Violação do Código de Conduta

COMUNICO A TODOS OS COMENTADORES QUE  EU PRÓPRIO VIOLEI AS REGRAS DO CÓDIGO DE CONDUTA DESTE BLOGUE , AQUI, E AGORA, VOU APRESENTAR QUEIXA CONTRA MIM…

Máquina Zero

82 Responses to Violação do Código de Conduta

  1. Toxico diz:

    Eu não vi nada… disse alguma coisa de mal?! :O

    Tenho de voltar á 4ª classe e tentar não distinguir o bem do mal, para assim o poder julgar. 😉

  2. Camões diz:

    Porquê tanta raiva, ó Máquina Zero?

  3. Pente Quatro diz:

    Caro Dr. MZ,

    Ok, vc violou o seu próprio Código de Conduta, e agora?
    O que é que vc preende que a gente diga?
    “MZ vc foi muio mal educado, violou os artigos tal e tal e devia ser-lhe aplicada a pena de expulsão definitiva do seu blog.”
    Primeiro faça lá a sua defesa ou auto-critica (onde é que eu já ouvi isto?) e proponha a pena que pretende aplicar a si poróprio.
    Porte-se bem!

  4. Sydnei diz:

    Ei MZ, sou brasileiro e estou planejando uma viagem de turismo a Portugal.Pode me indicar um lugar tranquilo (e com preços módicos) para ficar?

  5. Pente Quatro diz:

    Estou preocupado.
    Querem ver que o MZ já está a cumprir pena e a gente não sabia de nada.

  6. Simão Sabrosa diz:

    Preocupado.
    Porquê?

  7. Pente Quatro diz:

    Porquê?
    Porque o MZ faz falta! (onde é que eu já ouvi isto?)
    E até pode estar doente e a gente não saber e eu prezo muito a saúde de todos.
    Talvez o MZ não se preocupe tanto com a saúde de todos mas isso não me impede de reconhecer que este sitio (gostemos ou não das ideias que aqui são postos à discussão) é um sitio onde se pode debater. Normalmente, cada um fica com a sua mas isso é pouco importante.
    Volte MZ, a gente sente a sua falta.

    P.S.: Simão Sabrosa? Porquê este nick? Joga a extremo e gosta de tentar driblar?

  8. Camões diz:

    Não é o Simão, foi aqui o Camões (também um nick estúpido, eu sei. Mas era só para deixar um comentário e fui ficando…).
    Deve ter sido um amigo meu que esteve aqui á pouco e armado em palhaço mudou o meu nick sem eu reparar.

    Mas concordo perfeitamente contigo ó Pente Quatro, e já agora o MZ bem que podia por um post novo, há para aí muitos temas: Kosovo, Zimbabwe, Os Atentados falhados de Londres, Os apupos contantes a Sócrates, A campanha para a Câmara de Lisboa, etc.
    Portugal até perdeu com a Gâmbia!

  9. serious diz:

    MZ foi passar férias onde não há Internet ou o seu computador “crashou”.

  10. Pessoal,

    Faz-me bem ao ego saber que sentem tanto a minha falta… Confesso que me baldei um pouco, nas últimas semanas, mas tive que tratar de vários assuntos pessoais (entre eles, uma mudança de casa, o que é sempre um pesadelo…)
    Quanto à minha auto-confessada violação do Código de Conduta, bem, também sou humano! E essa de arranjar “categorias” de cidadãos portugueses, fez-me “passar um pouco dos carretos”.
    Assim, resolvi também afastar-me uns tempos do “stress” de “postar” e comentar, para acalmar os nervos, com a ajuda de uns litros de chá de camomila. É verdade que há muito tempo não “posto”…
    MAs tenho andado a reflectir e a alinhavar umas ideias a propósito do que se passou na Praia da Luz, já lá vão mais de dois meses…
    Ainda vou limar algumas arestas e depois lanço mais um tema para debate (que reputo de interessante…)
    Cumprimentos, como sempre aos amigos e adversários (para os inimigos, a promessa de ontinuar por aqui…)

    Máquina Zero

  11. Pente Quatro diz:

    Aleluia!
    Obrigado por ter regressado.
    Mudo de casa? Não me diga que foi por causa das ameaças dos seus “amigos” muçulmanos?
    Venha lá essa teoria sobre os acontecimentos da praia da Luz. Sempre quero ver o que vai sair daí.

  12. leitor assíduo diz:

    MZ,
    esfola este corno com um post á maneira.

    ” José Saramago defende que Portugal deveria tornar-se uma província de Espanha

    O prémio Nobel português José Saramago defende, numa entrevista publicada hoje no “Diário de Notícias”, que Portugal deveria tornar-se uma província de Espanha e integrar um país que passaria a chamar-se Ibéria para não ofender “os brios” dos portugueses.”

    Como é possivel?..vindo de quem vem nem surpreende tanto como isso, mas acho que isto passa os limites.

  13. Vera diz:

    Lol…há uns anos vi uma entrevista com ele em que ele dizia que não gostava de ser chamado de português, que preferia “ibérico”. Mas o que mais entristece é que, segundo resultados estatísticos apresentados há uns meses, lembro de dizerem que cerca de 33% dos portugueses inquiridos apoiavam essa ideia….
    “Ah e tal..bora lá levar isto para a frente!” Querem masé viver à conta dos espanhóis, só que com tanta falta de auto-estima e confiança, não se safam em lado nenhum. É essa gente, que não tem segurança em si e acha que vendendo-se por´uns tostões ao país vizinho resolve a sua vida, que impede o desenvolvimento de Portugal, tanto em termos materiais como em termos de mentalidade. Nem à liberdade dão valor…vergonhoso.

  14. Antonio Marcelo diz:

    Ibéria? HA, HA, HA, HA!

    Olhem isto:

  15. Draco diz:

    Iberia? União Ibérica? No plano das ideias parece bonito, mas se o pessoal alguma vez leu um bom livro de História, sabe que isso já aconteceu no passado, e com maus resultados. Só nós, portugueses, poderemos defender os nossos interesses. Mais ninguém.

