Fandango e bailarico, do branco e do tinto..

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 Estava eu embrenhado num parecer monstruoso, daqueles que os “tubarões” da nossa advocacia emitem a troco de algumas dezenas de milhares de euros, quando um bom amigo meu, daqueles que nunca se poderá suspeitar que é de Esquerda, reparou no meu ar “stressado”. “Fazia-te bem ouvir umas ‘musiquinhas’ enquanto avias esse ‘calhamaço”, diz-me ele. Pega lá, tens aqui o meu iPod.”

Aceitei a recomendação e coloquei os ‘headphones’. Ignorante na matéria, pedi-lhe para por qualquer coisa a tocar. Deu dois toques no ‘aparelhómetero’ e começo a ouvir os primeiros acorde de “Hasta Siempre, Comandante”. Olhei para ele, espantado. “Então tu ouves coisas destas?” – perguntei. “Claro!” – respondeu-me, com o ar mais natural do mundo. “É uma canção linda, não é?”

Lembrei-me logo daquele anúncio do “Mudaixti, Mudaicetea..” e questionei-o sobre se as suas claras e firmes convicções políticas tunham derrapado. “Nem por sombras. Mas gosto muito destas músicas revolucionárias. Repara, a Esquerda é óptima, quando se trata de cantar, bailar e coçar as virilhas, à sombra de uma azinheira. Mas para Governar, é preciso alguém que saiba, pelo menos, Aritmética, para equilibrar o Orçamento de Estado.” Tive que concordar com ele…

83 Responses to Fandango e bailarico, do branco e do tinto..

  1. D. Sebastião II diz:

    Nem mais. O multiculturalismo também é óptimo quando consiste apenas numa dúzia de restaurantes e noutra de artigos exóticos. A partir daí…

  2. Essa música é simplesmente “ducacete”, como dizem os brasileiros. Já viver em Cuba… eu não queria, claro.

    Quanto ao multiculturalismo, há ideias que fazem lembrar as divagações lunáticas daquele senhor que queria acabar com os hamburgueres e o hip-hop em Portugal.
    De que falamos quando falamos em multiculturalismo? É que o contacto entre culturas tem sido uma constante desde que há culturas no mundo.

    Se fôssemos levar as ideias do tal Sr. a rigor, nem ábacos tínhamos, porque foram os árabes que os inventaram. Tão pouco poderíamos morar em outras habitações que não as de colmo, porque os romanos é que nos ensinaram a construir umas coisas diferentes. Tínhamos que mudar a toponímia e a própria Língua para a que se usava antes de os multicuralismos terem chegado aqui à Península. Andávamos a pé. Não podíamos sequer cantar o fado, pois este tem origens árabes, africanas e ciganas. E por aí fora…

    Nas manifestações do partido desse Sr. comparecem pessoas trajadas como os neonazis norte-americanos (vulgo boneheads), que por sua vez foram buscar essa imagem aos jovens skinheads ingleses, que por sua vez se inspiraram na dos jovens emigrantes jamaicanos, que por sua vez…, etc..
    Dizem lutar contra o multiculturalismo, mas contestam os manifestantes anti-globalização, que por sua vez agendam as suas reuniões pela internet, o meio de comunicação global por excelência. Etc..

    A ideia de prescrever o fecho das culturas sobre si próprias tem o seu quê de economia planificada à soviética, da preservação dos males do exterior à cubana, ou da proverbial aversão salazarista ao turismo, por receios de contaminação. Desde que se criou o caminho de ferro que o contacto entre povos e culturas se acelerou extraordinariamente e se tornou irreversível. Esta ideia de combater o multiculturalismo faz lembrar os esforços patéticos que durante muito tempo houve para conter os direitos das mulheres. A partir do momento em que a Revolução Industrial as tirou de casa, querer que elas continuassem os seres amorfos que eram, era a querer no papo e no saco. Impossível. Sugestão: pesquisem, os que não sabem, a origem das comemorações do Dia da Mulher.

  3. Draco diz:

    Multiculturalismo? Não me aquece nem arrefece, desde que não estejam em jogo os grandes valores da nossa civilização (democracia, direitos humanos, economia de mercado, o Estado Laico, e etc que aqui caiba). Por esta razão aceito muito facilmente emigrantes (e rejeito ferozmente outros)…

  4. Nem mais. Isso são conquistas civilacionais, que não se podem confundir com hamburgueres e hip-hop.

  5. D. Sebastião II diz:

    Primeiro, gosto de hambúrgueres e algum hip-hop.

    Segundo, o multiculturalismo consiste, cavalheiro incógnito e distinto, em criar um monoculturalismo global. Ao transportar não europeus para a Europa não estamos a trazer os benificios do multiculturalismo para casa, apenas os malefícios. Quem beneficia com o multiculturalismo são aqueles que (Chineses, Japoneses e outros essencialmente Asiáticos) conseguem captar as inovações tecnológicas e pô-las ao serviço do seu povo. Para os multiculturalistas só lhes digo isto:
    Visitem a Bósnia, que eu prefiro ir para o Japão! Mesmo que me tratem como cidadão de segunda (o que evidentemente mereço pois não sou Japonês e não tenho qualquer direito sobre a terra ou leis daquele país).

    Boa Tarde.

  6. D. Sebastião II diz:

    Draco, vocês têm medo da igreja? Porque raio é necessário termos um estado laico se 95% da população é Católica? Não é isto parecido com a situação dos homossexuais que não se assumem?

    Eu não quero saber se o Estado é laico, Cristão ou Católico. Desde que respeite os direitos de opção das pessoas e que vá de acordo com a tradição do povo… por mim tanto me faz! Por isso antes de dizer que o necessário é um Estado laico eu diria que o necessário é haver liberdade religiosa. Podemos assumir-nos e respeitar os outros (quando digo outros digo outros Cristãos e agnósticos e ateus).

  7. Draco diz:

    Caro Sebastião II, depois de ler uns bons livros de história, de ter lido sobre a promiscuidade entre Igreja (atenção, falo em Igreja enquanto instituição, não enquanto religião), depois de ler sobre a reforma, contra-reforma, após ler sobre as teocracias, sobre os actuais estados teocráticos (Irão, Arabia Saudita), é preciso explicar porque é necessário termos um Estado Laico? Já reparou que os Estados Teocráticos, apesar dos riso de dinheiro que recebem por causa do petroleo, são países sub-desenvolvidos? Oh amigo, vá à Igreja (ou à Sinagoga, ou à Mesquita); eu também já fui. Mas não misturem politica e religião. Esta mais que visto que não funciona, não é bom para o desenvolvimento das sociedades e trás mais sofirmento do que benefícios. Ah, já agora, sou cristão.
    Um abraço

  8. Draco diz:

    Correcção:
    queria dizer: “rios de dinheiro”
    “sofrimento” (desculpem os meus erros ortográficos, mas trabalhar e estudar é muito cansativo, e às vezes o cansaço prega-me partidas)

    O Estado Laico. ..Já agora, falou em quantos % de portugueses que são católicos? Quantos deles vão à Missa? Quanttos deles leram pelo menos o novo testamento? Quantos deles têm uma pequena noção da vida de Cristo, do que disse?
    Caro Sebastião II, neste momento há regiões neste mundo com sociedades de pesadelo, sendo muitos desses casos provocados pela promiscuidade entre Religião e Politica. Gostaria de viver no Paquistão? Ou no Irão? (Como cristão…).
    Nós na Europa também já tivemos sociedades de pesadelo, e veja lá se se recorda do que andou a fazer a inquisição aqui, em terras Lusas.

  9. Draco diz:

    Ah, já agora: sou cristão. Mas isso não tem nada a ver com politica.

  10. Este é um dos mais amados terroristas!

  11. D. Sebastião II diz:

    Caro Draco,
    antes de tudo queria dizer que não quero ir viver nem para o Paquistão nem para qualquer país muçulmano: A regra é qualquer coisa do tipo: Quantos mais muçulmanos pior!
    Depois quero dizer para que não se preocupe com os erros…

    Agora o essencial: Só acho que um estado laico deve ser isso mesmo: Laico!
    Também acho que um estado não pode ser laico se está inundado em tradição Cristã/Católica até ao pescoço. Também (e principalmente) acho mal que se crie um sistema com um povo crente e uma elite laica, sem Deus, que não governa segundo os valores do povo.

    Acho que o Estado Portugues não é laico pois não trata a igreja Católica como trata as outras. Para mim afirmar-se assim laico é Hipocrisia. Não é que tratar melhor a Igreja Católica seja mau, mas é a hipócrisia de fazer as coisas e não as assuir que não penso seja correcto.

    Acho que podemos afirmar como sendo Cristãos e respeitar os outros certo? E ter amigos Budistas, Muçulmanos Hindus, Pretos Azuis, Amarelos, etc, certo? Porque não pode o nosso Estado fazer o mesmo?
    (Chama-me Nazi mas) A igreja defende alguns valores que seriam benéficos para a Nação, seria talvez confortante e orientadora, daria talvez um sentido ao povo (talvez, porque eu não vou á igreja! lol).

    Eu acho que podemos não ser laicos, que isso pouco interessa, o que interessa é o real respeito pelos outros (e por nós)!

    Espero que tenha sido esclarecedor.

  12. GRANDE PJ!!!!!

    (Não chores, Sebastião II).

