De regresso….

Um acidente de viação colocou-me “fora de combate” durante largas semanas. Nada de muito grave, mas complicado, em termos de mobilidade, visão e capacidade de escrita. Obrigado a assistir, de longe, ao regabofe que anda por este País fora, regresso agora, a pouco e pouco, à actividade. Não se espere grande intervenção, nestas primeiras semanas, até porque ainda terei muito que ler, só para me actualizar.

Para já, volto com uma firme intenção: fundar um banco. Já me apercebi de que esse tipo de negócio é o mais seguro de todos. Primeiro funda-se o banco, depois afunda-se o banco e, antes que todo o sistema vá ao fundo, o Governo salva os accionistas do banco. Por vezes, há um rapaz ou dois que vão presos, mas não costumam lá ficar por muito tempo. Há alguém interessado em associar-se a este investimento? Dá-se preferência a quem provar ter boas ligações políticas aos principais partidos com assento parlamentar.

11 Responses to De regresso….

  1. Eu alinho. Conheço um presidente de câmara, um vereador e um futuro líder político. Serve? Posso enviar currículo. Mais posts, as melhoras e um rápido regresso. Abraço

  2. Jai Bettancourt diz:

    Bom regresso, e boa recuperação !

    Tambem sofri um accidente hà pouco tempo.

    Vai agora uma ofertazinha, um grande momente de génio do Nicolas Sarkozy.

    Isto aqui tà cada vez pior, agora jà nos prometent a mestissagem forcada como desafio republicano, e o Sarkozy de ameacar que se isso não acontecer a rèpublica devrà tomar medidas adequadas par tonar a mestissagem forçada.

    Como sempre em França, o Sarkozy torna-se o pior esquerdista de todos.

    Situação de fundo no pais :

    Explosão de crimes e ajustos de contas entre gangs para o controle dos territòrios, em maio jà tinha havido 35 assassinatos, mas esso numero aumentou bastante até agora.

    Os programas de mixidade social faz que hoje atè os bairros “chics” de Paris tambem estão afectados por a criminalidade.

    O problema è que quando hà mortos e que a policia està envolvida directament ou indirectamente vira a motins. Mas agora quando se matam uns aos outros tambem vira a motins.

    A situação està evoluindo ràpidamente devido ao forte aumento do cosumo e venda de cocaïna, coisa que va abalar os suburbios rapidamente conduzindo a uma situação perto daquela que se vive no Rio de Janeiro, os sintomas estão todos presentes.

  3. amarcelo999 diz:

    Caro Bettancourt:

    «La France a toujours métissée…» «La consanguinité est mauvaise…»

    «La France a toujours métissée» povos de origem europeia. Celtas, germanos latinos, etc. Afinal esta miscigenação entre povos irmãos criou uma nação relativamente homogénea. Mas o que aconteceu com os árabes na Ibéria? Como acabaram séculos de auto alegada tolerância? (Toledo foi o símbolo das três culturas). Com uma minoria inassimilável que de não ter sido extirpada teria assegurado séculos de guerras civis e conflitos religiosos permanentes. Uma mourisma secular seria sido um cancro que teria devorado o tecido social. A mestiçagem… Quando? Quinhentos anos de mestiçagem intensa ainda não criaram um grupo racial homogéneo na América Latina. Por acaso desapareceu o racismo? Por acaso os mestiços são menos racistas que os «puros». O que dizem os mulatos da República Dominicana: «Nós somos um povo mestiço descendentes de europeus e africanos e de cultura latina, enquanto os vizinhos haitianos são uns negros selvagens, amorais, que de não serem mantidos a distância acabarão com o nosso país».

