O início da “intifada imigrante” em território nacional

Em Março do ano passado, coloquei um post neste blogue, dividido em duas partes, com o título: “Quinta da Fonte, o nosso primeiro “banlieu” (I e II) Dada a actualidade do assunto, entendi reproduzir esses dois posts.

“Quinta da Fonte, o nosso primeiro “banlieu” (I) – 21 de Março de 2007

A ficção costuma ir para além da realidade. Não há muito, escrevia aqui, com uma forte dose de ironia, que a Brigada Mista Independente, uma unidade altamente operacional do Exército Português, iria sair de Santa Margarida para ser colocada em Lisboa, a fim de colaborar com as autoridades policiais na vigilância e controle dos “bairros difíceis” – eufemismo para designar zonas maioritariamente habitadas por africanos, ciganos e imigrantes do Norte de África.

Ainda a “tinta” desse post não tinha secado e já a PSP se via em bolandas para controlar uma turba de bandidos no bairro da Quinta da Fonte, também conhecido por Bairro da Apelação, ali na fronteira entre os concelhos de Loures e Odivelas.

De acordo com a Câmara de Loures, o bairro tem as seguintes características: “(…) uma população multicultural, com especial incidência de naturais dos países africanos (Cabo-Verde, Angola, Guiné, Moçambique, que representam cerca de 40% da população), mas também de etnia cigana (cerca de 40%) e nacionais (20%). (…) Cerca de 90% da população é beneficiária do R.M.G. No bairro, existe ainda uma cooperativa de habitação com casas maioritariamente habitadas por nacionais.”

Algumas perguntas, no rescaldo desta operação, que obrigou a PSP a mobilizar mais de meia-centena de agentes

Porque razão o jovem de 23 anos que agrediu um agente da autoridade, foi mandado em liberdade pelo simpático juiz do tribunal a que foi presente, sem qualquer medida de coacção?

Porque razão a polícia não conseguiu ( ou não quis…???) deter ninguém, do grupo de bandidos que incendiaram e destruíram viaturas, num bairro fácilmente controlável, pelas suas características urbanas?

Porque razão ainda há idiotas que adoram o multiculturalismo, quando o próprio presidente da Junta de Freguesia, José Henriques Alves, garantiu ao Correio da Manhã que “a mistura de moradores ‘de diferentes hábitos culturais’ tornou-se explosiva”, na Quinta da Fonte?

Porque razão se deixa andar uma situação onde jovens adolescentes são obrigadas a deixar de ir à escola devido ao risco de serem violadas pelos gangues do bairro?

Porque razão se continuam a importar imigrantes dos países africanos, quando está mais que provado que a sua integração na sociedade portuguesa é um fracasso?

Porque razão se continuam a importar imigrantes, quando o desemprego entre eles tem aumentado, em média, 5,6 por cento ao ano e a maioria dos imigrantes desempregados são africanos?

Porque razão é que há investigadores tão inteligentes como o dr. Jorge Malheiros, professor da Universidade de Lisboa, que estudou dois bairros problemáticos (Cova da Moura e Bairro da Apelação…), concluindo que ali apenas “se pode falar em «soft gangs» e não em gangs organizados com criminalidade premeditada” e que a criminalidade, nesses mesmos bairros, “não é muito elevada”?

Porque razão a Câmara de Loures apoia a actividade de um grupo de artes marciais (o Grupo de Capoeira Alto do Bairro da Apelação), naquele bairro problemático? E para quando a construção de uma carreira de tiro, para os jovens concluírem o seu treino?

Porque razão se continua a acarinhar e estimular a manutenção de tradicções culturais ciganas que só conduzem à pobreza, ao analfabetismo e à criminalidade, em vez de se combater essa mesmas tradições culturais?

