General Rocha Vieira “receia fim da Liberdade”

04/07/2008

“É tempo ‘para voltarmos aos valores essenciais, para defendermos a memória dos que construíram Portugal independente, para honrarmos a responsabilidade de deixar aos sucessores mais do que aquilo que herdámos dos que nos antecederam’, afirmou o general Rocha Vieira, de acordo com o Correio da Manhã, no discurso que assinalou o Dia do Combatente.

 

Ora aqui está uma afirmação com a qual eu poderia concordar. Mas a memória dos homens é curta. Já ninguém se lembra que o general que agora brama, preocupado, com a independência nacional, quando andou lá pelo “bordel da Pátria”, como lhe chamou uma jornalista do Público, não parece ter tido grande preocupação em cumprir deveres fundamentais para com o seu comandante – o então Presidente Jorge Sampaio.


Cartel da droga instalado em Bissau

03/15/2007

Forças Armadas implicadas no tráfico

A Guiné-Bissau “tornou-se num país virado para o crime organizado, um pais de vendetas políticas, assassinatos à moda do “far-west”, um país onde impera o tráfico de influências, negócios obscuros e enriquecimentos ilícitos e,…ultimamente poiso predilecto de gente ligada ao tráfico internacional da droga”, afirma-se no blogue “Nó djunta mon”. De acordo com o autor do texto, “Essa gente de dinheiro fácil comanda o tráfico da droga de forma impune na Guiné-Bissau… Também aliciam as nossas populações em particular os nossos jovens a enveredarem pelo negócio sujo da droga, recrutando-os para a sua recolha em alto mar e nas nossas costas marítimas, assim como para servirem de “correio” para o seu transporte para destinos europeus e da sub-região onde acabam na sua maior parte nos calabouços de Lisboa ou Dakar.”

O envolvimento de elementos da Marinha de Guerra é referido em termos que não deixam dúvidas: “Também vejo, altas patentes militares no Mar Azul em confraternizadas bebedeiras e negociatas de vedetas apreendidas aos traficantes de droga; vejo a nossa tropa a mandar no tráfico da droga; vejo os nossos soldados da Marinha de Guerra apesar dos seus magros salários, prosperarem do dia para a noite (um sargento anda num imponente último modelo coupé da Mercedes, qualquer soldado é proprietário de pelo menos um Táxi Mercedes 190 na praça… Vejo a Marinha de Guerra como o epicentro do tráfico da droga na Guiné-Bissau.

As acusações são específicas, no que toca ao envolvimento das Forças Armadas: “A tropa é que manda, a tropa é que investiga, a tropa é que apreende a droga, a tropa é que guarda a droga, a tropa é que revende a droga, a tropa é dona do país e da droga que circula no pais… O Ministro da Justiça naquele seu ar patético, encolhe os ombros e acha tudo normal… até soltar criminosos.”


Pensões milionárias para militares, juizes e médicos

05/02/2006

As pensões acima dos quatro mil euros duplicaram nos primeiros quatro meses de 2006, face a igual período do ano passado, diz a SIC, citando o Correio da Manhã. Curioso. Mais de 30 anos depois de a guerra ter acabado, com as Forças Armadas reduzidas a um grupo de soldados comandados por uma multidão de oficiais, com a Justiça transformada numa longa fila de espera em que só os ricos saiem satisfeitos e com a Saúde pelas ruas da amargura, é nestes três sectores que se verificam as pensões mais altas.


Os valores de Varela Gomes (*)

04/28/2006

O coronel na reserva e ex-comando Varela Gomes, depondo no julgamento de um antigo combatente, militar das forças especiais, acusado de assassínio, afirmou: “(…) a formação dada aos Comandos valorizava o valor da lealdade e repudiava a traição, procurando incutir nos jovens a virilidade (..) Eram valores que se exaltavam nos anos 70, hoje politicamente incorrectos.” Fica a dúvida. Este militar, cuja actuação no 25 de Novembro, se a memória não me falha, o levou a ser detido pelos Comandos chefiados por Jaime Neves, faz uma constatação ou uma declaração de princípios?

(*) – CORRECÇÃO – Comentador amigo chamou-me a atenção para um erro meu, neste post. Como se pode ver pela notícia citada, do Portugal Diário, a pessoa em questão é Matos Gomes e não Varela Gomes. As minhas desculpas pelo lapso.