gente boa e má em todo o lado. Que diferença faz a nacionalidade ou a cor da pele? Porquê tanto medo do que só na aparência é diferente?

  6. A dada altura chamou-me também racista. Racista, eu? Faça-me o favor!… Para quê esse tipo de rectórica? Chamou-me, salvo erro, terrorista de esquerda? Onde é que vê terrorismo de esquerda em Portugal, aparte das extintas FP-25?
    Vocês querem por força equiparar a extrema-esquerda à extrema-direita. Em termos de regime, amnbas defendem ditaduras, mas o comporatemento público do PSR não é a incivilidade do PNR?
    A propósito, o que acha do PNR? Se o aprova, para quê estarmos a conversar? Fica logo tudo em pratos limpos.
    Repito: nem de esquerda sou.

  7. Pente Quatro diz:

    Oh MZ, tens de reconhecer que o Miguel Braga te está a dar luta.
    Vais ter de pesar bem antes de reponder.
    Ainda por cima o gajo não é de esquerda nem muçulmano. E diz que não é de esquerda.
    E, s.f.f., não “mandes” para aqui o Lidador responder ao Miguel. Ele merece uma resposta pessoal.

    P.S.: não te esqueças de responder ao meu 1º comentário a este teu post.

  8. Lidador diz:

    Porque é que “Mafoma” é depreciativo?
    Como pode ter a certeza de o que é “depreciativo” para si, tem de ser “depreciativo” para os outros?

    P.S. Ignoro se ao falar da ” rectórica” se referia às “vocalizações” do recto….estou em crer que não…

    Ah, também ignorava o potencial petrolífero da Jugoslávia e do Afeganistão,

  9. M. B. diz:

    Estava eu a perguntar há pouco, e o post não entrou, se lhe merecem reaparos os frequentadores de manifestações do PNR, com bandeiras nazis, a fazerem a saudação nazi, a gritarem “Morte aos “pretos!”, etc., etc..
    Os emigrantes que cá vivem, tal como os emigrantes portugueses no Estrangeiro, são pessoas que vêm à procura de melhores condições de vida. Não são todos criminosos. Porquê generalizar? Porquê mandar os “pretos” para a “terra deles”, se nós lá estivemos 500 anos, a matá-los e a escravizá-los?
    Não saberá o meu amigo em que condições vivem certas populações (portuguesas e emigrantes), com tradição de miséria, alojadas em guettos? Os miúdos vivem na rua, não vão à escola, são as principais vítimas da miséria em que vivem. Porquê descarregar neles, como fazem os cabeças rapadas nazis? Se há casos de polícia, que seja a polícia atratar deles, e não sociopatas convencidos de que as coisas se resolvem com “limpezas étnicas”.
    Se me falar de chulices de bairros inteiros em que toda a gente vive à custa do tráfico de drogas e ainda recebem o rendimento mínimo, sou o primeiro a condenar. Mas não é com expedições punitivas e com violência que o assunto se resolve. Até porque quem está por trás dos negócios das drogas e das pedofilias, que apanham essas populações miseráveis, são cidadãos bem “respeitáveis”.
    Já fui assaltado por ciganos, na rua, com faca apontada ao peito (e safei-me, por acaso). Não fiquei com raiva aos ciganos. Porque também há ciganos que são respeitáveis e boas pessoas, e que não andam a assaltar na rua para sustentar o vício. Já me roubaram coisas de casa e do carro, várias vezes, mas não culpo a emigração. As coisas não são tão simples. Aliás, se se diz cristão não devia defender o ódio nem a pena de morte. É fácil arranjar bodes expiatórios, mas descarregar as frustrações em minorias não me parece razoável nem adulto. Também me irritam aqueles bandos de africanos com ar superior que começam a encarar com uma pessoa e a dar-se ares de superioridade, à procura de “caldinho”. Mas não há portugueses europeus que fazem o mesmo? Chateiam-me os desordeiros, chateiam-me as causas que produzem desordeiros. Isso sim.

  10. Pente Quatro diz:

    Oh MZ, não te compreendo. Sempre que alguém te faz frente, mandas logo o Lidador javardar tudo.
    Assim não vale. Eh pá, tens de ser e de te comportar como um homenzinho.

  11. Teixeira diz:

    Caro Miguel Braga,

    aplaudo a sua defesa da honra.

    MZ, o Braga faz perguntas pertinentes e bastante incómodas.

  12. anti-antifa diz:

    Mas o MZ é obrigado a responder na hora? O homem não pode ter uma vida fora da Internet e só vir aqui quando pode? Tenham calma, isto não é propriamente um interrogatório em tempo real.

  13. Teixeira diz:

    Na verdade, o MZ nem é obrigado a responder…

  14. Lidador diz:

    Leonardo Boff?

    O padre marxista que apareceu a louvar ABERTAMENTE os atentados terroristas do 9/11?

    o tugue da teologia da libertação , co-responsável por milhares de mortes, miséria e atraso na América do Sul?

    Realmente….é de gabar.

    Já agora, sobre a Palestina….averigue a razão pela qual Gaza e a Cisjordânia, estiveram de 1948 a 1967 sob domínio egípcio e jordano e nunca foi declarado nenhum estado palestiniano nesses territórios.
    Talvez se faça luz nessa sua cabeça formatada pela baba de propaganda, caro MB.

  15. Sobre a “rectórica”, parabéns pela boa piada. Lamento já escrever e falar menos mal em Inglês que em Português.

    Sobre o petróleo na ex-Jugoslávia: averigue, pois está mal informado.
    Sobre o “petróleio do Afeganistão”, não acredito que não saiba o que é geoestratégia.
    George W. Bush, o petróleo e a falência da Enron. É um homem de bem?

    Sobre Boff: acho que está mesmo mal informado. Acha que os coronéis têm razão e os sem-terra são bem abatidos? Chico Mendes é um malandro? Boff a louvar atentados? Só vendo acreditarei!
    Acha bem quando os coemerciantes pagam aos polícias da R.O.T.A. para abater “trombadinhas”, os garotos sem-abrigo que são incendiados enquanto dormem, porque roubam para comer?

