Parlamento espanhol vai aprovar lei sobre “Direitos dos Macacos”

Uma comissão especializada do Parlamento espanhol propôs a adopção de legislação que garanta direitos fundamentais aos macacos. A ser aprovada legislação nessa matéria, gorilas e chimpazés terão garantidos, por lei, os direitos à vida, à liberdade e a não serem vítimas de tortura. Seguir-se-á, provavelmente, o direito ao voto.

6 Responses to Parlamento espanhol vai aprovar lei sobre “Direitos dos Macacos”

  1. amarcelo999 diz:

    Um macaco, um voto.

    O reconhecimento da parte do Congresso dos Deputados dos direitos dos símios supõe uma amostra mais do afastamento crescente entre a elite dirigente e os cidadãos. Enquanto a crise económica ameaça os bolsos dos Espanhóis, os nossos políticos consagram o seu tempo a apoiar medidas que desafiam à razão. Não é a primeira vez que os socialistas pretendem comparar os orangotangos, chimpanzés, bonobos e gorilas com os seres humanos, mas parece que, desta vez, a recusa medrosa do Partido Popular e uma maioria mais ampla do PSOE permitiram que a adesão ao Grande Projecto Símio seja uma realidade.

    Quando muitas das leis promulgadas na Espanha não respeitam os direitos individuais dos cidadãos – como a Lei Anti-tabaco, os socialistas e os seus parceiros nacionalistas pretendem garantir direitos exclusivamente humanos aos macacos. Direitos que, levados às suas últimas consequências, desvirtuam aqueles dos homens e provocariam graves disparates.

    Trata-se de uma iniciativa compreendida numa estratégia mais ampla com a qual o ecologismo radical pretende impor uma visão alarmista que situa o homem na situação de culpado, causador e responsável das calamidades reais e imaginárias que afectam o planeta. Uma sorte de “Agenda verde” mais conservadora do que progressista que procura restituir a humanidade ao seu estado natural, esse estado no qual a esperança de vida não ultrapassa os trinta anos e que elimine o progresso como contrário à natureza, elevando os animais aos altares da nova religião ecologista cujos dogmas de fé não podem ser examinados.

  2. amarcelo999 diz:

    http://es.catholic.net/temacontrovertido/330/1744/articulo.php?id=29232

    O Projecto Grande Símio é uma iniciativa presidida pelo filósofo Peter Singer que pretende a inclusão dos grandes símios (chimpanzés, gorilas, bonobos et orangotangos) na categoria de “pessoas”, atribuindo-lhes a protecção moral e legal consequente, reservada apenas aos homens.

    O Projecto, que diz estar inspirado nos ideais da sociedade anti-escravista, alega partindo do parentesco genético que vincula aos homens com estes antropóides, como a semelhança que, segundo os promotores, existe entre o comportamento dos homens e a conduta destes animais.

    Nesta altura é já difícil ficar surpreendido por nada. Podia-se pensar numa burla em sede parlamentar, semelhante a outras que contemplamos. Mas parece que isto não é uma brincadeira, e pode colocar a Espanha na “vanguarda” mundial da defesa dos macacos. A Espanha continua a ser diferente. Cada dia mais.

    Apesar de existirem milhares de seres humanos vexados na sua dignidade, que não vêem reconhecidos os seus direitos, que são vítimas de exploração, de venda ou de escravidão – situação que não parece alarmar Singer e os seus partidários -, o mais chamativo deste Projecto não é o desejo de tratar bem os animais, mas a vontade de redefinir o conceito de pessoa. O reconhecimento da singularidade humana está a ser discutido. E, por conseguinte, também o reconhecimento da razão pela qual o ser humano é pessoa e sujeito de direitos inalienáveis.

    Por mais parentesco biológico que puder existir entre seres humanos e orangotangos, chimpanzés, gorilas e bonobos, na humanidade dá-se um salto qualitativo em virtude do qual o indivíduo é ” pessoa”, ou seja, um ser racional, um ” alguém” em vez de um “algo”, capaz de conhecer, de ser responsável, de exercer a sua liberdade e de entrar em comunhão com outras pessoas. Se formos à raiz, a singularidade humana encontra o seu último fundamento na capacidade de ser interlocutor de Deus, para ter sido criado homem ” à imagem de Deus”, capaz de conhecer e de amar o seu Criador. Na condição de pessoa encontra-se a base dos direitos fundamentais do homem; direitos inalienáveis, que não são o resultado de uma concessão do Estado, mas prévios a qualquer legislação positiva.

    Os animais, nem sequer os animais mais próximos do homem na escala evolutiva, não são titulares de direitos. Frequentemente, as características “humanas” que lhes são atribuídas são o resultado da projecção que sobre o seu comportamento é feita nas chaves que permitem compreender a conduta humana. Que os animais não sejam titulares de direitos, e muito menos de direitos “humanos”, não significa que nós homens não tenhamos obrigações para com eles. Devemos-lhes estima e consideração e devemos evitar, por respeito à nossa dignidade, fazer-lhes sofrer inutilmente ou de sacrificar sem necessidade as suas vidas.

    Se isto continuar assim chegará o grande paradoxo de ver como são reconhecidos a um orangotango uma série de direitos que são recusados a um feto humano de sete meses, um paciente terminal, ou uma criança afligida de paralisia cerebral. Muito lógico desde os parâmetros da filosofia animalista, mas muito inumano e muito decadente. Hoje também desligado do sentido comum, o sonho da razão produz monstros.