  16. António Marcelo diz:

    http://www.elpais.com/articulo/internacional/Saramago/profetiza/Portugal/Espana/acabaran/siendo/Iberia/elpepuint/20070715elpepuint_5/Tes

    http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=45517

    «Não tenho a certeza de que Portugal exista dentro de 50 anos. Vivemos num lento processo de decadência, com alguns focos de entusiasmo, como a República ou a Revolução dos cravos. Isso revela a uma incapacidade para manter alta a nossa tensão de viver. A nossa mentalidade é de uma tristeza apagada e civil, que pode não ser suficiente para nos mantermos. Pode ser que existam os portugueses, enquanto comunidade de gente que fala esta língua, mas o estado português pode desaparecer. Não há muito tempo, desapareceu um país que se chamava Jugoslávia. Nós continuaremos aqui, claro, mas as mudanças geoestratégicas e económicas podem conduzir-nos a um grau de subalternidade inédito. Ainda que isto não venha a suceder amanhã, tem que ver com o papel pujante da Espanha como Estado, um país vivo e em progressão. É lógico que Portugal seja atraído por ela e se integre – com um altíssimo grau de governo, entenda-se – num novo Estado Ibérico. Especulo, porque pessoalmente não estou a favor nem contra, mas digo-vos que até poderia ocorrer que, como Estado federado ao lado de Espanha, o país adquirisse uma importância que agora não tem.»

    Saramago é um homem idoso casado com uma jornalista espanhola muito mais nova do que ele e a idade e o amor fazem-lhe ficar gagá.

    Vou falar a sério. Sou espanhol. Moro em Madrid e acho esta ideia pouco realista. Pior ainda, um autêntico disparate. A Ibéria já existe. Há vários anos que comecei a aprender o português, costumo passar férias todos os anos e conheço uma grande parte de Portugal continental e das Ilhas. Não me sinto estrangeiro neste país, normalmente sou bem recebido e não gostaria ser tratado como invasor em vez de como visitante. Portugal é uma realidade irreversível. Basta é estudar um pouco a história da vossa nação.

    Ao longo dos séculos houve sempre portugueses, nomeadamente nas classes mais altas que olharam favoravelmente uma união com Espanha. João I de Castela e Felipe II de Espanha tinham partidários no seio da nobreza, mas o povo português sempre foi hostil a qualquer absorção, antes de tudo da parte de Castela e posteriormente do Reino de Espanha. Tais aventuras acabaram de modo sobejamente conhecido, com a batalha de Aljubarrota e com a Restauração de 1640. Mesmo se por causa de uma crise económica e moral uma parte da população portuguesa está a perder temporariamente a própria auto-estima, a esmagadora maioria dos portugueses são um povo orgulhoso das suas origens e não deseja a perda da sua identidade nacional. Já existiram outras crises parecidas. Quer como um, quer como dois Estados, continuamos todos a ser ibéricos e é melhor sermos amigos sendo duas nações diferençadas do que tentar uma absorção que só piorará as nossas relações.

    Espanha já tem bastantes e suficientes problemas identitários com o separatismo catalão, basco e com todos os nacionalismos de aldeias a mostrar-se no horizonte para criar outro novo e potencialmente pior. Esquecer a história é ficar condenados a cometer sempre os mesmos erros.

    Sou partidário de uma Federação de Estados Europeus baseada nas nações actuais, com uma Constituição Federal e uma normas comuns, sempre que respeitarem a personalidade e as características próprias de cada um. É preferível do que fazer experimentos que com muitas probabilidades acabariam em tragédia e que criariam mais problemas dos que resolveriam. Já temos uma moeda comum, umas fronteiras abertas que todos podemos atravessar com total liberdade antes que sonhar com fantasmagóricas Ibérias. Não gostaria ser recebido no vosso lado da fronteira como um invasor ou um ocupante estrangeiro.

    Viva Portugal!

  17. Camões diz:

    Andem uma letra para trás no alfabeto.

  18. Camões diz:

    O que se passou na praia da luz é aquilo que vai continuar a passar-se em Portugal enquanto pedófilos como o nós sabemos quem estiverem no Parlamento a representar pseudo-“Portugueses”.
    Eu aacho que a coitada da menina foi apanhada por aquele QBVMP QFESPTP.
    Enfim, em quem nós votamos… e depois ainda nos queixamos.

    Tal e qual aquela gentinha que votou SIM no aborto e agora reclama apoios á Natalidade.

  19. Camões diz:

    O mapa da Hispânia apresentado pelo senhor António Marcelo não deixa de ter a sua graça.

    Eu não me importaria com a criação de uma União Ibérica para fazermos ouvir a nossa voz com mais força na Europa, mas desde que exestissem os Estados Português, Catalão e Basco e que cada Estado tivesse a sua total independência em relação aos outros. O Estado Catalão teria os tamanhos da figura, aproximadamente; O Estado Português seria um Portugal com a Galiza e mais algumas zonas espanolas como Alcantara, Olivença, etc. E o estado Basco teria o seu centro nas províncias de Viscaya e Giupúzoca.
    Já agora podiamos incorporar as Astúrias e a Cantábria… Será que os Andaluzes se virariam para Marrocos? Ah! e a nobre e livre Inglaterra também faria parte da União Ibérica devido a Gibraltar.

    Alguém vê isto como realidade séria?

    Então não há porque Portugal se unir com a espanha.
    Concentre-mo-nos em levar o nosso Portugal pacíficamente aqueles Portugueses sob jugo espanhol na Galiza, Olivença, Alcântara, etc. que são mais de dois milhões.

  20. Stran diz:

    “aquela gentinha que votou SIM”

    o que é que queres dizer com isto?

  21. Vera diz:

    O objectivo não é marcar uma Ibéria forte na Europa, mas sim marcar um Europa forte no mundo.

  22. Camões diz:

    Exactamente aquilo que estás a pensar Stran, inclusivé muitos amigos e familiares meus que votaram sim mas que agora se queixam do sistema nacional de saúde. (Antes estava mau mas agora está pior).
    Se querem um sistema de saúde melhor, não o vão intupir com abortos (mas claro, é a minha sórdida imaginação a confudir a realidade. Nada está realacionado).

    Vera, tentarei brevemente mostrar-te umas coisinhas acerca dessa tua Europa. É que é tudo menos perfeita. (Apesar de ser bem melhor que o resto do mundo).

  23. Stran diz:

    “mas claro, é a minha sórdida imaginação a confudir a realidade. Nada está realacionado”
    ainda bem que admites (lol)

  24. Stran diz:

    Gostei da tua ultima frase, Vera!