    Quanto ao “Mafoma”, nem vale a pena responder. V. que se diz um adepto da arte do insulto começa invariavelmente os posts dirigidos a muçulmanos chamando-lhes “filhos de Mafoma”. Caso encerrado.

    Depois temos para aqui competições civilizacionais advogando a bestialidade dos muçulmanos e a santidade dos cristãos.
    Quem exterminou povos indígenas norte-americanos? Espanhóis e ingleses.
    Quem cortava os polegares das meninas indianas para não concorrerem com os bordados do Leicestershire? Ingleses.
    Quem introduziu o consumo de ópio na China para vergar as populações ao vício? Ingleses.
    Quem faz experiências atómicas nos atóis da Oceânia, em vez de os fazer no Mediterrâneo? Franceses.
    Quem apoiou a invasão indonésia e o genocídio em Timor? Holandeses e americanos.
    Somos Humanidade, com qualidades e defeitos. Essas guerras civilizacionais não têm razão de ser.

    Repito: os palestinianos são bem tratados? Não são humilhados? Os israelitas não os têm massacrado? Sharon é um gajo porreiro?

    Os miudos suburbanos que são assaltados por emigrantes e começam a usar cabelo rapado e suspensários, ainda têm desculpa. No mundo das gaiolas de Miratejo, compreende-se. Homens feitos a defenderem tais coisas, não.

  16. Faço votos de que esta ausência do MZ não se deva a doença ou outra causa aborrecida. Também tenho uma vida fora da internet. Não conto estar por aqui muito tempo, e tenho escrito estes rabiscos a correr, pois tenho que trabalhar, para mal dos meus pecados…
    Acima escrevi uma coisa que não ficou clara, por causa da presa e dos erros ortográficos com as teclas, e que é mais ou menos: não se pode comparar a actividade da extrema-esquerda portuguesa, que é apenas de retórica, com a da extrema-direita, que de violência aberta. Já a extrema-esquerda no poder, seria uma ditadura igual, não duvido.

  17. M. B. diz:

    Droga, Armas, Bombas….

    O grupo de cabeças rapadas Hammerskin, com ligações ao Partido Nacional Renovador e que foi detido pela Polícia Judiciária há pouco mais de um mês, estava a preparar atentados a algumas figuras da política, sobretudo militantes do Partido Socialista, do PCP e do Bloco de Esquerda na Margem Sul. Documentos apreendidos nas buscas dão conta da realização de uma reunião na Margem Sul para definir os alvos dos ataques, que previam também a vandalização de sedes partidárias com bombas de fabrico artesanal e cocktail molotov.

    Os ataques podiam acontecer no dia da maior manifestação de extrema-direita que alguma vez se realizava em Portugal e que estava agendado para dois dias depois da operação da PJ. As intercepções telefónicas e as vigilâncias que já estavam a ser feitas aos indivíduos permitiram detectar movimentações nesse sentido, tendo a operação sido antecipada para evitar confrontos.

    Ainda segundo o CM apurou, nesse momento também já haveria prova abundante contra os indivíduos. O grupo estava a ser vigiado há quase dois anos e era responsável por diversos ataques aparentemente isolados, sempre contra indivíduos de raça negra. Mas só agora é que aqueles se preparavam para algo de maiores dimensões, que pretendia funcionar como um sinal do poder que ostentavam.

    Parte dos cabeças rapadas levados ao Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa na altura da operação da PJ foi interrogada ainda pelo espancamento de uma rapariga pertencente a uma facção skin mais moderada – o movimento SHARP, skinheads contra o preconceito racial.

    A jovem foi pontapeada na cabeça em finais de 2005, tendo sofrido ferimentos graves. A PJ acredita igualmente que outros membros do SHARP (a mesma facção) poderiam ser alvos de atentados proximamente, tal como alguns membros o haviam revelado no site Forum Nacional.

    Recorde-se, ainda, que as ameaças a políticos de esquerda também não era inéditas. Daniel Oliveira, ex-assessor do Bloco de Esquerda, já tinha apresentado queixa contra Mário Machado, um dos líderes do PNR, por insultos e ameaças de morte. O incidente terá acontecido à porta da Assembleia da República, após o ex-assessor ter escrito um texto no seu blogue em que comparava o dirigente de extrema-direita a um criminoso brasileiro.

    Após a operação policial, as actividades daqueles grupos parecem ter esmorecido. A prisão preventiva de Mário Machado e as medidas de coacção impostas aos outros nove indivíduos diminuíram a organização da facção skinedes. Também a apreensão de dezenas de bastões, soqueiras e outros objectos usados nas agressões, podem ter contribuído para alguma desmobilização do grupo.

    A PJ continua no entanto a vigilância, estando atenta à possibilidade das facções mais radicais da extra-direita se poderem rapidamente reorganizar e voltar a espalhar a violência.

    VÁRIAS MORTES EM PORTUGAL

    Os skins são responsáveis por várias mortes e agressões em Portugal. O primeiro acto de violência grave foi perpetrado em Outubro de 1989, quando um grupo de skinheads interrompeu uma festa do Partido Socialista Revolucionário, na sede da Rua da Palma, em Lisboa. José Carvalho, dirigente do partido, foi morto à facada, num acto de violência gratuita, e o agressor, Pedro Grilo, condenado a 11 anos de cadeia, continua a monte depois de ter fugido da cadeia.

    Dois meses depois, no Porto, um outro grupo de cabeças rapadas atacou dois galegos, espancou e atou à linha do comboio o angolano Francisco Faustino.

    A 10 de Junho de 1995, quando os skins comemoravam o ‘dia da raça’, a violência voltou às ruas de Lisboa. O cabo-verdiano Alcino Monteiro foi espancado até à morte, no Bairro Alto, por um grupo de indivíduos que procurava exactamente homens de raça negra. O julgamento sentou 17 indivíduos no banco dos réus, condenados a penas entre os 14 e 18 anos de prisão.

