Contra os Ingleses, marchar !!!

Parafraseando Mark Twain, as notícias sobre a morte deste blogue são manifestamente exageradas. Já aqui expliquei que assumi novas responsabilidades profissionais, que implicaram, inclusivé, mudança de residência. Não blogarei com a mesma regularidade por algum tempo, que espero seja curto, por essas mesmas razões. Mas aproveito uma folga nesses afazeres para colocar aqui algumas observações sobre o caso da criança inglesa desaparecida no Algarve, que tem enchido as páginas dos jornais portugueses e ingleses.  

A pérfida Albion, como lhe chamou o Marquês de Ximenes, em 1793, e que alguns ingénuos apelidam de nosso mais antigo aliado, não mudou. Acho que chegou a altura de explicar aos ingleses, com alguma firmeza, que somos um País soberano. O chorrilho de insultos que a nossa polícia tem recebido, dos jornais ingleses, é mais do que suficiente para que o embaixador britânico seja chamado à presença do ministro dos Negócios Estrangeiros e leve um diplomático puxão de orelhas, exigindo-se ao governo de Sua Majestade que assuma uma posição pública e clara de confiança nas investigações que as autoridades portuguesas têm levado a cabo.  

E acho que cada um de nós, no seu dia-a-dia, sempre que se cruzar com um súbdito britânico que goza o sol e a cerveja deste País tão acolhedor, deverá fazer-lhe ver, com  contudência suficiente para ser convincente, que o território inglês termina no Canal da Mancha. Utilizando, se necessário, alguns argumentos específicos da cultura portuguesa, como a cachaporrada ou uma boa moca de Rio Maior.

16 Responses to Contra os Ingleses, marchar !!!

  1. D. Sebastião II diz:

    “E acho que cada um de nós, no seu dia-a-dia, sempre que se cruzar com um súbdito britânico que goza o sol e a cerveja deste País tão acolhedor, deverá fazer-lhe ver, com contudência suficiente para ser convincente, que o território inglês termina no Canal da Mancha. Utilizando, se necessário, alguns argumentos específicos da cultura portuguesa, como a cachaporrada ou uma boa moca de Rio Maior. ”
    Máquina Zero, fiquei deveras desiludido com o seu post.
    Foi a coisa mais estúpida que li vinda da sua parte.

    A POLICIA PORTUGUESA NÃO FEZ NADA EM RELAÇÃO Á MADDIE, PORTUGAL SERIA UM PAÍS SOBERANO SE SE PREOCUPASSE TANTO COM OS PORTUGUESES NO ESTRANGEIRO COMO FEZ O REINO UNIDO NESTE CASO!

    AH! E SE A SUA POLICIA TRABALHA-SE EM VEZ DE IMPOTAR CÃES DE INGLATERRA!
    A Judiciária foi deveras incompetente, mais uma vez.

  2. D. Sebastião II diz:

    trabalhasse em vez de trabalha-se.
    Perdão.

    ——————————————————–

    Ajoelhai-vos perante o vosso Rei.

  3. Meu caro D.Sebastião II:

    Diz você que este meu post foi “a coisa mais estúpida” que leu, vinda da minha parte. Permita-me uma pequena correcção: foi a coisa mais estúpida que “já lhe leram”. Não acredito que você saiba ler…

    Máquina Zero

  4. Teixeira diz:

    MZ,

    saúdo o seu momentâneo regresso e aproveito para lhe dizer que estou absolutamente de acordo com o texto.

    [[]]

  5. Essa da aliança luso-britânica faz de nós uns palhaços incomensuráveis. Eles continuam a sacar concessões do Vinho do Porto à custa da famosa “aliança”, apesar das constantes desfeitas com que nos brindam.
    Haverá um governante português com coragem de fazer com eles o que é regra deles para connosco – “não dar confiança”? Chateiem os galeses, os escoceses e os irlandeses, mas a nós, chega! Chega de rapacidade e desdém!

    Quanto ao caso em pauta, não fossem os melindres diplomáticos e este caso já estava resolvido pela PJ, que, apesar de tão castigada pela manipulação política, continua a ser das melhores polícias de investigação criminal do mundo.

    Já não tardará muito para este caso estar deslindado, e poderemos replicar a toda a suja campanha contra Portugal, e como eles gostam, “put in your pipe and smoke it”!

  6. D. Sebastião II diz:

    Parecem os Corsos, a rebelarem-se contra a “temível e imperialista corja Gaulesa”!
    Que estupidez, será que algum de vocês fez o 2º ano de escolaridade? E ainda há aqui gente que se diz advogada…

    A PJ É EXTREMAMENTE INCOMPETENTE, ESTE CASO É GRITANTE!!!