  25. Vera diz:

    Eu não vejo a Europa como algo perfeito. Claro que tem defeitos e desvantagens, não tenho nenhuma ilusão. Se fosse perfeita, não andavamos a discutir tantas vezes este tema, por pura e simplesmente já estava resolvido. Mas é bem melhor que qualquer outro lugar à face da terra, e cabe-nos a nós, seus “filhos” e cidadãos, ´defender os nossos interesses, porque no mundo cada um defende os seus. Não sou a favor de submissões, mas de uniões!

  26. Vera diz:

    Stran, pela primeira vez estamos de acordo, então. lol

  27. Camões diz:

    Cara Vera, a União Europeia é um modo de nos subtermos a Ingleses, Franceses e Alemães. Mas submetermo-nos com grandes vantagens! Até aí tudo bem mas eu começo a ser contra a União Europeia quando esta se torna imperialista e “ganha” mais olhos que barriga.

    Dos doze novos países, Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia, Eslováquia, Húngria, Chipre, Roménia e Bulgária não são estáveis o suficiente para entrar na UE, compreendes? Só que para deleite dos Alemães eles também não se importam de se submeter aos grandes da Europa para terem grandes vantagens enquanto que nós que contribuimos muito mais para Civilização da Europa somos desprezados. Porquê porque estamos muito longe dos novos donos da UE: A Alemanha.

    Sabes, Vera, o que me custa é ver um sonho de União da Europa por causa de Estados que só deveriam ter entrado na União daqui a 10 ou 15 anos.

    Eu não quero tensões entre Estados Europeus e nem quero tensões com a Rússia. E tu, Vera queres uma Turquia? Queres uma fronteira com o Iraque e a Síria?

  28. Vera diz:

    Muito rapidamente:

    Primeiro, numa união não podemos esperar que seja tudo para o nosso bolso e nada em favor da comunidade. Segundo, é claro que nem tudo está correcto, e Bruxelas (actual) não tem de ser o único modelo possível para a Europa Unida.
    Por fim, independentemente do que referiu, de certo que concorda com a necessidade de existência de um bloco Europeu…não? Não me diga que é dos que insiste no “orgulhosamente sós”.

  29. Stran diz:

    Parece que sim, quem diria. E este ultimo post também gostei muito, em especial “não podemos esperar que seja tudo para o nosso bolso e nada em favor da comunidade”!

  30. Camões diz:

    Vera:
    Sim, claro que concordo com um bloco Europeu. E nesse bloco, antes uma “Ibéria forte” que “Orgulhosamente sós”.

    Mas se for tudo para a comunidade, não há muitas vantagens em continuarmos na UE.
    Aquilo que mais me preocupa são as Turquias, os Imperialismos contra a Rússia e uns choques do tipo Polónia-Alemanha ou Hungria-Eslováquia (e já nem falo dos países bálticos).

  31. Pente Quatro diz:

    Caro MZ, por favor ponha ordem neste seu blogue.
    O pessoal quer comentar assuntos da actualidade e, como não tem onde, vem para aqui onde se deveria só comentar a sua “violação” do código de conduta.

  32. Vera diz:

    MAs Camões, Portugal nem se pode queixar muito. Imaginemo-nos no lugar da Holanda, por exemplo. Países como a Holanda e o Luxemburgo, contribuem mais do que o que recebem para o orçamento europeu..Nós até recebemos fundos estruturais há décadas! Imaginemos que não tínhamos entrado na UE em 86, como estaríamos hoje?
    Julgo até que uma das melhores coisas que a UE tem é a abertura de fronteira, que pode amenizar esses tais confrontos Alemanha/Polónia e Austria/Hungria, não nos podemos esquecer que a má resolução da questão das fronteiras na Europa foi um dos motivos que alimentou a 2ª Guerra..a UE, só veio tentar evitar que isso voltasse a acontecer. Quanto à Turquia, NUNCA! E se algum dia a Turquia entrar (deus nos livre), vou ser a primeira anti-União Europeia. Também me preocupam os imperialismos contra a Rússia, que curiosamente também é um país imperialista, mas pronto…acho que antes Rússia que EUA. Os EUA defendem os SEUS interesses..a Rússia, pertence à Europa, não devendo ser apenas nosso aliado como os EUA…enfim, coisas da Guerra Fria…

  33. Vera diz:

    Aliás, se a Turquia entrasse, a União deixava de ser europeia…a meu ver! Considero a Turquia um assunto importante para a Europa, mas a solução não é integrá-los na UE.

  34. Camões diz:

    “Aliás, se a Turquia entrasse, a União deixava de ser europeia… a meu ver”
    Tens toda a razão, mas a maioria (ou melhor aqueles que têm o poder) nem sempre são tão iluminados. É que há outros interesses…

  35. Vera diz:

    Pois… a política (ou falta dela) é assim, infelizmente.

  36. Camões diz:

    Cara Vera,
    O que seria de nós sem a União Europeia? Seriamos uns mendigos ainda mais pobres do que somos, seriamos a Albânia do Ocidente. Eu não sou contra a União Europeia, sou apenas contra estes alargamentos do século XXI. E que hipóteses teriam os países do Benelux de subsistir sem a União Europeia? Nenhuma. O Luxemburgo e a Bélgica são meros estados tampões. A Holanda é a única nação naquele espaço e sem União Europeia seria muito mais pobre e sistemáticamente assediada pelos 3 grandes da Europa Ocidental.

    “…A má resolução da questão das fronteiras na Europa foi um dos motivos que levou á II Guerra Mundial…”
    De certo. E as fronteiras na Europa de Leste, foram desenhadas com correcção? A meu ver não e esses problemas resurgirão mais tarde ou mais cedo. Basta que o nível de vida na Áustria seja bem pior que na Alemanha para termos a maioria dos Austríacos a querer ser Alemães… e depois como reagirá o mundo?
    A Hungria foi reduzida a um terço da sua “área histórica” e existem grandes minorias Húngaras nos países circundantes.
    Sendo apologista de que cada povo deve ter o seu espaço geográfico respeitado e sendo apologista de uma Europa Forte e justa, não se pode concordar com este alargamento último.