    DROGA PODE FINANCIAR GRUPO

    As escutas telefónicas a que os indivíduos foram sujeitos nos últimos meses permitiram também detectar as ligações do PNR e de algumas facções de skins ao tráfico de droga. Um dos arguidos no caso é Rui Veríssimo que está preso por ter sido apanhado com dois quilos de cocaína quando regressava de Cabo Verde. Veríssimo cumpre uma pena de quatro anos e meio e terá depois de responder no processo dos ‘cabeças rapadas’.

    Este episódio e a falta de explicações sobre os meios de sobrevivência dos arguidos tem vindo a consolidar a tese de que o grupo estaria a financiar-se através do tráfico de droga. Alguns dos arguidos, em particular Mário Machado, têm alegado que trabalham como seguranças em alguns bares da noite lisboeta mas sem a correspondente apresentação de provas.

    SAIBA MAIS

    10 indivíduos com ligações à extrema-direita foram detidos pela PJ na última operação. Só um, Mário Machado, da Frente Nacional, ficou em prisão preventiva.

    1250 indivíduos encontravam-se registados no fórum da Hammerskin, o grupo de skins que foi alvo da atenção das autoridades, dias antes da concentração nacional.

    BUSCAS

    A Polícia Judiciária fez buscas na sede do PNR mas não foi encontrado qualquer material proibido.

    SKINHEAD

    É o nome de uma subcultura com origens no Reino Unido, na década de 1960, ligada aos rude boys. Caracteriza-se pelo corte de cabelo muito curto ou rapado, um estilo particular de vestir, o culto da virilidade e da violência.

    CLAQUES

    A maioria dos indivíduos identificados pelas autoridades pertenciam a claques de futebol, designadamente uma das claques mais radicais do Sporting.

    Fonte: Correio da Manhã – 02/06/07

  18. M. B. diz:

    Extrema-direita: Agressões – Seis jovens que faziam parte de uma lista de 23 foram espancados

    Durante uma semana as fotografias de 23 jovens, rapazes e raparigas, ilustrou a página do «site» Fórum Nacional, ponto de encontro cibernético da extrema-direita em Portugal. Eram alvos a abater. “Havia mensagens claras de incitação à agressão àqueles elementos. A única coisa estranha é que eram todos brancos e com aspecto físico semelhante ao dos «skinheads»”, conta uma fonte judicial. Eram todos membros de grupos de «skins» de extrema-esquerda ou anti-racistas, como os «red-skins» ou os SHARPS (Skin Heads Against Racism Prejudice), inimigos dos cabeças rapadas neonazis. As fotos foram retiradas da Internet – de «sites» de extrema-esquerda, do Messenger e do fórum HI5,

    Entre 2004 e 2007, em vários locais da Grande Lisboa e na margem sul, seis destes jovens acabaram por ser agredidos violentamente ou ameaçados com armas de fogo, como sucedeu ao membro da claque do Estoril ligada à extrema-esquerda. Uma rapariga foi espancada a pontapé, em Corroios, por dois dos detidos pela PJ no mês passado e ficou com quatro dentes partidos. Há outra jovem que também foi atacada na rua. Um dos agredidos reconheceu os atacantes e acabou por lançar a Polícia Judiciária na pista do grupo mais radical dos «skinheads» de extrema-direita, os «hammerskins». As várias queixas dispersas nas esquadras da PSP e da GNR foram sendo organizadas num único processo.

    O Expresso sabe que a maior parte dos dez detidos pela PJ a 18 de Abril deste ano estão envolvidos, directa ou indirectamente, nestas agressões. Mário Machado, o único a ficar em prisão preventiva, terá participado numa das agressões. “E deu indicações precisas sobre as moradas e os locais onde costumavam parar todos os outros”, garante a fonte. Os seis agredidos são testemunhas no processo contra os «skinheads» e uma cópia da página do Fórum Nacional é umas provas que vão constar na acusação do Ministério Público. No processo há várias páginas do Fórum com conversas de incitamento ao ódio racial entre os participantes. O fórum foi encerrado.

    Outra das provas recolhidas pela PJ resulta de uma vigilância a um grupo de 12 «hammerskins» que se deslocou à cidade da Maia, no Norte do país para uma acção punitiva contra o líder dos Blood and Honour, um grupo neonazi rival. O alvo trabalhava na peixaria do Jumbo da Maia. Quando o grupo chegou, o hipermercado já tinha fechado. Os «skins» foram fotografados a forçar a entrada à procura do peixeiro, que entretanto já tinha saído.

    No regresso ao Porto o grupo avistou um homem negro ao volante de um Porsche. Barraram-no, obrigaram-no a parar e atacaram o carro a soco e pontapé. “A sorte do homem foi nunca ter saído do carro”, explica a mesma fonte. A polícia fotografou tudo, mas não chegou a intervir. O processo está a correr no DIAP, ainda na fase de inquérito e poderá ter novos arguidos. Há duas semanas, a PJ fez revistas em duas cadeias do país. Em Paços de Ferreira, onde está detido Michael Gonçalves, que cumpre 18 anos de prisão pelo homicídio de um árabe em França, foi apreendida uma bandeira nazi, material de propaganda e um blusão de «hammerskin». No Estabelecimento Prisional de Lisboa foi revistada a cela de Paulo Veríssimo, que cumpre quatro anos e meio de cadeia por tráfico de droga, depois de ter sido apanhado com cerca de dois quilos de cocaína quando regressava de Cabo Verde.

    Foi também encontrado material de propaganda nazi e na casa dos pais do recluso foi apreendida uma caçadeira ilegal que Veríssimo admitiu ser sua. Estes dois reclusos têm ligações fortes com os «skinheads» neonazis. A 18 de Abril a PJ deteve dez homens suspeitos de pertencerem aos «hammerskins». Estão todos indiciados por agressões e pelo crime de incitamento à xenofobia.