    A ser colonizado, perferia ser colonizado pela Inglaterra do que por Angola, Brasil, Cabo Verde e outros que tais… já para não falar de Marrocos…

    Será que esta gente não tem televisão em casa!??
    Portugal é um país independente e há de continuar a sê-lo depois deste caso, porquê tanta insegurança?
    Se bem que num país com Paulos Pedrosos no parlamento, não admira que a pedofilia floresça…

  7. O teu comentário é apenas reflexo da teu espírito de contradição. Excepto o último parágrafo, que é infelizmente verdadeiro.
    Boa sorte, tudo de bom!

  8. D. Sebastião II diz:

    “O teu comentário é apenas reflexo do teu espírito de contradição.”
    Agradecia que desenvolvesse o seu raciocínio. Que contradição?

    Creio que não querias dizer último parágrafo mas última frase, caro Marco, ou não tens televisão em casa?
    Pois a você que é de esquerda, está desesperado por calar todos os outros que pensem diferente, não porque sejam racistas mas porque poderão até ter razão, você que continua a ver o mundo como esquerda=bom e direita=mau, a você eu desejo Boa Sorte. Tudo de Bom

    PS-Cumprimentos também para o pessoal do Vai tudo a baixo, entre eles o supostamente meu camrada Black Skin. O vosso programa é hi(tl?)lariante!

  9. Esquerda, eu? Ná… estás enganado. Nem esquerda nem direita. É o teu/vosso maniqueísmo. Onde se fala de dignidade, fraternidade e justiça, teimam sempre em ler “esquerda, comunismo, dissolução de costumes”, etc.. Não dá para mais, paciência.
    Tens razão quanto aos Paulos Pedrosos deste mundo, isso tens, com frases ou parágrafos. Aí estamos de acordo. Podridão e corrupção não falta por aí, infelizmente. A diferença é que eu não arranjo bodes expiatórios fáceis para descarregar as mágoas.

  10. D. Sebastião II diz:

    Ó Marco!!!
    Falemos a sério! Eu arranjei algum bode espiatório!??

    Você embirrou comigo mas consegue perceber que eu tenho razão. Ora vejamos:
    Ambos somos a favor de que se devem respeitar e preservar todas as culturas da Humanidade.

    Ambos concordamos que cada povo deve ter o seu espaço próprio e que deve ser soberano nesse seu próprio espaço.
    Onde estão os bodes espiatórios? Aquilo que não concordamos é que todos os seres humanos um dia darão as mãos e viverão em Paz! Isso é apenas estúpido.