    Quanto ao Imperialismo Russo, que direito têm os Estónios, os Letões e os Ucrânianos ou Bielorrússos, a constituirem países independentes? A meu ver, nenhum. Esses Estados foram criados numa lógica defensiva de Moscovo para que a Rússia podesse crescer com barreiras protectoras contra a Europa. Essas barreiras estão a caír, o que deve ser assustador para o povo Russo.

    Não venhas com intuitos europeístas e anti-americanitas que os EUA e Israel são mais europeus que certos países da Europa (Bósnia, Albânia, Turquia).
    A Europa não é um continente, é uma civilização! Ou se pertençe, ou não! Não é por se estar na Europa que se é Europeu…

    Responde só a isto: Como podem os Russos esquecerem a Guerra Fria se são constantemente assediados quer pelos EUA, quer pela Europa?
    Se fosse um agente governamental Nigeriano a assinar um Litvinenko, haveria tantas reacções anti-Nigéria como ainda as há anti-Rússia? Não porque o pensamento europeu é: Epá, aqueles comunas conseguiram entrar no nosso país e matar um cidadão pá, temos que nos defender! A Rússia é Europa. A Sérvia é Europa. Tanta desconfiança é desnecessária. Se a França se preocupasse mais em quem deixa entrar no seu território…

  37. Vera diz:

    A questão da abertura de fronteiras, com os alargamentos, só tanta amenizar os problemas de território da Húngria, por exemplo. Por outro lado, se os austríacos quisessem pertecer à Alemanha, bom..se eles quisessem, visto que são etnica e linguisticamente semelhantes..eles lá sabem.
    Quanto aos Estados Bálticos, são povos distintos da Rússia. A própria ainda tem em si vários povos.
    Sim, os EUA e Israel são mais europeus que certas gentes da Bósnia e Albânia..quanto À Turquia, esses para mim nem estão na Europa!

  38. Camões diz:

    Sim, basicamente concordo. Agora, menos imperialismo na União Europeia e menos subserviência aos EUA (não quer dizer rebelia) não fariam mal…

    Quanto aos Turcos, Constantinopla é e sempre (se calhar estou a exagerar) foi Europeia. E os povos que viviam na Àsia Menor antes dos Turcos eram Europeus. Os Turcos não o são, concordo plenamente Vera!

    Os Povos Bálticos na minha opinião deveriam ser um dos povos minoritários da Rússia, pois pouco falta para serem assimilados pelos russos. Esses Estados só têm criado tensões desnecessárias e os ucrânianos e bielorrússos são claramente Russos, quer se queira quer não. O que eu não compreendo são os critérios que foram utilizados na criação desses países uma vez que se dá independência á Bielorrússia e não á Chechenia. (E eu não quero mais Estados mouros, que a Chechenia seja Russa!)

  39. Pente Quatro diz:

    A ver se eu os entendo.
    Não falo de europeus, nem de semitas, nem de pretos, nem de brancos, nem de cristãos, nem de muçulmanos. Não me venham com essas tretas. Digam-me só, os povos só têm direito a ter o seu estado se isso não for prejudicial aos interesses das potências vizinhas?

  40. Camões diz:

    Não, os povos, na minha opinião, só têm o direito a constituir um Estado quando constituem uma Nação e esse estatuto é muito complexo.
    Creio que concordamos que tanto os Minhotos e os Alentejanos são Portugueses apesar das suas diferenças regionais. Porquê? Porque essas diferenças são apenas isso, regionais. São partes integrantes da mesma Nação.

    Quanto ao Chechenos eu não concordo com a sua independência pois isso só iria inflamar a região.

  41. António Marcelo diz:

    (1)

    O meu post era longo demais e foi adiado para moderação há dois dias. Vou dividi-lo em vários:

    http://www.elpais.com/articulo/internacional/Saramago/profetiza/Portugal/Espana/acabaran/siendo/Iberia/elpepuint/20070715elpepuint_5/Tes

    http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=45517

    «Não tenho a certeza de que Portugal exista dentro de 50 anos. Vivemos num lento processo de decadência, com alguns focos de entusiasmo, como a República ou a Revolução dos cravos. Isso revela a uma incapacidade para manter alta a nossa tensão de viver. A nossa mentalidade é de uma tristeza apagada e civil, que pode não ser suficiente para nos mantermos. Pode ser que existam os portugueses, enquanto comunidade de gente que fala esta língua, mas o estado português pode desaparecer. Não há muito tempo, desapareceu um país que se chamava Jugoslávia. Nós continuaremos aqui, claro, mas as mudanças geoestratégicas e económicas podem conduzir-nos a um grau de subalternidade inédito. Ainda que isto não venha a suceder amanhã, tem que ver com o papel pujante da Espanha como Estado, um país vivo e em progressão. É lógico que Portugal seja atraído por ela e se integre – com um altíssimo grau de governo, entenda-se – num novo Estado Ibérico. Especulo, porque pessoalmente não estou a favor nem contra, mas digo-vos que até poderia ocorrer que, como Estado federado ao lado de Espanha, o país adquirisse uma importância que agora não tem.»

    Saramago é um homem idoso casado com uma jornalista espanhola muito mais nova do que ele e a idade e o amor fazem-lhe ficar gagá.

    Vou falar a sério. Sou espanhol. Moro em Madrid e acho esta ideia pouco realista. Pior ainda, um autêntico disparate. A Ibéria já existe. Ultrapassa as fronteira políticas e existe e existirá com um ou com vários estados. Há vários anos que comecei a aprender o português, costumo passar férias todos os anos e conheço uma grande parte de Portugal continental e das Ilhas. Não me sinto estrangeiro neste país, normalmente sou bem recebido e não gostaria ser tratado como invasor em vez de como visitante. Portugal é uma realidade irreversível. Basta é estudar um pouco a história da vossa nação.

  42. António Marcelo diz:

    (2)

    É irresponsável comparar Portugal com a antiga Jugoslávia. A Jugoslávia foi um país criado artificialmente no Tratado de Versalhes sem uma verdadeira consulta democrática às populações envolvidas. Não foi capaz de sobreviver à ditadura de Tito. Idêntica sorte sofreu a Checoslováquia. Portugal é um país milenário, nascido de uma cisão do Reino de Leão, quando Castela ainda era um Condado leonês e quase 400 anos antes da criação do Reino de Espanha.