    Fonte: Expresso última semana de Maio

  19. M. B. diz:

    CML cai por causa de arguidos…

    e o PNR quer entrar na CML com um arguido…

    O Partido Nacional Renovador (PNR) apresentou esta sexta-feira a lista de candidatos à Câmara de Lisboa, que inclui Vasco Leitão, detido preventivamente por alegada descriminação racial, informou a agência Lusa.

    Vasco Leitão, número dois da lista encabeçada por José Pinto Coelho encontra-se em prisão domiciliária, depois de no dia 18 de Abril ter sido detido alegadamente por incitação ao crime racista. Segundo o líder do partido, o facto de Vasco Leitão ser o número dois da lista é «um pormenor importante» e o termo de identidade e residência do dirigente nacional do partido é uma «situação injusta» e uma «prisão política» que considera «escandalosa».

    «Não há aqui discriminação racial, apenas opinião», referiu Pinto Coelho

    Fonte: Portugal Diário 19/05/07

    Vejamos o que diz a lei, mais concretamente o Código de Processo Penal:

    Artigo 201.º

    Obrigação de permanência na habitação

    1 – Se houver fortes indícios de prática de crime doloso punível com pena de prisão de máximo superior a três anos, o juiz pode impor ao arguido a obrigação de se não ausentar, ou de se não ausentar sem autorização, da habitação própria ou de outra em que de momento resida.

    2 – Para fiscalização do cumprimento da obrigação referida no número anterior podem ser utilizados meios técnicos de controlo à distância, nos termos previstos na lei.

    É assim deitada por terra a teoria do senhor Pinto Coelho de que Vasco Leitão é um mártir da causa nacionalista, ou seja, que está preso por mero delito de opinião. Felizmente que a lei não funciona assim.

    Fonte: blog Parem o PNR

  20. M. B. diz:

    Fala o Presidente do PNR:
    “Não aceito que o meu País seja invadido por outras raças” Jornal de Leiria, 10 Agosto de 2006

    “Eu sou amigo pessoal de Mário Machado (líder da associação criminosa neonazi Hammerskin já condenado por homícidio, posse de armas e extorsão), e camarada político”

    SIC, 16 Junho de 2006

  21. M. B. diz:

    Vasco Leitão, membro da direcção do PNR, foi um dos interrogados, tal como oito skinheads (da Hammerskin) e ainda Fernando Pimenta, dono da espingardaria Soldier, fechada desde 2006 na sequência de uma acção policial relacionada com um processo de tráfico de armas.

    Os outros 20 indivíduos detidos na quarta-feira, na sequência das buscas efectuadas pela Judiciária, acabaram por ser libertados na madrugada de quinta-feira.

    Parte dos cabeças rapadas levados ao TIC foi ouvida pelo espancamento de uma rapariga pertencente a uma facção skin mais moderada – o movimento SHARP, skinheads contra o preconceito racial.

    A vítima foi agredida com violentos pontapés na cabeça, em finais de 2005, que a deixaram “caída e inconsciente no chão”, adiantou ao CM fonte ligada ao processo. Tal como outros membros do SHARP, estava marcada por várias ameaças trocadas no site ‘Forum Nacional’ como “um dos alvos a abater”.

    O juiz inquiriu os skins sobre as perseguições e ameaças concretizadas em agressões. Um dos principais visados é Mário Machado, o conhecido activista do movimento skinhead e líder da Frente Nacional. É suspeito de participação em vários actos de violência, entre os quais um ocorrido em Agosto de 2006 – e outro, este ano, à porta do hipermercado Jumbo, na Maia. Outro episódio foi o das ameaças ao comentador político Daniel Oliveira.

    Na operação que envolveu cerca de 100 agentes e 60 buscas, a PJ apanhou armas de calibre proibido, algumas de guerra, dezenas de soqueiras e facas, e material de propaganda nazi. Em causa estão crimes de discriminação racial, ameaças e ofensas à integridade física qualificadas, e posse ilegal de armas.

    A mesma fonte ligada ao processo recordou ao CM a doutrina defendida pelos skins detidos: “Comparam os seres humanos aos macacos, entre outras teses racistas. É um movimento indiciado por defender a supremacia de uma raça pura, branca, que faz recair sobre outras raças todos os males da sociedade”.

    Fonte: Correio da Manhã 20/04/07

  22. M. B. diz:

    Extrema-direita e o tráfico de mulheres

    A denúncia é feita por Antonio Salas, pseudónimo do jornalista espanhol que assinou recentemente Diário de Um Skin (Dom Quixote), e constará de um capítulo a incluir na segunda edição portuguesa do livro. Nessas páginas, dedicadas sobretudo ao movimento skin feminino e ainda em fase de tradução, Salas associa os partidos de extrema-direita ao negócio de tráfico de mulheres, com Portugal a aparecer em lugar de destaque neste circuito.

    Antonio Salas chegou a esta conclusão na sequência da investigação que fez enquanto infiltrado no movimento skin. Classificando o ano de 2007 como um dos mais agitados para o movimento skin em Portugal, – chama-lhe mesmo “o primeiro ano do Portugal Nacional Socialista” – Salas explica: “Quando terminei a minha investigação sobre o movimento neonazi continuei a voltar a Portugal em muitas ocasiões.[…] Depois dos skinheads mudei de identidade, de aspecto e de objectivo e infiltrei-me, durante mais de um ano, nas mafias internacionais do tráfico de mulheres e raparigas para exploração sexual. Portugal, infelizmente, é uma das portas de entrada na Europa usada pelas mafias que importam carne humana, quanto mais jovem melhor, para satisfazer os apetites sexuais dos homens honrados europeus. Milhares dessas mulheres provêm das antigas colónias africanas e do Brasil, um dos maiores fornecedores de escravas sexuais para a Europa branca, que acabam como prostitutas de bordéis, como aquele que Mário Machado protegia como porteiro em Lisboa.”