    É claro que a existência de múltiplas raças, línguas e culturas é consequência de diferentes condições climáticas, históricas e sociais. O isolamento geográfico e genético criou sociedades diferentes. Tarde ou cedo, numa sociedade global estas diferenças desaparecerão, mas isso é um processo muito longo, difícil e a invasão maciça dos países prósperos da parte dos pobres pode produzir efeitos contrários aos desejados. Pretender uma integração total de elementos tão heterogéneos num prazo tão curto é utopia. Há 50 anos a França era um país racial, cultural e socialmente homogéneo. Hoje em dia é irreconhecível. Nos países do sul o processo é ainda mais recente. Em pequeno, eu conheci uma sociedade homogénea. Ver um africano, um árabe ou asiático era algo circunstancial. Hoje em dia é quase infrequente ver um europeu em povoações ou bairros determinados.

    Máquina Zero, desejo-lhe as melhoras. Fico muito satisfeito de te encontrar. Muitos teriam desejado não voltares mais pela rede, mas como dizem na minha terra «mala hierba nunca muere»

    Incha’Allah!

    Adeus.

  4. brasileiro diz:

    Parece-me que o que está a acontecer em França é fruto da soberba de muitos em equiparar todos os brasileiros a criminosos e citar o Rio de Janeiro como referência mundial de poder do crime, (e única). Agora vemos que nem o fato de a França ser ”civilizada” e nós ‘não”, a impede de ter ocorrência de sindicatos do crime. A Justiça Divina é tarda, porém, infalível.

    Agora quanto à cocaína, a América Latina produz porque há consumidores na Europa e nos Estados Unidos. Ninguém a rigor produziria um produto para ficar fora do comércio.

  5. pedronunesnomundo diz:

    Fixemo-nos na parte positiva da vida: “de regresso!”…

    …Que há muito trabalho a fazer nesta net deste mundo convencionado.

    Abraço blogosférico

    http://pedronunesnomundo.wordpress.com/

  6. Jai Bettancourt diz:

    Parece-me que o que está a acontecer em França é fruto da soberba de muitos em equiparar todos os brasileiros a criminosos e citar o Rio de Janeiro
    ___________________________________________________________________________

    Eu não faco essa confusão e não assimilo os brasileiros o criminosos, por isso mesmo è que falo da cocaïna que è uma praga para o Rio e o Brasil en geral, segundo consumidor mundial.

    O que se passa em França, è que a cocaïna era marginal, droga de ricos a 140 euros a grama, somente agora està se democratisando por os preços terem sidos divididos por três entre 50 et 60 euros a grama.

    A quase dez anos, foi uma delegacia de policias americanos de combate aos narcos, explicando que os traficantes iam atacar o mercado européio, dizendo que a França tinha menos crimes de sangue do que eles, mas que essa situação ia mudar.

    A delinquencia que jà era importante, agora està organizando-se em gangs organisados, sistèma de territòrios et luta por a conquista dos mesmos, como prohibir as entradas dos bairros aos policiais.

    Tà a ver que não ponho a discução sobre aspetos de civilização em comparação de umas com as outras.

    _________________________

    Quanto à mestissagem, não se pode fazer em menos de cinquenta anos irguido em sistèma politico, aquilo que se faz em 5 sèculos de forma natural.

    Mas como diz o Sarkozy “… se não o fizemos vamos ter grandes problèmas ! ”

    Isso revèla que o poder em França està com bastante medo de uma situação que eles pròprio criaram onde t

  7. Jai Bettancourt diz:

    …seguida

    Eles estão vendo que a situação està fora de controlo, que hà cada vez mais revendicações comonitàrias, cada um pucha por si na maior confuzão.

    Então eles tiveram essa idéia luminosa, que para resolver os problèmas toda gente tinha que se mestissar e tudo estaria resolvido.

    Muito simplista, como o cumblo do cretinismo !

    Eu não tenho nada contra a mestissagem de quem quer, mas não são aos politicos de decidir para o povo de quem deve-se por na sua cama.

    Depois, è muito engraçado essas declarações da parte de essas pessoas que são esses que se mestiçam o menos, e por mais nem sequer se misturam aos seus semelhantes que a penas não pertence à mesma classe social.