    36 pessoas acusadas de crimes de discriminação racial
    PJ desmantelou organização portuguesa de “skinheads”
    18.09.2007 – 20h43 Lusa

    O Ministério Público (MP) acusou 36 elementos do Capítulo Português, ligado à organização de extrema-direita violenta Hammerskin Nation, pela prática reiterada de crimes de discriminação racial e outras infracções criminais conexas, na sequência de uma investigação da Polícia Judiciária.

    Em comunicado hoje divulgado, a PJ especifica que “o MP deduziu acusação contra 12 membros efectivos e 24 activistas do Capítulo Português da organização de extrema-direita violenta Hammerskin Nation – vulgarmente conhecido por Portugal Hammerskins – todos afectos ao movimento ‘skinhead’”.

    A investigação agora finalizada esteve a cargo da Direcção Central de Combate ao Banditismo (DCCB) e “focou essencialmente os mecanismos de difusão e o teor das mensagens públicas com carácter racista, xenófobo e anti-semita”.

    Segundo a PJ, as mensagens divulgadas através dos meios de comunicação tradicionais e electrónicos, bem como em concertos musicais, encontros, concentrações e manifestações, apelavam à violência inter-étnica, visando também, enquanto alvos, todos os movimentos anti-racistas em geral.

    Dezenas de buscas domiciliárias desde Abril

    A PJ refere que, no decurso de seis dezenas de buscas domiciliárias sucessivamente cumpridas desde Abril de 2007, foi possível apreender aos arguidos um total de 15 armas de fogo, explosivos, mais de um milhar de munições de diversos calibres, dezenas de armas brancas, soqueiras, mocas, bastões, tacos de basebol e aerossóis de gás tóxico.

    “A prolongada investigação permitiu”, diz a PJ, coligir, em 40 volumes e 50 apensos, indícios que documentam a existência de causalidade entre a difusão de propaganda ofensiva e de carácter político-ideológico e as várias dezenas de acções violentas que se traduziram em diversos crimes de ameaças, coacção agravada, ofensas qualificadas à integridade física, sequestro, dano, instigação pública à prática de crime e posse de armas proibidas”.

    A Judiciária sublinha “a forte componente e tendências político-ideológicas anti-semitas que marcavam o comportamento e interacção social dos elementos afectos a esta organização, igualmente direccionadas, em idêntico tom e registo de intolerância, agressividade, repulsa e ódio, contra outras minorias étnicas, designadamente negros, ciganos e indostânicos, além de outras organizações e movimentos anti-racistas e de defesa de minorias”.

    Segundo a mesma polícia, a organização Portugal Hammerskin foi criada na sequência da extinção de outras estruturas prévias e embrionárias que pontificaram em Portugal nas décadas de 80 e 90, e “atravessava actualmente um período de crescimento, expansão e projecção interna, beneficiando de apoios e de patrocínio de movimentos europeus similares, de harmonia com uma estratégia de radicalização e confrontação social”.

    “Concluída esta investigação e uma vez já deduzida a acusação, admite-se que as acções da organização fiquem reduzidas à sua expressão mais ínfima”, afirma a PJ.

  13. Draco diz:

    Caro Zé do Pedal: às vezes há noticias que nos enchem a Alma, hã?… 🙂
    Caro Sebastião II, você tem a sua visão do Mundo, eu tenho a minha. Continuo a teimar que a Igreja (a mesquita, a sinagoga) não se devem meter na politica. Um dos últimos casos foi o do famoso referendo sobre a Lei do Aborto. A Igreja Católica deu a sua opinião. E fez pressaõ para reprovar a Lei. Mas para quê? Quem é contra o aborto não aborta, haja ou não haja lei. Por que carga de água andou a Igreja a fazer tanto barulho? Bastava àa Igreja dizer aos seus fieis para não o fazerem. (e mesmo assim muitas o fazem, clandestinamente em Portugal, outras em Espanha). Porque razão a Igreja não o mesmo barulho sobre, por exemplo, os salários em atraso? MAs pronto, fique com a sua ideia, eu mantenho a minha. Cumprimentos.

  14. Draco diz:

    correcção: Porque razão a Igreja não faz o mesmo barulho, sobre os…

  15. D. Sebastião II diz:

    Draco, a Igreja penas tem de defender os seus valores. E sinceramente pouco me importa se o Estado é laico ou não!
    A Hipocrisia… eu crítico é a hipócrisia…
    Mas se reler atentamente o meu post, verá que não defendo que a igreja “governe o país” ou algo parecido.
    Cumprimentos.

  16. Teixeira diz:

    Autorizar que a “Igreja” exista é o mesmo que deixar que esta influencie a política de um país/estado. Ou alguém acredita que a “igreja” não tente, ainda que indirectamente, apontar caminhos que vão invariavelmente no sentido da NÃO evolução económica e social. A “igreja” seja ela qual for defendeu, defende e defenderá o dízimo.

    Igreja/religião já devia ser oficialmente um sinónimo de hipocrisia.

    Laicismo já!

    Quanto ao post do MZ, concordo que a esquerda é alegria e comunhão (não confundir com religião), mas estou em desacordo que a esquerda não saiba governar do ponto de vista económico. É o mesmo erro dos esquerdistas considerarem que são os únicos que defendem as causas sociais. Se tudo dependesse da música…

    Mas numa coisa devemos estar de acordo MZ – a música de esquerda é infinitamente melhor do que a barulheira das bandas conotadas com a extrema-direita. É evidente que estamos de acordo nisto.

    []

  17. D. Sebastião II diz:

    Ó Teixeira, és mais comuna que o Lenine!

    Este homem foge da Igreja literalmente como o Diabo foge da cruz. Talvez estejamos na presença do anti-cristo…

    No entanto, gostaria de saber quem tu é, ó Teixeira, para falar acerca da religião de mais de 50% dos Portugueses. Respeitar os outros é bonito quando os outros são iguais a nós, quando são diferentes, é pecado…

    Quanto há capacidade de a esquerda/extrema direita governar um país em termos económicos:
    Da última vez que me dignei a ver qualquer coisa sobre estes dois países, deu-me a impressão de que a Suiça anda melhor que a Bielorrússia…
    Mas como a Suiça tem imigrantes e a Bielorrússia não os tem, este Teixeira deve ser, para além de um comuna de primeira, um grande racista!
    Enfim, é a reencarnação de Ernesto Che Guevara.

  18. O Sebastião tem toda a razão!!! O Sebastião tem toda a razão!!! O Sebastião tem toda a razão!!!

    (diz que nestes casos o melhor é não contrariar…).

    Mas do que gostei mesmo foi da acima referida operação da PJ!

  19. «Arguido pediu revisão do seu caso com base no novo Código de Processo Penal
    Supremo nega “habeas corpus” a Mário Machado no caso dos skinhead
    20.09.2007 – 18h01 PUBLICO.PT

    O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) negou hoje o pedido de “habeas corpus” para libertação imediata de Mário Machado, um dos elementos de extrema-direita acusados pelo Ministério Público de crimes de discriminação racial no caso dos skinhead, disse à Lusa fonte do STJ.

    A defesa de Mário Machado alegava que a prisão preventiva aplicada ao arguido, que dura há cerca de cinco meses, é ilegal e desrespeita o novo Código Processo Penal (CPP).

    Mário Machado, a figura mais conhecida entre os 36 arguidos no caso do processo dos skinheads, foi um dos signatários dos 20 “habeas corpus” já apresentados no STJ. Machado foi notificado na semana passada da acusação no estabelecimento prisional onde está preso preventivamente.

    Além de Machado, são acusados outros dois arguidos que, em 10 de Junho de 1995, estiveram envolvidos na agressão mortal a Alcino Monteiro. Julgados, os três foram condenados a penas que oscilaram entre os 30 meses e os 17 anos.»

    Decididamente, isto está a correr bem! 🙂

  20. Teixeira diz:

    D. Sebastião,

    o seu “Tico” morreu? Condolências ao “Teco”…

  21. D. Sebastião II diz:

    Zé do pedal:

    Portnato uns violam, outros matam. Vão soltos.
    Prendem os que “discriminam racialmente”.
    Ah! E a nova maneira de (não) “combater” a violência doméstica.

    Decididamente, isto está a correr bem! 🙂

    Como não gosto de falar sozinho, creio que podem festejar. Os meus comentários neste blog serão suspenso por tempo indeterminado.
    Cumprimentos a todos, abraços aos poucos que me têm apoiado.

  22. Fartos deste animal
    Por A. Silva, Lisboa
    Se Mário Machado é português, eu quero ser outra coisa qualquer… Quem lhe deu a legitimidade de falar em nome de um povo? O PNR devia ser incinerado, pois trata-se de um resíduo perigoso, faz mal à integridade física e mata pessoas. Porque não experimentam na pele um pouco da sua própria receita: Mario Machado para Aushwitz!

    Muito mais crimes
    Por Miguel S., Porto
    Mário Machado está acusado de muitos mais crimes que a discriminação racial, incluindo crimes violentos, assaltos, posse de arma ilegal, etc etc etc etc. Haja mais rigor! Simplismos destes levam logo a comentários tontos como alguns que se podem ler aqui, ou os proferidos pelo sr. Pacheco Pereira…

    O Mário Machado e outros…
    Por Germano Pedro, Coimbra
    O Mário Machado e outros na mesma linha de actuação e visão da sociedade têm que entender uma coisa: nós, que queremos respeitar todos os seres humanos, que nos indignamos quando falhamos neste propósito, que conseguimos derimir os nossos problemas com os outros sem sacar de armas brancas ou armas de fogo, não os queremos a passear nas ruas onde andam os nossos filhos. Portanto, porque é que o Mário Machado e outros não fundam a Germânia deles, bem longe daqui, fazem uns alvos com caras de judeus e negros, e se divertem a atirar-lhes umas setas? O mundo anda há 60 anos a dizer-vos que a banha da cobra que vocês vendem não interessa. Qual é a parte desta mensagem que vocês ainda não entenderam?