    E é precisamente a Mário Machado, líder do grupo hammerskins e dirigente da Frente Nacional que o espanhol recorre para dar a dimensão do fenómeno neonazi em Portugal. Machado foi recentemente detido na sequência de uma investigação da Polícia Judiciária para reunir provas de agressões a negros e a elementos de grupos rivais, posse ilegal de armas, difusão de ódio, incitação à violência e discriminação racial .

    Esta denúncia de Salas surge pouco depois de a União Europeia ter acordado “penalizar a negação do holocausto e o revisionismo”, recorda o jornalista que há duas semanas fez uma paragem em Madrid onde conversou com jornalistas. No capítulo inédito, pode ler-se, ainda que essa decisão não irá acobardar “os nazis lusos, que continuarão proclamando que as câmaras de gás não existiram e que os campos de concentração nazi são uma invenção sionista”.

    Fonte: Diário de Noticias de 14.05.07

  23. M. B. diz:

    Contra o Imigrante e… o Hamburguer!

    Quando pensávamos que já nada nos surpreendia vindo dos nazi-fascistas, eis que José Pinto Coelho e a sua trupe lançam a público o seu “programa” para as próximas eleições autárquicas para a CML. Colocamos “programa” entre aspas, pois aquilo é tudo menos um programa/projecto sério para a maior autarquia do país. Nem se fosse para a freguesia de Santa Comba Dão aquilo poderia ser denominado de programa, mas enfim. No dito “programa” podem encontrar-se várias passagens de grande interesse político, que mostram mais uma vez o vácuo de ideias de que é constituído este partido.

    Eis algumas das propostas para Lisboa retiradas do “programa” do partido:

    – O problema está directamente associado ao aumento do número de imigrantes a residirem e a circularem na cidade.

    – Cortar as verbas para as associações gay e de imigrantes.

    – Acabar com o protocolo relativo à Fundação Mário Soares.

    – Só tem filhos quem pode e é necessário acabar com a mentalidade reinante na comunidade africana de que podem ter filhos indiscriminadamente.

    – Urge travar a “cultura do hamburger e do hip-hop” que descaracteriza e destrói a nossa cultura autóctone e genuína.

    Fonte: http://anti-pnr.blogspot.com/

  24. Lidador diz:

    Boff –
    “Para mim, o antentado terrorista de 11 de setembro marca a virada na direção do novo paradigma planetário e humanístico. Os prédios atingidos enviam uma mensagem: não se poderá mais construir a civilização mundial com o tipo de economia dominante (simbolizada pelo World Trade Center), com o tipo de máquina de morte montada (Pentágono) e com o tipo de política arrogante e produtora de imensas exclusões (Casa Branca poupada porque o avião caiu antes). Para mim começou a ruir o sistema e a cultura do capital”

    POis é, caro MB, se isto não é um puro orgasmo perante o ataque ao grande satã, então está muito bem fingido…

    Ah, reparei que assobiou para o ar perante a questãozinha da “ocupação sionista”….mas eu repito:

    Sendo que de 1948 a 1967, as terras atribuídas pela ONU para o estado palestiniano, estiveram sob ocupação militar egípcia ( Gaza) e jordana ( Cisjordânia), porque razão não foi criado o tal estado palestiniano e porque razão os defensores da “causa palestiniana” não contestavam a ocupação?

    Mais..havia já na altura uma OLP, que não reivindicava Gaza e a Cisjordânia.
    Que reivindicava então?

    Acertou….Telavive e Haifa.

    E por isso é que os estados vizinhos lançaram uma ofensiva contra Israel.

    Perderam…azar deles.

    E por muito que o MB acredite na baba que lhe vendem nas sacristias, Israel ganhou uma guerra defensiva. E segundo as leis internacionais, territórios conquistados em guerras defensivas não são considerados “ocupados”.
    Israel pode cedê-los, SE QUISER.
    Foi o que fez com o Sinai, em troca de paz.
    Foi o que fez com Gaza, em troca de nada….e os resultados estão à vista. É de Gaza que são lançados os foguetes….não da Cisjordânia.
    Que se lhe oferece dizer?

  25. Miguel diz:

    @M.B.

    Nao sou o MZ, mas vou responder a algumas das suas (validas ate em certa medida) questoes:

    Bem, se vive no RU, certamente que conhece os “Chavs”. Pois é isso que os basofes são. Até acredito que hajam alguns dessa sub-cultura que se aproveitem, de facto conheço pessoas que adoptaram-na exterioramente para que esses mesmos basofes nao se metessem com eles. Eu proprio ja andei por caminhos parecidos.
    Mas certamente, uma cultura que glorifica o crime, a desobediencia entre outras coisas nao deve ser coisa boa. Mas como diz, se nao fazem nada de mal..deixa-los em paz. O problema é que fazem..

    Quanto ao Islão. Diz que nao devemos julga-lo pois a mentalidades da epoca eram diferentes. Exactmente. O probleme é que alguns se nao nao a maoria dos muçulmanos quer de facto voltar a tais belos tempos. Concordara comigo que isso nao é la muito bom? Falar da Inquisiçao tem o seu valor, mas isso foi ha 500 anos. Hoje em dia a Igreja Catolica nao faz mal a uma mosca, mas nao faltam a imans a pregar a morte e a destruiçao. Simplesmente pararam no tempo.

    A invasao do Afeganistão (e a do Kosovo tambem) foram perfeitamente justificadas, petroleo ou nao, que nesses casos nunca ouvi falar. Agora o Iraq? A historia é bem diferente…
    Os Palestinianos deveriam ser independentes, e de facto vivem mal e oprimidos. Mas por outro lado percebo o medo de Israel…o que lhes garante que os Palestinianos se vao contentar com a faixa de gaza e a cisjordania? Que nao vao simplesmente mandar ainda mais bombistas suicidas, agora que estariam sem controlo? É complicado.