    Você fala de mim como se eu fosse algum racista louco mas enquanto nós aqui na Europa andamos a brincar com multiculturalimos e “esquerdices”, direitos dos “homens-sexuais” e somos todos cidadãos do mesmo país não importa a nossa real Nacionalidade (não a que vem no papel, a que vem em nós) deveriamos ver o que se está a passar na Ásia:
    – No Médio Oriente dezenas de estados a oeste do Irão, vêem-se como muçulmanos e árabes. Vêem-se como um único povo dividido por “famílias reais corruptas”. Por isso vemos todo o ataque a Israel, os desentendimentos no Líbano, o problea criado no Iraque entre Xiitas e Sunitas (Ou entre Árabes e Árabes “Apersianizados”, numa luta de poder entre a Arábia Saudita e o Irão para descortinar qual a maior potência da região para governar um “hipotético califado Islâmico”, luta essa na qual a maior potência mundial, os Estados Unidos, se vêem impotentes). No Koweit, por exemplo, apenas os nacionais (20% da população) têm direito de voto, os estrangeiros apesar de muitas vezes cidadãos do Koweit, são soburdinados ás leis do povo autóctone.
    -Na Ásia Central, os povos Turcos estão a unir-se cada vez mais contra os Europeus como os Russos, Ucrânianos ou Alemães da região. Mais uma vez têm como centro comum a sua étnicidade (povos Turcos) e a sua religião (o Islão).
    -Na Índia, o país reune-se ora por uma veia mais Hindu-cêntrica, com base no BJP ora por uma veia (ainda) mais multiculturalista que tenta atenuar as diferenças ariano-dravídicas, perante uma Índia moderna, Hindu e de uma única étnia/povo. A Índia é um dos países do mundo em que é mais difícil garintir o direito á Nacionalização, por outro lado os Indiano da diáspora encontram grandes facilidades em Naturalizar-se Indianos.
    -No Paquistão, nem vale a pena falar pois esse país (com um arsenal nuclear) é mantido por um governante autoritário mas com bom senso, Pervez Musharraf. Que achas que acontecerá quando ele morrer, Marco? O Paquistão desintegrar-se-á ou cairá nas mãos de radicais Islâmicos.
    -Na Malásia, as autoridades governamentais não se calam e afirmam que criarão uma “raça Malaia” já para 2020. E eu é que sou o racista!??
    -No Japão, nem vale apena falar. O país teve um grande sucesso ao longo do século xx exactamente devido á sua homonegeidade étnica. Hoje é um país envelhecido e nem por isso anda por aí a importar imigrantes.
    -Na China, a étnia Han (Ou Chinesa) é dominante em todos os aspectos. Os não-Han têm territórios autónomos mas continuam a ser vistos como estrangeiros e a ser tidos como cidadãos de segunda. A China, para os Han é tradicionalmente composta por cindo povos: Chineses (Han); Mongóis; Manchus; Tibetanos e Uigures (Turcos).
    Desses povos os Manchus foram extintos sendo agora indeferenciáveis dos Han, quer Física, quer culturalmente. O mesmo caminho seguem os outros povos, não? OS Mongóis, povo que inclusivé governou a China por vários séculos conta-se hoje apenas nos 8 milhões, 2 milhões dos quais vivem no Estado Mongol, Estado tampão entre a China e a Rússia e que tem muito mais semelhanças com os Chineses que com os Russos. Creio que o que não falta é Chineses para fazer desaparecer os Mongóis como fizeram com os Manchus. E qualquer dia a Mongólia faz parte da China, não Marco?
    Para mais, durante a década de noventa os Chineses (com o apoio do governo Chinês) têm imigrado (colonizado) o extremo Oriente Russo. Só nessa década mais 3 milhões de Chineses deixaram a China para se irem juntar a uma população Russa de apenas 7 milhões (Russos étnicos, apenas. Não são cotabilizados os povos autóctones da região). Isto abre muitas questões, não Marco?
    -A Coreia sonha em reunir-se (o que não deixa de ser provável, após a morte do chefe de Estado Norte-Coreano actual) numa Coreia unificada sob um único povo Coreano (étnicamente limpo e homogéneo). Pensem no que seria uma Coreia Unificada, uma nação com mais de 70 mlhões de Habitantes entre a China e o Japão, com a capacidade militar e Nuclear do Norte e a Industrial, Comercial e também Científica do Sul.

    Ora tudo isto resume-se nisto:
    Através destas políticas dos países Asiáticos, contrastante com as dos países Europeus, dá-se um fortalecimento da Ásia e um Enfraquecimento da Europa, que já é evidente. portanto eu não arranjo bodes espiatórios, as coisas são como elas são.

    E é de notar que estes Estados Asiáticos estão a promover políticas que resultarão numa União muitíssimo mais forte que qualquer União Europeia poderá criar.
    Porque, apesar de toda a enorme Cultura comum Europeia, qualquer Português difere enormemente de um Castelhano, como o Sr. António Marcelo (ele mesmo podera atentar), quanto mais com um Francês ou um Sueco. Mas, se continuam a importar este tipo de imigrantes, Londres, Estocolmo, Moscovo, Belgrado ou qualquer cidadezinha pequena Europeia será derrepente como um lar comparando com Portugal. (Evidentemente se essas cidades fossem maioritáriamente Europeias, e Portugal um país multicultural). O que quero dizer é que perfiro estar entre Humanos do que entre Animais, entre Europeus(eias) que entre outros, e ainda entre Portugueses que entre estes últimos. Mas mais ainda entre a minha família e amigos que desconhecidos. Pois a nível Nacional, estamos a trazer desconhecidos e a chamá-los de irmãos, no quê que isto vai dar?

    +Ásia
    -Europa
    O que é triste, visto que eu como racista e xenófobo acho que a Europa é uma zona cultural (e não só) superior ao resto do mundo. Mas qualquer dia direi o mesmo da Ásia, porque essa superiodade tem de ser mantida, não vem do nada e não é eterna.
    Qualquer dia direi isso da Ásia, como há 5000 anos podiamos dizer isso do Egipto, nessa altura a Europa não era nada comparada com o Egipto, hoje (e há mais de 2500 anos) o Egipto não é nada comparado com a Europa.
    Muito se perderá com a destruição e decadência da Europa… e quem perderá mais será toda a Humanidade, principalmente os não Europeus porque os Europeus guardarão sempre na memória com grande saudosismo: Uma vez, fomos a aristocracia da Humanidade…

  11. António Marcelo diz:

    Um português é claro que difere de um castelhano, mas uma vez em Portugal posso perceber que ultrapassada a barreira da língua não somos tão diferentes. Se um castelhano quer buscar exotismo não deve ir para Portugal ou para a Itália. A França e a Grã Bretanha são diferentes.