  23. Preso por delito de opinião, o Machadinho, tadinho…

  24. Draco diz:

    É obvio que algumas pessoas andam confusas. Uma coisa é sermos tolerantes. Outra coisa é sermos idiotas e permissivos. Quando Hitler e amigos apareceram, poderia-se argumentar que não se sabia que eles eram o que eram: uns psicopatas e uns monstros. Mas agora não podemos alegar ignorância. Esse Machadinho, coitadinho, se tivesse um pouco de poder fazia de nós todos coitadinhos…
    Racismo? Não, obrigado.
    Totalitarismo? Não, obrigado.
    Já agora, caro Sebastião II, podemos discordar e discutir. Temos esse direito. Afinal, a única forma de duas pessoas estarem totalmente de acordo é quando uma delas não pensa.

  25. D. Sebastião II diz:

    Exacto Darco, mas excuso de gastar o meu latim em quem não está disposto a ouvir. Não que o Darco seja um dos que não estão dispostos a ouvir, mas…

    Indo na linha de pensamento do seu comentário, quando uma sociedade solta homicidas e violadores e mantém encarcerados os “discriminadores raciais” já é mau. Quando o povo aplaude então…

    Quero também dizer que a maioria do povo Português não concorda com isso. Não estou a defender o Mário Machado, estou apenas a tentar delimitar o que é pior, discriminação racial ou violações e homicidios. Eu acho que ninguém deveria ser preso por “discriminação racial” principalmente num país homogéneo como Portugal.

    Estou curioso para saber em que consiste a discriminação racial…
    Boas Tardes

  26. Draco diz:

    OS homicidas e os violadores terão que ir para a cadeia, ou então voltamos a ter a justiça popular à solta…

  27. O Machadinho não está dentro por delito de opinião, mas por crimes vários, incluindo homicídio.

    Só um doente mental pode achar que quem é a favor da prisão do machadinho é porque é a favor da soltura de outros criminosos.

    Sempre esses maniqueísmos estúpidos: se é contra a extrema-direita fascista, é porque é comunista. Se é contra o racismo, é porque gosta de ser assaltado por emigrantes, e deseja que a nacionalidade morra e haja uma subversão de valores civilazionais. Se não acha que os muçulmanos devam ser todos mortos, é porque se regozija com o terrorismo.

    Não passa disto, a argumentação destas pessoas fanáticas…

    Aliás, quem defende o machadinho e o branqueia como “preso político”… estamos conversados!

  28. Miguel diz:

    Uma pergunta simples: porque é que ainda não publicou nada sobre a vergonha que se passou em Bruxelas a 11 de Setembro passado? Se não sabe o que foi, consulte este link no meu blog:

    http://a-embaixada.blogspot.com/2007/09/freedom-of-expression-in-belgium.html

    Um abraço

  29. D. Sebastião II diz:

    Miguel, não digas isso que isso não interessa ao povo deste blog! Sabes, a maioria gosta de revirar os olhos quando a realidade incomoda.

  30. D. Sebastião II diz:

    Zé do Pedal:

    1) O seu “machadinho” não está preso por delito de opinião mas por ter sido ACUSADO DE DISCRIMINAÇÃO RACIAL, ele JÁ CUMPRIU A PENA pelo homícidio de Alcino Monteiro. Se concorda com isso ou não é problema seu. Creio que não adianta dizer que eu não quero ver no meu país ninguém preso por ser acusado de discriminação racial, seja africano, chinês, ou o seu “machadinho”.

    2) “Só um doente mental pode achar que quem é a favor da prisão do machadinho é porque é a favor da soltura de outros criminosos”
    Eu nunca disse isso mas realmente, explicar isso a atrasadinhos mentais, é muito díficil. Vá lá para o seu mundo, feche-se no seu quarto e não deixe que abalem as suas convicções, está bem? Seja feliz assim! E lembre-se pensar muito pode fazer-lhe mal, pode ter um AVC e ficar ainda mais atrasadinho, cuidado!

    3) Quanto aos manequeísmos e ás pessoas fanáticas.
    Vá lá para o seu quarto e tranque-se, quando sair de lá experimente tirar a quarta classe para poder dizer alguma coisa que faça sentido, sim? Copiar não vale, zézinho. Olhe que a professora zanga-se.

    4) Quem ataca o Mário Machado ou qualquer outra pessoa não pelos delitos que comete mas por ser comunista/fascista/branco/preto… estamos conversados. Quem apoia que violadores e homícidas sejam soltos e que discriminadores raciais sejam encarcerados… estamos conversados. Quem diz aquilo que o zézinho diz no terceiro parágrafo 😦 … nem vale apena conversarmos.

    5) Veja lá, não vá sua excelência querer prender-me a mim, ao José Pacheco Pereiro e a meio Portugal que ainda pensa por si próprio! Acho que têm de começar a fazer prisões “maiorzinhas”!

  31. António Marcelo diz:

    GRANDE PJ!!!!!

    (Não chores, Sebastião II).

    36 pessoas acusadas de crimes de discriminação racial
    PJ desmantelou organização portuguesa de “skinheads”
    18.09.2007 – 20h43 Lusa

    Se a Polícia tivesse o mesmo interesse em desarticular redes pedófilas, seria melhor. Uma das coisas mais nojentas que vi na minha vida foi o caso da Casa Pia, e a defesa que os socialistas fizeram de Paulo Pedroso, um dos seus dirigentes envolvidos naquele assunto. Parecia mesmo um detido político em vez de um político detido.

    Caso comparável a este foi na Bélgica o affaire de Marc Dutroux e a sua «Casa dos Horrores». Comparável pela cumplicidade de altas instituições judiciárias e políticas na sua defesa.

    Nunca será feita justiça em ambos os assuntos.

  32. António Marcelo diz:

    Comprei há vários anos vários CD’s, dois deles de Zeca Afonso e outro intitulado «Canções com aroma de Abril». Essas canções esquerdistas, são muito simplificadoras, têm todas um componente voluntarista, ingénuo e maniqueísta, andam sempre a ver o mundo a preto e branco.

    Os recitais de música revolucionária, lembram-me uma sorte de missa laica, uma comunhão colectiva, um extasie místico de uma multidão de gentes já convencidas. Uma droga qualquer. Duvido que nos Gulags de Fidel Castro gostem dela os detidos políticos. A música não dá de comer nem melhora o nível de vida.

    Quando eu vou comprar no talho, por um quilo de carne não posso oferecer um quilo de ideais (sobejam-nos a todos), mas dinheiro corrente e soante.

    Na prática, os revolucionários oferecem muita música, muitos ideais mas pouca grana, como diriam os brasileiros.

  33. D. Sebastião II diz:

    António Marcelo, não vê que nesta Penninsula, principalmente a Ocidente (e quanto mais a Sul pior, mas isso desde 711 que é assim), importa mais prender aqueles que são acusados de discriminação que pedófilos, violadores ou homicidas. Principalmente se estiverem ligados á esquerda. Populismos… mas não são populismos do POVO são populismos daquele povo rasca que se acha uma elite e tem vergonha dos pais por terem sido agricultores.
    Mas também num país em que a direita tem 7,5% dos votos (PSD excluido)… E depois diz-se que a extrema direita é perigosa enquanto que a extrema esquerda tem quase 15% dos votos. Só a extrema esquerda.

  34. Conversas de surdos: bem se vos pode dizer 1000 vezes que o machadinho está dentro não por “delito de opinião” mas por crimes vários, incluindo homicídio, e só ouvem as mentiras com que gostam de se intoxicar. Fanatismo é isso!
    As opiniões que transcrevi acima são de leitores do Público online. Pessoas normais, que vêem as coisas sem extremismos. O que tem a Casa Pia a ver com as calças? Por a Casa Pia ser a vergonha que é, o machadinho tem que vir para a rua ameaçar a segurança dos cidadãos ordeiros e pacíficos?
    Extrema-direita versus extrema-esquerda. Pergunto: já viram o Louçã, por muito parvo e hipócrita que seja, andar a incitar ao crime? Querem compará-lo com o assassino racista desordeiro e incitador do ódio do Mário Machado?
    É falar para as paredes.

  35. D. Sebastião II diz:

    Olha lá, ó zézinho:
    1) O Mário Machado pode ter cometido todos os crimes do mundo. Mas não está a cumprir pena por esses crimes.

    2) O Mário Machado apesar de ter cometido todos os crimes do mundo está preso por ter sido ACUSADO DE DISCRIMINAÇÃO RACIAL.

    3) É chocante que alguém possa ser preso por discriminação racial.

    4) É ainda mais chocante que alguém que (ao que parece) cometeu todos os crimes do mundo seja preso por ter sido ACUSADO DE DISCRIMINAÇÃO RACIAL.

    5) Se ele fosse acusado dos crimes que cometeu (ou não cometeu, não sei) muito provávelmente estaria cá fora como os (outros comparsas) violadores e homicidas.