    Quanto a imigraçao:

    Disse ai num post que nao podiamos “mandar os pretos para a terra deles” porque nos estivemos la 500 anos a escraviza-los a explora-los. Eu nao sei quanto a si, mas EU nunca fui a Africa explorar quem quer que seja, e portanto nao tenho nada a ver com isso. Certamente nao terei que pagar por isso. Ate podia ter sido o meu pai a ir la.

    O facto de haver muitos Portugueses que emigraram para fora, é problema dos paises que os aceitaram, e certamente, tanto quanto sei os Portuguese ate se comportam bem e normalmente sao benvindos.
    Eu nao vejo mal em que venham para ca imigrants, desde que:
    1º Sejam necessarios..o que com os niveis de desemprego que temos agora nao me parece..e
    2º Nao façam porcaria. Aqueles que fizeram, deveriam ser imediatamente recambiados.

    Certamente que esses skins que matam pessoas ou so mesmo agridem, têm que ser perseguidos, mas a serio, creio que ha muito mais problemas com imigrantes do que com skins, logo ha que ter prioridades.

    De facto, tambem ha ca muita “merda” digamos. Mas so por isso, deviamos evitar levar com a dos outros paises, lol.

  26. Stran diz:

    “E segundo as leis internacionais, territórios conquistados em guerras defensivas não são considerados “ocupados””

    Depreendo que concorde com o contrário, ou seja:

    “E segundo as leis internacionais, territórios conquistados em guerras [ofensivas] são considerados “ocupados”

    Correcto meu caro lidador?

  27. Pente Quatro diz:

    Oh Basofes, então não dizes nada?
    Querem ver que foi fazer um retiro nalgum mosteiro trapista.

  28. Caro Teixeira:

    Deixe-me tirar-lhe essa angústia que lhe vai na alma! Eu respondo ao Miguel Braga. E é já daqui a pouco. Não o fiz antes porque, no meu caso, tenho uma vida (pessoal e profissonal), para além do passatempo que é a blogosfera e este meu interessante (modesto, hã???) Máquina Zero…

  29. Meu caro Pente Quatro:
    Licenciei-me em Coimbra, depois de sair da tropa, como estudante-trabalhador. Parece-me simples o registo no Fórum Islâmico. Eu próprio sou membro desse Fórum – obviamente que com outra identidade. Agora, se você já fez o registo e ele ainda não foi activado, é porque não o querem lá e também não querem dizer-lhe que não o querem lá, para continuarem a fingir que são democratas e aceitam ali a presença de não-islâmicos, como membros, e o debate democrático e livre de ideias…
    “Sobre esta sua primeira “boca” (MZ, (…) Sempre que alguém te faz frente, mandas logo o Lidador javardar tudo.) deixo aqui bem claro que O LIDADOR NÃO TEM PROCURAÇÃO MINHA PARA ME DEFENDER. O Lidador comenta o que quiser e defende o que quiser. Não o posso impedri de defender as mesmas posições que eu.
    Sobre a sua segunda “boca” (“MZ (…) tens de ser e de te comportar como um homenzinho”), deixei de ser “homenzinho” e passei a ser Homem quando, em Angola, vi tombar morto, pela primeira vez, um camarada de armas – que Deus o tenha – cujo nome está inscrito no Monumento aos Mortos da Guerra no Ultramar.
    Além disso, eu tenho vida, para além da Internet. Pessoal e profissional… O Miguel Braga não perde pela demora. Como dizia o outro: “É jáááááá a seguir !!!!!”

  30. Teixeira diz:

    Caro MZ,

    como disse anteriormente, você nem tem obrigação de responder. Mas o Miguel Braga conseguiu “encosta-lo um pouco às cordas” não?

    Os nacionalistas, os adversários e os inimigos estão à espera de resposta.

    Vai ser “prime time” caro MZ, e isso é mérito do Miguel. Quanto aos seus afazeres profissionais é justificação que não tem de me dar.

    Venha essa resposta e deixe-se de “teasers”…

  31. Caro Teixeira.

    Até aqui, tenho-o tratado com o respeito que um adversário me merece. Hoje, fiquei com algumas dúvidas se você merece que eu trate com esse respeito! Primeiro, você coloca aqui um post, a dizer que “MZ, o Braga faz perguntas pertinentes e bastante incómodas.” Obrigado. Já reparei que ele fez muitas perguntas (com resposta óbvia) e muitas afirmações (sem nexo). Qual é o seu objectivo ao chamar-me a atenção, antes de eu responder? Está com pressa de ler as minhas respostas? Está preocupado com a hipótese de eu não responder?

    Bom, eu respondi-lhe EDUCADAMENTE (!) dizendo que ainda não tinha tido tempo de o fazer, devido à minha vida profissional. Você responde, dizendo que ESTÁ À ESPERA DESSAS RESPOSTAS e acrescenta que os meus “afazeres profissionais” não é justificação que eu tenha que lhe dar.”Venha essa resposta e deixe-se de teasers” – diz você

    Você baralha-se um bocado, não? Diz que está á espera das respostas, deixa nas entrelinhas a interrogação sobre porque é que eu ainda não respondi, eu digo-lhe que não tive tmpo, devido ao meu trabalho, e você responde que não quer saber disso para nada, quer é as minhas respostas ao Miguel Braga?

    Já agora, o Miguel Braga nomeou-o seu representante ou porta-voz? O Miguel Braga não sabe vir aqui e perguntar pelas minhas respostas às perguntas dele?

  32. […] você, aqui: “(…) O tal garoto de Braga, não sei que percentagem tem de africano ou caucasiano, mas […]

  33. Lidador diz:

    Caro Stran, não é uma questão de concordar ou não. É o que está na Lei Internacional que, apesar de incipiente, existe.