    Ao longo dos séculos houve periodicamente um lobby ou grupo pro-espanhol, nomeadamente nas classes mais altas e em períodos de crise. João I de Castela e Felipe II de Espanha tinham partidários no seio da nobreza, mas o povo português sempre foi hostil a qualquer absorção, antes de tudo da parte de Castela e posteriormente do Reino de Espanha. Tais aventuras acabaram de modo sobejamente conhecido, com a batalha de Aljubarrota e com a Restauração de 1640. Mesmo se por causa de uma crise económica e moral uma parte da população lusa está a perder temporariamente a própria auto-estima, a esmagadora maioria dos portugueses são um povo orgulhoso das suas origens e não deseja a perda da sua identidade nacional. Já existiram outras crises parecidas. Quer como um, quer como dois Estados, continuamos todos a ser ibéricos e é melhor sermos amigos sendo duas nações diferençadas do que tentar uma absorção que só piorará as nossas relações.

    Que porcentagem de votos favoráveis seriam necessários para aprovar uma União Peninsular? E se os portugueses mudassem de ideias haveria uma possibilidade constitucional de reverter essa união ou voltaria a aparecer de novo o fantasma de El-rei Dom Sebastião?

    Espanha já tem bastantes e suficientes problemas identitários com o separatismo catalão, basco e com todos os nacionalismos de aldeias a mostrar-se no horizonte para criar outro novo e potencialmente pior. Esquecer a história é ficar condenados a cometer sempre os mesmos erros.

  43. António Marcelo diz:

    (1.1)

    O meu post era longo demais e foi adiado para moderação há dois dias. Vou dividi-lo em vários:

    http://www.elpais.com/articulo/internacional/Saramago/profetiza/Portugal/Espana/acabaran/siendo/Iberia/elpepuint/20070715elpepuint_5/Tes

    http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=45517

    «Não tenho a certeza de que Portugal exista dentro de 50 anos. Vivemos num lento processo de decadência, com alguns focos de entusiasmo, como a República ou a Revolução dos cravos. Isso revela a uma incapacidade para manter alta a nossa tensão de viver. A nossa mentalidade é de uma tristeza apagada e civil, que pode não ser suficiente para nos mantermos. Pode ser que existam os portugueses, enquanto comunidade de gente que fala esta língua, mas o estado português pode desaparecer. Não há muito tempo, desapareceu um país que se chamava Jugoslávia. Nós continuaremos aqui, claro, mas as mudanças geoestratégicas e económicas podem conduzir-nos a um grau de subalternidade inédito. Ainda que isto não venha a suceder amanhã, tem que ver com o papel pujante da Espanha como Estado, um país vivo e em progressão. É lógico que Portugal seja atraído por ela e se integre – com um altíssimo grau de governo, entenda-se – num novo Estado Ibérico. Especulo, porque pessoalmente não estou a favor nem contra, mas digo-vos que até poderia ocorrer que, como Estado federado ao lado de Espanha, o país adquirisse uma importância que agora não tem.»

  44. António Marcelo diz:

    (3)

    Sou partidário de uma Federação de Estados Europeus baseada nas nações actuais, com uma Constituição Federal e uma normas comuns, sempre que respeitarem a personalidade e as características próprias de cada um. É preferível do que fazer experimentos que com muitas probabilidades acabariam em tragédia e que criariam mais problemas dos que resolveriam. Já temos uma moeda comum, umas fronteiras abertas que todos podemos atravessar com total liberdade antes que sonhar com fantasmagóricas Ibérias. Basta é uma só Federação, não um federalismo do Federalismo. Não criemos problemas artificiais. Portugal fica bem dentro de uma Europa Unida, mas há problemas que só os portugueses podem e devem resolver eles próprios.

    Saudações.

  45. António Marcelo diz:

    FIM

    «António Marcelo Says: Your comment is awaiting moderation.»

    Desculpem esta aparente desordem. Quando um comentário ultrapassar um determinado número de linhas, aparece esta mensagem. Dado que o Senhor MZ ainda não se encontra disponível para praticar esta manutenção, obtêm-se resultados não desejados.

    Novamente desculpas.

  46. António Marcelo diz:

    (1)

    Saramago é um homem idoso casado com uma jornalista espanhola muito mais nova do que ele e a idade e o amor fazem-lhe ficar gagá.

    Vou falar a sério. Sou espanhol. Moro em Madrid e acho esta ideia pouco realista. Pior ainda, um autêntico disparate. A Ibéria já existe. Ultrapassa as fronteira políticas e existe e existirá com um ou com vários estados. Há vários anos que comecei a aprender o português, costumo passar férias todos os anos e conheço uma grande parte de Portugal continental e das Ilhas. Não me sinto estrangeiro neste país, normalmente sou bem recebido e não gostaria ser tratado como invasor em vez de como visitante. Portugal é uma realidade irreversível. Basta é estudar um pouco a história da vossa nação.

  47. António Marcelo diz:

    Texto de Saramago

    «Não tenho a certeza de que Portugal exista dentro de 50 anos. Vivemos num lento processo de decadência, com alguns focos de entusiasmo, como a República ou a Revolução dos cravos. Isso revela a uma incapacidade para manter alta a nossa tensão de viver. A nossa mentalidade é de uma tristeza apagada e civil, que pode não ser suficiente para nos mantermos. Pode ser que existam os portugueses, enquanto comunidade de gente que fala esta língua, mas o estado português pode desaparecer. Não há muito tempo, desapareceu um país que se chamava Jugoslávia. Nós continuaremos aqui, claro, mas as mudanças geoestratégicas e económicas podem conduzir-nos a um grau de subalternidade inédito. Ainda que isto não venha a suceder amanhã, tem que ver com o papel pujante da Espanha como Estado, um país vivo e em progressão. É lógico que Portugal seja atraído por ela e se integre – com um altíssimo grau de governo, entenda-se – num novo Estado Ibérico. Especulo, porque pessoalmente não estou a favor nem contra, mas digo-vos que até poderia ocorrer que, como Estado federado ao lado de Espanha, o país adquirisse uma importância que agora não tem.»

  48. António Marcelo diz:

    Terei mais cuidado na próxima vez.