    6) Fanatismo é aprovar isto porque não se gosta da direita, ou da extrema direita, ou de carecas ou do povo Português ou o que o valha

    7) Eu não me sinto mínimamente ameaçado pelo Mário Machado.

    8) Não posso dizer quem comete assaltos, assassínio e outos crimes pois posso ser acusado de alguma discriminação. Portanto a ameaça são aqueles que nós sabemos e os outros marginais, não quem discrimina racialmente.

    9) O Miguel Portas apoiou incondicionalmente os verdeeufémias aquando do episódio da destruição do milho transgénico, mas como não é discriminação racial, não conta.
    Não sei qual foi a reacção do sr. Louçã, mas acho que não preciso de ir fazer a quarta classe outra vez para tirar as minhas elações.

    10) Aqando foi do 25 de Abril e andavam todos preocupados com manifestações de extrema direita, quem atacou a polícia (autridade também não conta) com koktail’s molotov foram “amiguinhos do louçã”. Agora não me lembro de mais casos, mas não vale a pena.

    11) Quem é que o Mário Machado matou, diz me lá tu? Pois…

    12) Se ele tivesse realmente morto alguém, de cereteza que isso apareceria nas notícias como aparecem (quase) todos os casos de violência da extrema direita ou direita Europeia ou Americana.

    13)Eu sei que perguntar ao Marco, perdão, zézinho porque é o Mário Machado um racista desordeiro e incitador do ódio é falar para as paredes. Por isso não o faço.

    14) Não é que eu esteja a defender o Homem mas se querem manter um Homem que cometeu crimes violentos na prsão, acusem-nos dos ditos crimes. Não o mantenham encarcerado por discriminar racialmente. O que me mete mais nojo é o aplauso de uma parte dos Portugueses. Nomeadamente aqueles á esquerda do PSD, apesar de não imaginar os comunistas muito preocupados com isso (õs votantes, não os dirigentes)

    15) Vejam os comentários que as ditas “minorias exemplares” por aqui deixam e depois ganhem noção que elas agem, ao contrário da grande parte dos comentadores que são cidadãos ordeiros e apenas dão as suas opiniões.

  36. A tua resposta só confirma o que acima escrevi. Bem se pode apresentar todas as evidências do mundo, que vocês marram sempre para o mesmo lado. “É chocante que alguém possa ser preso por discriminação racial”! O Adolfo não diria melhor 🙂
    Esteve implicado na morte do Alcino, e tem acusações para dar e vender. É um elemento perigoso, envolvido em assassínios, agressões, delitos diversos e graves, incitamento ao ódio. Não é uma pessoa de bem, e por isso está à sombra. Como devias tu e o Pinto-Coelho e outros estar também.

  37. D. Sebastião II diz:

    Zé do Pedal,
    realmente você deu-me todas as evidências e mais algumas. Depois excusa de utilizar o vocês, pode utilizar tu ou você porque não tenho aqui nenhum grupo, estou apenas a expressar a minha opinião. E essa do Adolfo… não teve graça… é a imbecilidade da ralé humana a falar mais alto. A não compreender a História e a por uns do lado dos bons e outros do lado dos maus. Eu até lhe aconcelhava ler um livro qualquer sobre História mas…
    Falemos de coisas sérias:

    1) “Esteve implicado na morte do Alcino…” Pois. E já cumpriu pena por isso, ou será que deveremos começar a cumprir duas penas pelos crimes que eventualmente cometemos?

    2)”… e tem acusações para dar e vender.” Então porque raio o acusam de discriminação racial? Acusem-no de homicidio, violação, pedofilia e todos os outros crimes que o Homem cometeu.

    3) “É um elemento perigoso” E os outros homicidas e violadores que foram soltos, não são “elementos perigosos”, é o Mário Machado mais perigoso? Porquê? Porque é adepto de uma ideologia underground e discrimina racialmente? Ou porque tudo serve para calar o Nacionalismo hoje na Europa Ocidental, agora que mesmo com proto-partidos tão imbecis como o PNR começa a destruir o monopólio socialista?
    … Chocante é o parte do povo achar isto aceitável e aplaudir…

    4) “… agressões…” Também não duvido que o Homem não seja flôr que se cheire e por isso não me parece estranho que ele esteja envolvido em “agressões”. Então julguem-no por isso e acusem-no por isso porque qualquer agressão é, a meu ver um crime muito mais grave que qualquer discriminação racial que possa provir de um skin head. Mas pronto, o zézinho é que sabe.

    5) “envolvido em assassínios” O Alcino Monteiro, certo. Neeext! Ah pois! Então parece que so esteve envolvido num assassínio. E até parece que já cumpriu pena por esse envolvimento. Enfim eu não sou advogado mas num país livre e num julgamento justo até eu conseguiria ser o melhor advogado do mundo!

    6) “…delitos diversos e graves…” Então acusem-no dos delitos, não o mantenham preso sob acusação de discriminação racial.

    7) “incitamento ao ódio” Gostava de um exemplo, mas devido ás suas grandes capacidades mentais, é melhor esperar sentado.

    8) “Não é uma pessoa de bem” E vamos prendê-lo por iso? Eu, na minha ingenuidade pensei que só deveria ser preso aquele que comete crimes.

    9) 🙂 “Como devias tu e o Pinto Coelho e outros estar também” 🙂
    Nesta frase vossa excelência revela a sua verdadeira faceta. O senhor é fiel à máxima: “Não importa se os crimes são cometidos ou não, não importa se há provas ou não, o que importa é encarcerar aqueles que pensam diferente de mim e os meus opositores”.
    Aqui, o senhor zézinho deixa caír a máscara e mostra porque é a favor da prisão do Mário Machado. É a favor dessa prisão porque adora imigrantes, é a favor porque odeia vosceralmente qualquer espécie de Nacionalismo e qualquer maneira de vr um povo Europeu undido. Sem intrusos nas suas fileiras.
    Enfim então eu e o José Pinto Coelho e outros também cometemos assassínios (que é sempre o do Alcino Monteiro, mas ao que parece ele morre, ressuscita e morre outra vez, quando dá jeito), e delitos diversos e agressões?
    Sem palavras. 🙂

  38. Agora é que você me apanhou. E além de todas as vilanias de que me acusa – a maior das quais é não ser um racista e um assassino como o Machadão!- também tenho mau hálito pela manhã e só mudo de cuecas de dois em dois dias. Para quê esconder? A sua percepção extra-sensorial acabava por descobrir de qualquer maneira…

  39. D. Sebastião II diz:

    Ó Homem, o problema é seu, do seu hálito e das suas cuecas eu quero é distância!

  40. Ah não?… É que os teus comentários costumam incidir em assuntos de gravidade idêntica, como se pode constatar.
    Mas deixa estar, que nas próximas eleições o PNR ganha e de certeza que poderás ser, por exemplo, encarregado de um campo de extermínio, e gritar as tuas teorias com aqueles tiques autoritários tão característicos da tua gente.
    Se tal não acontecer, sugiro que vocês comprem uma quinta no Alentejo, vão todos para lá morar, e deixem de aborrecer as pessoas sérias com o fantasma do nazismo.
    Até podes experimentar e meter-te numa câmara de gás, para experimentares o tratamento que aprovas para os outros.

  41. D. Sebastião II diz:

    E diz me lá tu, ó chico esperto, porque hão as pessoas sérias, de uma democracia, se sentir “aborrecidas” ou incomodadas com o fantasma do Nazismo?

    Parece que a seriedade não é muita, lá para as tuas bandas…

    Vá, continua aí a gritar para criminalizarem o PNR e o CDS e porque não o PSD e qualquer outro partido que tenha a ousadia de se por contra os valores de Abril (pá!) e ao lado do Salazar (pá!) por se situar ideológicamente á direita do PS (já de si neo-fascistas!).

    Ó amigo, a mim, só me entristece que o senhor seja Português, a partiar daí…
    é tentar com que evolua, um bocadinho, não muito, para não cansar o cérbero.

  42. Estive a reflectir e tens razão: porque raio é que havemos de ficar preocupados com o facto de o nazismo poder voltar?
    De facto, não sei onde está o problema de se repetir o Holocasto, de a democracia acabar, e de sermos governados pelo Mário Machado, esse cidadão exemplar que só matou um caboverdiano a pontapés na cabeça – que a polícia tivesse conseguido provar.
    Que tonto que eu sou, pá…

  43. D. Sebastião II diz:

    Jovem, já ouviste falar de democracia?
    É que se és Português ou mesmo pretuguês vives numa.
    Numa democracia o partido com maior apoio do povo ganha o direito a governar.
    Desta feita, o “nazismo” só voltará quando a maioria do povo o aprovar.

    Achas que o povo Português apoiará o Holocausto, o fim da democracia (se bem que não me espanta se o povo quiser a curto ou médio prazo o fim da democracia, mas se o povo assim deseja, quem sou eu, enquanto democrata, para me opor à vontade do povo?) (Pois é, a democracia só serve quando nos agrada, não é?) (Por muito democrata que seja, se o povo Português se opor à democracia, só terei de respeitar), um governo liderado pelo Mário Machado? Eu acho que não apoiará tais coisas. Por isso posso dizer, sim, és um tontinho ao achar que o povo Português é assim tão estúpido. És um tontinho…

  44. 😀 😀 😀 😀 😀 😀

    V. Insolência D. Sebastião II é um achado! V. Insolência diverte-nos!

  45. “pretuguês”… olha o racismo… olha as regras…

  46. D. Sebastião II diz:

    Cavalheiro Anónimo, apesar de ter conseguido fazer-me rir, veja se me consegue explicar qual o racismo de pretugês.
    Obrigado, e por favor, não me mande para um calaboço por discriminar racialmente.

