Ai, coelhinho, coelhinho…

04/08/2008

… se eu fosse como tu! Se eu tivesse tanta lata e tanta lábia! Se eu fosse tão lampeiro e ligeiro, tão escorreito e saltitão! Se eu fosse como tu, coelhinho, coelhinho, tão sábio e tão matreiro, tão raposa e tão furão, tão branquinho e tão fofinho! Se eu fosse como tu, coelhinho, coelhinho, também estava agora a cuspir para o ar sem me cair na testa, a atirar pedras sem partir os meus telhados de vidro, a bater no peito sem pecados para confessar, enquanto pegava no primeiro calhau que haveria de atirar!

Ai coelhinho, coelhinho, se isto fosse um país a sério, andavas há muito tempo na manga do casaco de uma amante de um industrial têxtil do Vale do Ave! Estavas há muito no forro das botas de uma brasileira enregelada algures num bar de alterne nos arredores de Bragança! Passeavas-te há muito no topo do crâneo de um africano transido de frio com a agreste nortada que sopra nas faldas da Serra da Estrela! Fazias há muito de astracã, tingido de negro e cortado em mantinha, a aquecer as pernas flácidas e encarquilhadas de um banqueiro reformado na sua mansão da Quinta da Marinha!

E não te limitavas, coelhinho, coelhinho, a mandar postas de pescada para o ar, como se nada tivesses a ver com o que este País é e foi, nos últimos 30 anos, tu, ó coelhinho desavergonhado, que arrastaste as botas por mais ministérios do que carros eu tive em toda a minha vida e sentaste o rotundo traseiro em mais cargos poderosos que ataques de acne eu sofri, na minha fugaz juventude!
Ai coelhinho, coelhinho! Num país a sério, dizer o que tu disseste sobre a tragédia de Entre-os-Rios faria com que te pendurassem pelos calcanhares de uma ponte dez vezes mais alta, com uma corda de piano atada ao abono de família e um peso de 30 quilos na outra ponta…

Nota- Este post foi colocado em Outubro de 2006. Repito-o, agora, por causa disto.


Férias no Paquistão

04/08/2008

Barak Hussein Obama foi ver a família à Indonésia (a mãe e uma meia-irmã, porque o pai depois de o gerar, pôs-se a andar…) E como era um jovem universitário e estava de férias, ainda foi passear, durante três semanas, ao Paquistão e ao Sul da Índia. Hummmmm….


General Rocha Vieira “receia fim da Liberdade”

04/07/2008

“É tempo ‘para voltarmos aos valores essenciais, para defendermos a memória dos que construíram Portugal independente, para honrarmos a responsabilidade de deixar aos sucessores mais do que aquilo que herdámos dos que nos antecederam’, afirmou o general Rocha Vieira, de acordo com o Correio da Manhã, no discurso que assinalou o Dia do Combatente.

 

Ora aqui está uma afirmação com a qual eu poderia concordar. Mas a memória dos homens é curta. Já ninguém se lembra que o general que agora brama, preocupado, com a independência nacional, quando andou lá pelo “bordel da Pátria”, como lhe chamou uma jornalista do Público, não parece ter tido grande preocupação em cumprir deveres fundamentais para com o seu comandante – o então Presidente Jorge Sampaio.