  49. Camões diz:

    Caro António Marcelo,
    É um espanhol cá dos meus! Então voçê veio descortinar o porquê do prémio nobel ser tão limitadinho… o amor…

    Mas falando a sério e sendo o senhor espanhol, que direito temos nós de ser independentes se os Catalães Bascos não têm esse direito? Somos mais que eles?

  50. António Marcelo diz:

    O senhor deseja voltar ao século XIX? Ao século XV? Ou melhor ainda, aos tempos dos Reinos de Taifas ou de dom Pelágio? Não se pode voltar para trás o relógio da história e Portugal é uma realidade milenária que seria loucura ignorar.

    Nem sempre as fronteiras políticas coincidem com as fronteiras étnicas ou linguísticas. Tentem adaptar o mapa de Europa a essa realidade e teremos assegurados séculos de guerras e de massacres.

    Catalunha, Euskadi, Galiza, Bretanha, Ocitánia, Rosselhão, a Padánia, Gales, Escócia, Flandres, País de Gales, Niza, Alsácia, e uma interminável litania?. Lembra-se dos conflitos tribais na África e das fronteiras do Médio Oriente, (Kurdistão, Palestina…) herdadas do colonialismo e totalmente artificiais, da América Latina?

    Façam favor!

    É por isso que eu desejo uma Europa Federal. Mas para ela ter sucesso, deve estar baseada nas fronteiras actuais. Outra coisa seria abrir a caixa dos ventos e dar voltas e voltas como num carrossel sem chegar a parte nenhuma.

  51. António Marcelo diz:

    Há mais uma razão. Saramago é comunista. Quando os «paraísos proletários» se afundaram, a esquerda perdeu o rumo e estão contra tudo a cheirar a ocidental (cultura, cristianismo, família, instituições, tradições, etc.) e a favor de qualquer força -totalitária se for possível- contrária (Islão, multiculturalismo…). Os esquerdistas espanhóis envergonham-se da ideia de Espanha (não acreditam nela), dos seus símbolos, da bandeira, da história (nomeadamente da Reconquista e da colonização da América) e Saramago, submerso neste ambiente, foi contaminado por ele e adaptou estas tolices para Portugal.

    A tudo isto deve-se acrescentar o rancor que sente contra o seu país a quem culpa do seu auto-exílio. Não é preciso ser Sigmund Freud para ver claro neste assunto.

  52. António Marcelo diz:

    A senhora «Sara Mago» dizia a Presidenta de Madrid Esperanza Aguirre num arroubo de incultura.

  53. Camões diz:

    Continuo sem perceber o que torna um Português mais digno de ter a sua nacionalidade que um Catalão…
    O senhor António Marcelo fala de Portugal como se este fosse um erro histórico!
    Porque negam as ligações (mais que evidentes) entre Portugal e a Galiza?
    Porque recusam dar a independência a 11 milhões de Catalães (Valêncianos, Aragoneses e alguns das Ilhas Baleares incluidos).
    Voçê diz que não devemos andar para trás, eu digo que para seguirmos em frente temos de corrigir os erros do futuro. Parece que Castilla tiene medo!
    Só gostaria de compreender essa lógica Imperio-Castelhana.

    Os Bascos formam um povo único, único povo não indoeuropeu da Europa, estão presentes nesta Península desde tempos imemoriais, têm sofrido uma aculturação brutal e, desde que o tempo melhorou com a queda do regime Franquista que o Partido Nacional Vasco tem sempre ganho as eleições na Viscaya. Ainda assim, não há qualquer hipótese de independência para aquele povo.

    Eu sou a favor de uma Hispânia forte, com uma só voz, mas em que cada povo tenha o seu espaço! Assim vamos continuar divididos em um Estado fraco porque não conseguiu tomar a porção mais Ocidental da Península e noutro Estado fraco, porque não tem alternativa senão estar dependente de Espanha.

    Não é eu queira a morte aos Espanhóis, só defendo que a Peninsula tem mais de dois povos. E que as fronteiras deveriam corresponder acima de tudo á geografia étnica.
    Não acha voçê por acaso que mal Portugal consiga (ó Deus, ouve-me pá!) melhores condições de vida que Espanha, os Galegos comecaram a reclamar a sua Portugalidade.
    É que temos muitos “Portugueses” menos Portugueses que todo e qualquer Galego que se orgulhe de ser Galego mais que espanhol.

  54. Camões diz:

    Correcção:

    Os Galegos começarão a reclamar a sua Portugalidade,
    É que temos em Portugal muitos “Portugueses” menos Portugueses que todo e qualquer Galego que se orgulhe de ser Galego mais do que ser espanhol.

  55. António Marcelo diz:

    (1)

    Portugal é uma realidade milenária. Não adianta nada ignorá-la. O maior erro histórico foi ter permitido os muçulmanos de conquistar a Península. O desastre histórico que aquilo provocou produz a aparição de vários reinos cristãos e uma reconquista longa e sanguenta. O reino visigótico teria criado com o decorrer dos séculos um País homogéneo. Mas estas são questões bizantinas. A história é aquilo que foi e nós somos o resultado dela.

    Esse princípio etnicista levado às últimas consequências acabaria também com Portugal. Os galegos dividem-se em duas feições: uma parte deseja a independência pura e simples e outra a partição de Portugal em duas metades. Eles, unidos com o norte formariam uma nova nação chamada Portugaliza. Ninguém na Galiza deseja a união com Portugal. Do Mondego para o sul, segundo eles é apenas «Mouraria». E a autodeterminação da Madeira? Bem cedo os madeirenses seriam conquistados pelos marroquinos. E os Açores? Já nos princípios do séculos XX os americanos subvencionaram um movimento separatista para converter o Arquipélago num novo Porto Rico.

  56. António Marcelo diz:

    (2)
    Os fogos acendidos na casa do vizinho podem queimar-vos também.

    O chamado imperialismo castelhano e outras fitas é apenas uma simples relíquia histórica. Os bascos e catalães, com governos, línguas oficiais parlamentos e faculdades legislativas estão a sofrer uma opressão de luxo. Os corsos, bretões e demais oprimidos gostariam de estar como eles. Segundo a vossa lógica a França, seguida da Grã Bretanha, da Bélgica, etc. seria o país mais imperialista da Europa. Também “Fascista”?

