Ciganos pouco integrados em Portugal

12/17/2009

Casamento cigano acaba aos tiros com um jovem ferido no queixo

Duas dezenas de ciganos provocam tiros e pancadaria numa pastelaria da Buraca

Morto a tiro em rixa entre famílias ciganas

Dois ciganos foram condenados a treze anos de cadeia por terem morto a tiro uma criança de dois anos de idade

Cigana raptada para ser obrigada a casar

Ciganos assaltam loja de vestuário

Rixa entre famílias ciganas faz um morto e um ferido

Tiroteio entre ciganos em Alverca da Beira

Tio mata sobrinha em acampamento cigano

Cigano abatido a tiro durante assalto em Benfica

200 soldados da GNR cercam acampamento cigano

Ciganos pouco integrados em Portugal

Pois. E porque será?


O início da “intifada imigrante” em território nacional

07/16/2008

Em Março do ano passado, coloquei um post neste blogue, dividido em duas partes, com o título: “Quinta da Fonte, o nosso primeiro “banlieu” (I e II) Dada a actualidade do assunto, entendi reproduzir esses dois posts.

“Quinta da Fonte, o nosso primeiro “banlieu” (I) – 21 de Março de 2007

A ficção costuma ir para além da realidade. Não há muito, escrevia aqui, com uma forte dose de ironia, que a Brigada Mista Independente, uma unidade altamente operacional do Exército Português, iria sair de Santa Margarida para ser colocada em Lisboa, a fim de colaborar com as autoridades policiais na vigilância e controle dos “bairros difíceis” – eufemismo para designar zonas maioritariamente habitadas por africanos, ciganos e imigrantes do Norte de África.

Ainda a “tinta” desse post não tinha secado e já a PSP se via em bolandas para controlar uma turba de bandidos no bairro da Quinta da Fonte, também conhecido por Bairro da Apelação, ali na fronteira entre os concelhos de Loures e Odivelas.

De acordo com a Câmara de Loures, o bairro tem as seguintes características: “(…) uma população multicultural, com especial incidência de naturais dos países africanos (Cabo-Verde, Angola, Guiné, Moçambique, que representam cerca de 40% da população), mas também de etnia cigana (cerca de 40%) e nacionais (20%). (…) Cerca de 90% da população é beneficiária do R.M.G. No bairro, existe ainda uma cooperativa de habitação com casas maioritariamente habitadas por nacionais.”

Algumas perguntas, no rescaldo desta operação, que obrigou a PSP a mobilizar mais de meia-centena de agentes

Porque razão o jovem de 23 anos que agrediu um agente da autoridade, foi mandado em liberdade pelo simpático juiz do tribunal a que foi presente, sem qualquer medida de coacção?

Porque razão a polícia não conseguiu ( ou não quis…???) deter ninguém, do grupo de bandidos que incendiaram e destruíram viaturas, num bairro fácilmente controlável, pelas suas características urbanas?

Porque razão ainda há idiotas que adoram o multiculturalismo, quando o próprio presidente da Junta de Freguesia, José Henriques Alves, garantiu ao Correio da Manhã que “a mistura de moradores ‘de diferentes hábitos culturais’ tornou-se explosiva”, na Quinta da Fonte?

Porque razão se deixa andar uma situação onde jovens adolescentes são obrigadas a deixar de ir à escola devido ao risco de serem violadas pelos gangues do bairro?

Porque razão se continuam a importar imigrantes dos países africanos, quando está mais que provado que a sua integração na sociedade portuguesa é um fracasso?

Porque razão se continuam a importar imigrantes, quando o desemprego entre eles tem aumentado, em média, 5,6 por cento ao ano e a maioria dos imigrantes desempregados são africanos?

Porque razão é que há investigadores tão inteligentes como o dr. Jorge Malheiros, professor da Universidade de Lisboa, que estudou dois bairros problemáticos (Cova da Moura e Bairro da Apelação…), concluindo que ali apenas “se pode falar em «soft gangs» e não em gangs organizados com criminalidade premeditada” e que a criminalidade, nesses mesmos bairros, “não é muito elevada”?

Porque razão a Câmara de Loures apoia a actividade de um grupo de artes marciais (o Grupo de Capoeira Alto do Bairro da Apelação), naquele bairro problemático? E para quando a construção de uma carreira de tiro, para os jovens concluírem o seu treino?