  47. Stran diz:

    Meu Caro D. Sebastião,

    Vejo nos seus comentários uma certa desadequação à realidade portuguesa. Primeiro não sei em que parte do país é que vive nem qual a sua realidade envolvente para ter a noção de que 95% do país é Católico. É estranho mas se assim for parece que à minha volta estão os outros 5%! Não me parece que existe apenas uma elite laica neste país, e como já exemplificaram a questão do aborto é um exemplificativo disso mesmo.
    A mesma desadequação é visível no tema de Mário Machado. Não sei se reparou mas para além da democracia vivemos também num estado de direito. Algo que as pessoas simpatizantes da extrema direita parecem ignorar por conveniência. Tal desadequação é explicação para o seu comentário quanto ao Mário Machado. Quanto à temática de discriminação racial presumo que já tem idade suficiente para compreender a mesma (e o porquê de ser crime) e se não adquiriu certos valores por esta altura já deve ser difícil. Não deixa de ser engraçado revelar uma atitude tão pouco católica nesta temática…

    Caro MZ,

    Benvindo de volta. Parece-me que o seu amigo revela um pouco de preconceito relativo à esquerda. Preconceitos que a realidade teima em contradizer…

  48. deil diz:

    A frase do teu colega merecia ir para a secção das pérolas preciosas.

  49. D. Sebastião II diz:

    Stran,
    Quando eu digo 95% Católico, não digo Católicos Praticantes.
    Talvez 95% seja um exagero, mas o número é sem dúvida superior aos 85%, talvez pouco mais de 90% seja um número mais acertado.

    “Se assim for, parece que à minha volta estão os outros 5%”
    Pois, também me parece que, para onde quer que eu vá, os Europeus de Leste não são a minoria mais numerosa em Portugal como é dito oficialmente, parece que aquela ínfima percentagem de africanos acompanha-me para onde quer que eu vá na área da Grande Lisboa, ou qualquer outra cidade média do Litoral Português.

    “A questão do aborto é um exemplificativo…”
    A questão do aborto só mostra que o povo é cada vez menos praticante e tem cada vez menos em conta o que diz a Igreja. Isso não tem a ver com a fé em Cristo.

    “Não sei se reparou, mas para além da democracia vivemos também num estado de direito”
    Reparei sim senhora.

    “Algo que (…) parecem ignorar por conveniência”
    Alguns, é verdade. Mas não simpatizantes, apenas os militantes mais radicais. Mas, como não os tenho visto a cometer crimes, nem tem aparecido crimes cometidos por eles no telejornal, creio que há ameaças mais “valentes” á democracia e ao Estado de direito (então a esse… ui!)

    “Tal desadequação é explicação para o seu comentário…”
    Como assim?

    “Quanto á temática da discriminação racial presumo que já tem idade para compreender a mesma (e o porquê de ser crime)”
    Talvez sim, talvez não. O problema é que nunca ouvi uma explicação, nem uma razão para o porquê de ser crime.
    Gostava que alguém me explicasse porque deve ser crime…

    “… e se não adquiriu certos valores por esta altura já deve ser díficil.”
    Não deixa de ser curioso que alguém como o Stran que prega aos peixes, se for necessário, que somos todos iguais, insinuar agora que os seus valores são melhores que os meus.
    Não obstante, que valores?

    “Não deixe de ser engraçado revelar uma atitude tão pouco católica nesta temática…”
    Meu caro, eu sou daqueles Católicos que não entram na sua contabilidade de Católicos, mas que entra(va)m nos meus 95%… 8)
    Cumprimentos…

  50. Stran fez o melhor, mais conciso e mais objectivo comentário nesta “conversa”. Entre aspas porque conversa pressupõe comunicação, mas este pessoal do nazismo não tem capacidade mental para tal.

    Respiram ódio, bufam, deitam fumo pelas ventas, tipo o Pinto Coelho do PNR mais as teorias maravilhosas, iguais às que estes seus comparsas aqui debitam. Não há diálogo possível quando o ódio lhes tolda o entendimento. O Sebastas vai ao ponto de desculpabilizar o vandalismo no cemitério judaico, com argumentos que seriam para rebolar a rir, se não fosse preocupante o que esta gente faz nas ruas aos vivos.

    E esta notícia do Público?…

    “Em declarações à BBC
    Arcebispo de Maputo acusa Europa de querer matar africanos com vírus da sida
    27.09.2007 – 17h18 Marta Ferreira dos Reis

    O responsável pela Igreja Católica de Moçambique, o arcebispo Francisco Chimoio, acusa dois países europeus de quererem matar a população de África com o vírus da sida. Em declarações à BBC, o arcebispo de Maputo disse que os preservativos e os medicamentos anti-retrovirais que chegam ao país estão infectados.

    “Os preservativos não são seguros porque há dois países na Europa que estão a fazer preservativos infectados com o vírus de propósito”, afirmou Francisco Chimoio em declarações à BBC.

    “Querem acabar com a população de África, é esse o objectivo. Se estamos a brincar com esta doença vamos acabar o mais depressa possível”, afirmou o responsável.

    Activistas moçambicanos chocados com acusação do arcebispo

    Segundo a BBC, Marcella Mahanjane e Gabe Judas, dois activistas da luta contra a sida no país, ficaram chocados com as declarações de Francisco Chimoio.

    “Os preservativos são uma das melhores formas de protecção contra a infecção”, disse Gabe Judas, responsável pela companhia de teatro Tchivirika, que promove acções de prevenção e esclarecimento sobre o vírus da sida.

    Para Francisco Chimoio, a problemática da sida em Moçambique exige uma mudança rápida de mentalidades: “Significa casamento, maridos fiéis às suas mulheres… jovens que se abstêm de ter relações sexuais”.

    Liga Portuguesa contra a Sida condena declarações

    Para a Liga Portuguesa contra a Sida, é difícil acreditar na questão levantada por Francisco Chimoio. “Os números da sida estão a aumentar em África, mas temos dúvidas de que esta questão possa ser posta por alguém que, sendo católico, devia ter uma mensagem de esperança”, disse ao PUBLICO.PT Maria Eugénia Saraiva, presidente da Liga Portuguesa contra a Sida.

    A responsável frisou que desconhece o contexto das declarações da Francisco Chimoio, mas considera que a mensagem não é “nem positiva nem de prevenção, mas uma mensagem que assusta”.

    “Tem consequências para os que estão infectados e para os afectados — aqueles que têm relações com quem está infectado”, disse Maria Eugénia Saraiva.

    “Mensagens como esta são uma barreira. A liga não diz ‘têm de usar preservativo’, diz que o preservativo é a forma de prevenção, em termos contraceptivos, mais benéfica. Podemos não fazer sexo, mas isso é um fundamentalismo e os fundamentalismos não ajudam a prevenção”, acrescentou.

    Mais de 16 por cento da população moçambicana está infectada com o vírus do HIV, num país que regista 500 novos casos por dia.

    A Liga Portuguesa contra a Sida desenvolve várias parcerias em Moçambique e noutros países africanos de língua oficial portuguesa, com centros de luta de apoio a infectados com o HIV e cursos de formação.”

  51. D. Sebastião II diz:

    Desculpe-me o cagalheiro anónimo mas, eu por acaso desculpabilizei os acontecimentos no cimitério Judaico? Eu disse e repito que devem ser punidos por esse crime.

    Só por curiosidade, “o que essa gente faz nas ruas aos vivos”?

    E o que queres tu que eu faça se há bispos ou padres malucos em Moçambique? Se estás tão preocupado com os pobres dos Moçambicanos, o que fazes tu para ajudá-los?

    A hipócrisia, a hipócrisia…

  52. Stran diz:

    Antes demais gostava de agradecer o elogio ao Cavaleiro Anónimo: Muito Obrigado.

    Caro D. Sebastião, vamos por partes.

    A noção de Catolicismo parece que é um exagero. Poderá argumentar-se que 90% seguem algumas tradições católicas, que acreditam no mesmo Deus dos Católicos. Que alguns acreditam na doutrina cristã, e que o nosso passado é influenciado por esse facto, mas é falácia dizer que em Portugal existem 90% de Católicos embora muito não sejam praticantes. Católicos não praticantes é uma noção que não existe, e é mais um conforto pessoal e individual. Um Católico por definição segue a Doutrina Católica, ou seja aquela que é ditada pela Igreja Católica, no entanto não é o que acontece em Portugal. Quantas pessoas conhece que não vão à missa? Apenas 10%? (este é apenas um exemplo).

    Portanto o seu motivo para transformar o Catolicismo em religião de Estado tem pouca força de sustentação…

    Agora querer transformar um estado laico em estado religioso é um passo para o abismo, um retrocesso da evolução social. A religião é algo que deve ser do domínio privado e não do domínio publico, portanto não deve ter qualquer relação extraordinária com o Estado. Não compreendo como em pleno seculo XXI ainda se defenda tal posição. “A hipócrisia, a hipócrisia…” é defender isto para Portugal e criticar países Islâmicos Teocráticos. (uma nota final não é a “fé em Cristo” que transforma uma pessoa em Católica).