    Os Bascos não são um povo único. São comparáveis com os berberes. São os verdadeiros hispanos. À semelhança dos berberes na África, os bascos foram a população originária da Ibéria antes da chegada dos celtas e dos romanos. As inscrições ibéricas têm sido traduzidas com a ajuda do basco moderno. Por exemplo, a palavra «esquerda» (izquierda, esquerra, etc.) Que era considerada de origem basca é ibérica

  57. António Marcelo diz:

    (3)

    O etnicismo a qualquer preço nesta era de globalização é uma teoria reaccionária que vai contra o fluxo da história. Nacionalismos e etnicismos criaram guerras fratricidas e verdadeiros holocaustos no nosso Continente. Se a Europa quer sobreviver a esta globalização, às ameaças totalitárias, à decadência moral, à aparição de novos imperialismos e a uma imigração maciça indiscriminada e desagregadora, deverá formar um bloco unido.

    Se não agirmos assim e continuarmos a discutir no sexo dos anjos, passados cem anos seremos uma civilização extinta, apenas uma lembrança histórica.

    Cumprimentos.

  58. Camões diz:

    “O maior erro histórico foi permitir aos muçulmanos conquistar a Península”
    Palavras sábias vindas além fronteiras!

    Quanto aos Galegos, eles dividem-se em três, o sr. António Marcelo esqueceu-se daqueles Galegos bovinos que querem continuar a ser castelhanizados. Mas aqueles que querem apenas a união com o Norte de Portugal depressa veriam que teriam muito mais poder que os Alentejanos (circa 200 000 contra 10x mais Galrgos) no nosso Estado democrático e depressa veria quão benéfico seria mandar esses comunas plantar trigo para as nossas mesas! (Alentejanos, eu gosto de voçês pá!)

    Agora, acho um insulto dizer que os Galegos são tão estúpidos que acreditam piamente nisso do “Mondego para baixo é Mouraria” no ano 1000a.c. já os Lusitanos (Celtas) viviam a Norte do Tejo e a vertente Norte do Tejo foi moura “apenas” durante 500 anos enquanto que não houve praticamente mestiçagem e aquando das tomadas das cidades os mouros eram expulsos, mortos ou fugiam. ´
    O Tejo marca realmente a fronteira com a “moiroma” agora, não se esqueçam que tanto aqui como em España se deu a colonização de populações vindas do Norte e a expulsão dos mouros.

    Não me venham com essa dos Galegos serem inumanamente estúpido e não queiram a convivência com 200 000 Alentejanos quando vivem com 8 000 000 de Andaluzes! lol

    Se falas de Madeira e Açores eu falo das Canárias, Ceuta e Mellilla, etc. portanto é melhor não irmos por aí pois eu acho que cada uma dessas terras está nas mãos dos seus donos por direito.

    Uma coisa é o caso Inglês (55 Milhões) que até poderia anexar a Irlanda, a Escócia e Gales que juntos só fazem 7 Milhões. Isso dá 11% da População. Seria uma minoria virtualmente sem qualaquer difernça nacional, apenas regional. Viveriam bem em conjunto num rapido espaço de tempo.

    Outra coisa é o caso Catalão que é 20% do Povo da Hispânia. E será 25% do Povo Espanhol, são casos muito diferentes.

    Agora o seu terceiro post diz tudo:

    We shall unite against our enemy, and our enemy is not Europe!

  59. Draco diz:

    O Sr António Marcelo está a expressar-se bem, e concordo com o essencial do seu pensamento. Estou estupfacto, conseguiu por em palavras muito do que eu penso e sinto destas questões étnicas.

  60. António Marcelo diz:

    «“O maior erro histórico foi permitir aos muçulmanos conquistar a Península”
    Palavras sábias vindas além fronteiras!»

    E eu fiz outro erro por utilizar uma construção gramatical francesa em vez da portuguesa. Não vou esquecer.

  61. Camões diz:

    Só para chatear…
    Estava agora a fazer um zapping pelos canais de música quando passo pelo VH1 e para meu espanto estava a passar uma música que ganha hoje cada vez mais significado, tendo-se tornado para mim um hino, apenas pelo nome da banda e o seu refrão:

    EUROPE
    The Final Countdown

    Reflictam acerca disso…

  62. Silvério diz:

    Sr. António Marcelo, deixe lá os açorianos em paz que sobreviveram aos Filipes bem mais tempo do que o Alentejo. Se não fosse pelo favor ao país os americanos também já tinham ido de carrinho.

  63. Toxico diz:

    Parece que o MZ gosta mais de praia que de nós 😦
    Já chega de férias! ^^

  64. António Marcelo diz:

    Senhor Silvério:

    Não inventei nada. Leia estes artigos:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_dos_A%C3%A7ores#O_25_de_Abril_e_op.C3.A7.C3.A3o_auton.C3.B3mica_.281974-1976.29

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Frente_de_Liberta%C3%A7%C3%A3o_dos_A%C3%A7ores

    Evidentemente não concordo com estes disparates. Mas os os nacionalismos é uma doença contagiosa.

  65. António Marcelo diz:

    Não inventei nada. Leiam este artigo:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_dos_A%C3%A7ores

    O ultra-nacionalismo não límites. Pode chegar a ser uma doença contagiosa.

  66. António Marcelo diz:

    Evidentemente não concordo com estes disparates do Frente de Libertação dos Açores. Os nacionalismos de aldeia ou de torre sineira não levam a lugar nenhum.

  67. Silvério diz:

    Sr. António Marcelo eu sei que não inventou e que existem, mas felizmente não falam pela população açoriana.

  68. António Marcelo diz:

    Por duas vezes as primeiras mensagens desapareceram «awaiting moderation» (à espera de moderação) e hoje reaparecem de novo. Não queria ser repetitivo. Parece ser que em 1975 apareceu uma fantasmagórica Frente de Libertação Açoriana. Após a Autonomia dos Arquipélagos estas «Frentes» esmoreceram.

    Não aconteceu assim em Catalunha e no País Basco. As autonomias desenrolaram uma dinâmica reivindicativa sem fim.

    Na Catalunha um 64% da população tem o castelhano como língua mãe. Ainda assim os governos nacionalistas e agora o governo nacional-socialista (alcunha satírica dada à actual coligação governante) estão a perseguir o castelhano. É proibido nas escolas, o seu ensino é limitado a três horas semanais, foi criada uma polícia linguística para perseguir a sua difusão em rótulos, cartazes, etc.