    Assim sendo, terra conquistada em guerras ofemsivas, é considerada sob ocupação.
    Terra conquistada por um estado que se defende e que ganha, não tem esse estatuto

    Até 1967, os territórios de Gaza e da Cisjordania estavam ocupados por países árabes.
    Não era por “esse “estado que a OLP lutava, mas sim por aquele que se estendia até Haifa e Telavive.
    Após 1967, a OLP reajustou os objectivos a curto prazo. Hoje, a maioria da Fatah, quer apenas aquilo que os árabes antes recusaram: um estado palestiniano nos termos da Partilha. Se não o têm, a culpa não é de Israel, mas sim dos árabes e das escolhas que fizeram.

    Há mais guerras naquela guerra…as coisas não são tão simples como parecem.

    A mais antiga e a mais intratável é a guerra pela destruição de Israel. É essa a guerra de fundo, aquela que levou à recusa da Partilha, aquela em que o Hamas, a Jihad Islâmica, grupos da Fatah, o Irão, o Hezbolah, a Síria, e a generalidade do mundo islâmico está empenhado de forma quase existencial.

    Foi esta guerra que levou à “ocupação” de Gaza e da Cisjordânia, bem como dos Montes Golan e do Sinai.

    Ao contrário do que o vocabulário panfletista da esquerda eurábica quer fazer crer, não se trata de uma ocupação “ilegal”. À luz do direito da guerra (4ª Convenção de Genebra), e do DI relevante, não há ilegitimidade na colonização de terras obtidas no decurso de uma guerra defensiva, pelo vencedor que se defende vitoriosamente.
    São terras disputadas que o vencedor gere como muito bem entender (veja-se por exemplo o caso de Gdansk-Danzig)

    Israel, de moto próprio, devolveu o Sinai ao Egipto quando fez a paz. E quis devolver Gaza e a Cisjordânia também, ao Egipto e Jordânia que tinham ocupado esses territórios em 1948, impedindo a criação do Estado Palestiniano. Recusaram!

    Agora, as fronteiras de um estado palestiniano já não poderão ser as da partilha, porque essas foram recusadas pelos árabes. Nas guerras que moveram, Israel, estado agredido, ganhou e agora tem o direito de as desenhar à medida dos seus interesses.
    Como dizia Atila, “ai dos vencidos”. Atacaram, perderam, não podem agora esperar que fique tudo como dantes e que não haja consequências, como se a guerra fosse um jogo em que se pode voltar atrás, fingindo que nada aconteceu.

    Mas há também guerras, do lado israelita:
    Uma guerra (justa) pela segurança e a uma guerra (injusta) pelo Eretz Israel.
    Há gente a combater nesta guerras todas, mas a maioria dos israelitas combate pela segurança e só alguns estão alistados no combate pelo Grande Israel.
    A guerra de Israel pela sua segurança é uma guerra tão justa como a dos árabes da palestina pelo seu estado, nos territórios da partilha, redesenhados à medida dos factos que entretanto ocorreram.
    Barak, em Camp David (2000) propôs uma retirada total da Cisjordania e de Gaza em troco de um acordo global de paz.
    Arafat recusou.
    Os seus destinos, dizem-nos muito do tipo de apoios que existem de cada lado. Arafat escolheu a guerra e sobreviveu politicamente. Barak falhou a paz e foi apeado.
    E quando Israel retira completamente de e Gaza, e os árabes palestinianos continuam a atacar Israel, demonstram o que na realidade pretendem e fazem os israelitas concluir que a guerra justa pela sua segurança, tem de ser prosseguida para lá da fronteiras, porque se não lutarem em Ariel e Nabluz, terão de o fazer em Haifa e Telavive.

    Não …conflito não é tão simples como os tontos gostam de o pintar.
    Infelizmente, há demasiados antisemitas disfarçados que fazem disto uma religião, cheia de dogmas, de certezas, de noções absolutas de bem e de mal, e, abancados na estratosfera das suas visões ideológicas, se recusam a conhecer o problema em todas as suas vertentes, porque só o deliberado maniqueísmo lhes permite tanta arrogância no discurso da condenação do “judeu”, assumindo forma paternalista totalmente sectária as dores dos “palestinianos”, culpados de nada e vítimas de tudo, e transferindo a narrativa da “culpa” e do odioso para os “sionistas” (eufemismo politicamente correcto para verbalizar o ódio aos judeus).

    Talvez uma espreitadela para alguns dos pontos da Carta do Hamas ajude esta pobre gente, cuja ignorância dá asas ao ódio, a perceber melhor o que está verdadeiramente em jogo e de que calibre é a agenda que defendem, compreendem e justificam

    “Israel will exist and will continue to exist until Islam will obliterate it, just as it obliterated others before it.”

    “The Islamic Resistance Movement believes that the land of Palestine is an Islamic Waqf consecrated for future Moslem generations until Judgement Day. It, or any part of it, should not be squandered: it, or any part of it, should not be given up. ”

    “There is no solution for the Palestinian question except through Jihad. Initiatives, proposals and international conferences are all a waste of time and vain endeavors.”

    “After Palestine, the Zionists aspire to expand from the Nile to the Euphrates. When they will have digested the region they overtook, they will aspire to further expansion, and so on. Their plan is embodied in the “Protocols of the Elders of Zion”, and their present conduct is the best proof of what we are saying.”

    Pela leitura da carta ( que o Hamas não pensa mudar nem à lei da bala) é portanto evidente que o Hamas reconhece que Israel existe….até que o Islão o oblitere.

    Mas sobre isto os “preocupados com os palestinianos”, MOITA CARRASCO!

    E percebe-se também porque razão os “acordos” nunca resultarão… são mera perda de tempo.

  34. Teixeira diz:

    MZ,

    entendo que esteja com pouca vontade de perceber o meu “singelo e modesto” bom humor. Foi apenas disso que se tratou.

    Encare-me como um género de observador atento, e como diria o outro, “venha de lá essa resposta”.