“Quinta da Fonte, o nosso primeiro “banlieu” (II) – 31 de Março de 2007

O Bairro da Quinta da Fonte é constituído por 786 fogos de habitação, onde foram realojadas 480 famílias em 1996, mais 350 do que as inicialmente previstas. Em 2001, o Bairro da Quinta da Fonte tinha 2.767 habitantes, dos quais cerca de 40 por cento seriam de origem africana (Cabo-Verde, Angola, Guiné, Moçambique), 40 por cento de etnia cigana e os restantes portugueses de origem – também referenciados como “lusos”, nalgumas publicações. Desemprego elevado, taxa de analfabetismo em crescimento, famílias de grande dimensão (45 por cento terão entre 1 a 4 pessoas, 55 por cento têm entre 5 a 10 elementos), altas taxas de insucesso, absentismo e abandono escolar (situação “particularmente preocupante na população de etnia cigana”), são algumas das características apontadas num relatório da Câmara Municipal de Loures. Acresce a isso, de acordo com o mesmo documento, um crescimento natural da população “particularmente significativo (até pelas próprias taxas de natalidade características das comunidades que compõem o bairro).”

Além disso, “a incidência de fenómenos subterrâneos que geralmente iludem as estatísticas, como o acolhimento de parentes e conterrâneos ou o aluguer/venda clandestina de alojamentos, tendem a reforçar o crescimento demográfico do bairro.” A Quinta da Fonte é (já era, em 2003…) um espaço degradado, com “os espaços e equipamentos comuns dos prédios” a apresentarem “um avançado estado de deterioração (…)”. Aliás, a “deterioração dos espaços públicos do Bº Quinta da Fonte é talvez a característica que em primeiro lugar salta à vista (…) O frequente abandono de lixos e monos na via pública contribui para a degradação e insalubridade dos espaços e equipamentos colectivos do bairro (…)” salienta o relatório dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Loures.

Posto isto, algumas questões muito simples:

Para resolver esta chaga social são necessários grandes investimentos, em matéria de reinserção social. É possível fazê-lo sem antes limitar o seu crescimento? Ou seja, de que vale ter programas de reinserção que possibilitam a dez famílias sair deste círculo vicioso de pobreza e exclusão, se entretanto já estão mais dez famílias na mesma situação? Isto é tentar esvaziar o mar com um dedal! E vamos cometer aqui um crime de lesa-majestade, para a Esquerda, afirmando que um pedreiro guineense consegue sustentar toda a família se esta estiver na Guiné-Bissau, mas não a consegue vestir, calçar e alimentar se a trouxer para Portugal.

Que sentido faz continuar a respeitar “tradições culturais” que conduzem, entre outras coisas, à ausência de habilitações académicas e/ou profissionais, produzindo miséria para as novas gerações, como acontece na comunidade cigana? Não será tempo de encarar formas mais coercivas de impor o usufruto de direitos fundamentais, como a escolaridade mínima obrigatória e uma educação que não seja coartada, aos 13 ou 14 anos, com um casamento e um rancho de filhos, antes dos vinte anos? Não será tempo de fazer perceber a estas pessoas, de forma mais incisiva, que ter oito ou dez filhos implica a responsabilidade de usufruir de proventos suficientes para os sustentar, com um mínimo de dignidade e condições?

4 Responses to O início da “intifada imigrante” em território nacional

  1. helder diz:

    caro maq. zero , eu vivi na apelação ainda antes de ser feito este bairro , vivi lá muitos anos e lembro-me bem de poder andar de bicicleta pelos montes onde hoje existe tal bairro , lembro-me que podia-mos brincar sossegados até altas horas , para que fiques com uma ideia do tamanho da apelação original , digo-te que a pé em 5minutos atravessas de um lado ou outro , portanto é um pequeno lugar que estava esquecido ás portas de lisboa e ainda bem que era assim , pois vivia-mos felizes assim , até que veio a expo 98 e foi posto esta gente que não sabe viver em sociedade ás nossas portas , começou por ser uma cooperativa e por isso lá moram pessoas que bem arrependidas devem estar de comprar casa lá , a estas sim devia ser dado casa noutro lugar, ainda bem que eu não me meti nisso , bem o certo é que eu sempre pensei em morar na apelação quando casa-se , pois como já disse era um óptimo lugar onde todos se conheciam , lembro-me que quando chegaram os primeiros destes moradores logo trataram de descer a apelação e fazer-nos sentir a sua presença , dou-te um exemplo , um bando destes rapazes sem ocupação veio até ao café e logo à porta literalmente espancaram sem mais nem menos o rapaz mais alto e forte que ali estava , por sinal um amigo e digo-te que é bem grande , depois disto foi piorando o ambiente , as festas locais com esta gente simplesmente acabaram e assim ficamos privados das festas da apelação , os cafés passaram a fechar bastante cedo e começou a surgir tudo que é lojas com gradeamentos por causa dos assaltos , paredes pintadas coisas destruidas e por ai fora , em dois anos de vida com esta gente e perante a perda de qualidade da mesma , fui obrigado a deixar a parte de baixo de uma moradia em que pagava 30 contos de renda para pagar actualmente 550euros de renda num predio , pelo menos estou longe , infelizmente os meus sogros ainda lá moram e por isso ainda lá vou frequentemente , o que é certo é que conseguiram mudar a minha vida , a minha familia ficou separada , sempre pensei que os meus filhos podiam crescer no lugar onde os pais brincaram e crescer com os avós , mas com esta gente é impossivel , na escola então é uma tristeza os originais da apelação são obrigados a estudar em outros lugares e isso implica despesa que não havia antes para os pais , mais há para dizer noutra altura .

  2. Sérgio diz:

    Bravo pelo blog. Contra o politicamente correcto! Que em Portugal raia a cegueira… Vou continuar atento a este blog e continua o bom trabalho

  3. ejsantos diz:

    Este mundo está a ficar esquisito. Recordo me há uns anos atrás, em algumas zonas do Norte, as pessoas normais, fartas de ter más vizinhanças e traficantes de dorga por perto, organizavam-se em milicias populares e davam arrais de porrada na alegada escumalha. Os telejornais mostraram essas milicias como gente racistas, uma vez que, na grande maioria dos casos, os traficantes de droga pertenciam a pessoas da etnia cigana (atenção, sem generalizar a todos os ciganos).
    Faço a pergunta, a meu ver perturbadora: e se os milicianos tinham razão?
    É triste ver o Estado falhar. E nestes casos, falhou.

  4. s aquino diz:

    Preocupa-me muito ler tais declarações e saber que as terras onde nasceram meus antepassados tbm esta assolada por malfeitores.
    Cá no Brasil começamos a ter problemas tbm com os ciganos e o que antes eu só conhecia de filmes, passou a ser uma terrivel realidade.
    Depois de instalarem-se numa casa aqui na cidade, tivemos um ataque a 5 adolescentes estudantes de um Colegio no centro da cidade de Teresopolis/RJ. Antes uma cidade tranquila, nunca teve crimes em serie.
    Comecei então a pesquisar sobre o assunto e tenho descoberto que em outros países os casos são os mesmos. com assaltos, estupros e mortes.
    Vi esta semana que o presidente da França esta repatriando ciganos, enquanto aqui no Brasil o Direitos Humanos os defendem e criam entidades e ong´s para defendê-los.E ainda tem gente que é contra.
    Pergunto: E quem nos defende? Nós que pagamos impostos em tudo o que co´mpramos ou comercializamos não recebemos nenhum apoio e mesmo quando somos vítimas, lutamos para obter Justiça e nem sempre conseguimos…
    A cidade a que me refiro tem apenas 140 mil habitantes e é uma região serrana do rio de janeiro, a 120 km do centro e fico imaginando se deixarem eles se agruparem na cidade o inferno que isto irá ser…
    Deus nos proteja!

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