Que sorte, ciganos na nossa escola!

Espancada ao tentar ajudar mãe

Centenas de pessoas assistiram à cena de pancadaria, mas nada fizeram. “São ciganos, por isso têm medo.”

Ciganos dizem-se fartos do “grande racismo” dos moradores de aldeia de Torres Vedras

“Que eles não nos vejam a falar convosco, porque se não vêm cá pedir satisfações. Passamos aqui um tormento”. Mal o CM entrou em Penedo, duas habitantes deram bem conta da insegurança que se vive na aldeia do concelho de Torres Vedras. Duas famílias ciganas que, desde o Verão de 2008, ali se fixaram, são acusadas de vandalismo, de furtos, de roubos e de agressões, o que obrigou já a uma mediação política.

Direitos em risco

O direito ao ensino, à educação e à não-violência, estipulados na Convenção sobre os Direitos das Criança, tendem a ser esquecidos em Portugal, especialmente nos núcleos familiares ciganos, alertaram ontem especialistas. O presidente do Instituto de Segurança Social, Edmundo Martinho, partilha da mesma opinião. “É nas comunidades ciganas onde mais se verifica este problema, onde existe uma escassez do direito ao ensino e nada se pode fazer”, explicou.

Racismo ataca em prédio social

“O presidente da câmara disse que eles [os ciganos] não vinham para aqui mas, afinal, estão a invadir o prédio”, onde vivem nove famílias, referiu ontem uma moradora, sob anonimato. “Às vezes põem-se aos tiros para o ar. Vivemos sobressaltados”, diz. Fernanda Moreira, outra residente no prédio – inaugurado em Abril do ano passado – afirma que “todas as pessoas têm direito a uma casa”, mas queixa-se do constante “barulho e da música alta” oriunda das casas dos ciganos.

Grávida atacada a tiro

Luís ‘Cigano’, de 29 anos, morador no Bairro de Francos, no Porto, viu ontem ser-lhe determinada a prisão preventiva, depois de ter sido detido pela Polícia Judiciária por ter disparado um tiro de caçadeira contra uma vizinha grávida de cinco meses. O avançado estado de gestação de Ana Oliveira não demoveu o agressor de a tentar matar, anteontem à tarde.

Professora tem medo de vingança

A professora que anteontem atropelou mortalmente Noémia Soares, de 12 anos, que saía de um autocarro junto ao acampamento cigano onde vivia, em Válega, Ovar, teme represálias e pondera não dar mais aulas este ano lectivo.

Guerra por casa grátis

Elizabete Silva chegou a casa no sábado à noite – depois de trabalhar o dia inteiro e ter ido visitar o marido internado no Hospital de Santa Maria, em Lisboa – e deparou-se com a porta arrombada. Lá dentro estavam pelo menos quatro mulheres ciganas. “Comodamente instaladas”, descrevem vizinhos ao CM. Apesar de ser branca, Elizabete foi ajudada por várias mulheres africanas a reaver a sua casa. ‘A partir daí começaram as ‘bocas’ entre as mulheres. E a violência descambou quando uma africana grávida foi agredida. Os irmãos vieram defendê-la. Os ciganos foram buscar armas e os africanos responderam com pedras.’

Casamento acaba com tiros e feridos

Um casamento cigano realizado em Vermiosa, Figueira de Castelo Rodrigo, com uma centena de convidados, terminou ontem de madrugada da pior maneira. Homens que não estavam na festa chegaram ao local e começaram a disparar tiros que provocaram quatro feridos.

Que sorte, ciganos na nossa escola

O autor critica a segregação que existe na escoa portuguesa, pois aceitar a criança cigana na escola significa ter em conta o que se passa fora da escola, nos diferentes domínios econômicos, educativos, habitacionais, entre outros, em que a criança vive. Enfim, o livro do pesquisador Jean-Pierre Liégeois, denuncia métodos e processos educativos para a população cigana no seu País. E oferece alternativas: o projeto educacional para os ciganos deve consubstanciar numa “pratica social vivida”, sem os exageros da manipulação folclórica. Este livro é uma fonte de conhecimentos, uma memória de fatos, um excepcional documento de referência. Faz recomendações, apelos à necessidade de que o ensino e o processo educativo não ameacem as magníficas particularidades da cultura cigana.

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