Porque razão se continua a acarinhar e estimular a manutenção de tradicções culturais ciganas que só conduzem à pobreza, ao analfabetismo e à criminalidade, em vez de se combater essa mesmas tradições culturais?

“Quinta da Fonte, o nosso primeiro “banlieu” (II) – 31 de Março de 2007

O Bairro da Quinta da Fonte é constituído por 786 fogos de habitação, onde foram realojadas 480 famílias em 1996, mais 350 do que as inicialmente previstas. Em 2001, o Bairro da Quinta da Fonte tinha 2.767 habitantes, dos quais cerca de 40 por cento seriam de origem africana (Cabo-Verde, Angola, Guiné, Moçambique), 40 por cento de etnia cigana e os restantes portugueses de origem – também referenciados como “lusos”, nalgumas publicações. Desemprego elevado, taxa de analfabetismo em crescimento, famílias de grande dimensão (45 por cento terão entre 1 a 4 pessoas, 55 por cento têm entre 5 a 10 elementos), altas taxas de insucesso, absentismo e abandono escolar (situação “particularmente preocupante na população de etnia cigana”), são algumas das características apontadas num relatório da Câmara Municipal de Loures. Acresce a isso, de acordo com o mesmo documento, um crescimento natural da população “particularmente significativo (até pelas próprias taxas de natalidade características das comunidades que compõem o bairro).”

Além disso, “a incidência de fenómenos subterrâneos que geralmente iludem as estatísticas, como o acolhimento de parentes e conterrâneos ou o aluguer/venda clandestina de alojamentos, tendem a reforçar o crescimento demográfico do bairro.” A Quinta da Fonte é (já era, em 2003…) um espaço degradado, com “os espaços e equipamentos comuns dos prédios” a apresentarem “um avançado estado de deterioração (…)”. Aliás, a “deterioração dos espaços públicos do Bº Quinta da Fonte é talvez a característica que em primeiro lugar salta à vista (…) O frequente abandono de lixos e monos na via pública contribui para a degradação e insalubridade dos espaços e equipamentos colectivos do bairro (…)” salienta o relatório dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Loures.

Posto isto, algumas questões muito simples:

Para resolver esta chaga social são necessários grandes investimentos, em matéria de reinserção social. É possível fazê-lo sem antes limitar o seu crescimento? Ou seja, de que vale ter programas de reinserção que possibilitam a dez famílias sair deste círculo vicioso de pobreza e exclusão, se entretanto já estão mais dez famílias na mesma situação? Isto é tentar esvaziar o mar com um dedal! E vamos cometer aqui um crime de lesa-majestade, para a Esquerda, afirmando que um pedreiro guineense consegue sustentar toda a família se esta estiver na Guiné-Bissau, mas não a consegue vestir, calçar e alimentar se a trouxer para Portugal.

Que sentido faz continuar a respeitar “tradições culturais” que conduzem, entre outras coisas, à ausência de habilitações académicas e/ou profissionais, produzindo miséria para as novas gerações, como acontece na comunidade cigana? Não será tempo de encarar formas mais coercivas de impor o usufruto de direitos fundamentais, como a escolaridade mínima obrigatória e uma educação que não seja coartada, aos 13 ou 14 anos, com um casamento e um rancho de filhos, antes dos vinte anos? Não será tempo de fazer perceber a estas pessoas, de forma mais incisiva, que ter oito ou dez filhos implica a responsabilidade de usufruir de proventos suficientes para os sustentar, com um mínimo de dignidade e condições?


Resposta (II): Pobre Miguel Braga!

06/06/2007

Três questões pertinentes

O Stran, meu caro adversário, deu-me uma ajuda e seleccionou aquilo que ele considera serem as três questões mais pertinentes colocadas pelo Miguel Braga.

(Alô? Alô? Miguel Braga? Está lá? Onde anda você, Miguel Braga, que nunca mais deu sinais de vida, depois de eu denunciar a FALSIDADE das suas acusações, neste post: “Resposta (I): Pobre Miguel Braga”? Nunca mais vi rasto de si, por estas bandas… Olhe que eu não mordo…)

Primeira pergunta do Miguel Braga salientada pelo Stran: “Sobre a ligação “implícita” que este site tem com politicas discriminatória e que roçam o racismo e xenofobismo (pelo menos é a imagem que me transparece)?”