    Agora quero ver quem vai dar o exemplo !

  8. brasileiro diz:

    Na realidade Sr Jai Bettancourt os culpados pela exposição do Rio de Janeiro são os próprios órgãos de imprensa locais. Em 1982, na primeira eleição direta para governador do Estado, uma grande cadeia de televisão tentou uma fraude eletrônica contra o vencedor, Leonel Brizola. Como não conseguiram que fosse declarado vencedor o senhor Moreira Franco, passaram a perseguir sistematicamente o governador Brizola. À menor ocorrência de um crime, a imprensa estampava em letreiros enormes. O que aconteceu com isso? O Rio de Janeiro ficou com a fama, e outras cidades porventura mais violentas, mas que tiveram jornalistas de melhor senso, não foram (e não são) noticiadas com o destaque que proporcionalmente deveriam ter.

    E como o Rio de Janeiro foi capital do Brasil de 1763 a 1960, a tendência de muitos estrangeiros (não é a do Sr, que já me revelou no postal anterior) é tomar os habitantes de todo país pelos da sua capital. Vejamos o que sucede com os argentinos. Os estrangeiros estendem as características de Buenos Aires a toda Argentina.

    Por isso muitos chamam o Brasil de país do futebol e do carnaval. Este último só é mesmo levado a sério em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Olinda. Meu Estado, Minas Gerais, é bem diferente do Rio de Janeiro. Aqui ninguém fica economizando o ano todo, real por real, para preparar sua fantasia no desfile da Escola de Samba. Temos outras preocupações. Nossos ancestrais quando não vieram das Ilhas do Faial, Pico, Terceira, São Miguel, São Jorge, Graciosa e Flores, vieram do Minho, Douro e Trás-os-Montes, e alguns ainda eram galegos que pela semelhança da língua se faziam passar por portugueses e vinham para o Brasil.

    Minhas saudações e votos de um ano novo felicíssimo (estamos todos a precisar).
    Ao Máquina Zero os votos de felicíssimo 2009 acompanham os votos de feliz restabelecimento da saúde.

    PS: A marca dos 500.000 visitantes está próxima.

  9. Jai Bettancourt diz:

    @ brasileiro

    Tenho amigos brasileiros que me explicaram muito bem a diferenca. Assim è verdade que do estrangeiro temos a tendencia a assimilar o Rio a todo o Brasil. Mas eu sei que o Brasil è um pais muito grande, federal, e que de facto são muitos Brasils diferentes. Isso è uma coisa que não paro de repetir a quem quer me ouvir.

    Tambem tem muito haver com as seleções cariocas que dominavam o futebol nessa época, num aspeto mais trivial.

    Alias, no estrangeiro, a razão ou sem razão quem pensa em Brasil, pensa no Rio, è muito subjectivo mas não hà nada a fazer contra isso.

    Fundamentalmente o que eu quero dizer a respeito ao Brasil, quando tomo esse pais em exemplo, não tem nada a ver com caracteristicas etnicas ou o que seja. Até vivo em França, e custuma-se dizer que o que se passa nos estados unido, no fim ao cabo 20 anos depois chega a França.

  10. brasileiro diz:

    Certo Sr. Jai entramos em consenso.

  11. André diz:

    os comentários desenrolam-se sem qualquer nexo de ligação com o post inicial e os comentadores entretêm-se a responder e trocar impressões tal como eu estou a fazer aqui. é o milagre da internet 2.0 como “eles” lhe chamam.

    Do brasil sabemos nós bem o que vem e o que vai! e mais lhe digo, de portugal, frança ou japão é mais do mesmo, só que com cheiros ligeiramente diferentes e por vezes enviesados eheh! O que quero dizer é que ficar a defender a sua dama e pressupor que ninguém conhece o Brasil mais profundo ou outras cidades ou culturas do país é um pouco naif nesta altura do campeonato. e passar o tempo a defender coisa ruim, já era!

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