Objectos contundentes e jornalistas ignorantes

03/21/2008

O drama da geração educada no pós-25 de Abril é não saber quanto são dois mais dois sem recorrer a uma calculadora. Se a Aritmética é esta desgraça, em Língua Portuguesa a tragédia assume contornos pavorosos. No Portugal Diário, que se gaba de ser o site de notícias online mais frequentado pelos portugueses, um jornalista noticiava, ontem, que uma mulher foi encontrada morta em Alfama, “com sinais de ter sido degolada por um objecto contundente”. Imagino que, se o cadáver tivesse hematomas no corpo, o escribazeco do Portugal Diário diria que tinham resultado de pancadas com um objecto cortante.


Diplomas comprados?

03/21/2008

No site da TVI, leio este espantoso parágrafo: “Cerca de 1400 alunos de engenharia de Coimbra concluíram a licenciatura sem ir às aulas, pagando até 650 euros pelo diploma do curso.” Há mais umas linhas que não explicam tudo, mas parece que se trata de  “estudantes com bacharelato, que reingressaram no Instituto Superior de Engenharia do Politécnico de Coimbra”, acrescenta o site da TVI, citando o Correio da Manhã.  Ou o engº Sócrates tem uma assessoria de Imprensa espantosamente eficiente (“spin doctors”, como dizem os ingleses) ou nasceu com o dito cujo virado para a Lua. É quando a “professoragem” se arregimenta e salta para as ruas, com medo de ser obrigada a trabalhar e com competência, que acontecem destas notícias. Perante isto, mais o que se viu na TV, com aquela rapariga a fazer gato e sapato de uma professora, qualquer pessoa de bom-senso e bem formada pede, seja a quem for, que mude isto. Porque para pior, já não se consegue ir.


Ensino gratuito no colégio S.João de Brito

02/03/2007

Escola privada faz caridade com dinheiro do Estado

Ainda estou a meio do noticiário da SIC mas não resisto a uma observação, perante a fantástica falta de inteligência revelada numa notícia sobre o ensino “gratuito” ministrado pelo Colégio S.João de Brito. Diz o jornalista que os apoios da Estado têm vindo a diminuir. Bom. Então o ensino não é gratuito! É subsidiado pelo Estado. Para os alunos, é gratuito. Mas as aulas não são gratuitas, como a notícia pretendia sugerir. Ou seja, o Colégio S.João de Brito, para filhos de gente rica que paga balúrdios por um ensino de qualidade, finge-se benemérito, fazendo caridade com o dinheiro dos outros. Mais concretamente, com o dinheiro de todos nós, vulgo impostos. Estou à beira das lágrimas.


Governo português vai abolir a nacionalidade

01/06/2007

Adultos ilegais também podem frequentar ensino oficial

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Os imigrantes legais, maiores de 18 anos de idade, podem matricular-se em qualquer estabelecimento de ensino básico e secundário, de acordo com uma determinação recente da DREL (Direcção Regional de Educação de Lisboa), na sequência de várias queixas apresentadas ao ACIME (Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas). A DREL adianta ainda que os imigrantes ilegais com mais de 18 anos podem pedir também ” a equivalência de habilitações” e ” fazer exame de acesso ao ensino superior”. De salientar que esta medida já se aplicava antes aos menores de 18 anos.

Máquina Zero apurou, junto de fontes bem informadas, que o Governo pretende, a curto prazo, abolir a nacionalidade. “Não faz sentido marcar de forma tão violenta e traumatizante os imigrantes ilegais, expondo-os à violência da exclusão que esta diferenciação administrativa entre cidadãos nacionais e imigrantes ilegais acarreta”, afirmou N’diou Yosuuf Abdulah, coordenador da comissão encarregue de redigir a lei que substituirá a actual Lei da Nacionalidade. A nova lei, adiantou N’diou, será denominada “Lei da Internacionalidade Fraternal”, uma vez que o seu objectivo será “abranger todos os Homens, com O grande, uma vez que não há pessoais ilegais, mas sim leis ilegais, de um ponto de vista humano, como a actual Lei da Nacionalidade portuguesa”.