Meu caro, tem que ser mais “explícito” sobre essa relação “implícita” entre este blogue e as políticas discriminatórias que roçam o racismo e a xenofobia. Veja este comentário meu, aqui. O que acontece com frequência é que basta um pessoa dizer que a imigração tem que ser controlada (o que acontece em todos os países do mundo) para alguém achar que, implicitamente, se está a defender a expulsão dos imigrantes.

O Stran destaca outra questão do Miguel Braga: “Mas se os basofes, se os emigrantes criminosos lhe merecem tantos reparos, porque é que nunca vi neste site referências aos cabeças rapadas e aos seus crimes???”

Olhe, também nunca viu, aqui, uma palavra em defesa do Mário Machado ou de qualquer comportamento violento, seja de quem for. Também nunca ninguém viu aqui nenhuma palavra a favor da Freira do Bugio. E qual o significado disso? Que eu sou a favor da extinção da Freira do Bugio?

Antes pelo contrário, sempre deixei bem claro que, para mim, acima de tudo, está a Constituição Portuguesa e que, em matéria de agressões e outras atitudes violentas, só receito polícia, lei e tribunais. Mas eu vou fazer uma lista de todas as situações possíveis em que eu tenha que deixar bem expressa a minha posição (desde o que penso sobre as medidas de protecção da Freira do Bugio, até à minha postura quanto ao aquecimento global, passando pela co-incineração – à cautela, não vão acusar-me de defender a utlizaçao de câmaras de gás..)

Agora a sério: ataquem-me por causa daquilo que escrevo, mas não me ataquem por causa daquilo que não escrevo. Isso é absurdo!

Pergunta ainda o Miguel Braga (e considera o Stran uma questão interessante): “Nos sites de “nacionalistas” de cabeça rapada vi desculpabilizações da morte do Alcino Monteiro, alegando que não é crime matar-se “símios”! Acha bem?”

Já vi em alguns sites a defesa do sexo anal entre homens, como sendo algo delicioso e que deve ser praticado regularmente. Será que o Miguel Braga também pensa ( e pratica…) o mesmo?

Voltando às questões sérias, obviamente que não desculpabilizo a morte do Alcindo Monteiro, tal como não desculpabilizo a morte violenta de ninguém! Mas ó Miguel Braga, estamos a falar do meu blogue, do Máquina Zero, e não dos blogues dos outros. Então eu que, post sim, post não deixo bem claro que sou um defensor acérrimo da Democracia, da Constituição, da legalidade democrática, que nunca advoguei, defendi ou estimulei qualque tipo de atitude violenta, agora sou questionado por aquilo que vem escrito noutros sites?

Alguma vez me viu, ó Miguel Braga, usar alguma frase desse género? Então, acusa-me “implictamente” (um novo conceito jurídico, este do crime “implícito…) com base em quê?

Diz o Miguel Braga: “Os emigrantes que cá vivem, tal como os emigrantes portugueses no Estrangeiro, são pessoas que vêm à procura de melhores condições de vida. Não são todos criminosos. Porquê generalizar?”

Mas onde diabo é que eu generalizei? Citem-se lá uma frase minha em que faça uma generalização dessas, partindo de meros critérios raciais. Vou dar-lhe um exemplo! Este post sobre os ciganos: “Ciganos acima da Lei”. O que está lá escrito é racismo? Então um responsável policial diz que tem conhecimento de que determinadas pessoas, de etnia cigana, circulam de carro, em Montemor, sem carta e reconhece que a polícia fecha os olhos, por razões de carácter cultural? Que diabo, ninguém está acima da lei e se as tradições culturais fossem superiores à lei, tínhamos o Serviço Nacional de Saúde a pagar a realização da mutilação genital feminina nas filhas dos imigrantes guineenses – que as mandam para Guiné, para serem “operadas”; quando atingem a idade para isso

Diz ainda o Miguel Braga, sobre o Mário Machado: “Diz-se que foi um dos assasssinos do Alcino. Acha-o pessoa correcta?” Mas isto é espantoso! Nunca, neste blogue, defendi fosse que tipo fosse de violência, muito menos de base racial. Sugiro ao sr. Miguel Braga que faça uma lista mais completa, com todas as dúvidas que tem a meu respeito, que eu respondo, preto no branco (Ooooopppps! Lá me vai ele chamar racista!!!!)

