Um assessor de Imprensa com opiniões fortes

12/31/2009

Em Fevereiro de 2006, comentei aqui um texto de um jovem inteligente e precoce, de seu nome Vitório Rosário Cardoso, publicado num bloque (“Portas do Cerco“) que, entretanto, desapareceu. Para minha surpresa, mão amiga deu-me notícia de que o mesmo jovem desempenha, desde Setembro de 2009, as funções de assessor de Imprensa e Comunicação da Embaixada da República Democrática de Timor-Leste em Portugal e adjunto da embaixadora.

Percurso interessante, o deste jovem, que há pouco tempo afirmava que o cônsul Aristides de Sousa Mendes, que “alegadamente ajudou salvar vidas judias durante a II Guerra Mundial (…) pôs exactamente em risco a perenidade de Portugal e a vida de todos os portugueses ao desrespeitar as ordens do Presidente do Conselho e daí a célebre repreensão que António de Oliveira Salazar deu ao diplomata, acção essa que tem sido propositadamente e politicamente mal interpretada e contada pelos políticos de Abril.”

As voltas que o mundo dá! O jovem que manifestava recentemente um entusiasmo estridente por António de Oliveira Salazar, agora é assessor de Imprensa da embaixada de um país estrangeiro—


Abdool Karim Vakil alerta contra o perigo dos Tabligh Jamaat em Portugal

12/30/2009

“O tabligh jamaat representa, por um lado, e incontestavelmente, a força de maior dinamização do Islão entre os muçulmanos em Portugal. Por outro, o seu rigoroso tradicionalismo, traduzido na prescrição do próprio vestuário, na estrita separação entre os sexos, numa atitude de distanciamento em relação à sociedade exterior, representa, como já referi, um factor de ruptura na tendência histórica para a integração na atitude dos muçulmanos em Portugal.”

Abdool Karim Vakil, inDo Outro ao Diverso – Islão e Muçulmanos em Portugal: história, discursos, identidades

Grupo Tabligh Jamaat é movimento pacífico e não radical, dizem fontes da comunidade islâmica

Tabligh Jamaat: Radicalismo à venda na Mesquita de Lisboa

«Tabligh Jamaat é um movimento islâmico tolerante»

“Fazail-E-Amaal”

Analysis of the Spanish Suicide Bombers Case – February 22, 2008

Radicais islâmicos têm sido observados pela Judiciária e SIS

Encontro dos Tabligh termina pacificamente

Detainees Plotted Bombing in Spain, Judge Says

Russian Supreme Court bans Islamic organization Tablighi Jamaat

“Esta é a mãe de todas as nossas acções”

Encontro do Tabligh Jamaat terminou com mil homens a orar na mesquita de Lisboa


Palhaços de outra cor – II

12/30/2009

A propósito deste post, um indignado leitor deste blogue questiona, aqui, que “mesmo que não houvessem grandes civilizações subsaarianas, a África não teria dado grandes contribuições ao mundo? Ainda assim, há grandes civilizações africanas na História sim, e uma delas é o império do Congo. A matemática, a geometria, os primeiros alfabetos e as primeiras técnicas de trabalhar metal não são grandes contribuições da África para o mundo?” Aguardo ansiosamente que este comentarista diga quais são as grandes contribuições das “grandes civilizações africanas” para o mundo – sem contar com o canibalismo, com a mutilação genital feminina e com esta técnica de controle populacional, claro.

Diz ainda o mesmo leitor (“Peri”) que  “a maioria [dos negros] ainda é muito mais coletivista que a maioria do mundo” e que “a maioria dos negros não está guerreando.” É um achado, este leitor. Nunca ouviu falar do Darfur, do conflito na República do Congo, das guerras tribais na Nigéria, do massacre de imigrantes do Zimbabwé e de Moçambique às mãos dos seus patrícios sul-africanos (negros, claro…), da guerra civil na Somália, da morte de membros de outras tribos no Quénia, da caça aos negros albinos para prática de feitiçaria com partes dos seus corpos, do racismo anti-branco do General D, etc, etc. Bem haja, meu caro Peri! Você é a prova viva daquilo que eu afirmo.


Abençoado Xeque Munir…

12/29/2009

David Munir é o xeque que dirige a Mesquita de Lisboa. Há mais de 20 anos. A limpidez do trato e da linguagem fazem com que seja visto como líder de toda a comunidade islâmica. Não é, mas conhece-a profundamente. E garante que ‘não é guetizada’. ‘Portugal tem um povo acolhedor, brando, calmo. Sabe o que é ser imigrante, já o sentiu na pele. O que se passa com a nossa (insiste no possessivo, tem Portugal na alma moçambicana) portuguesa é que há um desconhecimento profundo da religião islâmica’. Que acaba confundida com fundamentalismos. Mas a garantia de xeque Munir é os muçulmanos estão integrados. ‘É um processo que se vai fazendo, os filhos integram-se mais facilmente”.

Depois de ler este texto publicado no site do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (“dhimmi” até ao vómito) passei os olhos por este artigo, onde se refere o jovem muçulmano negro que quis assassinar mais de 300 pessoas, tentando deitar abaixo um avião de passageiros.

E reparo no que disseram os responsáveis da Universidade inglesa onde o muçulmano candidato a assassino estudava: o jovem Umar Farouk Abdulmutallab era uma jóia de rapaz, educado, com boas maneiras, que nunca deu razões de preocupação aos seus professores, completamente integrado na sociedade britânica, filho de um banqueiro, vivendo num bairro londrino luxuoso (a Lapa lá do sítio…).

E, voltando ao que diz o Xeque Munir, fico ARREPIADO !!!