    “O problema é que nunca ouvi uma explicação, nem uma razão para o porquê de ser crime”,
    Deixo-lhe uma questão: porque é que a violência é crime?

    “creio que há ameaças mais “valentes” á democracia e ao Estado de direito”
    Enquanto eles forem um grupo diminuto e sem expressão, completamente alienados da sociedade concordo consigo…

    “Não deixa de ser curioso que alguém como o Stran que prega aos peixes, se for necessário, que somos todos iguais, insinuar agora que os seus valores são melhores que os meus.
    Não obstante, que valores?”
    Antes demais muito obrigado pelo elogio, gostaria de escrever tão bem como quem já pregou aos peixes mas julgo que ainda não atingi esse ponto (nem sei se algum dia o conseguirei. No entanto nunca defendi que os meus valores (que parece que não entendeu quais eram) eram melhores ou piores os seus. Referiam-me à questão da discriminação racial. Por isso e julgo que tinha compreendido nem se pode colocar no plano de “os meus são melhores que os teus” como colocou pois é uma questão de existência ou não existência desse valor. A meu ver é um pouco mais grave que o simples facto de ser melhor ou pior…

    “eu sou daqueles Católicos que não entram na sua contabilidade de Católicos, mas que entra(va)m nos meus 95%” ou seja é um Católico em teoria. Teoricamente poderia se afirma que era Católico mas na pratica não é, ou algo deste género 🙂

  53. D. Sebastião II diz:

    Caro Stran,

    Quanto ao número de Católicos, eu conto aqueles que se identificam com católicos quando são questionados qual é a sua religião (óbviamente, quem responde que é Cristão, é incorporado no meio Católico, só aqueles que se dizem de outra confição Cristã, são Cristãos não Católicos). Se formos pela sua lógica, daqui a pouco, só os padres e os cardeais são católicos… Um Católico pode ser bom ou mau (o pior assassíno, por exemplo), pode ser praticante ou não, o que faz dele um Católico é a sua identificação com a Igreja Católica. Decerto você é um daqueles ateus que está constantemente a gritar “ai meu Deus” e não é capaz de apontar uma falha à Igreja sem ser a Inquisição. Não obstante, creio que o país é Católico, quer o Stran queira quer não.

    Eu não quero uma teocracia, só acho que seria uma maneira de incutirmos valores à população que ao que parece anda um pouco perdida com a modernidade. (aborto). Mas se o povo não quer, quem sou eu para defender isso? Ninguém, pelo que aqui, parece que estamos conversados.
    Só uma questão permanece em mim: Porque têm pessoas como o Stran, tanto medo da Igreja?

    Stran, quando eu falei em transformar um estado laico num estado religioso, seria um Estado respeitador do direito de cada um a manter a religião na esfera privada. Era só a questão de assumir-mo-nos de uma vez por todas.

    Eu nunca, mas mesmo nunca, critiquei um estado por ser desta ou daquela religião. O que eu critico são “os extras” se é que me compreende.

    A violência não é crime por si só. A violência tem de ser quantificada em ordem a ser punida. Por isso é que se eu lhe chamar estúpido creio que não mereço ir preso, no entanto, se eu assssinar o Stran creio que devo ficar uns aninhos na “choldra”.

    Não o elogiei. “Pregar aos peixes” é uma expressão como “cantar aos sete ventos”.
    Mas mais uma vez, que valor é esse? Não respondeu, respondeu?

    Voltando aos Catolicismos, a questão que se coloca não é essa. A questão é, é um Católico que na prática, não pratica o Catolicismo, não que não seja Católico, mas que não põe em prática. Se o Stran fingir que trabalha numa empresa, até ser despedido, vai continuar a ser trabalhador, mesmo que não faça nada.

    O Pauleta não jogava nada e era jogador da selecção.

  54. “Não me meta num calabouço por discriminar racialmente”… Estes tipos acreditam mesmo que são inocentes odiadores. Quando são apanhados a matar caboverdianos ou a vandalizar cemitérios judaicos dizem “que se faça pois justiça”, mas entre eles comentam: “pouca sorte, foram apanhados…”.

    Isto não são brincadeiras. Estes tipos são doentes mentais perigosos, como Hitler era. Representam um perigo real para a sociedade. Devem continuar a ser investigados, julgados e condenados. E tratados, nos casos em que tal for possível.

    O problema principal deles é a frustração e o medo. Se forem 10, atacam um caboverdiano que vem do trabalho – eles, filhos – família que passaram o dia a dormir, a fumar ganzas e a passar lustro às Doc Martens. Se forem dois, atacam mortos, que não se podem defender.

    São doentes mentais e sobretudo doentes morais. Pessoas gravemente doentes, dignasd de dó.

  55. D. Sebastião II diz:

    Cavalheiro Anónimo, veja na lista amarela : Psiquiatras.
    Creio que podem ajudá-lo.

  56. Ora aqui está um réplica imaginativa e original!

  57. Stran diz:

    Meu caro D. Sebastião,

    Antes de falarmos do tema principal da sua reposta, apenas uns quantos esclarecimentos:

    “A violência não é crime por si só. A violência tem de ser quantificada em ordem a ser punida. Por isso é que se eu lhe chamar estúpido creio que não mereço ir preso, no entanto, se eu assssinar o Stran creio que devo ficar uns aninhos na “choldra”.”

    Vive no mesmo país que o meu? É que se sim então está mesmo muito equivocado quanto à nossa lei. O que explica o facto de não perceber o porquê da discriminação racial ser um crime. Ao contrário do que afirma a violência é um crime em qualquer exemplo, pode é ter atenuantes e tem vários tipos de diferenciação consoante o caso em que é aplicada (Não conheço os termos técnicos pelo que se cometer alguma incorrecção peço ao MZ que me corrija). Por vezes a violência é utilizada em defesa própria, como resposta a uma ameaça violenta, o que muitas vezes leva a que não exista uma pena para o agressor, no entanto não significa que o mesmo é válido. É possivelmente o unico caso em que a violência não é punida. De resto qualquer outra forma violência é punida. O exemplo que deu é sintomático do desconhecimento e ignorância da lei e da sociedade portuguesa. Se me chamar estupido eu tenho o direito de apresentar queixa e poderá ser acusado de ofensas morais e caso seja provado que o fez será condenado a uma pena. Se me assassinar os danos não serão morais mas físicos e dado a sua gravidade será condenado a uma pena bastante superior que no caso anterior. E esse é uma das justificações, não a única, pela discriminação racial ser considerada um crime. Como vê a violência é algo que é punido em quase qualquer uma situação. As ofensas morais podem ser de uma violência extrema e não devem de ser tomadas de animo leve, em situações criticas poderá levar ao suicidio de uma pessoa, portanto é preciso compreender que uma violência não fisica pode em caso extremo levar ao mesmo resultado que uma violência fisica. E este é o facto que todos os apoiantes de extrema direita demonstram ignorar (por conveniência ou pura ignorância) e ao fazerem isso desrespeitam o Estado de direito e as normas pelo que se rege a nossa sociedade. Mas o que me supreende mais é o facto dessas pessoas terem tanto orgulho em espelhar essa ignorância, presumo que para eles ser ignorante é estimulo positivo…

    “Não o elogiei. “Pregar aos peixes” é uma expressão como “cantar aos sete ventos”.
    Mas mais uma vez, que valor é esse? Não respondeu, respondeu?”
    Talvez ainda não tivesse comentado nenhuma passagem sua mas eu explico-lhe uma coisa: muitas das vezes eu utilizo a “ironia” para comentar. Foi o que aconteceu nessa passagem, mas não sei se compreendeu totalmente a minha resposta. Eu sei como é utilizado comummente a expressão “pregar ao peixes” mas ele também utilizado numa grande obra portuguesa (que o desafio a ir procurar e ler) de um grande escritor português. Espero que, após este esclarecimento, tenha entendido o meu comentário.

    Agora ao tema principal: o Catolicismo e a religião.
    Vou primeiro tentar responder às questões que me coloca antes de tecer os meus comentários.

    “Porque têm pessoas como o Stran, tanto medo da Igreja?”
    Está mais uma vez equivocado, não é medo que tenho (não posso responder por outras pessoas). Apenas não gosto de Igrejas. E importante referir o plural. Não é só a católica. Quase sempre as Igrejas são organizações hipócritas, e eu não gosto de hipocrisias (julgava que você também não). Não sei se já foi ao Vaticano mas é impressionante, verdadeiras obras de arte, muitos objectos de ouro, no entanto percebesse que pelo meio se perdeu a intenção de Cristo de ajudar os mais carenciados. Quanto ouro ali colocado não ajudaria as pessoas mais carenciadas, existe alguma preocupação nisso? Não me parece! Também não me parece que o actual papa se preocupa que ao vestir as roupas opulentes que veste impede que mais pessoas sejam ajudadas. Não me parece muito cristão! Mas não é só nesta Igreja que existe hipocrisia. Já viu algum imã cometer um atentado suicida? Eu não me lembro de nenhum, são muito rapidos a convencer outros a fazer mas não vi um unico a dar o exemplo, mais uma vez um sinal de hipocrisia muito comum às organizações que chamamos de Igreja!