Continua o Miguel Braga: “Acha bem os raides dos cabeças-rapadas aos “pretos”?” Respondo eu: “Não. Acho mal. Acho mal raides sejam de quem for contra seja quem for: amarelos contra azuis, verdes contra vermelhos (a Juve Leo e os Diabos vermelhos, p. exemplo), negros à caça de brancos, como conta o General D, aqui, brancos contra negros, etc, etc.

O Miguel Braga quer saber a razão dos “ataques ao profeta Maomé, chamando-lhe pedófilo, e coisas do género?” Bem, não só casou com uma criança de nove anos, como deixou as fontes de Direito (intocáveis, nas leis islâmicas) que permitem o casamento logo que a criança atinge a pueberdade, que permitem e execução dos homossexuais, apenas por oserem, que permitem o casamento ente homens de 55 anos com crianças de 11 anos. Será que o Miguel Braga está de acordo com estes preceitos legais islâmicos, que têm letra de lei no Irão e no Afeganistão, por exemplo?

Se estar contra isto é ser anti-islâmico, então eu sou. O Miguel Braga não é anti-islâmico porque não está contra a execução de homossexuais? Já agora, não me lembro de ter chamado “pedófilo” ao Profeta Maomé…


Quinta da Fonte, o nosso primeiro ‘banlieu’ (II)

03/31/2007

Ou como tentar esvaziar o mar com um dedal

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O Bairro da Quinta da Fonte é constituído por 786 fogos de habitação, onde foram realojadas 480 famílias em 1996, mais 350 do que as inicialmente previstas. Em 2001, o Bairro da Quinta da Fonte tinha 2.767 habitantes, dos quais cerca de 40 por cento seriam de origem africana (Cabo-Verde, Angola, Guiné, Moçambique), 40 por cento de etnia cigana e os restantes portugueses de origem – também referenciados como “lusos”, nalgumas publicações. Desemprego elevado, taxa de analfabetismo em crescimento, famílias de grande dimensão (45 por cento terão entre 1 a 4 pessoas, 55 por cento têm entre 5 a 10 elementos), altas taxas de insucesso, absentismo e abandono escolar (situação “particularmente preocupante na população de etnia cigana”), são algumas das características apontadas num relatório da Câmara Municipal de Loures. Acresce a isso, de acordo com o mesmo documento, um crescimento natural da população “particularmente significativo (até pelas próprias taxas de natalidade características das comunidades que compõem o bairro).”

Além disso, “a incidência de fenómenos subterrâneos que geralmente iludem as estatísticas, como o acolhimento de parentes e conterrâneos ou o aluguer/venda clandestina de alojamentos, tendem a reforçar o crescimento demográfico do bairro.” A Quinta da Fonte é (já era, em 2003…) um espaço degradado, com “os espaços e equipamentos comuns dos prédios” a apresentarem “um avançado estado de deterioração (…)”. Aliás, a “deterioração dos espaços públicos do Bº Quinta da Fonte é talvez a característica que em primeiro lugar salta à vista (…) O frequente abandono de lixos e monos na via pública contribui para a degradação e insalubridade dos espaços e equipamentos colectivos do bairro (…)” salienta o relatório dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Loures.

Posto isto, algumas questões muito simples:

Para resolver esta chaga social são necessários grandes investimentos, em matéria de reinserção social. É possível fazê-lo sem antes limitar o seu crescimento? Ou seja, de que vale ter programas de reinserção que possibilitam a dez famílias sair deste círculo vicioso de pobreza e exclusão, se entretanto já estão mais dez famílias na mesma situação? Isto é tentar esvaziar o mar com um dedal! E vamos cometer aqui um crime de lesa-majestade, para a Esquerda, afirmando que um pedreiro guineense consegue sustentar toda a família se esta estiver na Guiné-Bissau, mas não a consegue vestir, calçar e alimentar se a trouxer para Portugal.

Que sentido faz continuar a respeitar “tradições culturais” que conduzem, entre outras coisas, à ausência de habilitações académicas e/ou profissionais, produzindo miséria para as novas gerações, como acontece na comunidade cigana? Não será tempo de encarar formas mais coercivas de impor o usufruto de direitos fundamentais, como a escolaridade mínima obrigatória e uma educação que não seja coartada, aos 13 ou 14 anos, com um casamento e um rancho de filhos, antes dos vinte anos? Não será tempo de fazer perceber a estas pessoas, de forma mais incisiva, que ter oito ou dez filhos implica a responsabilidade de usufruir de proventos suficientes para os sustentar, com um mínimo de dignidade e condições?