  35. Ok, meu caro. Então, assunto encerrado. O meu sentido de humor não estava grande coisa, ontem, confesso. Só para que fique claro, você continua na categoria dos “AQR” (Adevrsários Que Respeito”…)

  36. Stran diz:

    Caro Lidador,

    Antes demais gostava no meu comentário dividir os dois temas:

    – Guerra ofensiva vs Guerra defensiva;

    – Crise Israel/Palestina;

    Relativo ao primeiro tema acho interessante a sua posição, porque parece que nesse contexto estamos quase de acordo (uma pequena nuance), no entanto gostaria de saber se a sua posição é apenas relativa (isto é se o conceito de guerra defensiva vs guerra ofensiva depende dos paises intervenientes) ou se o conceito é “absoluto” (isto é, se se deve aplicar os mesmos critérios independentemente dos seus intervenientes). E à luz deste conceito que reflectisse sobre o início da actual guerra do Iraque, indicando se foi uma guerra defensiva ou ofensiva.

    Relativo ao segundo tema concordo quando afirma “Há mais guerras naquela guerra…as coisas não são tão simples como parecem.” Este é sem dúvida um dos conflitos mais difíceis neste planeta pois mistura direitos legítimos com aproveitamento politico, com radicalismos (de parte a parte).

    Este é um conflito que é alimentado por muita gente e que por isso não irá terminar tão cedo. Quando se condena os israelitas não se está a ser anti-semita, ao contrário do que muitos (inclusive líderes de comunidades judaicas) afirmam. O mesmo se pode dizer dos palestinianos.

    Pessoalmente o que me custa mais é o horror que os civis (israelitas e palestinianos) vivem diariamente só porque a agenda pessoal de uns quantos não permite a pacificação daqueles territórios.

    Só uma nota de curiosidade: se pudesse enviar o link onde retirou as transcrições em inglés agradecia.

  37. Lidador diz:

    Caro Stran, não se trata do que eu concordo ou deixo de concordar…é o que está explícito e implícito nas leis da guerra e outras do DI relevante.

    Não mude de assunto, por favor.
    Estamos a falar dos “territórios ocupados”.
    O Iraque, as Sacalinas, Gdansk, Cabinda, Ceuta, Olivença, Tibete, a Guerra dos Hereros, das Falkland, ect, etc, são interessantes, mas não fazem parte desta discussão.

    Porque razão mistura as coisas?

    O que eu lhe quis mostrar, é que os arabes rejeitaram a partilha da Palestina, decidida pela ONU, atacaram Israel 3 vezes, com enormes forças convencionais e Israel existe apenas porque ganhou as guerras.
    Se as perdesse, já não existia.
    E no decurso dessas guerras, apoderou-se dos territórios de onde elas foram lançadas.
    POde devolvê-las, SE QUISER e entender que lhe interessa, ou incorporá-las no seu território legalmente, se assim o quiser.
    É livre e tem legitimidade para o fazer.

    Quanto à Carta do Hamas, vá a

    http://en.wikisource.org/wiki/Hamas_Covenant

    E divirta-se a ver a espécie de “palestinianos” que merecem a sua “compreensão”.

  38. Stran diz:

    “Caro Stran, não se trata do que eu concordo ou deixo de concordar…”, pelo contrário meu caro Lidador é isso que se trata. Estamos aqui a discutir a sua opinião sobre determinado assunto. Não estou a pedir um parecer juridico a um especialista em DI (que julgo que o não é), mas sim a sua opinião (se for consubstanciada em factos é claro que tem um maior peso). Pelos seus comentários vejo que tem uma enorme dificuldade em expressar a sua opinião e se comprometer com ela.

    Outro ponto: tem que se habituar que não é dono de uma discussão, e muito menos controla o âmbito de um debate. Pode tentar esse recurso quando está confrontado com perguntas incomodas ou que por outro motivo não queira responder, é uma opção sua, mas devo confessar que torna o debate inócuo.

    Infelizmente, pensei que neste tema poderíamos ter uma discussão minimamente interessante (o seu penúltimo comentário iludiu-me), mas estava enganado.

    Finalmente, dividi o meu comentário em dois para que não houvesse mistura de dois assuntos diversos, ou seja o contrário do que me acusa, mas a sua vontade irracional de atacar o seu oponente a cada comentário que produz não o deixou verificar isso.

  39. Stran diz:

    Obrigado pelo Link.

  40. Lidador diz:

    Caro Stran, não comece já a largar fumos. Os factos não dependem de opiniões.
    A sua opinião sobre a existência do Sol, é-me irrelevante. Se todavia verificar que é da opinião de que ele não existe, ou que é verde, limito-me a mostrar-lhe os factos que desmentem a sua crença

    Não se trata de “opinião”, mas sim de descrição de factos.

    É neste pé que está a nossa troca de “impressões”.
    Você opina…eu mostro-lhe factos.
    Nesta caso, mostrei-lhe que os arabes rejeitaram a partilha da Palestina, decidida pela ONU, atacaram Israel 3 vezes, com enormes forças convencionais e Israel existe apenas porque ganhou as guerras.
    E no decurso dessas guerras, apoderou-se dos territórios de onde elas foram lançadas.
    Pode devolvê-las, SE QUISER e entender que lhe interessa, ou incorporá-las no seu território legalmente, se assim o quiser.
    É livre e tem legitimidade para o fazer.

    Se você tiver outra “opinião” sustente-a com factos.

  41. Stran diz:

    Vejo que tem uma natureza nervosa e o habito de ler os post rápido demais, pois não sei se já reparou mas não contestei nenhum facto. Aliás nesta discussão até dei os factos que menciona como verdadeiros, por isso não entendo a sua “arrelia”.
    Pedi a sua opinião na temática guerra defensiva/ofensiva que foi a que eu iniciei. Não me culpe por se ter desviado da questão inicial que levantei.

    Mas já que falamos em factos, quais são os que lhe sustentam “Pode devolvê-las, SE QUISER e entender que lhe interessa, ou incorporá-las no seu território legalmente, se assim o quiser.” (por favor faça-o com links).

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