  3. amarcelo999 diz:

    Http: /almena.blogia.com/2006/agosto.php

    O Grande projecto Símio: génio ou disparate?

    Estes dias passados um partido político tomou a iniciativa de solicitar a adesão de Espanha ao Grande Projecto Símio. Trata-se de uma iniciativa aparecida em 1993, – com pouca divulgação e menos adesões institucionais, que agrupa a pessoas que provêm de diversos domínios científicos sobretudo do sector anglo-saxão. A sua ideia concretizou-se na Declaração dos Grandes Símios Antropóides, e num livro com as contribuições de vários autores: O Grande Projecto Símio: A igualdade para além da humanidade (1993).

    Na direcção do projecto, e coordenando este livro encontra-se Peter Singer (Melbourne, 1946). O livro mostra não apenas a diversidade de análises – própria de uma obra de colaboração, mas uma grande confusão e mesmo contradições nos raciocínios expostos. A ideia comum, no entanto, é incluída no título do livro: para além da Comunidade que formam os homens, «exigimos que a Comunidade dos iguais seja estendida a todos os grandes símios: seres humanos, chimpanzés, gorilas e orangotangos» (Declaração).

    Não se trata, por conseguinte, duma proposta de tratar melhor um tipo de animais determinados: os símios. Este aperfeiçoamento cresceu nos últimos tempos, e nesta altura possuímos uma legislação, espanhola e europeia, que protege os direitos dos animais.

    Pelo contrário, esta proposta trata-se de uma mudança antropológica: o homem não deve ser olhado como algo específico, mas fazendo parte de um tudo comum onde entram também os símios. Por conseguinte os direitos que reconhecemos aos homens por causa da sua essência, devem também ser aplicados a estes animais.

    A proximidade genética, e algumas capacidades que se encontram nestes animais, que possuem uma certa semelhança com o comportamento humano, são assumidas como fundamento da identificação substancial com o homem.

    Faz-se desaparecer a especificidade humana por causa das semelhanças que se encontram noutros seres, quando temos compreendido até agora que apesar de existirem grandes semelhanças e mesmo uma grande proximidade genética, o homem é uma criatura totalmente diferente porque é racional e livre. Por esta razão, a nossa cultura reconheceu também no ser humano, pelo facto de existir, direitos que o tornam dotado de dignidade. É aquilo que reconhecemos no homem, nas crianças ou nos idosos, sejam eles inteligentes, inábeis ou doentes; seja qual for a sua condição, reconhecemos a dignidade de ser humano.

    Peter Singer, pelo contrário sintetiza a fonte da dignidade não em ser humano, mas no exercício de algumas qualidades que define de uma maneira ou de outra segundo os casos: sentir dor ou não, ser capaz de fazer um projecto de vida ou não, ter capacidade autónoma de estabelecer relações com os outros… Isto faz-lhe afirmar que apenas o homem que tiver estas capacidades será pessoa, e por sua vez se um animal gozar também de alguma destas capacidades poderá igualmente ser considerado pessoa. Uma criança não é uma pessoa, enquanto um gorila adulto tem essas qualidades. Por conseguinte se não nos desfazemos de uma criança será por sentimentalismo, mas não porque possua algum direito.

    Ele próprio faz algumas aplicações práticas do seu pensamento: «algumas pessoas nascem com invalidezes psíquicas irreparáveis. A vida destes seres humanos não é superior ou mais preciosa do que a vida dos cães, dos porcos ou das vacas»; ou «prefiro antes fazer um experimento com um embrião humano excedente do que com uma cobaia» (Babelia, 2002)

    Certamente todas as afirmações chocam contra a nossa cultura e talvez por esta razão têm tido até hoje em dia pouca aceitação. Contudo estabelece-se agora a adesão da Espanha a este projecto. Talvez passou despercebida esta genialidade, e apenas agora foi descoberta, ou acabamos de dar um passo absurdo?

    Cada qual pode pensar aquilo que quiser, mas indubitavelmente daquilo que apoiemos ou rejeitemos surgirá a sociedade na qual viveremos nos próximos anos. Imaginem qual é sociedade que desejamos, e como gostaríamos que fosse, e defendamos um projecto ou outro. Não devemos cair em louvar os magníficos vestidos do rei, se na realidade o rei andar nu.

  4. A filosofia subjacnte a esta lei, atésita e materialista,recuso-a, pessoalmente. Mas proteger os animais, acho bem. Está provado que estes animais são capazes de raciocínios cpomplexos, de aprender linguagem humana, que têm capacidade de pensamento abstracto, que têm afectividade e sensibilidade moral. Tal como cães e a«gatos, por exemplo, mas ainda mais. Não vejo necessidade de os seres humanos torturarem macacos ou outros animais para se afirmarem como humanos. Estarei errado?

  5. CK diz:

    Única lei que se aplica aos macacos é de Darwin, a sobrevivência do mais adaptado. Preservação e extinção = bullshit.

  6. Delmonte diz:

    Será que também vão obrigar o macaco a usar roupas?
    Ou vão respeitar esse direito divino do macaco, porque com nós seres humanos nos tiraram esse direito já nos primeiros dias do nosso nascimento.

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