    Qualquer europeu que emigrar noutro país da Europa adaptar-se-á tarde ou cedo. Os seus filhos apenas poderão ser distinguidos dos nativos. Isso não acontece com povos de outras raças e outras culturas, ex. muçulmanos, africanos, etc., totalmente diferentes e inassimiláveis em grande número.

  12. Justiça lhe seja feita, Sebastião. Você não é um racista e xenófobo louco. É apenas um racista e xenófobo.

    São tão cediços esses conceitos, meu amigo. Por exemplo, a “aristocracia do Mundo” – a havê-la – porque não haveria de ser a bacia do Mediterrâneo, e não a Europa?

    Compreendo o seu raciocínio, mas acho sinceramente que radica mais na emoção do que na razão. Não conheço nenhuma pessoa que defenda esse tipo de ideário e que não reconheça, face a casos concretos, que o que gera a exclusão e os fenómenos de marginalidade a ela associados é a pobreza e não a origem étnica, cultural, religiosa ou outra.

    Há que olhar para o ser humano, antes de mais. Quando olhamos para o Eusébio, por exemplo, ninguém se lembra se ele é preto ou branco, se é de Moçambique ou dos Açores. É ele. E assim devia ser com toda a gente. Debaixo do estereótipo há um ser humano. É assim que gostamos/gostaríamos) de ser vistos e tratados nos países onde somos emigrantes, apesar de também haver compatriotas nossos na delinquência e na marginalidade (veja, por exemplo, o caso do Militão no Brasil).

    Acredito que a Humanidade caminha para melhor, sim. Sempre para melhor, com ocasionais tropeções. Parece-me indiscutível que assim é. Mas isso não significa que ache cativante um melting pot geral. A diversidade é riqueza. A uniformidade é um bocado maçadora.

  13. D. Sebastião II diz:

    “Debaixo do estereótipo há um ser humano.”
    Eu corrigiria, acima do estereótipo está o ser Humano.

    “Mas isso não significa que ache cativante um melting pot geral.”
    Agora surpreende-me. Mas veja o que deu o melting pot nos EUA com os negros a sserem tidos como cidadãos de segunda. Por isso é excusado criarmos melting pots.

  14. Sim, a ideia de “debaixo de”, era “sob a capa”, mas a sua construção frásica está de longe melhor que a minha.

    A questão dos melting pots… Nós, portugueses, fomos os pionairos a nível global, mas antes, a já falada bacia do Mediterrâneo viu despontar civilizações que se enriqueceram mutuamente com o intercâmbio cultural, comercial, étnico, artístico, religioso e por aí fora.

    Os Estados Unidos são uma nação com uma génese violenta. O filme “Gangues de Nova Iorque” é uma ficção baseada em factos, como bem sabe.
    Nos EUA a população de origem inglesa está no topo, e permite que os meus primos judeus exprimam os seus dotes de comediantes e entrepreneurs, que os italianos abram restaurantes e dominem o crime organizado, ou que os chineses tenham as suas lavandarias, mas para um cidadão de pele escura, sair do guetto é mais difícil. Ainda não há muito tempo havia lojas que comercializavam seres humanos ditos “nigger”, e já nós éramos nascidos quando ainda havia nos autocarros um cantinho para eles viajarem de pé…

    Mas no Canadá, por exemplo, tudo é mais calmo. E o melting pot é o mesmo.
    E os portugueses que fugiram à fome e foram trabalhar para as Américas, e estando integrados, não se esquecem de que são portugueses…
    Os povos não emigram para ir chatear outros povos. Emigram à procura de melhores condições de vida. Quando não emigram é porque são levados como escravos.

    Apesar de os europeus terem esmifrado o continente africano durante cinco séculos, também não acho que a solução para a desgraça que se vive em África seja simplesmente encorajar a migração em massa para a Europa! Nem tal faz sentido! Faz mais sentido, por exemplo, deixarmos de lhes dar armas para se matarem a troco de petróleo e diamantes. Faz mais sentido deixarmos de explorar a África da forma selvática como continuamos a fazer.

    Os sonhos de elites e de pureza racial acabam por conduzir a situações de totalitarismo atroz do tipo Hitler/Nazismo. Nós, portugueses, somos possivelmente o povo mais mestiçado do mundo. Creio que nos fica mal defender qualquer forma de “apartheid”. Deveríamos ser pioneiros de cooperação, nós que até nos costumamos gabar de sermos o povo menos racista do mundo. Poderíamos começar por fazer um pequenino esforço económico para estancar a medonha epidemia de sida que atira para as ruas milhares e milhares de pequeninos órfãos em África.

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