    “Decerto você é um daqueles ateus que está constantemente a gritar “ai meu Deus” e não é capaz de apontar uma falha à Igreja sem ser a Inquisição.”
    Antes demais julgo que sim que sou ateu (confundo muitas vezes os termos ateu com agnóstico e ainda não percebi a qual me classifica). Mas se quer saber a minha posição é a seguinte: eu não acredito que exista uma entidade superior que supervisiona toda a vida, nem acredito na vida depois da morte. No entanto tal crença não permite ter uma posição relativamente se existe ou não tal entidade, e se outras pessoas acreditam é opção pessoal das mesmas. E não é mais ou menos válida que a minha posição. Esclarecido isto passemos à outra parte do seu comentário. “Ai meu Deus” não é a unica expressão religiosa que utilizo, mas esse facto é resultado da cultura em que eu vivo e não é suficiente para conotar-me com qualquer tipo de religião. De certeza que utiliza a expressão “Oxalá” sabe que a raiz desta palavra é da religião muçulmana? No entanto tal facto não significa que vivemos numa sociedade muçulmana pois não?
    Infelizmente a Inquisição não é única falha da Igreja Católica (se assim fosse o mundo era um sitio bem melhor). Já apontei uma outra falha: a hipocrisia, e existem mais. O apoio, tácito ou claro, que muitas vezes a Igreja deu a regimes ditatoriais e criminisos, é outra falha. A posição que a Igreja tem relativamente ao preservativo é outra falha (quase criminosa). Mas a maior está na sua genese. As Igrejas resumem-se a organizações que ambicionam o poder e o controlo e utilizam as crenças religiosas com esse proposito. São estruturas dogmáticas e que se alimentam da miséria de outros e promovem a ignorância. A igreja Católica não é diferente.

    “quem responde que é Cristão, é incorporado no meio Católico” muito conveniente para quem quer que a percentagem chegue aos 90%. E que tal considerar todos os que respondem de maneira diferente de Católicos serem considerados respostas inválidas e que apenas estão equivocados? Assim chegaria-se aos 100%!

    “Se formos pela sua lógica, daqui a pouco, só os padres e os cardeais são católicos…”
    Não, chegaremos ao facto de que apenas os praticantes são Católicos, os outros são cristãos, simpatizantes, bem seja lá o nome que lhe quiser dar, mas não são Católicos pois não seguem a Igreja Católica. Esta história do “Católico não praticante” deriva mais de um conforto cultural do que de uma realidade concreta. A igreja tem regras bem claras, no dia que mudar a sua politica poderei mudar a minha opinião mas até lá a realidade é esta. Não é por se Auto-denominar “Católico não praticante” que passará a ser Católico, no máximo é um “potencial” Católico. Só acho interessante que é dos poucos temas em que o facto de não praticante não afecta o seu estatuto. Já estou a ver o Mário Machado a responder ao Juiz da próxima vez que for a tribunal: “Sr. Juiz eu sou um “pacifista” não praticante, não percebo porque me tratam de maneira diferente do Ghandi. E o Sr. Juiz responderá: Pois é! vá se lá embora…”

    “Stran, quando eu falei em transformar um estado laico num estado religioso, seria um Estado respeitador do direito de cada um a manter a religião na esfera privada. Era só a questão de assumir-mo-nos de uma vez por todas.”
    Esta passagem é no mínimo confusa! Primeiro “um Estado respeitador do direito de cada um a manter a religião na esfera privada” é a definição de um estado laico. Segundo “Era só a questão de assumir-mo-nos de uma vez por todas” mas quem? O Estado como um todo? Ou seja o Estado definiria algo de sou um estado x% Católico, y% Muçulmano, z% Judeu, a% ateu, etc… É isso a sua proposta. Ou defende todos os anos devia de existir uma eleição para ver qual a religião do Estado?. Não entendo qual é a sua posição. E a necessidade de assumir é para quem, para o Estado, para as pessoas a nível individual? E o Estado passará a contribuir com o Dizimo para a Igreja Católica ou rezar o “Pai Nosso” antes da abertura do plenário (bem sei que o ministro das finanças o deve fazer, mas por motivos de desespero:-))?

    “A questão é, é um Católico que na prática, não pratica o Catolicismo, não que não seja Católico, mas que não põe em prática. Se o Stran fingir que trabalha numa empresa, até ser despedido, vai continuar a ser trabalhador, mesmo que não faça nada.

    Já sei o que vou dizer ao meu patrão amanhã: “olhe a partir de agora não vou trabalhar visto que sou “trabalhador não-praticante” e o meu patrão responde: Então tudo bem, não se preocupe que será sempre nosso trabalhador…” Nunca tinha pensado nessa, mas tenho de dar crédito à sua imaginação…

  58. «Um pacifista não praticante!!!»

    😀 😀 😀

    O que para as pessoas normais é comédia negra, para eles é a realidade. E crêem nessa realidade feita à medida. Um deles dizia numa entrevista que não são violentos, são é facilmente provocáveis.
    Finos eufemismos; camisas negras a saltarem das camionetas e a espancarem gente pobre; judeus nas câmaras de gás; 12 horas de trabalho e voltar a pé para o Sowetto; trabalhadoras norte-americanas a serem fechadas num barracão e queimadas vivas pela polícia por quererem reduzir a jornada de trabalho de 14 horas non-stop e terem que chegue os filhos não morrerem de fome; o Reino Unido da Revolução Industrial, crianças nos túneis das minas uma vida a empurrarem vagões de carvão e capatazes para as espancarem quando adormeciam; miséria e opressão; és contra? És “comuna”!.

    São 19 horas, mais uma ganza, o bonehead vai-se levantar, esteve toda a tarde deitado a ouvir os “Ódio” e a ruminar frustração. Alguém tem que pagar pela sua cobardia congénita. Trata mal os pais, calça as Doc Martens e vai caçar “pretos”, “drógados” e “comunas”.

  59. Não teve coragem. É muito, muito cobarde. Descarregou a frustração vandalizando um cemitério judaico. Chegou a casa e bateu na mãe, para dissipar os restos de ódio.

  60. Teixeira diz:

    Stran,

    mais um excelente comentário da tua parte. Concordo com tudo o que escreveste.

    TUDO. Não sei é onde arranjas paciência. 🙂

    Abraço
    [[]]

  61. Stran diz:

    Muito Obrigado.

    Nem eu… (lol)

    Abraços!!!

  62. Subscrevo o comentário do Teixeira.

  63. Draco diz:

    Stran, nota-se que sabe de Direito e sabe de História (com H grande), Isto de tentarem fazer-nos engolir historietas é que não. Ah, gostei do seu “pacifista não praticante”…

  64. Stran diz:

    Muito obrigado. Sei um pouco de ambos, um por necessidade outro por gosto…

  65. Draco diz:

    Nos Séculos XVII e XVIII andavam em voga as teorias do “Contrato social”, teorias que tentavam explicar como é que o ser humano deixou de ser selvagem e passou a viver em sociedade. É claro que estas teorias não dão uma descrição fiel do desenvolvimento das sociedades organizadas, mas ajudam a compreender o desenvolvimento de alguns sistemas políticos.
    Dos muitos filósofos que escreveram sobre o Contrato Social, 3 podemos considerar como principais:
    – Thomas Hobbes, o pessimista;
    – Rosseau, o optimista;
    – John Locke, o realista.

  66. Draco diz:

    Sobre Thomas Hobbes… Este simpático senhor tinha uma péssima opinião sobre o Ser Humano. Considerava ele que os homens são naturalmente maus e egoístas. Assim, na fase em que os homens viviam no “estado de natureza” a vida era curta e brutal. Não havendo leis nem autoridade, cada homem vivia em guerra perpetua contra os restantes. Era uma época de bellum omnes erga omnes (guerra de todos contra todos). Cansados de tão brutal existência, decidiram passar a viver em sociedade, através do contrato social. Para Hobbes o Estado devia ser ditatorial, para obrigar o ser humano, naturalmente mau, a conviver pacificamente com os restantes homens. O estado devia ser um Leviatã, que esmagava e controlava o Homem…

    Outra concepção era a de Rosseau, que considerava o ser humano naturalmente bom, e que a passagem do estado natural para o estado de sociedade foi uma catástrofe. Mas este para aqui não vai ser chamado, porque as concepções dele passaram mesmo à história.

    Outro grande teorizador do contrato social foi o filosofo inglês John Locke, que considerava o ser humano normalmente bom (ou pelo menos neutro), mas que havia sempre alguns que eram maus. Assim, ele pensou que os homens razoáveis decidiram juntar-se em sociedade, para poderem defender-se dos homens com tendências más. Este filosofo foi um grande pensador da época liberal, defensor do liberalismo e da democracia. Destes três filósofos este é o meu favorito.

  67. Draco diz:

    Muito bem, para quê esta conversa toda sobre estes três filósofos?
    Porque cada um deles serve de suporte teórico inicial para determinado tipo de Estado.
    As concepções de Hobbes são um perfeito suporte para as ditaduras. No Mundo Ocidental as ditaduras passaram à história num banho de sangue, mas ainda há alguns Estados ditatoriais. E um deles é de peso: refiro-me à China.
    As concepções de Locke serviram de suporte às democracias liberais europeias. É claro que o nossos sistema não ficou congelado nas concepções do liberalismo, mas foi aì que teve o seu arranque.