  69. António Marcelo diz:

    (2)

    Esta esquizofrenia política, a outra face da moeda daquilo que foi praticado com Franco só poderá obter efeitos contrários. Numa população que praticou uma abstenção maciça no referendo do novo Estatuto (60 por cento) e na mocidade, falar castelhano será um símbolo de liberdade e de rebelião. Com métodos semelhantes o governo irlandês não conseguiu impor o Gaélico. A pesar de ser ensinado nas escolas a gente continuou a falar inglês.

    O Independentismo basco fica reduzido a Guipúzcoa e a Vizcaya. Álava já foi em grande parte latinizada na Idade Média quando se transformou em terra de asilo dos cristãos do sul que fugiam da ocupação árabe.

  70. António Marcelo diz:

    3)

    E na Galiza? Nos dois últimos séculos o galego ficou reduzido a uma língua de camponeses. A gente das cidades e as oligarquias rurais falavam castelhano. Estive várias vezes em Santiago, a Corunha e Vigo sem ouvir uma só palavra em galego. Os nacionalistas – fortemente divididos – ainda são minoritários. A maior parte deles quer a autodeterminação e constituir um Estado independente. O resto, os lusistas, são uma minoria dentro de outra e mesmo assim divididos. Uma parte busca a união com Portugal e outra parte só com o Norte, que deveria segregar-se de Lisboa e formar uma nova Portugaliza.

    O galego actual é fortemente castelhanizado. Sinto vergonha alheia quando ouço os disparates gramaticais e sintácticos que lá se dizem. «A minha abuela», dizia uma convidada (em galego seria «a minha avoa».

  71. António Marcelo diz:

    (4)

    No plano cultural há uma forte rivalidade entre os chamados “isolacionistas”, que escrevem galego com a ortografia castelhana e os “lusistas”, que utilizam a portuguesa. Mas esta última é adaptada de maneira arbitrária (não se limitam a escrever nh e lh no lugar de ñ ou ll), mas querem utilizar grafias portuguesas para imitar sons que não existem em galego (o galego não possui vocais nasais, o sesséio é minoritário, etc.) Muitos deles começam a escrever na sua ortografia inventada (estaçom em vez de estación) e acabam por escrever em português (estação) com independência da pronúncia real.

    Existe uma academia da língua paralela chamada AGAL. O seu endereço web é http://www.agal-gz.org/ .

    Talvez têm razão os reintegracionistas quando dizem que o galego encontra-se gravemente ameaçado e a única solução é voltar para o português, da mesma origem, e que foi capaz de desenvolver-se com liberdade e fora de tutelas alheias. Mas estas opções encontram-se sequestradas por grupos pertencentes à estrema esquerda totalitária e filo-terrorista e sempre serão rejeitados pela maioria dos galegos. Se conseguissem safar-se deste abraço mortal, talvez seriam atractivas e teriam um futuro fora da marginalidade.

  72. António Marcelo diz:

    (5)

    O problema da imigração maciça que está a sofrer Espanha e também a Galiza, acabará (eu não gostaria de pagar um preço tão alto) com a maioria das diferenças regionais. Os mouros, pretos e sul-americanos adaptar-se-iam -e à sua peculiar maneira- à língua e cultura majoritárias. Isto produz uma esquizofrenia na maioria dos grupos nacionalistas da estrema esquerda de fazer compatíveis a defessa da sua identidade e o suposto mundialismo, solidariedade dos povos e outras tolice que dizem defender.

  73. António Marcelo diz:

    «A minha abuela», dizia uma convidada (em galego seria «a minha avoa».

    Estava a falar da Televisão galega, antologia dos disparates linguísticos que infelizmente é um reflexo daquilo que acontece nas ruas.

  74. Toxico diz:

    Já la vai um mês que o senhor maquina zero não escreve nada… por curiosidade… está tudo bem? 😦

  75. Meu caro Toxico,

    Obrigado pela sua preocupação. Está tudo bem, tirando novos afazeres profissionais e uma mudança de residência, com a respectiva compra/venda de casa em pleno Verão, com toda a máquina burocrática deste país a funcionar a meio-gás… Conto regressar em breve!

    Máquina Zero

  76. António Marcelo diz:

    Eu também quero entoar o mea culpa. Quando fui insultado e tratado de idiota praguejei como um carroceiro.

    Na minha defessa queria alegar que estou a utilizar uma língua que não é a minha. Mesmo se for uma língua semelhante os vocábulos perdem uma parte da carga emocional inerente a eles e podem ser cometidos graves deslizes.

    Quem nunca gozou de liberdade não sabe utilizá-la e na minha terra está a acontecer isso. A vulgaridade instalou-se nas novas gerações que perderam os antigos valores sem substituí-los por outros novos, aparte de um relativismo moral promovido por uma esquerda desnorteada. Tendências não travadas por uma direita complexada por erros passados. Eu pertenço a uma época anterior, mas basta é ver a televisão e todas essas novas redes privadas submersas no tele-lixo, na obscenidade soez, para às vezes perder as estribeiras e cair nos erros que tanto critico.

    Ver o minha alcunha tantas vezes faz-me corar mas por causa da ausência do gestor, as mensagens longas são automaticamente arquivadas e ficam num limbo cibernético até serem verificadas

  77. Silvério diz:

    “A vulgaridade instalou-se nas novas gerações…”

    Não creio que seja a insultar as novas gerações que se vai retomar o rumo, até porque todas as gerações há pessoas mais ou menos vulgares. Sinceramente observo mais vulgaridade na geração do pós 25 de Abril que originou tudo isto e que hoje em dia continua a incutir os seus “valores” aos filhos, como é disso exemplo o vulgar comentário: “Tira mas é um curso que dê dinheiro porque isso é que é importante.”

  78. Camões diz:

    Outro exemplo:
    O “PSD é de direita e o CDS é fascista!”

  79. António Marcelo diz:

    http://www.20minutos.es/imagen/657066

    Para amostra basta este botão. Imaginam um jornal português a publicar uma caricatura desse jeito do Presidente da República.

    Esta revista foi confiscada por ordem judiciária. A medida foi severamente criticada pelos «democratas» que viram nela um grave atentado à liberdade de expressão.

  80. António Marcelo diz:

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