  68. Draco diz:

    Para quê todas estas descrições? Para dizer o seguinte:
    1. Os séculos XVI e XVII foram os séculos de discussão entre a intolerância religiosa e a tolerância. Após guerras, inquisições, reformas e contra-reformas lá se chegou, a custo, a um consenso.
    2. No século XVIII(1789) foi a época do Estado Laico, com a Revolução Francesa. Se nos sec. anteriores exigia-se à Igreja que se afasta-se da politica, e ela teimou a não se afastar, os revolucionários resolveram o caso à força…
    3. O nosso século XX foi o século da “discussão” entre Adam Smith e Karl Marx. Venceu Adam Smith.
    4. Finalmente entramos no século XXI, e já se adivinha uma nova grande “discussão”, desta feita entre Hobbes e Locke. Por um lado termos as democracias ocidentais, por outro lado vê-se um “Leviatã”, a China, a crescer economicamente e a por em cheque o mundo ocidental.

  69. Draco diz:

    É claro que as democracias, neste momento, contam com muitos representas de peso, na UE, nos EUA, India, e outros tantos. Mas a batalha ainda não está ganha. Ainda há muitas ameaças, algumas de fora, outras de dentro. De dentro, os grandes inimigos da democracia são esses grupos das extremas (direita e esquerda). Se bem que as mais militantes e agressivas, agora, são os grupos de extrama direita. Um Estado deve ser tolerante, mas por favor, nunca confundir tolerância com permissividade…

  70. Draco diz:

    Outro grande perigo é a corrupção. É por isso que considero que a luta pela liberdade ainda não terminou. Pelo contrário, mantém-se a cada dia que passa.

  71. A luta pela liberdade está quase ganha:´

    “Operação contra célula apoiada pelo Irão
    Ataque americano faz 25 mortos e 40 feridos no Iraque
    05.10.2007 – 12h52 AFP, PUBLICO.PT

    Um ataque aéreo das forças dos Estados Unidos no Iraque fez 25 mortos e 40 feridos, entre os quais mulheres e crianças, hoje a norte de Bagdad.”

    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1306657

  72. Draco diz:

    A luta pela liberdade ainda está longe de estar ganha. Podemos falar das ditaduras, mas se quiser “ir para fora cá dentro” é só lembrar daquela monstruosidade que é a prisão de Guantanamo…

  73. Na semana passada o skinhead mais criminoso do país completou mais um ano de “vida”. Só que desta vez fá-lo sob o olhar da justiça divina, pois fá-lo do estabelecimento prisional da Polícia Judiciária, ou seja, a sua primeira casa. Para celebrar o momento, temos à disposição dos nossos leitores uma pérola datada de 2005, escrita pelo dito criminoso e que constava no forum dos nazis portugueses antes de ter sido apagado pelo administrador do dito forum (que é igualmente dirigente do PNR) juntamente com outras mensagens de ódio (com receio que as mesmas venham a ser usadas contra eles no julgamente que ai virá).

    Pessoas que escrevem isto só estão bem num sitio, na prisão.

    SÓ UM DESABAFO

    Estava hoje a pensar.. que já não bato em ninguem deste dia 8 de Fevereiro e isso deixa-me profundamente triste e deprimido.

    Uma vez mais começei a fazer uma auto-analise ao meu comportamento e à minha maneira de estar, porque sou sempre censurado por gostar de bater nas pessoas e de amar o ódio, e ás vezes preocupa-me esta situação.

    Cheguei à conclusão de sempre, sou perfeitamento normal, apenas direciono a minha raiva nas pessoas fisicamente, enquanto outros a descarregam verbalmente ou a assimilam, respirando fundo, ou pior ainda, tornam-se indiferentes a tudo á sua volta, transformando assim os seus corações em blocos de gelo, insensiveis a emoções.

    Talvez venha dai o facto de eu ter um grande coração, o nunca o ter constrangido ao que “se pode fazer” ao invés do que o que “eu quero fazer!”

    O mesmo se aplica ao relacionamento com o sexo oposto, se por ventura eu gostar de 2 mulheres o que é que me impede de amar as duas? Só porque algum cristão um dia disse que isso era pecado?

    Será que até a nivel sexual tenho que me reprimir porque a mentalidade dominante a isso me obriga?

    Não resulta comigo!

    O ódio é um sentimento tão nobre quanto o amor, faz parte da nossa natureza e tudo o que vai contra a natureza é que tem que ser combatido. Vejo os nossos politicos, e a comunicação social por exemplo, mais preocupadas em combater o ódio do que a censurar os paneleiros, os pedófilos, e afins.

    Adoro a confrontação fisica, agarrar na escumalha e dar lhes pontapés na cabeça, socos, sentir a adrenalina a disparar, a emoção ao fugir á policia.

    Um dos anos mais felizes que tive foi o ano que esfaquei 11 pessoas, record absoluto, o sentir da faca a entrar, o inimigo a desfalecer, o seu olhar de panico, tudo isto em conjunto dá-me vida, recarrega-me as baterias.

    Adoro bater nas pessoas!

    Este desabafo é mais dirigido aos Skinheads porque muitos se devem interrogar como eu, não se sintam mal por gostarem de bater nas pessoas, nao se sintam mal por gostarem muito de mulheres, nao se sintam mal por encararem o dia a dia como uma batalha e a nossa vida como uma guerra.

    Nós estamos na vanguarda do nosso tempo, a todos os niveis. Falando da militancia nacionalista em tudo de bom que o nosso pais tem eu vejo um Skin, a maioria em manifs, a maioria em concertos, em almoços, na violencia, até na prisão.

    Por detras das maiores campanhas politicas, sejam autocolantes, seja nas faixas dos viadutos, seja na internet, eventos no estrangeiro, nas claques, em bandas de musica, na distribuiçao de panfletos, organizaçoes etc eu vejo sempre os mesmos.. os skins!

    Por isso não admito que nos faltem ao respeito e voçes deviam fazer o mesmo.
    Orgulho em ser Skinhead!

  74. A “Assessora” do PNR

    Retirado do Forum do Movimento Antifascista Português:

    Devem lembrar-se da idiota com ar de carneiro que aparecia nos tempos de antena do PNR, e dava entrevistas à TV com os “camaradas” neonazis que protegiam o cartaz do PNR no Marquês de Pombal. Chama-se Sónia Brito, foi emigrante na América e apresenta-se como “jornalista” e “assessora de imprensa” do partido. É, também, ao lado da restante tropa fandanga de detidos pela PJ, cabeça de lista do PNR às eleições para a CML.

    Numa época recente da sua vida, por razões obscuras que só ela conhecerá, tornou-se “nacionalista”. “Nacionalista”, para esta gente, é sobretudo gostar de Adolph Hitler, estar obcecado com o III Reich, o “Mein Kampf”, gritar “Portugal! Portugal!” nas “manif” do PNR (quando, normalmente, pouco ou nada sabem da história do país) e, sabe Deus porquê, sentirem-se fascinados pelas “Waffen-SS”, as impiedosas tropas de elite nazis, seleccionadas da “superior raça” germânica. O rol de morticínios praticados por estas tropas na Segunda Guerra Mundial está bem documentado e é um relato do mais profundo horror. Sempre me perguntei como, e porque se sentirão estes patetas tão fascinados com as SS, não perdendo nunca a oportunidade, por exemplo, de colocar dois “S” maiúsculos nas frases que escrevem.

    Aqui a “aSSeSSora de imprensa” hitleriana (haverá alguém daquela corja que não seja “neonazi”?) acaba de se tatuar com o próprio símbolo das SS, e exibe, orgulhosa, o “tatoo” no seu perfil Hi5 (ao lado da “geração nazi” da Net).

    http://eagless88.hi5.com

  75. Mário Machado condenado no processo da ‘shotgun’

    O mais conhecido skinhead português levou oito meses de prisão, com pena suspensa por cinco anos, pela posse ilegal de armas

    O mais proeminente skinhead nacional, Mário Machado, também membro do grupo português da organização internacional Hammerskin Nation (ed. apoiante e financiadora do PNR), que defende a supremacia branca, foi hoje condenado a oito meses de prisão com pena suspensa por cinco anos, no processo que ficou conhecido como ‘o caso da shotgun’.

    Em Junho de 2006, horas antes de ser emitida no noticiário da RTP uma reportagem em que Machado aparecia com uma espingarda-caçadeira semi-automática e defendia os ideais da extrema-direita – reportagem essa que foi sendo divulgada durante o dia -, a Polícia deteve-o em casa.

    Mais tarde formalmente acusado de posse ilegal da mesma shotgun, pistola, soqueiras, munições, o hammerskin português foi hoje condenado «pela detenção ilegal da shotgun, das soqueiras e da pistola», explicou ao SOL o seu advogado, José Manuel Castro (ed. que é ao mesmo tempo o advogado do PNR).

    O jurista não quis adiantar se vai recorrer da sentença. Livre deste processo, Mário Machado teve que voltar para a PJ, onde está preso preventivamente desde 18 de Abril, na sequência de uma operação da Polícia Judiciária, na qual foram detidas cerca de 30 pessoas, em vésperas de uma conferência nacionalista em Lisboa.

    Fonte: Jornal Sol

  76. Draco diz:

    Vamos dizer não à insanidade criminosa.

  77. Fascismo é insanidade criminosa.

  78. Perpétua para Mário Machado. Uma ameaça para a sociedade. E com ele podem ir o Pinto Coelho e essa corja toda de assassinos.

  79. Draco diz:

    Basicamente estamos a falar do mesmo. Ou a pensar o mesmo.

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